Melhores vôos para o Havaí

Na semana passada, recebi um comentário da Silvia Ungefehr, lá no post 4 dias no Kauai. A dúvida dela é, no fundo, a dúvida de muitos que me escrevem: quais os melhores vôos para o Havaí. O comentário:

“Pretendemos ficar uns 16 dias no Hawaii – acha que dá para fazer as 4 ilhas Maui, Oahu, Kauai e Big Island ? Minha pergunta é: qual a sequência das ilhas que você aconselha ? Existe a possibilidade de chegar via Los Angeles por uma ilha e sair por outra? Super-obrigada!”

Quase sempre, a pergunta da sequência de ilhas vem acompanhada do plano de vôo do leitor. Faz muito sentido: o Havaí é longe, ninguém quer perder tempo de traslado entre ilhas quando poderia já estar aproveitando um outro lugar. Neste post, entretanto, resolvi focar nos vôos para o Havaí – num próximo post, comento sobre a sequência de ilhas que prefiro, ok?

VÔOS DIRETOS SAINDO DO MAINLAND

O Havaí é longe – realidade geográfica. Estamos isolados no meio do oceano Pacífico, o maior do planeta. Não dá pra fazer um vôo non-stop do Brasil até o Havaí, então uma parada nos EUA continental – o mainland, como chamamos aqui – ou uma parada no Canadá é obrigatória.

Todas as principais empresas aéreas americanas voam para Honolulu (HNL), em Oahu, o principal aeroporto do Havaí, diversas vezes por dia saindo de diferentes cidades americanas. (A minha predileta é a Hawaiian Airlines, já digo logo – o serviço é excepcional, comparado às demais americanas.) Tirando Honolulu, há vôos diretos esporádicos de cidades no mainland EUA para outras ilhas havaianas, para os aeroportos de Kahului (OGG) em Maui, de Lihue (LIH) no Kauai, de Hilo (ITO) e Kona (KOA) na Big Island – requerem um pouco mais de ginástica do planejamento. Portanto, respondendo a pergunta da Silvia: há jeito, sim, de chegar por um ponto e sair por outro. Talvez o preço não valha a pena, e depende também da empresa aérea que você escolhe. Mas que dá, dá.

A forma mais rápida de viajar saindo do Brasil é via Los Angeles, mas os vôos que param em Houston (hub da United Airlines) ou Dallas (hub da American Airlines) também funcionam bem. Eu particularmente evito com unhas e dentes vôos que parem na costa leste americana, seja Nova Iorque, Miami ou Washington DC, apenas por causa do tempo de duração da viagem – de NY a Honolulu são quase 10 horas de vôo. O vôo da United Airlines de Chicago a Honolulu também é ruim: são 9 horas de vôo durante o dia, o que faz parecer que estas 9 horas são na verdade 19h. Eu de-tes-to esse vôo e fujo dele sempre que possível. Os vôos saindo de Atlanta são neutros, em minha opinião.

Para entender os dados aéreos de viagem para o Havaí, montei tabelinhas para ajudar. As tabelas abaixo têm a lista das principais companhias aéreas que servem as ilhas, saindo de alguns dos principais aeroportos que funcionam como boas escalas, tanto direto do Brasil quanto de algumas cidades do continente mais conectadas ao Havaí. Longe de serem a totalidade de possibilidades de vôos para o Havaí, mas acho que já ajudam. Considerei apenas vôos non-stop para qualquer um dos principais aeroportos havaianos. Se está “checado” em verde, é porque esse vôo existe, pelo menos uma vez por semana!

Agora é só planejar direitinho e vir, né não? 😀

Aloha e bons vôos!

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P.S.: Se este post lhe ajudou no planejamento da sua viagem ao Havaí e você gostaria de contribuir para a manutenção deste site, use este link ou reserve seu hotel usando este link do booking (recebo uma microcomissão a partir dele). A blogueira agradece seu interesse e colaboração! 🙂



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Eis que leio com muita tristeza nesta semana uma reportagem do NYTimes comentando (de novo) sobre o miserável estado de stress da parte norte da Grande Barreira de Corais Australiana – em muitos trechos, com corais já mortos. Este é o tipo de notícia que: a) passa batido da maioria dos habitantes deste planeta; b) me deixa super-triste; c) só perceberemos o real impacto em algum momento futuro – e aí vamos todos olhar pra trás e pensar “puxa, por que não fizemos nada quando podíamos?”.

Stress nos corais da GBR Norte

Pois é.

Houve reportagens anteriormente alarmantes dizendo que a Grande Barreira de Corais Australiana estava morta, ou que iria morrer até 2030. O Climate Feedback, que faz uma excelente e peer-reviewed curadoria das reportagens sobre mudanças climáticas, categorizou alguns destes artigos de “exagerados”. Entretanto, vale notar que o exagero não é porque a barreira de corais está sã e salva, e sim porque a expectativa de padecimento é heterogênea entre as espécies que ali vivem. Ou seja, haverá trechos mortos onde algumas espécies mais resilientes poderão ainda sobreviver, formando-se potencialmente uma verdadeira colcha de retalhos (esfarrapados) biológica. E nesse novo paradigma, os cientistas ainda estão tateando para entender o que vem por aí, porque toda essa situação de mundo a mais de 400 ppm de CO2 é nova, única, nunca vivemos antes como espécie humana, infelizmente. A única coisa que sabemos é que nesse não-muito-admirável mundo novo, pode ser que os recifes de corais como os conhecemos hoje sejam história.

O alarme é real.

Nesse ínterim, a reportagem do NYTimes comenta sobre o último estudo dos efeitos do aquecimento do mar nos corais australianos, publicado na Nature, e que mostram trechos significativos do norte da Austrália onde os corais já morreram – logo ali, no triângulo dos corais. É de uma tristeza tão profunda que nem sei. 🙁

(E eu não consigo não parar de pensar nos corais que vimos em 2015 no trecho sul da Barreira, em Heron Island, aquele paraíso cada vez mais perto da extinção. De cortar o coração.)

Por mais corais sempre.

UPDATE: Hoje, 18/março/2017, o Climate Feedback já se posicionou sobre o artigo do NYTimes, dizendo que ele é “largely accurate”. Ou seja, cientificamente correto.

Esbarrei neste vídeo do Parque Nacional dos Vulcões do Havaí de uma palestra com o pesquisador Milton Garcés, do Laboratório de Infrassom do Instituto de Geofísica e Planetologia aqui da Universidade do Havaí. São 49 min ao total: 33 min de palestra e o resto de (ótimas) perguntas. Dr. Garcés foi atrás do som – ou melhor do infrassom – emitido pelo vulcão ativo. E nessa busca, uma verdadeira sinfonia planetária foi descoberta.

Nós não conseguimos escutar o infrassom. Nossa percepção auditiva mais baixa chega a 20 hertz em jovens, e à medida em que envelhecemos este valor vai subindo aos poucos, ficando mais difícil ainda ouvir sons baixos. Entretanto, a tecnologia de detecção dos infrassons, que antes era algo nível NASA, nos dias atuais está ao alcance de todos em apps de celular como o Infrasound Recorder e o Infrasound Analyzer. Dr. Garcés explora esse admirável mundo novo da plataforma colaborativa para melhorar o nosso entendimento científico de vulcões, tsunamis, terremotos, meteoros e outros fenômenos da natureza.

Infrassom do vulcão Kilauea

Embora ele mesmo diga ao final do vídeo que o infrassom da natureza não é tão “melódico”, acho que fica aberta a possibilidade de um artista vir aí e usar essa base de dados de infrassom para compor uma obra musical natural… afinal, já temos o som das geleiras, o som do gelo quebrando no Ártico (10 horas seguidas!)… inspirando composições artísticas belíssimas, por que não nos inspirarmos também no infrassom dos vulcões, né?

Amigos músicos, olha a oportunidade! 😛

Tudo de som sempre.

P.S.: Pesquisando para este post, descrobri que há todo um ~segmento~ de som de ondas quebrando e mares no youtube. Meldels!

Mergulho com Tubarões

Mergulhar com tubarões e arraias é um segmento do ecoturismo atualmente realizado em 85 países, com aproximadamente 500.000 pessoas por ano interagindo com estes animais em seu ambiente natural, de acordo com este artigo publicado no Biological Conservation de Gallagher e colaboradores. Uma atividade econômica de impacto razoável, que depende diretamente da saúde e do comportamento natural destes animais para existir. Entretanto, como quase toda atividade econômica a que humanos se adentram, há uma gradação de sustentabilidade, com operadoras oferecendo passeios exemplares para observação e interação com estes animais, até operadoras que não deveriam estar funcionando, dado o desleixo ambiental com que atuam.

Para “botar ordem na casa” desta indústria cheia de adrenalina, várias iniciativas vêm surgindo, como este guia de regras sugeridas para a prática sustentável do mergulho com tubarões. O guia foi elaborado em conjunto pelo WWF, Project Aware e The Manta Trust, três organizações não-governamentais que há algumas décadas estão envolvidas na proteção destes animais, e contou com a participação de cientistas e pessoas da indústria para ser desenvolvido – é fundamental envolver os donos de negócios que lidam com este tipo de turismo diariamente, que geram empregos em suas comunidades, pois eles têm a perspectiva hands-on fundamental para a elaboração de um bom guia. O guia é dividido por espécie animal, e explora boa parte das variações de como o turismo com tubarões e arraias é feito: Tem gaiola? Oferece comida ao animal como recompensa? É mergulho ou snorkel? O animal é ameaçado de extinção? A operação envolve a comunidade local? E a comunidade científica? A segurança do cliente é uma prioridade? Enfim, esmiuçam-se neste guia algumas das particularidades para cada operação em cada local diferente do mundo, com gerenciamentos distintos do mergulho com tubarões de acordo com a espécie avistada, seu comportamento natural, o local e outras nuances.

Dentro deste guia, a iniciativa da Nova Zelândia é exemplificada. Lá, os operadores de mergulho de gaiola para ver o tubarão branco em Stewart Island elaboraram um infográfico simples com as regras básicas para atividades que envolvem gaiola. Seria excepcional se todos os pontos de mergulho com tubarões no mundo tivessem um infográfico simples assim para oferecer ao seu turista, não?

O outro lado desta moeda do ecoturismo é a experiência do cliente. Como já participei de várias operações de mergulho com tubarões, posso afirmar que, para quem vai com olhos críticos, fica bem claro perceber o quão engajada é a comunidade local na atividade, o quão (e se) danosa ao animal é a atividade, e principalmente o quanto a operadora está preocupada na sustentabilidade ambiental em seu modelo de negócios. Não seria excelente se tivéssemos um site para os clientes resenharem todas estas coisas?

Pois este site agora existe. O amigo Rick MacPherson lançou o Sustainable Shark Diving, uma espécie de Trip Advisor do mergulho com tubarões e arraias. O site é dividido por destino, linka para materiais com informação da atividade para cada espécie, e oferece ao turista a oportunidade de resenhar seu mergulho com tubarões. Com avaliações dos clientes, o site tem portanto a oportunidade de gerar um banco de dados fundamental para futuras melhorias e regulamentação mais eficaz desta indústria, caso sua utilização seja amplificada.

De minha parte, deixo a dica aqui do Sustainable Shark Diving a todos os amigos deste blog que se aventuram com tubarões. Antes de arrumar as malas para o próximo mergulho com estes animais, que tal dar uma olhadinha nas resenhas anteriores? Escolhendo o business de quem faz a coisa certa, a gente favorece as boas práticas de sustentabilidade, e incentiva uma maior proteção aos tubarões e arraias – afinal, o animal vivo vale milhões de vezes mais que pescado.

#FicaDica 😀

Tudo de tubarões sempre.

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P.S.: Este post foi inspirado em inúmeras discussões em mídias sociais instigadas pelo blog do DaShark

Onde ficar em Maui? As opções, como nas demais ilhas havaianas, são inúmeras, para todo tipo de gosto. Entretanto, Maui é notoriamente a ilha mais cara do Havaí – portanto, prepare-se sempre para pagar uma pequena facada em hospedagem. Mas também, procurando direitinho e planejando com cuidado, é possível aproveitar esta ilha lindíssima sem declarar falência – e o objetivo do meu post é ajudar neste planejamento bbb. (Só para lembrar, os preços deste post não incluem o imposto de 13,41% cobrado em Maui para acomodações.) As principais áreas hoteleiras são Wailea (costa sul), Lahaina/Ka’anapali/ Kahana (costa oeste), Napili/Kapalua (costa noroeste), Pa’ia/ Makawao/ Haiku (costa norte) e Kihei (costa sul). Há possibilidades interessantes de hospedagem também em Hana (costa leste) e na encosta do vulcão Hale’akala, em Kula, mas estas são, em geral, menos procuradas. E ainda tem Kahului, onde na minha opinião só vale a pena se hospedar se você não tiver outra escolha.

Independente de onde você escolha ficar, de qualquer hotel em Maui você terá que dirigir – ou contratar shuttle. A maior parte das atrações interessantes estão longe umas das outras, portanto qualquer área onde você se hospede, estará longe de outra bem legal. Agora, se seu objetivo é apenas descansar na praia… escolha uma das áreas costeiras – Wailea ou Kaanapali – e esqueça da vida (tomando um coquetel com guarda-chuvinha, claro).

Ao guia!

Guia de hotel em Maui - mapa

Mapa das principais regiões hoteleiras de Maui.

WAILEA

Esta é a área dos grandes resorts de alto luxo e das grifes badaladas. Wailea está ao sul de Maui, e tem algumas das praias mais lindas da ilha, como Big Beach, Little Beach e Makena. Também é a área onde o snorkel excelente é garantido, com diversos pontos onde tartarugas abundam. Mas escolher ficar em Wailea é garantia não só de muita natureza: a área tem ótima gastronomia, pois dentro de cada hotel sensacional há restaurantes mais sensacionais ainda. Toda a costa de Wailea também é conectada por um beachwalk, ideal para caminhadas e corridas de manhã cedo, e para ir de um hotel para outro – ou de um restaurante para outro. A maioria dos hotéis oferece um luau típico, que costuma ser um pouco mais privativo. A região é a escolha perfeita de hospedagem para quem quer prioritariamente relaxar com muito luxo em Maui, sem precisar sair demais do hotel, e sem se preocupar com gastos (que serão avantajados, diga-se de passagem).

  • Grand Wailea – O Grand Wailea é o maior resort da costa de Makena. O hotel é parte da Rede Hilton, e já foi escolhido inúmeras vezes como o melhor resort de Maui. Tem em sua beira-mar uma capelinha fofa com vitrais havaianos, onde os casamentos são realizados. Amantes de arte vão cair de amores pelas esculturas de Botero espalhadas pela área central do hotel e no lounge, além de algumas obras de Chihuly. A praia em frente é mansinha, e o hotel oferece infra-estrutura completa para curtir a praia – você pode alugar pranchas de surfe, SUP, caiaque, snorkel… enfim, qualquer coisa para curtir o mar lindo de Maui. Há também uma praia artificial para crianças. O café da manhã é no Grand Dining Room, cujo buffet não curto tanto – prefiro ali pedir a la carte. Dos outros restaurantes do hotel, o de maior destaque é o Humuhumunukunukuapu’a’a, cuja localização em cabana é perfeita para um encontro romântico ao entardecer. Embora o hotel seja enorme e haja espaço para todos os hóspedes, rola uma vibe mais família que lua-de-mel. No Grand Wailea há também um spa bacana e, claro, um campo de golfe. Se puder cacifar, prefira ficar numa villaPreços: diárias a partir de US$479,00. Taxa de resort US$30,00/dia e estacionamento só com valet por US$30,00/dia. Acesso a wifi incluso na taxa de resort. Endereço: 3850 Wailea Alanui Dr. Wailea.

  • Four Seasons Wailea – Não precisa dizer muito: a marca Four Seasons sempre é sinônimo de qualidade, e aqui em Maui não é diferente. Decoração perfeita com temática Pacífica, com reclusão ideal para famílias que querem descansar – casais em lua-de-mel podem conseguir bons momentos aqui também. Os quartos são enormes e a vista para o mar é deslumbrante. A área de piscina não impressiona (principalmente se compararmos com os resort vizinhos), mas o mar de Maui está ali na cara, perfeito e azul. O resort fica num cantinho de Makena Beach, com uma prainha reclusa para você se sentir isolado-pero-no-mucho. Dois dos melhores restaurantes de Maui estão no Four Seasons: o Ferraro’s (italiano) e o Spago (gastronomia havaiana fusion). O requinte está em todos os detalhes, e, embora este seja um resort menor que seus vizinhos, a qualidade transpira mais forte. O spa é sensacional, e a existência de um mini-spa perto da piscina e do mar para massagens mais in natura é deliciosa. As aulas de ioga no SUP, em pleno mar lindo de Maui, são um must pros adeptos da atividade. Preços: diárias a partir de US$ 689,00. Único resort da região que não cobra taxa de resort. Estacionamento só com valet, a US$27,00/dia. Taxa de wifi a US$10,00 por dia. Endereço: 3900 Wailea Alanui Drive, Wailea.

  • Hotel Wailea – Presença constante em várias listas de melhores hotéis de Maui e considerado um dos mais românticos do mundo, este é o hotel-boutique mais perfeito para uma lua-de-mel em Maui. O hotel não aceita crianças ou menores de 16 anos, portanto a garantia de tranquilidade e privacidade na sua estadia é total. Tudo ali é pensado em termos de casal, da escolha dos restaurantes aos inúmeros lounges a dois, e o serviço é o mais personalizado que você encontrará em Maui. O hotel não é diretamente na praia, mas a vista da paisagem é, ainda assim, sensacional e um pouco mais dramática que dos demais resorts da região. Nem preciso dizer que o restaurante italiano Capische?, dentro do hotel, é para “aquele” jantar romântico especial, né…  Preços: diárias a partir de US$479,00. Taxa de resort de US$31,25, incluindo estacionamento e transporte até a praia. Wifi gratuito no lobby e individual incluso na taxa de resort nos quartos. Endereço: 555 Kaukahi St., Wailea.
  • Fairmont Kea Lani – Mais um hotel super-estrelado da costa de Wailea, o Fairmont Kea Lani se destaca pela clara dedicação à sustentabilidade e pelas inúmeras áreas de lounges, que são garantia de privacidade. O hotel tem um programa de reciclagem forte, e foca bastante no uso comedido dos recursos – o que é uma excelente política ambiental. Os quartos estão um pouco mais afastados do mar, e se você quiser realmente ficar pé na areia, a hospedagem na villa é mais aconselhável. O resort está em frente a uma área de preservação ambiental, com plantas endêmicas e as ruínas de uma construção antiga havaiana, e com acesso a uma praia bem piscininha. Seu spa é considerado um dos melhores do mundo, portanto se tiver que escolher um spa durante sua estadia, é neste que você deve ir. É meu hotel favorito nesta costa. Preços: diárias a partir de US$511,00. Taxa de resort de US$ 35,00. Taxa de wifi inclusa na taxa de resort. Estacionamento gratuito sem valet e a US$27,00 por dia com valet. Endereço: 4100 Wailea Alanui Drive, Wailea.

Fairmont Kea Lani

  • Wailea Beach Marriott Resort – O hotel foi parcialmente reformado, e ainda tem alguns pontos em obras. A parte pronta já está com uma cara beeeem mais modernosa. No lobby, uma feirinha de artesanato local bem bacaninha é o destaque. É um resort mais família e mais simples, com uma área de piscina ok. Dos restaurantes do hotel, apenas o Mala se destaca – mas mesmo assim, o Mala de Lahaina é bem mais interessante, na beira-mar e com vista do pôr-do-sol sensacional. Preços: diárias a partir de US$195,00 (por conta das obras, este preço provavelmente subirá quando a obra acaba). Taxa de resort de US$30,00, com internet wifi inclusa. Estacionamento a US$25,00 por dia sem valet, e US$35,00 com valet. Endereço: 3700 Wailea Alanui Drive, Wailea.
  • Andaz Maui – O Andaz é da rede Hyatt, também reconhecida por sua qualidade de luxo. Dos resorts de Wailea, é o mais pet-friendly – o que no Havaí não significa muito, já que trazer um pet de férias para cá é um pesadelo em termos de papelada. Em termos de restaurantes, não deixe de visitar o Morimoto Maui, um japonês de primeira comandado pelo badalado Chef Morimoto, do Food Network. Os quartos são grandes, com decoração em madeira com pouca cara de Pacífico. Preços: diárias a partir de US$391,00. Estacionamento a US$30,00/dia, com valet. Taxa de resort de US$40,00, inclui uso de GoPro e diversas atividades interessantes, como ioga no SUP e aulas de dança hula. Wifi gratuito por todo o hotel. Endereço: 3550 Wailea Alanui Drive, Wailea.

LAHAINA/ KAANAPALI/ KAHANA

Em Maui, estas três cidadezinhas constituem a principal zona hoteleira da ilha, onde você encontrará o melhor custo-benefício em termos de estadia. Ficar nesta região é conveniente para aqueles que não pretendem alugar carro todos os dias e querem fazer alguns passeios saindo dali direto – a maior parte dos passeios podem ser arranjados dali com shuttle. Também é uma área perfeita para quem planeja passar um dia em Lanai, já que está próxima ao píer de onde saem alguns dos barcos de passeio. As praias são mansinhas, estilo piscininha, o que torna a região uma excelente opção para quem vem com crianças ou não curte mar agitado. De qualquer uma destas áreas, você verá baleias jubarte da janela do seu quarto na temporada das baleias (novembro-março). Lahaina, na costa oeste de Maui, foi a primeira capital do reino unificado do Havaí, e portanto ainda guarda um pouco deste resquício passado. Alguns dos hotéis estão em prédios tombados pelo patrimônio histórico, mas a maioria é moderna. Kaanapali fica um pouco mais ao norte de Lahaina, e foi a primeira grande área hoteleira desta ilha – portanto a maior parte dos hotéis de rede tem pelo menos uma propriedade aqui. Kahana fica ao norte de Kaanapali, e vem crescendo bastante nos últimos anos.

Lahaina

Em Lahaina:

  • Lahaina Shores Beach Resort – É um “hotel” de apartamentos para temporada, ideal para quem quer ficar em Lahaina perto do centrinho com um pouco mais de conforto – a localização é tudo. A propriedade é pé na areia e tem decoração simples, mas eficiente. A piscina é fraca, mas a praia de Lahaina está ali, te esperando com toda a mansidão que ela pode oferecer, né? 🙂 O sistema de reservas online do hotel é limitado. Preços: o hotel não fornece a maioria das diárias online, precisa ligar (+1-866-934-9176). Não tem taxa de resort. Wifi gratuito. Estacionamento a US$8,00 por dia. Endereço: 475 Front Street, Lahaina.
  • The Ilikahi Maui – Embora não fique na beira da praia, esta pousada-boutique é uma opção muito boa para quem não curte resorts e quer um lugar um pouco mais aconchegante. A pousada é super-ecoconsciente (eeee!!!), movida a energia solar, com programa de reciclagem, jardim zen e sem ar condicionado. Só há quatro suítes na propriedade; por estar um pouco afastada do centrinho de Lahaina, entretanto, a área é bem mais tranquila que as demais acomodações ali. A pousada requer estadia mínima de 2 ou 3 noites, dependendo da suíte escolhida. Preços: diárias a partir de US$170,00. Estacionamento e internet gratuitos. Taxa de serviço de US$17,43. Endereço: 441 Ilikahi Street, Lahaina.
  • Best Western Pioneer Inn – Localizado no prédio histórico mais central de Lahaina, é uma excelente opção de estadia para quem curte história e quer ficar perto de tudo –  ou não quer alugar carro todos os dias em Maui. Do hotel, dá pra ir a pé até a marina, de onde saem muitos passeios de barco, além das diversas opções de restaurantes por perto. Os quartos são padrão Best Western, num prédio de 1901. Particularmente acho este hotel uma pequena jóia arquitetônica. Preços: diárias a partir de US$179,99. Wifi e estacionamento gratuitos. Endereço: 658 Wharf Street, Lahaina.
  • The Plantation Inn – É um bed & breakfast/ boutique hotel, bem interessante por seu ótimo custo-benefício. Foi escolhido diversas vezes como o melhor em sua categoria no Havaí inteiro. A vibe de plantation + Havaí é certeira. Fica no centro de Lahaina, mas sem vista pro mar. O restaurante Gerard’s dentro da propriedade é um típico francês com sotaque americano – pense em sul dos EUA, New Orleans, etc. Preços: diárias a partir de US$165,00, inclui café da manhã. Estacionamento e wifi gratuitos. Endereço: 174 Lahainaluna Road, Lahaina.
  • Lahaina Inn – Outro hotel em prédio histórico de Lahaina, construído em 1938 para ser uma loja. Entretanto, o prédio sofreu um incêndio e apenas a fachada não foi destruída – a parte interna é toda renovada, mas ainda mantém a decoração antiga. Não escolha este hotel por sua vista, que é bastante limitada; escolha pela sua personalidade e praticidade em termos de localização. O Lahaina Grill, que fica embaixo do hotel, está há mais de 20 anos na lista de melhores restaurantes de Maui. Preços: diárias a partir de US$109,00. Não tem taxa de resort e wifi é gratuito. Endereço: 127 Lahainaluna Road, Lahaina.
  • Makai Inn – Pequeno hotel kitsch em Lahaina, de frente pra praia e fora do centrinho. Beeem simples, ideal para orçamentos apertados. Não tem serviço de quarto diário. Preços: diárias a partir de US$110,00. Taxa de hotel de 13.25% do valor da diária. Estacionamento e wifi gratuitos. Endereço: 1415, Front St., Lahaina.
  • Outrigger Aina Nalu – É um condomínio de apartamentos para temporada, curta ou longa, com estadia mínima de 2 noites. Gerenciado pela rede Outrigger, tem algumas amenities de hotel, com apartamentos de 1 ou 2 quartos, mas não espere muita coisa – é um 3 estrelas quase caindo pra duas. Opção interessante para famílias. Preços: diárias de studio a partir de US$129,00. Estacionamento a US$17,50 por dia. Taxa de limpeza de US$110,00 por estadia. Endereço: 660 Wainee Street, Lahaina.
  • Garden Gate Inn – Este é um bed & breakfast licenciado (nem todos os b&b têm alvará aqui no Havaí, uma longa história…). É mais afastado do centro de Lahaina, a dois quarteirões da praia. Não requer estadia mínima na reserva, e é bem mais modesto que os demais na cidade. Preços: diárias a partir de US$139,00. Taxa de limpeza de US$40,00. Estacionamento e wifi gratuitos. Endereço: 67 Kaniau Road, Lahaina.
  • Maui Guest House – No finzinho de Lahaina, fica este simpático bed & breakfast. A decoração é meio kitsch, os quartos são limpinhos, e a localização compensa, a um quarteirão da praia. Preços: diárias a partir de US$169. Estacionamento e wifi gratuitos. Endereço: 1620 Ainakea Road, Lahaina.
  • The Tiki Hale Hostel – É um albergue boutique, para flashpackers. A localização é a melhor possível, pertíssimo do centro de Lahaina e praticamente pé na areia. Banheiro e cozinhas compartilhadas. O albergue oferece pranchas de surfe e SUP gratuitas, além de diversos passeios também gratuitos. É um point de encontro da moçadinha. Preços: diárias a partir de US$49,99 em dormitório. Estacionamento e wifi gratuitos. Endereço: 545 F Front Street, Lahaina.

Em Kaanapali:

  • Hyatt Regency Maui Resort & Spa – Este resort estrelado é considerado onde a costa de Kaanapali começa. O hotel fica de frente pra praia, pertíssimo do Drums of the Pacific, um dos luaus mais interessantes que acontecem em Maui. Nenhum de seus restaurantes tem um destaque especial. Preços: diárias a partir de US$329,00. Estacionamento diário a US$18,00 sem valet, e US$28,00 com valet. Taxa de resort de US$30,00. Taxa de wifi inclusa na taxa de resort. Endereço: 200 Nohea Kai Drive, Lahaina.

Ka’anapali, a costa dos resorts.

  • Marriott Maui Ocean Club – Funciona primordialmente como um timeshare, com apartamentos e villas de 1 ou 2 quartos que são negociados por esse mecanismo. Também oferece estadias avulsas, entretanto mais difíceis de serem encontradas. A decoração é padrão Marriott, com personalidade resort. O hotel é pé na areia. Preços: diárias a partir de US$369,00. O hotel diz não ter taxa de resort, mas um valor de US$30,00 referente a “outras taxas” é cobrado por dia além do imposto estadual. Estacionamento a US$17,00/dia sem valet, ou US$19,00/dia com valet. Wifi gratuito. Endereço: 100 Nohea Kai Drive, Lahaina.
  • Aston The Whaler – Este é o hotel de frente pra praia que mais costumo ficar quando vou a Maui, pelo simples fato de que possui bons apartamentos para família e não cobra o olho da cara para isso – um ótimo custo-benefício, portanto. É um resort simples, sem luxo ou bom restaurante, ideal para quem não quer curtir o hotel em si, e sim a ilha de Maui. Preços: diárias a partir de US$234,00, com uma promoção de 10% de desconto se você compartilha fotos do hotel em mídias socias (precisa pedir este desconto especial com antecedência). Taxa de resort de US$15,00, inclui estacionamento e wifi. Endereço: 2481 Kaanapali Parkway, Lahaina.
  • Aston at Papakea Resort – Mais um resort de apartamentos de 1 a 3 quartos para temporada, desta vez com uma vibe um pouco mais simples. Preços: diárias a partir de US$189,00. Estacionamento e wifi gratuitos. Endereço: 3543 Lower Honoapiilani Road, Lahaina.

Sheraton Maui Black Rock

  • Sheraton Maui Resort & Spa – Para quem gosta de snorkel, este é o resort com a melhor localização em Maui. O motivo é que ele fica de frente ao Black Rock, contornado por um recife de coral sensacional, cheio de peixes e vida – ou seja, basta sair do seu quarto com máscara e pé de pato e cair na água. Também está pertinho do campo de golfe de Kaanapali, para quem curte o esporte. Em termos de custo-benefício, vale a pena pela localização e conforto padrão Sheraton. Tem 2 restaurantes e 3 bares, nenhum deles de muito destaque. Como esta é uma propriedade um pouco mais antiguinha, a área de piscina é ok, sem muitas modernidades – mas com aquela praia piscininha perfeita ali em frente, quem precisa de piscina, né… Preços: diárias a partir de US$365. Estacionamento incluso na taxa de resort de US$26,04. Wifi gratuito. Endereço: 2605 Kaanapali Parkway, Lahaina.
  • Honua Kai Resort & Spa – Um resort bem família. Funciona como um apart-hotel, com apartamentos para temporadas curtas. Por não fazer parte de nenhuma grande rede hoteleira, este resort tem uma cara menos pasteurizada – pero no mucho. Todos os apartamentos vêm com cozinha completa. O parque aquático deles é ótimo para a criançada. A vantagem, a meu ver, está em ser perto do Duke’s Maui, bar e restaurante tradicional havaiano. Preços: diárias a partir de US$290. Estacionamento incluso na taxa de resort de US$29,00. Wifi gratuito somente no lobby e na piscina. Endereço130 Kai Malina Pkwy, Lahaina.
  • The Westin Maui Resort & Spa – Resort 4 estrelas, com uma qualidade um pouco acima da média encontrada nesta região, o Westin Maui é uma opção excelente para quem quer toda comodidade de resort bom mas não quer ficar longe de Lahaina. Os quartos são bem confortáveis. Como a maioria dos grandes resorts havaianos, oferece um luau menos tumultuadoPreços: diárias a partir de US$469. Estacionamento incluso na taxa de resort de US$31,25. Wifi gratuito. Endereço: 2365 Ka’anapali Parkway, Lahaina.
  • The Royal Lahaina Resort – Apesar do nome, fica em Kaanapali. Além dos apartamentos, tem cottages na beira-mar – vale a pena cacifar um destes. Oferece um luau a preço relativamente camarada pros padrões de Maui (US$90,00). O resort está na beira da praia de Kaanapali, que é linda, e tem uma quadra de tênis que costuma ser disputada. Preços: diárias a partir de US$210,00. Estacionamento a US$10,00 por dia. Internet gratuita. Não tem taxa de resort. Endereço: 2780 Kekaa Drive, Kaanapali.
  • Aston Paki Maui – É um apart-hotel, com suítes e apartamentos menores, mas bem funcionais. Como todos os hotéis da rede Aston no Havaí, este também é bbb, e sua localização pé na areia e perto do comércio distrai da falta de amenities decentes. Ganha muitos pontos verdinhos pela quantidade de painéis solares que possui gerando energia para seu funcionamento. Preços: diárias a partir de US$224. Estacionamento incluso na taxa de resort de US$20,00. Endereço: 3615 Lower Honoapiilani Road, Lahaina.
  • Kaanapali Beach Hotel – Situado ao lado do Aston The Whaler e pertinho do shopping Whaler’s Village, este é um hotel mais velhinho que ainda quebra um bom galho. Os quartos são simples, sem luxo. O charme fica na extrema preocupação que têm com a cultura havaiana, desde a decoração até as atividades que oferecem – foi eleito há alguns anos o hotel mais “havaiano” do Havaí, o que não é pouca coisa. Tudo muito ponoPreços: diárias a partir de US$200. Estacionamento a US$12 por dia. Wifi gratuito. Endereço: 2525 Kaanapali Parkway, Lahaina.

Em Kahana:

  • Hawaiian Haven at Sands of Kahana Vacation rental um pouco mais afastado do burburinho, este resort familiar fica perto do aeroporto de Kapalua, e requer 5 noites no mínimo de estadia. Por ter apartamentos maiores, é perfeito para grupos com mais de 5 pessoas. A praia em frente é fantástica para nadar e fazer snorkel. O resort tem piscina separada para adultos, e uma quadrinha de vôlei de praia convidativa. Os quartos voltados para a rodovia podem ser bem barulhentos – evite-os. Preços: diárias a partir de US$425, com taxa de limpeza de US$299 e taxa de recepção de US$100. Estacionamento e wifi gratuitos. Endereço: 4299 Lower Honoapiilani Rd, Lahaina.
  • The Kulakane Condos – Outro apart-hotel, este bem mais simplezinho, a meio caminho entre Kaanapali e Kahana, de frente pra praia. Os apartamentos são de um ou dois quartos, e há áreas de churrasqueira comunitárias. A piscina é pífia. Preços: diárias a partir de US$225. Estacionamento e wifi gratuitos. Endereço: 3741 Lower Honoapiilani Road, Lahaina.
  • The Royal Kahana Maui by Outrigger – Em termos de custo-benefício, este hotel da ótima rede Outrigger é campeão. A praia em frente é bastante convidativa. O prédio é meio caidinho, o hotel bem basicão e os quartos têm decoração clichê tropical, mas funcionais. Requer estadia mínima de 2 dias. Preços: diárias a partir de US$130. Taxa de limpeza de US$115. Estacionamento e wifi gratuitos. Endereço: 4365 Lower Honoapiilani, Lahaina.
  • Mahina Surf – Com apartamentos de 1 ou 2 quartos, o Mahina Surf é uma ótima opção bbb na região de Kahana. A piscina é de água salgada com aquecimento por energia solar (eeeeeeeeee!!!). Os apartamentos são funcionais e a vista da praia de todos os quartos é sensacional – a praia em si é rochosa naquele pedaço, portanto mais difícil para banho. O hotel requer estadia mínima de 3 noites. Preços: diárias a partir de US$160 na baixa temporada. Estacionamento e wifi gratuitos. Taxa de limpeza cobrada para estadias mais curtas que 7 noites (US$100 para apartamento de 1 quarto). Endereço: 4057 Lower Honoapiilani Road, Lahaina.
  • Kahana Falls Resort – Talvez por ser um dos poucos resorts que não são pé na areia nesta região, o Kahana Falls seja uma opção menos atraente. Afinal, pelo mesmo preço você pode ficar na cara da praia em outro hotel. Os quartos são bons, mas os banheiros antigos fazem o hotel cair de qualidade. Escolha este hotel apenas se não tiver outras opções disponíveis ou se conseguir uma promoção imperdível. Preços: diárias a partir de US$160. Estacionamento e wifi gratuitos. Endereço: 4260 Lower Honoapiilani Road, Honokowai.

NAPILI/KAPALUA

Napili fica um pouco mais ao norte de Kahana. Em termos de vibe, é uma área intermediária entre a confusão de Lahaina e a riponguice de Pa’ia – ou seja, mais relax, pero no mucho. A maioria das hospedagens são medianas, sem muito requinte. Ficar em Napili vale a pena para quem quer um pouquinho de tudo – snorkel, paisagens, praias calminhas e surfe – mas sem pagar o preço nem ter que aturar a lotação de Lahaina. A praia costuma ser uma piscininha, ótima para SUP, e o coral ali é perfeito para um snorkel.

Kapalua, por ser mais afastada, é a área das estadias mais cacifadas. Em Kapalua, as praias são ótimas para surfe no inverno e os campos de golfe ali estão entre os melhores do mundo. Há uma pequena trilha costeira que sai do fim de Napili até a praia de Kapalua, que leva ao meu happy hour favorito de Maui, no Merriman’s.

Em Kapalua:

Ritz Carlton Kapalua

  • The Ritz-Carlton Kapalua – Ritz, né? Não precisa dizer muito: luxo, luxo, luxo. Cinco estrelão. Spa sensacional. Restaurantes ótimos. Apesar de ver crianças por lá, eu não indico este hotel para famílias – acho uma vibe muito mais adulta, com pouco entretenimento para os pequenos. O hotel fica isolado em uma propriedade em cima de um penhasco, em frente a um terreno histórico havaiano, o Dragon’s Teeth. Por estar mais elevado, ir a praia requer um certo exercício – e a praia da baía de Honokahua ali em frente é para surfistas, com bastante onda. No comecinho de janeiro ocorre ali uma das etapas do campeonato mundial de golfe (PGA Tour), e o hotel oferece pacotes especiais para apaixonados pelo esporte, com direito a entrada nos dois campos profissionais de golfe (com a vista mais sensacional do mundo) e ingressos para as festas VIP do PGA Tour. Preços: diárias a partir de US$780. Estacionamento a US$22,00/dia sem valet, e US$30,00 com valet. Endereço: 1 Ritz-Carlton Drive, Kapalua.
  • Montage Kapalua Bay – Este resort de extremo bom-gosto e muito luxo fica no alto de um pequeno penhasco, em frente a uma área rochosa do mar. A vista é sensacional, mas se você quiser curtir a praia, terá que descer até Kapalua Bay – uma caminhada curta. O spa deste hotel é muito bom e os hóspedes podem utilizar o campo de golfe de Kapalua. Uma das raras piscinas com borda infinita nesta região está aqui. O padrão é classe A. Preços: diárias a partir de US$725. Estacionamento a US$30,00 por dia. Wifi gratuito. Taxa de resort: US$40. Endereço: One Bay Drive, Kapalua.

Praia de Kapalua.

Em Napili:

  • Napili Surf Beach Resort – Este resort de frente pra praia, na ponta esquerda de Napili, vale pela localização, no recanto mais lindo da praia (que já é maravilhosa). O prédio é meio caidinho, com a decoração carente de renovação. Muitas famílias com crianças se hospedam aqui. Preços: diárias a partir de US$206. Estacionamento e wifi gratuitos (este apenas nos quartos). Endereço: 50 Napili Place, Napili.

  • Napili Kai Beach Resort – Considero este o melhor hotel da baía de Napili. Embora com um preço um pouco mais salgado que seus vizinhos, o hotel é pé na areia, com quartos limpos que incluem cozinha compacta moderna, perfeito para quem gosta de fazer seus próprios quitutes. A piscina é bacaninha – mas, de novo, com aquele marzão lindo te convidando a toda hora, piscina pode ficar em segundo plano… 😀 Preços: diárias a partir de US$390. Estacionamento e wifi gratuito. Endereço:  5900 Lower Honoapiilani Road, Kapalua.
  • Napili Sunset Beachfront Resort – É um apart-hotel que oferece apartamentos completos para temporada. Os apartamentos são simpáticos, com uma decoração leve e cozinha com o básico para cozinhar. O hotel é na cara da praia e no quintal há uma churrasqueira para hóspedes. Um bom custo-benefício, em geral. Preços: diárias a partir de US$169. Estacionamento e wifi gratuitos. Endereço: 46 Hui Drive, Kapalua.
  • Napili Shores Maui by Outrigger – Um hotel da rede Outrigger, que costuma ser boa aqui no Havaí. Este não foge a tradição e está super-bem localizado, na ponta esquerda da baía de Napili, onde o mar costuma ser mais calminho. Da piscina, uma vista mais linda te abraça. Os quartos são bem simples, e têm uma pequena cozinha. Vantagem extra-plus: os diversos painéis solares que fornecem energia pro hotel – estadia verdinha. 🙂 Preços: diárias a partir de US$259.  Estacionamento e wifi gratuitos. Endereço: 5315 Lower Honoapiilani Road, Napili.
  • The Mauian – Um hotelzinho bem simples e simpático, estilo motel americano, com pé na areia e quartos ok. A piscina quebra um galho. Inclui café da manhã continental. Preços: diárias a partir de US$195. Estacionamento gratuito. O wifi é gratuito, mas limitado a certas áreas da propriedade. Endereço: 5441 Lower Honopiilani Road, Kapalua.

KIHEI

Kihei é uma cidadezinha bem mais pacata que Lahaina ou Kahului. A praia ali é uma piscininha, portanto a cidade costuma ser a preferida para hospedagem com crianças. Acho Kihei com ótima localização: está a uma distância confortável da entrada pro Haleakala e de Lahaina – só fica muito longe de Hana. Se você reparar nos endereços, a maioria das acomodações fica na avenida principal, a South Kihei Road. A cidade tem uma estrutura boa, com alguns restaurantes, hotéis bem mais modestos, muitos apartamentos de veraneio e uma feirinha de artesanatos tradicional. Por ser onde acomodações tendem a ser mais baratas em Maui, reservar com bastante antecedência aqui é fundamental. A lista abaixo de hotéis em Kihei está longe de ser completa, pois esta é a área da cidade com mais airbnb, aluguéis de temporada e novos b&b a cada dia.

  • Kohea Kai Resort – Antigo Maui Sunseeker, que era uma pousada declaradamente LGBT, com o novo branding o Kohea Kai virou uma pousada-boutique e expandiu sua clientela, mantendo entretanto a tradição de hospedagem apenas para adultos. A pousada fica na cara da praia de Kihei, logo no comecinho, numa localização um pouco mais afastada do centrinho, e com um terraço perfeito para apreciar o fim do dia com um coquetel na mão. Preços: diárias a partir de US$380, inclui café da manhã. Estacionamento e wifi gratuitos. Sem taxa de resort. Endereço: 551 South Kihei Road, Kihei.
  • Maui Coast Hotel – Dos hotéis em Kihei, este é dos maiores, com cara de resort sem muito charme. Os quartos são limpos, com uma decoração mais na vibe business que turismo. O hotel não é pé na areia, mas está pertíssimo da praia de Kihei, e perto do comércio. Uma das vantagens deste hotel é ter serviço de aluguel de bicicleta, o que facilita para quem quiser conhecer este pedaço da costa de Maui sem carro. Preços: diárias a partir de US$260,00. Taxa de resort de US$26,04. Estacionamento e wifi gratuitos. Endereço: 2259 South Kihei Road, Kihei.
  • Days Inn Maui Oceanfront – Parte da rede de motéis americanos Day Inn, o Maui Oceanfront não foge o estilo basicão. Os quartos são okzinhos, mas em termos de orçamento, esta é baratíssima (para padrões de Maui). Em termos de localização, fica no finzinho de Kihei, quase em Wailea, na beira da praia. Preços: diárias a partir de US$173. Estacionamento e wifi gratuitos. Endereço: 2980 South Kihei Road, Wailea.
  • Maui Vista – Este é um apart-hotel, com pequenos apartamentos, ideal para famílias ou para quem quer ter uma cozinha. Está perto do comércio, a um quarteirão da praia. O condomínio está atualmente em obras, o que pode ser um sinal de que a expectativa de tranquilidade de férias seja perturbada pelo barulho de obras. A piscina do condomínio é antiquada. Preços: diárias a partir de US$215,00. Taxa de limpeza de US$145,00. Endereço: 2191 South Kihei Road, Kihei.

Aula de ioga no SUP.

  • Ma’alea Surf Resort – Outro resort com aluguéis de temporada, com a vantagem de ser pé na areia e com serviço diário de limpeza incluso. Oferece apartamentos com dois andares, para famílias ou grupos grandes. Durante a alta temporada, a estadia mínima é de 5 noites. Em termos de localização, está bem no comecinho de Kihei, mais afastado do comércio.  Preços: diárias a partir de US$220,00 na baixa temporada. Estacionamento e wifi gratuitos. Endereço: 12 South Kihei Road, Kihei.
  • Kihei Bay Surf – Outro condomínio que é presença constante nas listas de airbnb e vrbo, o Kihei Bay Surf fica na rua da praia e com transporte público conveniente. O prédio é um pouco mais antiguinho, e a maioria dos apartamentos são alugados com estadia mínima de 5 dias. A praia em frente é uma piscininha, por conta de um quebra-mar antigo de criação de peixe. Preços: diárias a partir de US$110,00. Estacionamento e wifi gratuitos. Endereço: 715 S Kihei Rd., Kihei.
  • Mana Kai Maui Resort – Pé na areia num cantinho bem gostoso de Kihei, numa praia um pouco mais isolada quase em Wailea. Oferece quartos individuais e apartamentos com cozinha. Tem churrasqueira disponível aos hóspedes e piscina aquecida. Acho este um hotel ideal para quem não está preocupado em conhecer toda a ilha, quer tranquilidade e isolamento, sem precisar pagar preços de Wailea. Preços: diárias a partir de US$270,00. Estacionamento e wifi gratuitos. Endereço: 2960 S. Kihei Road, Kihei.
  • Aston at the Maui Banyan – Este é o apart-hotel da rede Aston, que costuma ser barateira. A propriedade é grande, com mais de 200 apartamentos. Está localizado um pouco mais pra dentro de Kihei, mas ainda perto do centrinho. É uma opção funcional 3 estrelas, limpa e sem muito luxo. Preços: diárias a partir de US$159,00. Taxa de amenidades de US$20,83. Estacionamento e wifi gratuitos. Endereço: 2575 South Kihei Road, Kihei.
  • Nona Lani Cottages – É um hotel mais antiguinho, propriedade de uma mesma família desde sua inauguração. Fica na rua da praia de Kihei. Tem atmosfera de “casa”, com 8 cottages em estilo plantation, e 3 suítes mais simples. Ideal para quem quer relaxar sem pagar uma fortuna. Preços: diárias a partir de US$158,00. Na baixa temporada, requer estadia mínima de 2 noites; na alta temporada, de 4 noites. Estacionamento e wifi gratuitos. Endereço: 455 South Kihei Road, Kihei.
  • Anapa Place Inn – Pousadinha simplérrima, com preços condizentes, numa rua secundária de Kihei. Não vá se insetos te incomodam. Os donos da propriedade são gente fina e valem pela experiência local. Preços: diárias a partir de US$59 na baixa temporada (abril a novembro) e US$75 na alta temporada (dezembro a abril), inclui café da manhã continental. Estacionamento e wifi gratuitos. Endereço: 1894 Anapa Place, Kihei.

PA’IA/ MAKAWAO/ HAIKU

Pa’ia (fala-se Paía), no North Shore de Maui, equivale aqui ao North Shore em Oahu: é a cidadezinha do surfe – ou para admirar o surfe. É o ponto mais perto de Pe’ahi, um dos points mais incríveis do planeta para surfe de ondas gigantes. Pa’ia tem uma vibe hippie-trendy, com vários cafés, bares e galerias de arte, além de toda a movimentação do surfe. Bem country, nada town. As estadias são em geral mais simples e joviais, ideal para quem quer curtir as ondas de Maui. Pertinho de Pa’ia fica Makawao, um vilarejo com algumas opções de hospedagem mais em conta a meio caminho das montanhas de Maui. Já Haiku é outro vilarejo seguindo pela estrada de Hana, onde fica o famoso point de Pe’ahi.

  • Nalu Kai Lodge  Pousadinha ajeitada, sem grandes luxos. Está afastada da praia, mas perto do centro de Pa’ia. Os quartos são pequenos. Ideal pra quem procura só um lugar pra dormir. Preços: diárias a partir de US$310,00. Estacionamento e wifi gratuitos. Endereço: 18 Nalu Place, Pa’ia.
  • Haiku Plantation Inn – É um plantation house pertencente à família Camou, com 4 suítes disponíveis para hospedagem. Fica mais perto de Pe’ahi que de Pa’ia, e praticamente do lado de Ho’okipa. Os quartos são bem simples, mas combinam com a vibe local rural. Por estar em área bastante residencial, tem lei do silêncio depois das 21h. Preços: diárias a partir de US$169,99, estadia mínima de 3 noites. Taxa de quarto de 13,81%. Taxa de limpeza de US$55,00. Estacionamento na rua, wifi gratuito. Endereço: 555 Haiku Road, Haiku.
  • Maui Tradewinds Adventure in Paradise – É uma acomodação mais isolada e vale pela vista panorâmica do North Shore de Maui. A hospedagem tem apenas 3 suítes e 1 cottage com 2 quartos. Fica afastado da praia, numa área mais reclusa. Preços: diárias a partir de US$249,00 na baixa temporada. Estacionamento e wifi gratuitos. Endereço:  4320 Une Place, Haiku.
  • Inn at Mama’s Fish House – É um dos hotéis mais interessantes de se ficar em Maui – vale pela experiência. Possui 5 cottages, 2 suítes e um estúdio. A área do Inn fica à beira-mar, numa praia bastante rochosa e ótima para surfe no inverno. O restaurante do hotel é um must-go, destaque certo em qualquer lista de bons restaurantes de Maui – e dos Estados Unidos inteiro. Para quem vai com crianças, há bastante áreas para elas se divertirem. O hotel não aceita animais de estimação nem fumantes. Preços: diárias a partir de US$275,00. Estacionamento e wifi gratuitos. Endereço: 799 Poho Place, Pa’ia.

  • Lumeria Maui Retreat  Das opções em Makawao, esta é a mais simpática. Ideal para quem quer relaxar meeesmo, o hotel é especializado em turismo de bem-estar, isolado no meio da montanha. Oferece aulas diárias de ioga, meditação, ecologia e cultura havaiana, além de passeios de cavalo, bicicleta, paddle boarding, etc. O spa do Lumeria é bem bacana, cheio de opções de massagens ótimas, incluindo a típica lomilomi havaiana. As refeições são comunitárias. Não aceita animais de estimação. Preços: diárias a partir de US$356,00. Oferece pacotes all-inclusive com comida e bebida a partir de US$529,00. Taxa de retreat de US$25,00 por noite. Endereço1813 Baldwin Avenue, Makawao.
  • Mangolani Inn – O interessante desta pousadinha familiar é a disponibilidade de se hospedar em uma “casa na árvore”. O quarto é minúsculo, mas para quem quer uma hospedagem divertida, taí uma opção. A pousada tem cachorros, mas não aceita outros cães. Incentivam bastante os hóspedes a fazerem reciclagem do lixo (eeee!!!). A localização é ótima, bem pertinho do centro de Pa’ia. Preços: diárias a partir de US$130,00. Endereço: 325 Baldwin Ave, Pa’ia.
  • Aloha Surf Hostel – Este é um albergue, com dormitórios e quartos individuais, mas todos com banheiro compartilhado. Hospedagem ideal para mochileiros e viajantes com orçamento bem apertado. Para evitar abuso de estadia, o albergue exige no check in a apresentação de um passaporte estrangeiro ou passagem saindo de Maui. O albergue oferece aos hóspedes passeios gratuitos de van para algumas atrações de Maui. Preços: cama em dormitório por US$42,39; quartos privativos a partir de US$97,14. Estacionamento e wifi gratuitos. Endereço: 221 Baldwin Ave., Pa’ia.
  • God’s Peace of Maui Bed & Breakfast – O hotel fica na realidade na cidadezinha de Makawao, a 5 minutos de carro de Pa’ia na direção da montanha. O hotel é simplérrimo, tem apenas 8 quartos, sendo dois deles suítes – os demais compartilham banheiro e cozinha. Apesar do nome, não é um retiro espiritual. Preços: diárias a partir de US$85,00. Estacionamento e wifi gratuitos. Endereço: 1290 Hali’imaile Road, Makawao.
  • Banyan Bed & Breakfast Retreat – Fica numa área mais elevada e rural do North Shore de Maui, o vilarejo de Makawao. O bed & breakfast é estilo plantation, com cottages e suítes. Preços: diárias a partir de US$175,00, taxa de limpeza de US$30,00 por quarto. Endereço3265 Baldwin Avenue, Makawao.

HANA

Por ser acessível por terra apenas por uma estrada hiper-sinuosa (são mais de 500 curvas!), Hana, no extremo leste de Maui, desfruta de um isolamento peculiar. É o ponto ideal de hospedagem para quem não está interessado em outros pontos da ilha, ou pretende transformar as férias num retiro de descanso de verdade, só pensando em curtir praias lindas e quase desertas, com agitação zero. Hana tem uma pista de pouso para jatinhos, e a Mokulele Airlines voa de lá para Kahului ou Kona 3 vezes por dia.

  • Travaasa Hana Maui – O Travaasa é um resort spa de luxo, eleito melhor resort do Havaí há alguns anos. Famoso pelas inúmeras opções de massagens terapêuticas, tratamentos de beleza, aulas de cultura havaiana e atividades de ioga e meditação. O hotel é um destino em si; por isso, é um dos raros a oferecer pacotes all-inclusive no Havaí – mas não espere maitais ou comidas extravagantes, porque o all-inclusive cobre basicamente spa e atividades. Há promoções que oferecem passagem de avião Kahului-Hana-Kahului gratuita caso a estadia seja de mais de 3 dias. Não é um hotel para notívagos. Preços: diárias por pessoa a partir de US$425 à la carte, e US$675 all-inclusive. Estacionamento e wifi gratuitos. Endereço: 5031 Hana Highway, Hana.
  • Bamboo Inn – Esta pequena pousada localizada na frente da Baía de Hana oferece apenas 3 suítes. O hotel está localizado num ponto histórico da praia, e a temática da decoração é um misto de Indonésia com Taiti, bem rústica, ideal para quem quer uma hospedagem mais autêntica. Os quartos são limpos e o ruído do mar é o que prevalece à noite. Preços: ligue +1-808-248-7718 para cotar. Endereço: 4869 Uakea Rd, Hana.
  • Heavenly Hana Paradise – Um pouco afastado da praia e do centro de Hana, esta é na verdade uma casa para temporada, com a possibilidade de aluguel de um quarto ou dois quartos. Não aceita crianças menores de 14 anos. A área ao redor é bem verde, ideal para relax. Preços: diárias a partir de US$ 285, com estadia mínima de 3 noites. Estacionamento e wifi gratuitos. Endereço: 4575 Hana Highway, Hana.

WAILUKU/ KULA

Maui é formada por duas cadeias montanhosas separadas por um enorme platô. Estas duas cidades de montanha, mais próximas a Kahului, estão cada uma de um lado do platô: Wailuku no lado oeste e Kula do lado leste.

Kula é considerada a cidade mais “de montanha” de Maui, na encosta do vulcão Haleakala. Há menos de uma hora da costa, mas bem acima do nível do mar, a altitude gera ali um microclima super-diferente do que sentimos no resto da ilha, bem fresquinho. À noite, sempre um casaquinho (ou casacão). Em Kula, as opções de acomodação são cabanas, muitas com lareira, ou pequenos bed & breakfast com algum charme de frio. Além disso, há bem menos turistas nesta região, o que deixa a região tranquila. Particularmente, acho incrível a diversidade de microclimas que o Havaí proporciona, e ficar em Kula é uma experiência inusitada – talvez mais interessante para quem já visitou Maui em outras ocasiões. Kula não é uma localização aconselhada a quem vai mergulhar (scuba) em Maui, por causa da altitude.

Já Wailuku vai desde a costa até a base da montanha – e a maior parte da cidade está, na realidade, no platô. Para quem quer explorar o vale de ‘Iao, Wailuku é a melhor porta de entrada – mas tirando isso, é um lugar de localização estranha para se ficar em Maui. Wailuku e Kula são também bem populares entre os moradores de outras ilhas havaianas, que fogem para cá quando querem ter um gostinho de “inverno”.

Hotel de montanha com lareira? Em Maui, tem.

  • Kula Lodge – O Kula Lodge é o mais tradicional dos hotéis de montanha do Havaí (uma categoria de hotéis que não inclui muitos, diga-se de passagem). Com um estilo super-rústico, tem um charme meio kitsch. No jardim, dois fornos de pizza enormes em meio a diversas plantas havaianas; no lobby, uma lareira, para aquecer do frio que costuma fazer ali à noite. Preços: diárias a partir de US$180,00. Estacionamento gratuito. Endereço: 15200 Haleakala Hwy, Route 377, Kula.
  • Upcountry Bed & Breakfast – Um bed & breakfast limpo e com uma vista geral da ilha muito bonita. Entretanto, só aceitam 2 pessoas por quarto e maiores de 21 anos, além de uma série de regrinhas para cozinhar no local. Uma boa opção para quem quer silêncio e tranquilidade sem pagar demais. Preços: diárias a partir de US$150,00, com café continental incluso. Estacionamento e wifi gratuitos. Endereço: 4925 Lower Kula Road, Kula.
  • The Old Wailuku Inn at Ulupono – Este bed & breakfast relativamente grande está próximo para quem quer ir ao vale de ‘Iao. O serviço é notável, com café da manhã pontual servido em family style, em clima de casa mesmo. Os quartos são pequenos. Wailuku não tem muitas opções para comer, portanto planeje-se para saídas a restaurantes. Só ficaria aqui se o objetivo é fazer trilhas pelo ‘Iao ou pelo lado oeste de Maui, porque de resto a localização não é das melhores. Preços: diárias a partir de US$200,00, com café da manhã. Estacionamento e wifi gratuitos. Endereço: 2199 Kaho’okele Street, Wailuku.
  • Wailuku Guest House – Com apenas 4 quartos e um estúdio, este guest house charmosinho é movido a energia solar, o que o torna um dos meus favoritos. 🙂 Os quartos são pequenos e foram recentemente reformados. Por ser uma opção mais barata, costuma estar lotado – ou seja, reservar com antecedência é um must. Preços: diárias a partir de US$109,00. Taxa de limpeza de US$25 a 75,00 (depende do quarto escolhido). Estacionamento e wifi gratuitos. Endereço: 210 South Market Street Wailuku.

Kahului, onde fica o porto de cruzeiros de Maui, com Wailuku bem lá no fundo.

KAHULUI

Já aviso que serei parcial: eu não gosto de ficar em Kahului – e não recomendo. A única razão para se hospedar em Kahului é a proximidade com o aeroporto – se você tiver um vôo muito cedo, por exemplo, e não quiser acordar de madrugada. Mesmo assim, eu faria o maior esforço para evitar ficar em Kahului. Apesar de ser a maior cidade de Maui com toda infra-estrutura de comércio e aeroportuária, Kahului é completamente sem charme, e funciona mais como um local de passagem. Os hotéis em Kahului são estilo motel americano, e por isso bem mais baratos – o que sem dúvida é uma vantagem para quem está com o orçamento apertado. Mas, mesmo assim, eu tentaria evitar – há outros lugares com preços razoáveis também na ilha. Abaixo as poucas sugestões disponíveis na cidade.

  • Maui Beach Hotel – Simplíssimo e perto do aeroporto, com shuttle gratuito entre o aeroporto e o hotel. De frente para a baía de Kahului e perto de um mallzinho com algumas opções de restaurantes e lojas. O hotel aceita animais de estimação. Preços: diárias a partir de US$105,00. Taxa de conveniência de US$10,42. Wifi gratuito. Estacionamento a US$5,00/dia. Endereço: 170 Kaahumanu Avenue, Kahului.
  • Maui Seaside Hotel – De frente pra baía de Kahului, bem simples, com uma vibe motel e quartos meio caidinhos. Como a rede Seaside é a única cujos donos são havaianos, vale a pena por suportar o comércio local (alô, viajantes eco-sócio-conscientes!). Preços: diárias a partir de US$114,00. Estacionamento a US$5,00/dia. Wifi gratuito. Endereço: 100 West Kaahumanu Avenue, Kahului.
  • Courtyard by Marriott Maui Kahului Airport – É o hotel mais próximo do aeroporto de Kahului, com shuttle gratuito. Típica vibe de hotel de aeroporto, sem muita personalidade e sem muito comércio ao redor. Escolha apenas se tiver um vôo em horário ultra-inconveniente. Preços: diárias a partir de US$195,00. Estacionamento a US$10,00/dia. Wifi gratuito. Endereço: 532 Keolani Place, Kahului.

Espero que este guia ajude na sua escolha por um hotel em Maui.

E boa viagem para você!

(Para entender o guia Malla de hotel em Maui.)

P.S.: Se este post lhe ajudou no planejamento da sua viagem a Maui e você gostaria de contribuir para a manutenção deste site, use este link ou reserve seu hotel usando este link do booking (recebo uma microcomissão a partir dele). A blogueira agradece seu interesse e colaboração! 🙂

Booking.com

Postado em 05/03/2017 por em Havaí, Maui, Turismo

Hoje, 3 de março, é dia Mundial da Vida Selvagem (World Wildlife Day). Para celebrar/alertar, a ONU lançou a campanha Wild For Life (#WildForLife para quem quiser espalhar por aí), com participação direta de celebridades como Gael García Bernal e o apoio de outras tantas.

World Wildlife Day

Para celebrar/alertar a data, claro que não poderia esquecer da minha vida selvagem mais querida – os tubarões. No caso da foto, os tubarões de Galápagos do Havaí mesmo, vizinhos de casa.

Aproveito também para celebrar/alerta outro fato: reabro aqui a Sexta Sub. É isso mesmo: depois de alguns anos de pausa, voltarei a postar imagens do mundo submerso neste blog, pequenas gotas neste oceano virtual. O motivo é simples: em tempos de fatos alternativos e mundo tendendo ao caos, eu ~preciso~ voltar a escrever algo que não seja projeto de trabalho, artigo científico ou email (facebook não conta). Algo que me faça reorganizar as ideias viajantes e que preserve minha crença na humanidade. E o blog sempre me ajudou muito com isto.

Tentarei ser semanal, mas sem garantias – a essa altura do campeonato acadêmico, minha agenda pode interferir na periodicidade. Mas pros amigos prata da casa… dá para aguentar, né? Vai rolar de tudo, desde esquema Sexta Sub-tumblr (só a foto com uma frase) até Sexta Sub-textão, cheia de links e afins para quem quiser ler e papear; o que vai valer é a inspiração do dia (ou da noite).

E já que este é – de certa forma… – um post de celebração, comecemos com um brinde aos tubarões, à tão ameaçada vida selvagem e à Sexta Sub.

Tudo de bom sempre.

2016 foi um ano intenso em diversos sentidos. O ano mais quente da história desde que começaram as medições de temperatura, lançando-nos a todos a um futuro probabilisticamente cada vez mais desequilibrado; o ano em que a situação na Síria degringolou de vez, para desespero de milhões de pessoas que se tornaram refugiadas; o ano em que o conservadorismo deu uma guinada vitoriosa e apavorante, em diversos países. Foi também o ano em que morreram alguns dos meus ídolos artísticos mais queridos, como Naná Vasconcelos, Pierre Boulez, David Bowie e Alan Rickman. Muitas notas tristes, enfim.

Mas nem só de tristezas e preocupações viveu-se 2016. Foi também um ano cheio de momentos bons – convenhamos, no dicionário mallístico, qualquer ano que eu visite Berlim, já é um bom ano por default, né… Pessoalmente, muita intensidade, experiências aventurescas e novos caminhos. Revi amigos de quem a saudade nunca acalma. Ciceroneei o Havaí para outras tantas pessoas sensacionais. Fiz 3 grandes viagens: para o Vietnã/Camboja em janeiro, para a Europa (Suécia/Itália/Alemanha/Áustria/ Suíça/ Liechtenstein) em junho/julho; e para o Brasil em novembro/dezembro, para uma reunião de família histórica no aniversário de 70 anos do meu padrinho. Além de ter realizado um sonho de infância em uma rápida viagem a Montana, quando finalmente conheci o Parque Nacional de Yellowstone. Eventualmente, espero que estas viagens virem posts aqui no blog… #sonharnãocustanada

Para relembrar alguns destes bons momentos, publiquei durante o mês de dezembro no meu facebook diversas fotos representativas dos melhores momentos do meu ano de 2016, sob a tag #2016moments. Para não se perderem naquele buraco negro que é a rede social do tio Zucka, publico-as aqui também, com suas devidas legendas e na ordem em que apareceram no facebook. Funciona como minha retrospectiva bloguística do ano de 2016. Enjoy!

1. #Instradrinks na Casa Sundaycooks! Foto do Fred Marvila, com a Natalie queridíssima – um pit stop lendário em Valinhos da nossa jornada pelo Brasil em novembro… Obrigada ao casal pela tarde deliciosa (e etílica) nota 10!! 🙂

 

2. Show do Jambow Jane, em Riva Del Garda, Itália, revendo e dançando com a trupe dos Prada, numa noitada cheia de rock’n roll e gargalhadas. André e eu somos fãs do som do Jambow Jane desde sempre. Do outro lado do mundo, nos entusiasmamos com o canal no youtube, as aprontações de facebook e outras viagens… Um viva aos Prada! 

 

3. Passeio de bicicleta pela região de Ninh Binh, no norte do Vietnã. Ninh Binh tem a mesma formação geológica de Halong Bay, só que em terra. Um bucolismo incrível, em pedaladas super-relax.

 

4. Blue Note Hawaii Jazz Nights… Desde sua inauguração em Honolulu, o Blue Note Hawaii tem sido nossa diversão musical favorita das noites de Honolulu. Em 2016, meus shows prediletos estão na foto: Stanley Jordan, José James (melhor descoberta musical do ano, sem dúvida), Ravi Coltrane (o filho do homem!), Chick Corea (me emocionei muito quando ele tocou Spain) e Lee Ritenour (outro ídolo de adolescência).

 

5. Mergulho com os amigos no Havaí, organizados pela minha colega de trabalho Nia. As tramóias para estas aventuras subaquáticas acontecerem rolam num grupo de scuba da nossa galerinha. Na foto, mais de 20 amigos, muitos peixes e bolhas, no naufrágio Sea Tiger, em Honolulu mesmo.

 

6. Conhecer o Parque Nacional de Yellowstone foi, sem dúvida, um dos grandes destaques do meu ano. Passei 2 dias inteiros visitando o parque – o que não é, nem de longe, suficiente para uma visita decente. Mas, apesar do pouco tempo, consegui ver vários bisões, ursos, veados, e todas aquelas belezas geotermais pela qual o parque é famoso. Foi simplesmente sensacional.

 

7. Ver, entrar e vivenciar de perto este prédio icônico: o Edifício Kuggen, em Gotemburgo, Suécia. A arquitetura colorida que mais parece um bolo de noiva às avessas é um marco da sustentabilidade. O prédio inteiro foi planejado pensando em eficiência energética, sustentabilidade e afins – e é um dos mais eficientes do planeta. Fiquei hospedada em Gotemburgo pertinho dele, e não me cansei de apreciá-lo todos os dias. Obra-prima da arquitetura verde.

 

8. Amanhecer o ano no templo de Angkor Wat, no Camboja. Passei o réveillon de 2015-2016 dormindo, porque queria acordar cedíssimo no dia 1/janeiro para ver o nascer do sol neste templo que é um patrimônio histórico da humanidade. A multidão era gigantesca, mas valeu cada segundo – ver o céu mudar de cores com o foreground do templo é destas imagens que o cérebro registra e a gente nunca mais se esquece na vida.

 

9. Conhecer e nadar entre os corais de Maragogi e da Costa dos Corais, em Alagoas, Brasil. Amei conhecer a cidadezinha de Maragogi, assim como a Praia do Toque. Mas infelizmente, fiquei triste ao ver que os corais estão quase todos cobertos por muita alga – ou seja, morrendo ou mortos. Pouquíssimos peixes. O cenário paradisíaco terrestre da costa ameniza um pouco a tristeza, assim como a avistagem do peixe-boi – mas não o suficiente. Fico imaginando como deveria ser lindíssima esta região submersa quando ainda viva. Saí de Alagoas um tanto melancólica, para ser sincera. 🙁

 

10. Tomar a cerveja Berliner Weisse no verão em Berlim.

Como disse ali em cima, todo ano em que eu passo pelo menos um diazinho em Berlim, já é um ano sensacional por natureza. Em 2016, este dia foi um domingo de verão, em que o tempo estava maravilhosérrimo, um céu azul lindo, e eu vi a cidade com um colorido que me fazia suspirar a cada passo. Foi a primeira visita do André a Berlim, e foi emocionante contar e mostrar a ele tantas memórias do tempo em que lá morei. As cervejas típicas da cidade, tomadas à beira do Spree, num parque cheio de música e animação… aaaaa!!! Ícones desta passagem, para me matar do coração, de tanto amor por esta cidade!

 

11. Visitar o Messner Mountain Museum, em Firmian, no norte da Itália (perto de Bolzano), foi outro sonho realizado este ano. Como admiradora dos esportes de montanha, a figura do mestre e maior badass das montanhas, o alpinista Reinhold Messner, sempre rondou minhas leituras. Seu museu é na realidade, um complexo de museus – e visitamos apenas um deles, o primeiro estabelecido, que fica em seu castelo e é dedicado a homenagear a cultura montanhista. A visita ao museu, que é cheio de altos e baixos como se estivéssemos “escalando” o mesmo, foi uma experiência sensorial completa sobre montanhismo. Amei.

 

12. Ver em Waimea Bay a rara competição Quiksilver in Memory of Eddie Aikau de Big Wave Surfing, em fevereiro de 2016, foi outro momento incrível do ano.  O campeonato só acontece quando as condições de onda permitem – e a última vez que rolou foi em 2009. O vencedor este ano foi o piaba do North Shore havaiano, o já-lendário John-John Florence, e a foto abaixo é da onda sensacional que deu a ele o campeonato. A vibração da galera na praia e nas encostas, o nível de insanidade que estavam as ondas de mais de 30 pés em Waimea Bay, o céu azulzíssimo… fizeram deste um dos dias mais perfeitos do ano no Havaí. 

 

13. Amigos e parentes visitando a gente no Havaí. Sempre uma delícia, nem precisa explicar por quê, né? 

 

14. …assim como é outra delícia encontrar meus amigos queridos pelo mundo. E nesse quesito, 2016 não decepcionou.  🙂

 

15. Voltar à Veneza. Sempre suspirante… 

 

16. A mega-reunião mega-bagunça de família que fizemos no Brasil foi a melhor lembrança que carregarei comigo deste 2016. Rever tantos primos e tios que há décadas não via, afofar meus pais queridos, comemorar os 70 anos do meu padrinho em Aracaju, dar tantas risadas e reconectar com as matriarcas da família… é como diz a propaganda do cartão de crédito: não tem preço.

17. 2016 também trouxe uma visita inusitada ao templo mais incrível que já vi: Ta Prohm, no Camboja. Os templos do Camboja são todos impressionantes, e nessa terra de fartura templística, escolher um que seja o mais incrível é tarefa complicada. Mas a conjunção de árvores entremeadas às estruturas dos prédios, numa alegoria milenar da natureza que vence o homem, o verde sempre pungente e exuberante… aaaaaaaa!!!! Para pirar qualquer um.

 

18.Participar em setembro do Congresso Mundial de Conservação da IUCN em Honolulu foi outro destaque do ano. Vi de perto ídolos da conservação juntos, pedindo por preservação de um terço de todo o planeta, lutando de maneira efetiva e positiva por um mundo melhor. Experimentei um congresso para >9000 pessoas todo com stands em papelão, sem garrafas plásticas, com reciclagem de absolutamente tudo, comida local e com o mínimo de lixo. Para mim, eterna preocupada com as condições do planeta para gerações futuras – e em muitos momentos atualmente com um quê de pessimismo – a maior lição que tive do congresso foi este profundo otimismo com que estas pessoas maravilhosas demonstraram estar agindo no front da batalha ambiental.

 

19. Apesar de tantas aprontações, e com todos os ups and downs que a rotina nos presenteia, os grandes planos, mapas e esquemas, as melhores risadas e reflexões sempre passam por esta vista, da cidade que eu mais amo no mundo, Honolulu. Afinal, como diz a famosa música da Madonna:

“We have a connection… Home is where the heart should be”. 

 

E que venham novos momentos emocionantes em 2017 para todos nós!

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P.S.: De quebra, ainda compilei uma lista dos meus 10 filmes favoritos vistos neste ano de 2016. Eis os meus escolhidos para quem gosta de brincar de lista (como eu):

10. Gaza Surf Club – documentário sobre surfistas em Gaza, em meio a todos os conflitos. Inspirador.
9. Everybody wants some!! – filme light do Linklater. Diversão na medida certa.
8. O Menino e o Mundo – um dos desenhos mais fofos que já vi. E que música! Quanta delicadeza! 
7. Mon Roi – filme muito realista sobre relacionamentos abusivos. Vincent Cassel absurdamente ótimo em seu papel.
6. Maggie’s Plan – comédia light sobre relacionamentos modernos com bons twists. Amei.
5. Toni Erdmann – um dos grandes filmes do ano, roteiro inovador e cheio de boas pegadas. Merece Oscar.
4. Zootopia – desenho fofíssimo que usa o relacionamento entre animais para questionar estereótipos, atitudes etc. Um banho de criatividade.
3. Before the Flood – documentário do Leonardo Di Caprio sobre mudanças climáticas, meu tema de discussão favorito.
2. Jason Bourne – minha trilogia predileta de ação ganhou um quarto filme. Como não amar?
1. Born to Be Blue – um filme sobre frustração, depressão e persistência, com Ethan Hawke simplesmente arrasando como Chet Baker. A cena final é super-poética. 

Com Herb WeatherwaxHerb Weatherwax foi um veterano do exército americano que sobreviveu ao ataque a Pearl Harbor em 1941. Nos dias de hoje, costumava ficar em Pearl Harbor, contando histórias da guerra, comentando sobre a vida no Havaí antigo, e principalmente distribuindo sorrisos e uma mensagem de paz aos turistas incautos que por ali passam diariamente. Incontáveis vezes o encontrei ali, sempre animado a espalhar seu conhecimento e sua simpatia. Consagrou seu sonho de participar das comemorações dos 75 anos do ataque, que ocorreram na semana passada. Morreu ontem, aos 99 anos. 

R.I.P.

Postado em 14/12/2016 por em Havaí, Oahu

cartaz before the floodNo último domingo ocorreu a premiere mundial do documentário Before the Flood, feito por Leonardo DiCaprio e Fisher Stevens, no canal da National Geographic. Dada a importância e a urgência de agirmos sobre mudanças climáticas, e a necessidade de conscientização urgente para mudanças de atitude globais, o filme já está disponível gratuitamente – recomendo assistirem.

O ator Leonardo DiCaprio é sem dúvida uma das mais influentes ecocelebridades atuais, com um impacto enorme quando fala sobre ambiente. Como fã de filmes sobre mudanças climáticas e meio ambiente, eu não poderia deixar de assistir a este documentário. Quero deixar aqui meus pitacos e sentimentos sobre o filme.

Achei o filme muito bom. Bastante efetivo e didático em mostrar os principais problemas ambientais atuais do mundo. Comenta em linhas gerais todos os “grandes temas” que circundam diariamente quem se interessa por mudanças climáticas: acidificação dos oceanos, campos de tar sands de Alberta e o escoamento deste petróleo, extinção de espécies biológicas e conflitos atuais consequentes de eventos climáticos, degelo e exploração do Ártico, elevação dos mares, poluição na China, o futuro submerso de Miami, entre outros. Navega por estes temas de maneira eficaz, ouvindo cientistas de peso e principais nomes e influências da conservação. Para ser eficaz, Before the Flood é conduzido como uma peregrinação de Leonardo DiCaprio por estes problemas, o que de certa forma, é chover no molhado – outros filmes o fizeram também. Mas, ao imprimir sua jornada pessoal de descoberta do tema, acho que o filme se torna ainda mais… interessante.

Tudo que uma celebridade põe numa tela (seja ela de cinema, de TV ou de celular) é pensado, repensado e tripensado; ninguém pode ser ingênuo de pensar o contrário. DiCaprio sabe disso. E sabendo disso, escolheu conscientemente abrir o jogo para a platéia, mostrando seus questionamentos mais internos, suas dúvidas e incômodos existenciais com sua própria jornada pessoal ambientalista – como se interessou pelo assunto e a que isso o levou (o quadro “O Jardim das Delícias Terrenas” de Bosch e a experiência com The Revenant são sensacionais para conduzir o roteiro). Temos a oportunidade de caminhar com DiCaprio nesta jornada atrás do conhecimento, aprendemos, nos surpreendemos e refletimos juntos. DiCaprio se mostra muitas vezes pessimista, introspecto, com self-doubt sobre seu próprio comportamento consumista, e mostra uma genuína dificuldade em apaziguar a ciência hardcore da climatologia com a realidade tecnológica disponível/possível para resolver problema tão gigantesco. Está ciente de que o tempo está se esgotando, que o momento de agir caso queiramos um planeta saudável pras gerações futuras é agora. Como “personagem”, DiCaprio honestamente quer colocar seu último fio de esperança por um futuro melhor em algum lugar, mas está tendo dificuldades em saber onde.

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(Imagem do flickr da NASA, por Rebecca Roth.)

Agir para desacelerar as mudanças climáticas requer uma mudança muito-muito-muito-muito radical no comportamento humano. Requer que repensemos o modelo econômico que temos, nossa dinâmica de transporte e consumo, que invistamos numa infra-estrutura energética diferente a nível planetário. É absolutamente assustador quando paramos profundamente para pensar nisso.

(Só falar em diminuição do consumo já deixa a maioria das pessoas desconfortáveis, com muita reticência – e vem daí o estado geral de negação que DiCaprio menciona logo no início de Before the Flood, que acontece quando falamos de mudanças climáticas para 99.99% das pessoas. Faz parte da psicologia do ser humano: ninguém quer ouvir que estamos doomed.)

DiCaprio também sabe muito bem as críticas que recebe diariamente, muitas delas vindas do próprio movimento ambiental. Eric Holthaus, um meteorologista que parou de viajar de avião, exemplificou em seu twitter a mais comum delas: DiCaprio não dá o exemplo. Afinal, enquanto prega com seu discurso ambientalista pelos 4 cantos do planeta, ele continua uma celebridade jet setter, viajando de avião, consumindo mais que a média das pessoas, e consequentemente emitindo CO2 a torto e a direito (e quem não está?). Educar seu público sobre este problema urgente e gravíssimo não serviria como boa justificativa para seus atos.

Concordo parcialmente com Holthaus nesta crítica. Sim, atitudes pessoais que tomamos são importantes, e quando vindas de uma celebridade de peso, teriam mais chances de serem propagadas por outras pessoas. Ele poderia terminar o filme com uma promessa pessoal, e usar a si mesmo como exemplo. Mas não seria honesto de sua parte – por não ser realista nesta sociedade que ele e nós vivemos. Realista é a dicotomia tão humana entre a teoria e a prática, que DiCaprio intencionalmente deixa transparecer. O documentário prefere sugerir ações políticas e sociais necessárias (divestment, imposto de carbono, votar em políticos comprometidos com questões ambientais, etc.) para que uma mudança econômica social mais abrangente se faça. Às soluções varejistas de Al Gore adicionamos as ações atacadistas de DiCaprio – na atual urgência, precisamos de ambas. Usando sua jornada de pessimismo-que-gostaria-de-ser-otimismo como pano de fundo, DiCaprio escancara em Before the Flood que o problema somos nós todos, inclusive ele. Porque estamos todos inseridos no mesmo modelo econômico que precisa ser repensado. Nossa forma atual de encarar o mundo e nossa resistência a sair da zona de conforto são o problema. Ninguém está isento desta responsabilidade – e de agir para mudar.

Ao compartilharmos a culpa, interessantemente, abrimos espaço para oportunidades de solução mais balanceadas. Repensar toda nossa existência é tarefa gigantesca e assustadora – daunting. Ao permitir que estas questões existenciais pessoais extravazem para seu público, sem receio de gerar incômo  do, DiCaprio abre as portas para que todos deitemos nesse divã, e comecemos a terapia global necessária perante os dados e fatos científicos, que são claríssimos. A construção dos mecanismos de defesa e de resiliência cultural, inclusivos e pragmáticos, que gerarão soluções duradouras e eficientes, depende de todos nós como sociedade. A solução está em nós todos.

A meu ver, este parece ser o objetivo de Before the Flood: alertar sobre a universalidade do trauma e das soluções que as mudanças climáticas trarão. Todos nós teremos que suportar um período de adaptação brutal nesta batalha psicológica. Afinal, é a existência da espécie humana que está em jogo. Estamos preparados para tal batalha? Como boa poliana e sabendo que desta resposta depende o futuro da nossa espécie, eu gostaria de achar que sim.

Tudo de ambiente sempre.

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“The Garden of Earthly Delights”, pintura tríptica do holandês Hieronymus Bosch, século XV-XVI.

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P.S.: – Este “divã planetário” é um dos maiores desafios identificados pelos grandes grupos de conservação mundiais para agir em relação às mudanças climáticas. Permeou todas as discussões do Congresso Mundial da IUCN que ocorreu em setembro passado, do qual participei.

Uma outra ótima resenha do filme, escrita pelo Rob Hopkins para o Post Carbon Institute.

– Sugestão malla: veja também a discussão conduzida por DiCaprio com o Presidente Obama e a climatologista Katharine Hayhoe, na premiere de Before the Flood na Casa Branca.

Zero CO Tours logo

O “segredo” mais mal-guardado da blogosfera de viagem é a existência da Zero CO Tours, minha empresa de consultoria de viagem e passeios guiados no Havaí.

Como tudo na minha vida, blogueira e offline, o ritmo de estabelecimento desta empresa foi vagaroso: após uma conversa sensacional com a Maryanne, em Sausalito, que me incentivou bastante a começar, fiz os primeiros passeios-testes em 2013, ainda sob o que chamei de “fase piloto”. Em 2014, abri oficialmente a empresa perante o governo estadual (ou seja, consegui o equivalente a um CNPJ), e passei a oferecer passeios customizados para pequenos grupos de até 4 pessoas, em Oahu e nas demais ilhas . Em 2015, fiz o primeiro passeio com um grupo mais numeroso de pessoas – e logo este mercado potencial se tornou realidade. E em 2016, tenho me dedicado com carinho a melhorar ainda mais a experiência de viagem ao Havaí dos que me contactam.

O que significa “Zero CO Tours”?

A Zero CO Tours é a minha novidade blogueira para conhecer o Havaí. O nome surgiu do trocadilho em inglês com a expressão “Zero CO2”, e se refere ao compromisso ambiental com a emissão zero de gás carbônico, um dos principais gases causadores do aquecimento global.  Como bióloga e eterna preocupada com questões ambientais, não poderia deixar de incorporar esta meu engajamento com a sustentabilidade também ao meu modelo pessoal de negócio. Este comprometimento com o ambiente é antigo, desde criança, e os que me conhecem de perto sabem que minha vida hoje em dia gira em torno da preocupação constante com as mudanças climáticas. Em nossos passeios, tudo conta para minimizar o impacto ambiental: comida local, uso de carro elétrico, garrafas reusáveis, compra de crédito de carbono… Cada detalhe é pensado em termos ecoconscientes. Mostrar que com a introdução de pequenas atitudes simples qualquer viagem pode se tornar menos predatória ao ambiente é mais que um benefício; em tempos de mudanças climáticas a todo vapor, é uma necessidade global. É nesse turismo sustentável em que tanto acredito, e que almejo amplificar com meu empreendimento pessoal.

No site da Zero CO Tours, você encontra mais detalhes sobre como funcionam nossos passeios.

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Descubra o seu Havaí pessoal

Considero o Havaí muito mais que uma localização geográfica; é um estado de espírito, um poderoso sentimento de aloha que envolve a gente. A isso chamo carinhosamente de “o Havaí de cada um”. Portanto, meu objetivo é levar o visitante brasileiro a encontrar o seu próprio Havaí, onde seus sonhos tropicais sejam leves e onde ele encontre sua melhor expressão de aloha. Isto pode acontecer em momentos simples, como ao ver pela primeira vez a vista linda do Pali Lookout, ou travestido de lágrimas de emoção ao se deparar com uma tartaruga descansando na praia de Laniakea, ou ainda na contemplação solene de uma visita ao Arizona Memorial em Pearl Harbor. Moro em Oahu há mais de 10 anos, e afirmo que ajudar as pessoas a descobrirem seu próprio Havaí oferecendo um serviço customizado de alta qualidade e sustentável, tem sido incrivelmente gratificante.

Uma operadora de turismo dedicada a viajantes brasileiros no Havaí

Em 2013, pouco mais de 15.000 brasileiros visitaram o Havaí (dados da Secretaria de Turismo do Havaí), e este número não mudou muito desde então. Isto representa menos de 0.3% do total de turistas que vêm ao Havaí. Mesmo os brasileiros sendo o 3º maior grupo de turistas que visitam os Estados Unidos, esta amplitude numérica não chega ao Havaí, muito por causa da distância e do custo da viagem. Sendo o Havaí um destino tão incrível, é quase um dever de qualquer apaixonado pelas ilhas (como eu sou), mostrar aos brasileiros o quanto eles estão perdendo não vindo aqui. 😛 O Havaí tem surfe e tem praias, coisas que os brasileiros amam; tem gastronomia de padrão internacional e vários cenários de filme, que inspiram um romance com final feliz; tem cantinhos escondidos e clima bom, para relaxar e esquecer das preocupações da vida lá fora; tem história e ideias ecoconscientes, para a construção de um futuro melhor; tem um povo maravilhoso que distribui aloha a cada sorriso. É um convite eterno a vir visitá-lo – e se apaixonar por estas ilhas.

Nestes mais de 10 anos de Havaí, meu comprometimento em aprender cada vez mais sobre o local, em entender, discutir, analisar e apreciar os valores das ilhas polinésias com os olhos de uma brasileira foi non-stop – e está espalhado em diversos posts aqui pelo blog. Meu objetivo maior continua sendo promover o Havaí para todos. Portanto, fiquem sossegados: mais posts virão, porque a vontade de compartilhar cada novidade aprendida é infinita. Então, se você quer preparar a sua viagem ao Havaí seguindo as dicas especiais aqui do blog, os posts estão aí, de graça, na página específica sobre Havaí para você aproveitar.

E, para aqueles que querem um planejamento de viagem mais individualizado, de modo a tornar sua visita ao Havaí mais eficiente e inesquecível ao mesmo tempo, ou aqueles que queiram contratar um passeio guiado cheio de boas conversas e sustentabilidade, pode me contactar direto pelo email da Zero CO Tours: contato@zerocotours.com.

Será um prazer enorme ajudá-los a se apaixonar pelo Havaí. 🙂

Aloha!

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Postado em 11/10/2016 por em Blog, Havaí, Mallices
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