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O paraíso existe.

Claro, a gente sabe que a definição de “paraíso” é aquela construção individual, super-pessoal, etc. e tal (até rimou!). Mas, desde que me entendo por gente adulta, o meu ideal de paraíso sempre foi estar uma ilha tropical, com muito sol, acompanhada da pessoa que amo, e com um recife de coral coloridérrimo maravilhoso de fácil acesso, para mergulhar a qualquer hora, e cheio de tubarões de muitas espécies para se apreciar.

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Pois nas minhas últimas férias em julho/2015, finalmente achei o meu paraíso: a Ilha de Heron, na costa do estado de Queensland, na Austrália. Situada na parte sul da Grande Barreira de Corais, a pequena ilha se mostrou a materialização de todas as características que fazem o meu paraíso pessoal. Heron está em cima do Trópico de Capricórnio, dentro da Grande Barreira de Corais, e tem  ao redor toda a biodiversidade marinha que só a Grande Barreira de Corais pode oferecer.

Não precisa dizer que foi amor ao primeiro mergulho, né? <3

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Mas, como bem disse Dante Alighieri, “o caminho para o paraíso começa no inferno”. E o inferno aqui atende pelo nome de Gladstone, uma cidadezinha industrial sem personalidade, de onde sai o ferry que leva até Heron Island. Ficamos só uma noite em Gladstone, e acho sinceramente que mais não precisava.

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A chegada na ilha de Heron.

O ferry sai pela manhã de Gladstone. Nosso trajeto de 2 horas até Heron foi tranquilo, sem muito balanço. Dentro do ferry, passava na TV um filme espetacular de 2hrs sobre a vida marinha na Grande Barreira, o que nos entreteu por toda a travessia. Já no meio do caminho, começamos a ver ilhas paradisíacas desabitadas, de areia branquinha e coqueiros. Até que no horizonte, aparece Heron.

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A chegada no píer já é uma festa. O barco ainda nem atracara na ilha e meu coração já começou a bater mais forte: um grupo de raias nadava pertinho de um coral próximo à superfície. Na recepção do hotel, a informação mais fundamental nos foi passada entre sorrisos e sucos de manga: o resort não tem internet nem TV nos quartos. Caso seja um viciado em internet queira conexão virtual, precisa ir ao bar pagar uma taxa salgadíssima por poucas horas. Como nosso objetivo era ficar uma semana offline, aquilo soou como música pros nossos ouvidos.

A ilha de Heron em si é pequena, dividida em 3 áreas: um resort (reservas), uma estação de pesquisa científica (com estudos sobre corais e mudanças climáticas!), e uma área de conservação. Com menos de 1 km de extensão e 300m de largura, é possível andar ao redor da ilha inteira com calma em poucas horas.

A estação de pesquisa tem alojamento para até 150 pessoas, e as escolas da região fazem excursões de campo para lá – que sonho! Os visitantes do resort têm acesso à estação de pesquisa durante os passeios guiados, que mostram um pouco de como a ilha se sustenta, e as diversas pesquisas científicas realizadas ali.

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Um martim-pescador-sagrado (Todiramphus sanctus).

A área de conservação em terra faz parte do Capricornia Cays National Park (link em pdf), e está protegida por ser área de desova de tartarugas marinhas, e conter muitas aves ameaçadas – não é à toa que a ilha se chama Heron. 19 espécies de aves vivem ou passam por Heron, incluindo o passarinho nativo zosterópido silver eye (Zosterops lateralis), cuja subespécie capricornius só é encontrada ali. Vimos quase todos os dias, da varanda da nossa cabana, um silver eye destes.

Como escolha de férias, o resort foi perfeito: bem simples, sem luxo, comida decente (não espere nada 5 estrelas), mas com uma preocupação ambiental fortíssima, que para mim é definitivamente o que importa. Água vem de coleta da chuva e é um recurso extremamente limitado ali. Por isso, durante a estadia somos lembrados a todo momento de que precisamos economizar água ao máximo (os banhos, por exemplo, devem ser no máximo de 3 minutos e evitados entre 5 e 7 da noite, que é o horário de pico de consumo d’água). A eletricidade também é gerada ali, mistura de painéis solares, vento e um gerador local. O esgoto é tratado ali mesmo. Absolutamente tudo na ilha é pensado em termos de sustentabilidade – mas sem perder a ternura. Um paraíso em terra.

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No píer, para o pôr-do-sol.

Mas a peculiaridade de Heron mesmo está submersa: um parque nacional desde 1943, há muitas décadas sem atividade pesqueira ou de caça ao redor. E por causa deste histórico incrível de preservação, uma das maiores emoções que tive foi, ao mergulhar, perceber que havia garoupas enormes e outros peixes idosos entre os corais – nos demais locais do mundo, quase não se vêem peixes velhos, porque eles já foram todos pescados. Saber que os peixes ali vivem seu ciclo de vida completo, sem intervenção alguma a não ser do próprio ecossistema ao redor, me fez chorar de alegria embaixo d’água.

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Uma garoupa idosa! Dá até pra ver as rugas… #viajeinamaionese

A rotina na ilha é guiada pelo movimento da maré, e apenas o barulho do mar e dos passarinhos está presente. Quando a maré está alta, é hora de snorkelar à vontade; na maré baixa, hora de caminhar entre os cabeços de coral, para tentar achar o tubarão epaulette (Hemiscyllium ocellatum).

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As atividades organizadas pelo resort são bem espaçadas, todas dependentes da maré e relacionadas ao ambiente.

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Durante uma das caminhadas guiadas pelos recifes de corais.

Durante nossa estadia, fizemos o “Reef Walk”, o “Research Walk” (que visita a estação de pesquisa de Heron), e – claro! – fui ver a “Shark Talk”, em que o guia explica tudo sobre os tubarões e raias que podemos avistar em Heron –  10 espécies ao total, incluindo o fofíssimo tubarão wobbegong (Eucrossorhinus dasypogon). E, de vez em quando, cochilei sobre rochas na praia, ainda vestida de neoprene, horas e horas de relax total.

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O tubarão wobbegong! <3

Em geral, acordávamos cedo para fazer snorkel no píer até às 8am, quando este fechava aos nadadores, e abria-se aos barcos. Como o píer é um dos lugares de Heron onde os tubarões a-d-o-r-a-m passear, ficávamos esperando pontualmente até às 5 da tarde, quando o tráfego de barcos parava e o mesmo reabria para as atividades de snorkel. Na entrada do píer, o navio HMCS Protector faz às vezes de “naufrágio da casa” para agregar peixes e garantir um snorkel sensacional. O navio naufragou em Gladstone em 1943, e realocada para Heron em 1945 pelo Capitão Poulsen, para fazer dali uma barreira ao canal do píer.

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Shark Bay – uma semana olhando para este paraíso…

Em um dos dias, fomos durante a maré alta snorkelar em Shark Bay, que fica no extremo leste da ilha. A trilha de 20 minutos até lá vai por dentro da mata. Em Shark Bay, além dos inúmeros corais maravilhosos típicos da Grande Barreira, um grupo enorme de raias-cor-de-rosa (Himantura fai) descansava no fundo, umas por cima das outras. Praticamente ao lado, um tubarão-viola-gigante (Rhinobatos tipus) também descansava, camuflado na areia branca do fundo. Só tê-los vistos já era uma emoção incrível, mas aí continuando o snorkel a gente acha… mais um monte de raias-de-cauda-plumosa (Pastnachus sephen). Era uma festa de raias tão grande a uma profundidade de menos de 1 metro que a vontade era nunca mais sair dali!

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Tubarão-viola-gigante.

Julho é época das baleias jubarte, e embora elas não sejam tão fáceis de ver como em Maui, de vez em quando um respiro aparecia perto da barreira de corais, para lembrarmos de sua presença.

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Fim de tarde, ainda na água.

Aliás, mergulhar em Heron Island é um sonho total. Só de saber que você está ali, no meio de um patrimônio mundial natural da UNESCO, já é de dar arrepios. Mas aí quando você cai na água com seu cilindro, e vê a qualidade e a saúde do recife de coral ao redor… de entrar em delírio completo! A operação de mergulho em Heron é bastante organizada, e eles saem 3 vezes por dia em pontos ao redor da ilha. As distâncias são pequenas, nada fica a mais de 20 minutos de barco. Embora fosse inverno e a água estivesse um pouco mais fria que o normal, ainda assim foi totalmente possível para mim, friorenta, aproveitar os mergulhos.

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No Heron Bommie, praticamente deitada no fundo com o dive master, vendo um camarãozinho. Reparem no tamanho deste cabeço de coral!! Ah, a Grande Barreira… <3

E, dos points que visitei, o Heron Bommie foi o mais espetacular de todos. Vi ali pela primeira vez um cardume de peixes-unicórnio! Tartarugas eram tantas que já viravam rotina: “mas outra tartaruga?” A gente nem se importava mais tanto com elas. A biodiversidade impressionante naquele cenário inacreditável super-saudável… ah, paraíso!

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Quantas tartarugas você vê na foto?

Para corroborar a definição de paraíso, o amanhecer e o entardecer em Heron paradisíacos também eram espetaculares, cada um deles mais impressionante que o outro. Aliás, a cada dia estava mais difícil escolher: o pôr-do-sol ou o nascer do sol eram mais lindos? Nestes momentos críticos de luminosidade, parecia que o recife de coral ali, da beiradinha da água se transformava, e ficava ainda mais misterioso e maravilhoso. Uma tarde, íamos para o píer ver os tubarões-galha preta (Carcharhinus melanopterus); outra tarde, fazíamos caminhada – e snorkel – até o naufrágio; numa outra, passeávamos pela praia do Gantry, onde uma estrutura de madeira erguida dentro d’água forma a moldura perfeita para ser instagramada.

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O que é mais lindo: um amanhecer com arco-íris…

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…ou um entardecer em que o horizonte parece pegar fogo? Escolha difícil…

Depois que o sol se punha, dourando poeticamente tudo ao redor, o bar do resort se animava, com música ao vivo. A comida era simples, mas honesta, e preferimos diversas noites jantar pelo bar ao invés de irmos comer no restaurante.

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Snorkel no píer.

E os dias se passaram assim, ao sabor da maré, com muita água, sal e sol. Nada a ser feito, e um mar inteiro à nossa frente.

Ficamos apenas uma semana em Heron Island, mas se pudéssemos, teríamos ficado muito mais. Na hora de ir embora, não contive as lágrimas – os melhores dias deste ano de 2015 foram passados ali, desconectada da realidade do mundo, submersa na realidade da vida marinha. Enquanto o barco partia e Heron virava uma linha no horizonte, parafraseei Tina Turner em meu caderninho de viagens:

“Paradise is Here. Paradise is Heron.”

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Tudo de bom sempre.

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Para viajar mais:

  • Heron Island é um destino perfeito para crianças. Vimos inúmeras famílias durante nossa estadia. A facilidade de acesso a inúmeras espécies de corais e afins, além da competência dos guias, torna a estadia em Heron uma grande aula de biologia, conservação e ecologia ao ar livre. E como as praias são todas mansinhas, os pais podem ficar tranquilos na areia descansando…
  • Todos os dias, no café da manhã, eles publicam o “Heron Times”, um panfletinho com as dicas do dia, horários de maré, condições climáticas etc. Não deixe de dar uma olhada, para não resolver fazer snorkel na hora errada, da maré super-baixa.
  • Dá para chegar e/ou sair de Heron de seaplane. A passagem custa caro, mas a vista aérea… deve ser de tirar o fôlego!
  • Há um caixa eletrônico apenas na ilha. Como a internet é capenguíssima e só funciona perto da recepção, cartões de crédito são uma dificuldade para se conectarem também. A melhor solução é dinheiro vivo, ou acumular todas as despesas para pagar tudo de uma vez no final – é o que a maioria faz.
  • A lojinha do resort tem alguns artigos de primeira necessidade, mas não conte com ela. Leve absolutamente tudo que precisa para lá, principalmente remédios, para não ficar na mão.
  • Se você olhar no TripAdvisor, as resenhas sobre Heron são estilo “ame ou odeie”. Acho que é uma questão de expectativa: se você vai para lá esperando todas as benesses de um resort de luxo, funcionários a mercê das suas vontades mais esdrúxulas, vai se decepcionar. (A equipe do resort te deixa à vontade, sem muitos paparicos.) Mas se luxo para você é estar hospedado dentro da Grande Barreira de Corais, com acesso facílimo a todas as maravilhas que ela tem, então você vai amar. 🙂
  • As décadas de preservação fazem de Heron Island um local perfeito para monitorar a acidificação dos corais causada pelas mudanças climáticas. Os visitantes têm a oportunidade de ouvir e discutir sobre alguns dos estudos feitos ali, cujos resultados são alarmantes (pra variar…).

WOD2015---Oceano-saudável,-planeta-saudável

Todo mundo que me conhece de muitos carnavais sabe do meu amor infinito pelo mar. Aliás, não dá pra conversar comigo 5 minutos sem perceber o quão feliz a água salgada me faz.

E  dia 8 de junho é o Dia Mundial dos Oceanos, uma data criada para celebrar e lembrar mais ainda do quão crucial para a vida no planeta é esta enorme imensidão azul. O tema deste ano é “Healthy Oceans, Healthy Planet” (“Oceano saudável, planeta saudável”). O que nos remete à conclusão mais fundamental de todas: que a gente não pode NUNCA take for granted os oceanos do mundo, que nossa saúde frágil DEPENDE da saúde deles.

Neste 2015, decidi de sopetão fazer uma “instagramagem coletiva”. Postei lá no meu instagram uma foto do sul da Big Island do Havaí com este convite/provocação:

“Segunda é Dia Mundial dos Oceanos. De hoje até terça de manhã, postarei só fotos dos pontos marinhos que mais adoro no mundo. Quem quiser, posta também, onde é a “sua praia” com a tag #meumar ou #meuoceano. //

Monday is World Oceans Day. I will be posting from now till Tuesday my favorite ocean spots on the planet. Let’s share our oceans! I invite whoever wants to play, to post your ocean using the hashtag #myocean . A sea of good blue memories to all!!

#meuoceano #myocean #mardememórias #hawaii #havaí #worldoceansday #diadosoceanos #meumar”

O convite também foi pro meu facebook:

“Lá no instagram, resolvi começar uma “instagramagem coletiva” para o Dia Mundial dos Oceanos (8 de junho). Convido todos os amigos e amigas a postar em qualquer mídia social seus pontos favoritos do mar pelo mundo com a tag ‪#‎meuoceano‬ (ou ‪#‎meumar‬, o que você achar melhor…). Vamos inundar de emoções marinhas este dia!

At instagram, I started a posting gallore for World Oceans Day (June 8). I invite all my friends to post at any social media channel their favorite marine spots on the planet with a tag ‪#‎myocean‬. Let’s flood social media with marine emotions!

‪#‎WorldOceansDay‬ ‪#‎DiaMundialDosOceanos‬

A idéia é inundar as redes sociais de azul, dos locais do mar onde cada um mais se identifica. Para que, ao lembrar dos seus bons momentos no mar, lembremos também do quão o mar colabora com nossa saúde física e mental. Vou tentar compilar aqui as fotos que vir aparecendo nas minhas timelines, ok?

E que venha um infinito azul de ondas inspiradoras neste Dia Mundial dos Oceanos de 2015!

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#MeuOceano no #DiaMundialDosOceanos pelo instagram:

#MeuOceano---MariCampos-insta
Antárctica by @maricampos (do blog Pelo mundo)

#MeuOceano---Lucia_eneida-insta
Sancho, Fernando de Noronha by @lucia_eneida (ou Dra. Luluzita, pros amigos 😀 )

#MeuOceano---@luciamalla-Kaikoura
Kaikoura, Nova Zelândia by @luciamalla

#MeuOceano---JulianaRocha-insta
Klein Curaçao by @jsrocha21

#MeuOceano---Hellendpo-insta
St. Martin, St. Lucia & Barbados by @hellendpo

#MeuOceano---@ellenortiz-insta
Santos, SP by @ellenortiz

#MeuOceano---@lucia_eneida-insta
Praia Mansa, Caiobá, PR by @lucia_eneida

#MeuOceano---@jsrocha21-insta2
Ilha da Pedra Furada, Barra Grande, BA by @jsrocha21

#MeuOceano---@lucia_eneida-insta-2
Parque Nacional dos Vulcões, Big Island, Havaí by @lucia_eneida

#MeuOceano - @artesub insta
Atol de Namu, Ilhas Marshall by @artesub

#MeuOceano - @lumalheirosrj insta
Maceió, AL by @lumalheirosrj (do blog Dividindo a bagagem)

#MeuOceano - @santista11 insta
Baía de Guanabara, vista do Parque da Cidade em Niterói, RJ by @santista11 (nossa querida Virginia)

#MeuOceano - @sylviatravel insta
Saco do Mamanguá, RJ by @sylviatravel

#MeuOceano---@hellendpo-insta-2
Magen’s Bay, St. Thomas, Ilhas Virgens by @hellendpo

#MeuOceano---@hotelcalblog-insta
Big Sur, Califórnia, by @hotelcalblog (do blog Hotel Califórnia)

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Valley Church beach, Antigua & Barbuda, by @hellendpo

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Pontal do Atalaia, Arraial do Cabo, RJ, by @katesantos_

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Fernando de Noronha, Brasil, by @chicobalafn

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Baía de Redonda, CE, by @mariana0206

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Galápagos, Equador, by @maricampos

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Em algum lugar do mar, by @mariana0206

#MeuOceano---@emiliagf-insta
Malta, by @emiliagf (do blog A Turista Acidental)

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Kenepa Beach, Curaçao, by @jsrocha21

#MeuOceano---@majozinha-insta
Akumal, Riviera Maya, México, by @majozinha (do blog Filigrana)

#MeuOceano---@ensaiosdeviagem-insta
Curaçao, by @ensaiosdeviagem (do blog Ensaios de Viagem)

#MeuOceano---@blogporai-insta
Baía de Guanabara, vista do Parque da Cidade em Niterói, RJ, by @blogporai (do blog Por aí)

#MeuOceano---@jeguiando-insta
Itacaré, BA, by @jeguiando (do blog Jeguiando)

#MeuOceano---@carlinhaz-insta
Arpoador, Rio de Janeiro, RJ, by @carlinhaz

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Santos, SP, by @anamdo (do blog Psiulândia)

#MeuOceano---@emiliagf-insta2
Baía de Guanabara, RJ, by @emiliagf (do blog A Turista Acidental)

#MeuOceano - @artesub insta2
Arquipélago de São Pedro e São Paulo, Brasil, by @artesub

#MeuOceano - @majozinha insta2
Tulum, México, by @majozinha (do blog Filigrana)

#MeuOceano - @maricampos insta3
Curaçao, by @maricampos (do blog Pelo mundo)

#MeuOceano---@emiliagf-insta3
Ilhabela, SP, by @emiliagf (do blog A Turista Acidental)

#MeuOceano---Veve-Mambrini---Rio-Santos
Rio-Santos, by Vevê Mambrini (no facebook)

#MeuOceano---Rute-Brito-face
Ilha Grande, RJ, by Rute Brito (no facebook)

#MeuOceano---@mauoscar-insta
Polinésia Francesa, by @mauoscar (do blog Viajoteca)

#MeuOceano---@marlos_q-insta
Praia do prumirim, Ubatuba, SP, by @marlos_q

#MeuOceano---@marciahenz-insta
Farol do Diamond Head, Oahu, Havaí, by @marciahenz (do blog Quase todas as coisas)

#MeuOceano---@fran_agnoletto-insta
Ponta do mangue, AL, by @fran_agnoletto (do blog Viagens que sonhamos)

E o Sidnei Baena esteve recentemente no Havaí, e mandou diversas fotos desse mar que eu – suspeitíssima – também chamo de #MeuOceano (que é o oceano dele também, pelo visto). Mas, digam a verdade, como não se apaixonar por esse mar?

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Moku’ae’ae Island, Kauai, Havaí (a ilha em frente ao Kilauea Lighthouse)

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Hamoa Beach, Hana, Maui, Havaí

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Pôr-do-sol em Kailua-Kona, Big Island, Havaí

#MeuOceano---Sidnei4
Em frente ao hotel Castle Kona Bali Kai, Big Island, Havaí

#MeuOceano---Sidnei5
Honu! <3

#MeuOceano---Sidnei7
Waikiki, Oahu, Havaí

#MeuOceano---Sidnei6
Waikiki, Oahu, Havaí

E, pra finalizar, a compilação das fotos que postei nessa instagramagem coletiva – ou seja, os mais diversos pontos do oceanos pelos quais sou apaixonada, que considero #MeusOceanos do fundo do coração azul:

#MeuOceano---@luciamalla-Big-Island
Puna, Big Island, Havaí by @luciamalla

#MeuOceano---@luciamalla-Laguna-Beach
Laguna Beach, Califórnia by @luciamalla

#MeuOceano---@luciamalla-Fiji
Mamanucas Islands, Fiji by @luciamalla

#MeuOceano---@luciamalla-insta2
Ilha de Kiritimati, Kiribati by @luciamalla

#MeuOceano---@luciamalla-insta1
Tulum, México by @luciamalla

#MeuOceano---@luciamalla-insta5
Onda no Palikir Pass, Pohnpei, Estados Federados da Micronésia by @luciamalla

#MeuOceano---@luciamalla-insta3
Ilha de Malapascua, Filipinas by @luciamalla

#MeuOceano---@luciamalla-insta4
Palau, by @luciamalla

#MeuOceano---@luciamalla-insta7
Palau de novo, porque é um dos lugares mais lindos do mundo! By @luciamalla

#MeuOceano---@luciamalla-insta6
Ipanema, RJ by @luciamalla

#MeuOceano---@luciamalla-insta8
Wallis Island, Wallis e Futuna, by @luciamalla. Este foi um dos dias “comuns” mais felizes da minha vida… e acho que a foto passa isso. 🙂

#MeuOceano---@luciamalla-insta9
Shipwreck Beach, Kauai, Havaí by @luciamalla. Essa praia está na lista por motivos óbvios. <3

Uma das delícias de uma cidade grande é a constante dinâmica existente: sempre tem algo acontecendo. No caso de restaurantes, tem sempre uma novidade surgindo. Honolulu não é diferente: de uns dois anos para cá, uma série de bons restaurantes abriram – e muitos já caíram no gosto da galera. Apesar de tudo, muita gente não associa Havaí a turismo gastronômico, o que é quase um pecado viajante, dada a enorme quantidade de chefs badalados com restaurantes estreladíssimos por aqui.

Comida-de-luau

Para lembrar a todos que, não só o Havaí é um ótimo destino gastronômico, como está entre os destinos prediletos de quem está atrás das últimas tendências culinárias, decidi fazer esta lista, com os “novos restaurantes” que estão fazendo o maior sucesso atualmente. Meu conceito de “novo” é beeem elástico: aberto nos último três anos ou menos – ou seja, nem tão novo assim. Mas, dada a qualidade da comida e/ou do ambiente, espero que eles durem muitas décadas!!!

Interessantemente, a maior parte desta nova leva está no Chinatown Art District, que vem cada vez mais se firmando como o melhor destino gastronômico de Honolulu.  #FicaDica

E claro, como toda boa lista, tem uma grande falha já de começo: o monte de restaurantes novos que ainda não provei e que portanto não posso adicionar à minha lista pessoal: o Grondin (cozinha francesa-latina em Chinatown), o Monkeypod Kitchen (conceito farm-to-table, fica em Ko’Olina; requer reserva), o Bills (café da manhã estilo australiano em Waikiki), o Mission (conceito farm-to-table, fica dentro do Mission Museum, no downtown), o MW (cozinha havaiana fusion), o Torae Torae (japonês estilo izakaya)… a lista para provar ainda é MUITO longa. Ainda bem! 😀

Mas vamos lá, aos meus 8 restaurantes prediletos da nova safra de Honolulu – so far!

Restaurantes - Kanzanam
Interior do Kan Zaman.

8. Kan Zaman – Restaurante marroquino/libanês, com uma entrada modesta e um pátio nos fundos bem agradável. O babaganoush deles é de chorar de tão delicioso! O tajine e o kebab também valem a pena. Às quartas, tem um showzinho de dança do ventre no jantar, é divertido. Endereço: 1028 Nuuanu Ave, Chinatown.

7. 678 Hawaii – Coreano raiz, estilo yakiniku – ou seja, você faz seu churrasquinho na mesa. O dono é uma celebridade humorística coreana, e é o lugar onde os coreanos vão – ou seja, aprovado por quem entende. E, na qualidade de ex-moradora de Seul, me senti de volta à cidade no restaurante. Confesso que não sou muito fã de comida coreana, mas com uma atmosfera excelente e pratos tão autênticos, dá até gosto comer! O mais legal: ao redor da grelha do churrasco, tem um “fosso” onde eles põem o ovo pra cozinhar. Fica uma delícia! Endereço: 1726 Kapiolani Blvd, em frente ao Hawaii Convention Center.

6. Ethiopian Love Restaurant – É o primeiro restaurante etíope da cidade. Antes ficava na região de Kapahulu; recentemente se mudou de mala e cuia para o foodie downtown. O serviço é devagar-quase-parando, mas a comida compensa muito a espera – as sambussas são uma delícia! Curti muito também o pão típico, injera, com tibs de carne e um purê de alho com tumérico. Endereço: 1112 Smith St, Chinatown.

5. Búho Cocina y Cantina – Restaurante mexicano no coração de Waikiki (fica em cima da Victoria’s Secret). O ambiente é de happy hour, com mesas numa varanda enorme. No comando do bar há um mixologista, portanto os drinks são uma atração à parte. As quesadillas e tacos misturam ingredientes não-mexicanos, e no final fica tudo muito bom! Amo ceviche, então é meio suspeito eu dizer que o ceviche deles é sensacional – porque pra mim, só por ser ceviche (limão!!) já é sensacional. 😀  Endereço: 2250 Kalakaua Ave., Waikiki.

[ATUALIZAÇÃO EM 2016: O Búho caiu demais de qualidade nos últimos anos. Des-recomendo com força.]

4. Highway Inn – Comida havaiana de verdade, tradicional, sem firulas nem turistices. A marca Highway Inn é antiguérrima (desde 1947!), mas o restaurante novo deles no bairro de Kaka’ako é sem dúvida um caso à parte de maravilha. Trabalho ali perto, então de vez em quando vou lá almoçar – e me sinto indo a um luau tradicional com a comida deles. Meus pratos prediletos: o chips de ‘uala com qualquer molho, o akule frito (peixe tipo peroá, super-comum aqui no Havaí), a salada de tako (polvo) e o limu poke. As muitas variedades de loco moco que o Highway Inn oferece fazem sucesso no café da manhã. Endereço: 680 Ala Moana Blvd., Kaka’ako.

3. Lucky Belly – É comum se dizer aqui no Havaí que cada dia da semana você pode comer um tipo de sopa de macarrão diferente, cozido em diversos estilos. Ramen, saimin (o típico do Havaí), udon, pancit, mein… falou em noodle, o havaiano tá dentro! Pois no Lucky Belly, o forte são os ramens – o de cogumelo é um caso a parte de delicioso. A gyoza e o nhoque de shitake também são deliciosos. O preço é meio salgado, mas compensa. Endereço: 50 North Hotel St., Chinatown.

2. Livestock Tavern – Dos mesmos donos do Lucky Belly (fica em frente), mas com uma pegada mais contemporânea e simplificada – entenda-se menos ramen. O destaque do menu é o sanduíche de língua, mas as saladas foram o que me conquistaram – beterrabas com maracujá! O ambiente é modernoso-rústico, cheio de personalidade. Abriu há pouquíssimo tempo, e parece já ser o novato preferido de 9 em cada 10 foodies no Havaí (DataMalla). Endereço: 49 North Hotel St., Chinatown.

1. The Pig and The Lady – Sem nenhuma dúvida o melhor restaurante novo do Havaí – atestado pela lotação sempre cheia. A filosofia dos donos, de promover o “comer em família”, sai dos bancões do salão, onde a conversa é alta e cheia de risadas, e transcende  para os pratos. É comida com amor de mãe, cheia de bons temperos e que te faz um cafuné no coração. O prato mais especial é o Primal Offering, para ser comido por 8 pessoas (é literalmente uma cabeça de porco), e que requer 12 hrs de cozimento – precisa avisar com antecedência de um dia que você vai pedi-lo. Mas você pode na realidade pedir qualquer coisa do menu, que é tudo uma delícia. A culinária tem influência do sudeste asiático, de onde são os donos. O chef é uma das grandes revelações recentes do Havaí. O mais legal é que, além deles terem um serviço de catering de festa, eles ainda mantém barraquinhas nas feiras – procure nos Farmer’s Markets mais badalados a barraquinha com a maior fila, e provavelmente será o The Pig and The Lady, versão comida de rua. Se você tiver que escolher um único restaurante dessa lista, escolha este. Endereço: 83 North King St., Chinatown.

Deu fome, né?

Tudo de bom sempre.

Loco-moco
Loco moco, criação havaiana. Haja dieta… 😀

P.S.: Escrevendo este post, me toquei que minha lista de top 10 restaurantes de Honolulu fora de Waikiki tá precisando de uma renovada… num futuro próximo. 🙂

Cratera Halemaumau 3

Eis que o vulcão Kilauea, na Big Island, tem dado mais um de seus fenomenais – e únicos – espetáculos de fogo nos últimos dias. Na cratera Halemaʻumaʻu, dentro da caldeira do vulcão, o lago de lava há mais de um século não chegava na altura em que está hoje – e em alguns momentos neste último fim de semana, especificamente na madrugada de 2 de maio de 2015, a lava derramou pelas bordas da cratera.

(Parênteses: a cratera que na realidade é uma cratera-dentro-da-cratera, ou um vent. O Kilauea tem uma grande caldeira, dentro da caldeira fica a cratera de Halemaʻumaʻu, e dentro desta cratera, outra “mini-cratera”, que é onde está o lago de lava atual. O Kilauea também tem outra cratera ativa, a Puʻuʻoʻo, que fica mais ao leste, e de onde sai a lava que atualmente está parada perto da cidade de Pahoa.)

Cratera Halemaumau 4

E adivinha onde André e eu estávamos nesta mesma madrugada de 2 de maio? Acertou quem respondeu: na borda da caldeira do Kilauea! 😀

Não foi total coincidência: na quarta-feira vimos no jornal local a notícia da erupção na cratera Halemaʻumaʻu com os detalhes únicos do fenômeno que ocorria nesta semana. Decidimos então viajar até a Big Island na sexta-feira à noite para ver tal erupção histórica. O jornal falava em milhares de pessoas visitando o parque à noite, então nos planejamos para ficar a noite toda pelo Jaggar Museum, que é o ponto mais visitado do Parque Nacional dos Vulcões do Havaí, e de onde se tem uma vista excelente da cratera de Halemaʻumaʻu. A coincidência ficou pelo derramamento de lava ocorrer exatamente quando estávamos lá – porque afinal ainda não dá pra prever onde a lava estará nem quão perto da superfície.

A noite estava linda. Lua quase-cheia, vento soprando a fumaça da lava pra longe da gente, poucas nuvens no céu, que estava super-estrelado – praticamente não há luz elétrica no Jaggar Museum à noite, apenas nos banheiros e uma luz beeeeem fraquinha próxima ao chão no estacionamento. A ausência de luz permite que todo o glow da lava fique ainda mais encantador, realçado no fundo totalmente preto da noite com apenas o glitter das estrelas, e a fumaça vermelha subindo. De arrepiar cada fio de cabelo do corpo de tão lindo e emocionante.

Como esperado, muita gente estava no Jaggar Museum quando chegamos lá, por volta das 11 da noite. O clima entre todos era sensacional: apesar do frio intenso de quase zero, muitas risadas e sorrisos impressionados, muitos cliques cheios de “oooohs” e “aaaahs” cada vez que um pedaço de rocha explodia. E não eram apenas turistas embasbacados. Sabe quando moçadinha fica ao redor de uma fogueira à noite jogando papo fora e ouvindo o barulho da natureza? Pois em Hilo, por esses dias, o point da madrugada da galera parece ser a cratera iluminada, onde o espetáculo-fogueira é constante. Não dá pra criticar a escolha da moçada.

Cratera Halemaumau 2

Ficamos a noite toda no Jaggar. Entre 3 e 5 da manhã, o movimento de pessoas diminuiu bastante – mas não cessou (e eu aproveitei para tirar um cochilo rápido no carro). E lá pelas 5:30 da manhã, o estacionamento voltou a lotar.

Cratera Halemaumau 5

À medida que o céu começava a ser pintado com as cores do dia, a textura e o contorno da cratera ficavam mais nítidos – e o glow tão lindo ia esvaindo. Quando finalmente amanheceu, e apenas a lava amarela continuava a borbulhar sem parar, decidimos que era hora de dizer “até o próximo espetáculo” ao Kilauea. Com os olhos suspirando de felicidade por termos presenciado tanta beleza e força imponente da natureza.

Cratera Halemaumau 6
Nem mesmo a cara de sono consegue esconder minha felicidade…

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E anteontem, dia 03 de maio, à tarde, uma das paredes do Kilauea colapsou e causou uma explosão enorme, também capturada pelas webcams do parque nacional. Para quem curte, a livecam da cratera Halemaʻumaʻu esses dias tem estado bem quente. O vídeo desta explosão na cratera feito pelo US Geological Survey:

 

Simplesmente SENSACIONAL!

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Se você está pelo Havaí por estes dias, eu não tenho outra dica a não ser: vá ver o vulcão antes que ele comece a desinflar de novo (o que também não dá pra prever quando acontecerá). Você não se decepcionará.

(E #ficadica eterna: sempre olhar as condições atuais da erupção e da lava antes de marcar qualquer ida ao Kilauea, para saber exatamente qual a melhor forma de ver a lava no dia da sua visita.)

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Escrevendo este post, me peguei pensando na história do Kilauea que já presenciei nesse tempo de Havaí. Da primeira vez que fui ao parque, em 2002, a erupção era só na cratera Puʻuʻoʻo, a cratera do Halemaʻumaʻu estava silenciosa – era a época que ainda se faziam trilhas até a borda da cratera-da-cratera. Da segunda vez que fui ao Parque, a lava escorria no mar a uma distância próxima (entenda-se “andável”) ao fim da Chain of Craters Road – fizemos até um piquenique “à luz da lava”! – e a cratera Halemaʻumaʻu continuava parada. Em 2007, pequenos lagos de lava apareceram próximos a cratera Puʻuʻoʻo, e em 2008, a cratera Halemaʻumaʻu entrou de novo em erupção, com o lago de lava láááá no fundo, só garantindo que víssemos fumaça do Jaggar Museum. Depois disso, fui ver a lava mais outras tantas vezes. Numa delas em 2013 caindo no mar, quando a distância já não era mais andável (a não ser para aqueles que curtem trilhas longas em terreno quebradiço), pegamos um barco para ver de perto –  de longe a melhor experiência que tive com a lava. Desde então, a lava parou de cair no oceano, começou a escorrer para Pāhoa (e vi um pedaço dessa tragédia de helicóptero ano passado, num passeio com amigos ilustres); e hoje a cratera do Halemaʻumaʻu, que vi praticamente morta em 2002, está dando esse show todo de atividade. Não consigo segurar o suspiro prolongado só de lembrar que presenciei toda essa progressão de atividade de perto… um sonho de criança realizado. 🙂

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Tudo de lava sempre.

Cratera Halemaumau 1

#NoPlaceLikeHome

Hoje é o Dia Mundial da Terra. E, para celebrar a data, a NASA está organizando uma mega-diversão nas redes sociais com a hashtag #NoPlaceLikeHome , convidando a todos para responder (e postar sua resposta…) a seguinte pergunta: qual é o seu lugar favorito no planeta?

Parece uma questão simples, né? Mas nada pode ser mais difícil de responder que isso para mim.

Como o nome deste blog remete, estou pelo mundo – porque é nele que me sinto em casa. O mundo é minha casa, e tudo que diz respeito a ele, sua saúde física e mental, me afeta. Embora tenha endereço fixo em um ponto do planeta que escolhi para viver, não há como negar que todo o planeta Terra me fascina, das belezas às bizarrices, passando pelas inquietações e lições que diversos lugares suscitam. Todos os caminhos levam à Terra, afinal; minha (nossa!) única casa.

E como não amar cada esquina paradoxal e específica que este mundo oferece? Como não amar esta colcha de retalhos que são os diversos lugares por onde passamos durante nosso breve período de vida? Como não amar as ladeiras de Ouro Preto? Os cheiros de Taipei? As praias do Havaí? As torres da Sagrada Família em Barcelona? As Cataratas do Iguaçu? As memórias de Berlim? As ruínas mexicanas? As paisagens de cinema da Nova Zelândia? A história pelas ruas da Itália? A música urbana de NY? O verde da Amazônia? O sol do Rio? O Morro do Moreno?

Há muito mais detalhes emocionantes nesse mundo que sonha nossa nada vã filosofia. E são estes detalhes que nos permitem aceitar este conceito retalhado de casa, com uma janela de cada cor, paredes enfeitadas, telhado de vidro pro sol entrar. Tudo dentro de um coração que pulsa, onde todas as milhas emocionais acumuladas habitam.

Mas acontece que nossa “Terra” é 70%… água – e a maior parte dela salgada. E, para não cair em auto-incoerência, não nego que parte significativa da minha casa é líquida, está nesta fração enorme que inspira e acalma. No ritmo das ondas que balançam pra lá e pra cá, ao compasso da maré que sobe e desce. Em cada criatura que também chama o ecossistema salgado de casa. Nas pessoas que tiram dali sua subsistência. Nos corais filipinos, nas ondas de Fernando de Noronha, nas correntes marítimas africanas ou nas profundezas marianas. Todos os caminhos da Terra levam a muitas milhas de emoção azul, a perder de vista.

Como não amar… o mar?

No place like Earth? No place like Ocean Earth, our incredible home.

Tudo de bom sempre.

Blind snake Hawaii

Um dos grandes “mitos” biológicos sobre o Havaí é de que nas ilhas não existem cobras. Este é um daqueles mitos tão bem disseminados e estabelecidos, que se você perguntar a maioria da população nativa daqui, eles dirão que é verdade. Lembro de uma vez fazendo uma trilha e uma amiga havaiana me falando com todo orgulho que o mato no Havaí era seguro porque “não existem cobras aqui”.

Mas se você procurar no google, vai encontrar links de sites até medianamente reputados espalhando essa mesma balela – ou desconsiderando as existentes. Que feio.

(Faz sentido a preocupação: grandes cobras, como jibóias e cascavéis, realmente fariam um estrago no ecossistema local, e o estado gasta mundos e fundos para evitar que estes animais cheguem aqui. Mas isso não justifica a inverdade, né?)

Pois bem, amigos, vamos deixar claro de uma vez por todas: há cobras no Havaí, sim. Duas espécies, por sinal. Uma delas marinha, raríssima de se ver, a cobra-marinha-americana ou cobra-do-mar-pelágio (Pelamus platurus) –  que pode ser encontrada em todas as águas tropicais do Atlântico, Índico e Pacífico. Ela tem veneno neurotóxico, mas não consegue inocular numa pessoa por conta do formato da sua boca, sendo portanto inócua a seres humanos. Como, aliás, acontece com a maior parte das cobras marinhas.

Já a outra espécie de cobra é um tipo de cobra-cega, a cobra-cega-de-Brahminy (Ramphotyhlops braminus), minúscula, parece mais um verme, e geralmente gosta de se esconder em ambientes úmidos, como xaxins. Esta cobra é terrestre, foi introduzida no Havaí – a espécie é originária da Índia – e tem uma característica biológica extremamente interessante: todos os exemplares que você encontrar são fêmeas.

Chama-se isso de partenogênese, e é uma forma de reprodução assexuada (popularmente conhecido como “parto virgem”). É um fenômeno comum em algumas espécies de lagartos também, como o Cnemidophorus. A cobra-cega-de-Brahminy era a única espécie conhecida de cobra a se reproduzir por partenogênese até 2012, quando uma píton de um zoológico no Kentucky (EUA) deu à luz a diversas pítonzinhas sem outro macho ao redor de sua jaula.

(Curiosidade: minha sogra era uma bióloga especialista em partenogênese de lagartos da Amazônia, e contribuiu na descoberta de pelo menos uma espécie de lá, a Cnemidophorus nativo.)

Camaleão havaiano
Camaleão visto na Big Island ano passado.

E já que citei lagartos, no Havaí existem 17 espécies reconhecidas de lagartos. Nenhum deles é nativo das ilhas, todos foram introduzidos. A mais comum é o gecko, que você vê pelas casas e está representado em qualquer loja de souvenir que se preze – os havaianos adoram os geckos, acham um bicho que dá sorte, por estar presente em diversas lendas tradicionais. Mas há também camaleões, iguanas e anoles, com suas cores incríveis. Aqui em casa mesmo, no jardim, dá pra ver de vez em quando um anole exibindo seu papo laranja.

Anole havaiano
Anole do jardim.

E esse post fica dedicado aos herpetólogos de plantão, que vêem o Havaí como um ponto desinteressante: aqui também dá pra se divertir entre (poucas) cobras e (alguns) lagartos.

Tudo de bom sempre.

*A foto de abertura do post é pública e foi tirada do site do Departamento de Botânica da Universidade  do Havaí.

Postado em 04/04/2015 por em Animais, Havaí

Originalmente publicado no blog do Marmota, em 28/setembro/2007, como parte de uma série de posts convidados – a “Colônia de Férias”. Na época, fiz uma chamada no blog também. Está sendo republicado porque fui comentar num post da Laira e relembrei dele. Como muitas destas elocubrações viajantes ainda merecem a reflexão, vale trazer a (re)publicação para este espaço.

Ah, algumas das minhas então viagens de sonho já se concretizaram, felizmente. 🙂

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Momentos que viram boas memórias…

Meu amigo Marmota há alguns dias veio com essa proposta para mim pelo MSN: “Ah, você não quer escrever um post pro meu blog? O tema é o seu predileto: viagens.” Ao ouvir a palavra mágica, nem cogitei não aceitar o desafio. Afinal, depois da minha estréia esquecível no antigo endereço do blog dele (o texto foi uma experimentação maionesística), percebi uma chance de me redimir, falando daquilo que mais gosto. Dessa vez, não decepcionaria Marmota.

É claro, a conversa no MSN não parou por aí. Logo perguntei o por quê do texto, ao que o Marmota respondeu: “Vou tirar férias e quero publicar textos dos amigos nesse período”. “Vai viajar?”, perguntei curiosa. “Sim. Vou voltar a alguns lugares que adorei na Europa.”

Voltar a lugares marcantes. É interessante que Marmota tenha se decidido a fazer isso, porque em minha fome de novos lugares, raramente volto a lugares que não sejam os óbvios (a casa dos meus pais, amigos queridos, a minha casa, etc.). Não é por mal, eu gosto de reencontrar pessoas, mas se abstrairmos as mesmas da equação, em geral, quero conhecer novas paragens. Buscar o desconhecido para torná-lo memória é uma constante tão presente nas minhas viagens, que me peguei, depois de desligar o MSN, admirando a coragem do Marmota em fazer o oposto: renovar a memória vivida. E pensando nos lugares que eu realmente gostaria de voltar.

Mas antes explico. Eu acho o mundo muito grande e a vida muito curta para tantos lugares legais que existem. Mesmo se eu viver por 100 anos, não vai dar tempo de visitar/conhecer todos os recantos que eu quero (sonhar não custa nada). Esse é um fato óbvio, uma realidade “dolorosa” com a qual convivo dentro de mim. Sofro da síndrome do “eu-nunca-fui-quero-conhecer-pelo-menos-uma-vez-na-vida” – deve haver um nome mais chique para isso em medicinês. É uma espécie de ansiedade crônica pelas esquinas novas do mundo, uma tendência bastante involuntária em escolher viajar para onde nunca fui antes. A condição pode ser frustrante se mal-administrada porque, bem, não podemos conhecer o mundo todo mesmo.

De tal forma que toda vez que sonho em viajar, a vulga síndrome ataca, e a preferência sempre recai para um lugar novo. É claro, tenho uma lista de destinos “prioritários” (que só cresce…). São imprescindíveis no sentido mais profundo da minha paixão por lugares e motivação para eles não falta nunca – falta apenas a dicotomia tempo/dinheiro. Os desertos da Namíbia, os vulcões do Kamchatka, da Islândia, mergulhar em Fiji, ver as montanhas do Nepal e as construções de Brasília* estão nesse bolo. Depois dos prioritários, vêm os que eu chamo de destinos “colaterais”, aqueles que eu quero conhecer mas aguardo uma desculpa (geralmente esfarrapada) para ir – um congresso ou uma visita a um amigo que se mudou para lá, por exemplo. Destinos que não são alvo absoluto dos meus sonhos e leituras, mas se vierem… bem, não vou desperdiçá-los. Portugal e Recife são bons exemplos nesse caso.


Tempo tempo tempo. Tempo de descobertas.

Mas depois da conversa com o Marmota, eis que decidi fazer a lista dos lugares onde quero voltar. Buscar a memória vivida. E outro dilema surgiu. Um lugar é, por definição, algo estático, mas as circunstâncias que a interação humana e/ou biológica geram o tornam organismos dinâmicos, com vida própria. E nós, viajantes, somos como “fofoqueiros” do planeta. Por onde passamos, vemos, fotografamos, depois contamos pros amigos, parentes, escrevemos cartas, postamos em blogs, compartilhamos aquela vida tão particular da cidade-organismo com o mundo. Sem pedir licença ao lugar: papparazzicamente. O Rio de hoje não é o Rio do Pan e não será o Rio do carnaval do ano que vem. Detalhes farão a sutil diferença, e cada lugar que a gente visita é uma fotografia estática de um momento determinado, e o lugar uma semana depois provavelmente não será mais o mesmo. As cidades escorrem pelos dedos no momento em que você as deixa para trás: elas se remodelam, adaptam-se e estão sempre de cara nova, por menores que sejam, mesmo àquelas que parecem paradas no tempo, como Caixa-Prego.

E temos que nos conformar com isso. A melhor terapia viajante para a mal-fadada síndrome que falei acima é encarar a realidade: você nunca conhecerá plenamente nenhum lugar do mundo. Seja porque você não terá tempo para conhecê-lo, seja porque você não conseguirá vivenciá-lo em sua plenitude por todo o tempo.

A memória vivida é efêmera. Não dá para a gente reviver. Estamos sempre acrescentando novas perspectivas, informações, emoções, e com isso modificando-a. De repente, então, fiquei feliz pelo Marmota: ele faz como eu, busca o desconhecido para adicioná-lo à memória. Apenas o faz de uma forma sistemática, mais estatística: aumenta o número de repetições, voltando aos lugares e criando uma imagem muito mais completa. Dando robustez à memória resultante.

E uma memória robusta de um lugar é, parafraseando o Poetinha, infinita enquanto dura.

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*As construções de Brasília já não são prioridade, pra ver como a gente muda à medida que o tempo passa (felizmente). Hoje minhas prioridades de viagem são as ilhas que desaparecerão com o aumento do nível do mar: Maldivas, Tuvalu, Kiribati, Yap, Midway, Northwestern Hawaiian Islands.

**Para ser lido junto com esse post do Gabriel.

Dancing Sharks

Preciso confessar que não curto futebol americano. Acho um jogo muito chato, de assistir, de entender, de torcer… enfim, não é a minha praia, mesmo. Mas, morando nos EUA, não tem como não se contagiar pela festa que é o Super-Bowl, a final anual do campeonato de futebol americano.

O Super-Bowl é também o grande palco dos marketeiros do mundo. Quando me mudei pros EUA pela primeira vez, não tinha a menor ideia do quão importante para a propaganda mundial eram aqueles intervalos comerciais irritantes que tornavam o jogo extremamente sacal de assistir – toda hora param a bola pra comercial! Mas fato é que, se o seu time de futebol americano não está no Super-Bowl, 99.99% das pessoas assistindo estarão interessadas nos comerciais (DataMalla).

E a terceira atração do Super-Bowl é o show do intervalo. Nos 30 minutos que separam o segundo e o terceiro tempos, sempre acontece um mega-show – já teve ano com Madonna, Michael Jackson, Ella Fitzgerald, Tina Turner… só mega-stars. (Quem não se lembra do bafafá americano quando Justin Timberlake deixou Janet Jackson com um peito de fora ao vivo em pleno SuperBowl?)

Enfim, domingo passado foi o Super-Bowl – SeaHawks, de Seattle x New England Patriots, de Boston. Como sempre, a expectativa das propagandas. E do mega-show do intervalo, que seria com Kate Perry, Missy Elliot e Lenny Kravitz. Fui assistir ao Super-Bowl numa festa com amigos, e não estava nem um pouco empolgada com o mega-show, então nem me empolguei a assistir, fiquei no quintal brincando com os cachorros.

Até que todos os meus amigos começaram a gritar meu nome. Fui na sala e quando chego na frente da TV… dois tubarões dançando no palco!!!!!!!!

Foi amor ao primeiro rodopio. Os dois tubarões eram os back dancers da Katy Perry, num cenário de praia. Imediatamente comecei a imitar seus movimentos de dança, porque eles eram muito cativantes. Quando os dois tubarões desapareceram do palco, eu já considerava aquele o melhor show em SuperBowls ever. Finalmente os tubarões tiveram o holofote que merecem: divertidos, animados, e com cara de bons amigos! Aí fui checar no twitter/facebook: minha timeline de tubarões estava em polvorosa, todo mundo apaixonado pelos dancing sharks.

Também foi peculiar que o tubarão à esquerda da Katy Perry fosse extremamente descoordenado pra dançar, errando diversos passos. Logo, o Left Shark ganhou uma conta no twitter, outra no instagram, virou meme e gif  – ou seja, viralizou. Left Shark virou até tatuagem!

Jaws Left Shark
“Arte” de JMAN7D1.

E de repente, as pessoas começaram a se ligar: o Left Shark representava muito mais que apenas um back up dancer da Katy Perry.  Era a caricatura perfeita de nossas falhas, escolhas e bizarrices da vida; quando a música te leva pra um lado, todo mundo dança no compasso, e você inevitavelmente põe uma capa de tubarão azul, desencana dos passos coordenados e sorri pra câmera, porque o que importa é dançar. E ser feliz.

Somos todos – ou quase todos… – Left Sharks pelos palcos da vida.

Tudo de bom sempre.

Left Shark

(Foto acima postada por Stacey Scott, no instagram.)

P.S.: – No palco do Super-Bowl, por baixo do Left Shark, estava o dançarino Brian Gaw.

– Foto de abertura do post de Christopher Polk.

– Não esqueci do último post da Nova Zelândia. Sai por esses dias, assim que eu conseguir parar de ver vídeos do Left Shark. 😀

*Continuação do meu roteiro de 12 dias pela Nova Zelândia, que já teve a Parte 1 (Queenstown, Fiordland e Wanaka), Parte 2 (Glaciares a Kaikoura) e a Parte 3 (Wellington e Rotorua).

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Praia em Whangarei

NOVA ZELÂNDIA – DIA 10

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Repitam comigo…

Era de manhã cedo quando encontramos Mauricio e Oscar na vila maori de Whakarewarewa, ao lado do nosso hotel – era a vila que avistávamos da janela. Ali, mora uma comunidade maori da região, que ainda usa e vive de acordo com os costumes tradicionais, portanto a autenticidade da experiência é a marca registrada.

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Textura geotérmica

O tour é guiado por um dos moradores da vila. É mostrado basicamente o quanto eles incorporam no dia-a-dia a abundância geotermal que têm ali. Por exemplo, para cozinhar, tomar banho quente, etc. Muito interessante.

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Cozinhando o milho na piscina geotermal da vila de Whakarewarewa. (Depois comemos esse milho. Tava bão!…)

De longe, ainda é possível também ver o gêiser Pohutu.

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Depois do passeio pela vila, assistimos ao show de dança maori que incluía a tradicional haka – fundamental assistir a uma haka se você vai à Nova Zelândia, porque é uma das mais interessantes e importantes manifestações culturais dos maoris, um grito de guerra aliado à dança. O legal do passeio também foi realizá-lo ao lado do Mauricio e do Oscar, que são amigos sensacionais. Sempre uma delícia conversar com eles!

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Apresentação da haka.

Do Whakarewarewa, nos despedimos dos dois e tomamos o rumo de Matamata, para visitar Hobbiton, a “cidade” hobbit. Chegamos lá mais cedo do que o horário reservado para nosso tour, e pudemos almoçar no café de Hobbiton, o The Shires Rest – nada de especial, confesso. A lojinha fervilhava de gente, e enquanto esperava, enviei um cartão postal de lá, com selo de “Middle Earth”.

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No Hobbit Shire.

O tour em Hobbiton é bem organizado, e nosso guia era um estudante universitário de Cinema – bem apropriado. Eu juro que achava que ia ver umas 3 casinhas hobbits, e que o passeio todo não duraria mais de meia hora… mas não!

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A cidade tem umas 20 casas hobbits, mais todas as áreas de hortas, jardins, árvores, etc. que vemos no filme. É realmente uma vila hobbit. A trilha para ver todo o Shire leva pelo menos uma hora de caminhada – no fundo leva-se mais, porque toda hora paramos para ver algo, fotografar, o guia conta uma história das filmagens etc.

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De acordo com a economia hobbit, riqueza é medida pelo número de janelas da casa. Esta onde estou, por exemplo, deve ser de um hobbit bem necessitado… #BolsaHobbitJá

Enfim, eu não estava muito animada com esse passeio, mas no final curti bastante tê-lo feito. A fazenda é extremamente bucólica, muito lindinha. O cenário é todo uma fofura, as flores são reais e lindas, tudo é super-bem-cuidado, e só faltou mesmo ter alguém vestido de hobbit fazendo uns comentários gandalfianos para ficar perfeito.

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Cerveja hobbit

Gostei também que o tour termina no pub hobbit – que é uma gracinha! – e eles te oferecem um copo de cerveja hobbit gratuito (Amber Ale ou Stout); para crianças, cider de gengibre. Fazia um calor inacreditável no meio daqueles morros bucólicos sem muita sombra e sem vento, e a Amber Ale desceu mais-que-perfeita.

Chegamos em Auckland já quase ao anoitecer, e mal deixamos as malas no nosso hotel  (o Rendezvous) e fomos subir a famosa Sky Tower, a Torre de Auckland. Lá de cima, assistimos ao pôr-do-sol, enquanto do outro lado, a lua despontava atrás da ilha Rangitoto.

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O jantar foi no ótimo restaurante turco Midnight Express, pertinho da torre. Os pratos vegetarianos eram ótimos, e a ovelha… sem comentários!

NOVA ZELÂNDIA – DIA 11

Mais um dia de folga para todos. André e eu saímos cedinho de Auckland rumo a Tutukaka, depois de Whangarei, onde encontraríamos o Oscar e a nossa amiga Silvia para mergulhar em Poor Knights. A manhã estava inacreditavelmente incrível de linda, o mar uma piscina, e a travessia ao Poor Knights, que notoriamente pode ser bem turbulenta, foi das mais tranquilas possíveis. Mergulhamos com a Dive Tutukaka, que fica na cara do píer, e cujo serviço foi nota 10, super-relax com explicações fundamentadas da biologia local.

Poor Knights é uma reserva marinha desde 1975, situada a 25 km da costa e que foi escolhida por Jacques Cousteau como um dos seus 10 pontos favoritos de mergulho do mundo. Pois é, com essa reputação o mergulho só podia ser excelente, né? Ainda mais na companhia de amigos tão queridos.

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O local é sagrado para os maoris, e mantido em excelente estado de conservação pelo governo neozelandês. É proibido atracar na ilha, portanto os barcos só podem se aproximar e ficar a alguns metros da costa. A fauna é simplesmente inacreditável de abundante, e o barco mal para e os cardumes de peixes já estão se agitando na superfície do mar.

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Só tem um problema: a água é ultra-hiper-super-gelada para os meus padrões extremamente tropicais. Fiz apenas um mergulho, mas o resto do pessoal aguentou dois.

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Kelp neozelandês.

O fundo é dominado por kelp, mas não são aquelas florestas enormes que crescem na costa da Califórnia: aqui o kelp é um pouco menor e se mistura ao fundo rochoso de uma maneira bem interessante. O visual debaixo d’água é espetacular, e em cima da água, os rochedos são também de uma dramaticidade – e altura – incríveis.

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Impressionante as cores das anêmonas!

Depois dos mergulhos, o barco fez um passeio ao redor de uma das ilhas do Poor Knights, aproveitando que o mar estava uma piscina, e pudemos perceber o quanto a geologia do local é fascinante.

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Pós-mergulho em poor Knights. Só alegria!

De volta do mergulho, fizemos um mini-tour pela costa da região de Whangarei, que é lindíssima. As praias, baías escondidinhas, recantos cheios de samambaias, areia branquinha e mar azul piscina… ô Nova Zelândia para ser bonita, gente!!!

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Sério, que país lindo é esse!!!

Nossa hospedagem da noite era na casa da nossa amiga Silvia. Sabíamos que ela morava off-grid – quer dizer, usando ao máximo os recursos da terra e desconectados das instalações públicas de fornecimento de água, esgoto e energia elétrica – mas não fazia noção do que isso queria dizer, até chegarmos na casa dela, no meio de um santuário ecológico de kiwis (o pássaro), no meio do mato total. A casa é uma experimentação em grau máximo de sustentabilidade, com geração de energia 100% solar, sistema de saneamento próprio, e água captada da chuva – nenhuma gota de água vem do sistema de abastecimento público. Nossa amiga e seu marido plantam vários dos alimentos que consomem, e, por conta da distância da estrada e dos morros pra chegar na sua casa, vão ao mercado uma vez por semana para o essencial que não podem produzir.

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Vida off-grid, meu sonho de “consumo” (ou seria desconsumo?).

Apesar de soar desconfortável, a casa era muito bacana, com internet funcional, telefone e cheia de espaços envidraçados, para admiração da floresta ao redor. Jantar no seu deck, ao som de centenas de passarinhos, conversando com amigos e vendo a lua cheia nascer entre os galhos de árvores e samambaias foi um dos momentos mais reconstituintes de toda a viagem. Viver sabendo que toda energia e água não são derivadas de combustível fóssil – ah! Meu sonho de consumo pra vida! E ali, Silvia me mostrou que, sim, é possível.

Saí dali com a esperança renovada.

NOVA ZELÂNDIA – DIA 12

Último dia na Nova Zelândia é sempre meio triste, aquele amargo sabor de saudade antecipada. Fizemos uma trilha simples pela mata da Silvia, onde Oscar nos mostrou a samambaia prateada que é o símbolo do país, e depois tomamos o rumo de volta para Auckland.

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Silver fern, símbolo da Nova Zelândia.

No caminho, parada básica para encher o cooler de queijos no Puhoi Valley, uma loja de queijos e sorvetes que é das minhas prediletas ever. Almoçamos no Puhoi, e já em Auckland, o Oscar gentilmente nos ofereceu um mini-tour VIP pelo Mount Eden, de onde temos uma vista linda da cidade! Auckland tem 48 cones vulcânicos, e o Mount Eden é o mais alto deles.

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Passamos no mercado para comprar mais queijos e uns vidros de Lewis Road Creamery, um achocolatado orgânico que é o maior hype da Nova Zelândia. Deixamos então o Oscar na casa dele e fomos buscar o resto da nossa patota de viagem, para voltarmos mais tarde para a casa do Oscar e do Mauricio e aproveitar nosso último happy hour na Nova Zelândia. Como sempre, o MauOscar Resort estava padrão 5 estrelas plus, com uma mesa de queijos e vinhos e outras delícias incríveis. Mas a maior delícia mesmo foi ter a oportunidade de conversar um pouco mais com os dois, antes de irmos para o aeroporto. Muito grata mesmo por esta amizade que a internet trouxe e a realidade consolidou! Obrigada, queridos!

E quanto a Nova Zelândia… até a próxima! Porque é claro, haverá uma próxima. Afinal, o país é tão lindo que a vontade que dá é de voltar sempre.

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Tudo de kia ora sempre.

Próximo post: “colagem Nova Zelândia”.



Booking.com

*Continuação do roteiro de 12 dias pela Nova Zelândia, hoje com os passeios em Wellington e Rotorua. Para os roteiros prévios: Parte 1 (Queenstown, Fiordland e Wanaka) e Parte 2 (Geleiras e Kaikoura).

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NOVA ZELÂNDIA – DIA 7

Dia de se despedir de Kaikoura, o que me deixa com uma dorzinha no coração… Acordamos cedíssimo para ir de novo ver os leões marinhos no parque, e qual não foi nossa surpresa quando mal chegamos no estacionamento e vimos vários descansando na passarela e no asfalto!

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Como era feriado, a maioria dos cafés não estava aberto, e decidimos por procurar um lugar na estrada pro café da manhã, já a caminho de Picton. Antes do café, paramos em Ohau Stream, para vermos a outra colônia de fur seals de Kaikoura. Fizemos a caminhada até a cachoeira de Ohau, que é super-agradável. Aliás, a estrada oceânica que sai de Kaikoura rumo ao coração de Marlborough é linda, outro trajeto incrível da Nova Zelândia.

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Cachoeira de Ohau, que em março/2013 vimos cheia de fur seals brincando.

Tínhamos hora marcada pra passagem de ferry – hoje cruzaríamos da ilha sul para a norte da Nova Zelândia. Portanto, a decisão era “pra frente, sempre”. Só que já estávamos há mais de uma hora sem café, o que para os cafeinômanos (eu inclusa) era motivo de nervosismo. Então decidimos parar no primeiro lugar da estrada que estivesse aberto.

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O desespero cafeínico compensou: paramos no The Store em Kekerengu, um café simpaticíssimo, com uma arquitetura colonial bem aconchegante e horta orgânica, e vista pra uma praia linda. Logo outro problema apareceu: não queríamos sair dali mais! 😀

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Baía de Picton.

A estrada pra Picton passa por inúmeros vinhedos, que ficaram anotados mentalmente para uma próxima viagem. Em Picton, chegamos a tempo de comprarmos um almoço no Seabreeze Café para levar na travessia do ferry.

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A viagem de ferry é uma atração a parte, e é provavelmente uma das travessias de ferry mais lindas do mundo, como a companhia propagandeia com razão. Assim que sai de Picton, o ferry atravessa o Queen Charlotte Sound, o Tory Channel e o Marlborough Sound. Nestes sounds, abundância de prainhas, baías e uma vegetação verde-lindo. Muita água-viva, e diversas fazendas de ostras no caminho. Quando o ferry finalmente chega ao fim do Marlborough Sound, uma tristezinha no coração: é hora de dizer tchau para a ilha sul.

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Tchau, Ilha Sul! Até a próxima!

O estreito de Cook estava calmíssimo no dia em que atravessamos, e durante as 2 horas restantes de cruzamento pelo mar ficamos vendo um show de mágica na área de crianças do navio. Até que Wellington, capital da Nova Zelândia, começou a aparecer no horizonte.

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Depois de devidamente instalados em downtown Wellington no James Cook Hotel, fomos andar de cable car, o bondinho histórico famoso que liga a parte baixa à parte alta da cidade. Lá em cima fica o Jardim Botânico de Wellington, onde fizemos uma caminhada longa e muito interessante. O vale onde fica o Jardim Botânico é exatamente onde passa a falha tectônica que corta Wellington, e que torna a cidade tão vulnerável a terremotos.

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Dentro do Jardim Botânico, a seção de samambaias foi a minha favorita, mais pela variedade de espécies que o país tem. Também adorei o Jardim Australiano.

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A trilha terminou no Jardim de Rosas Lady Norwood, onde várias pessoas faziam piquenique. Viajei que o jardim seria o local perfeito para um encontro entre casais apaixonados de final de filme…

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Para voltar para o centro de Wellington, o caminho mais fácil é o que cruza o Bolton Street Memorial Park, um antigo cemitério que foi cortado pela construção de uma rodovia. A caminhada pelo cemitério é agradável, e desemboca perto do Beehive, o prédio do Parlamento neozelandês. Devido ao feriado, o downtown Wellington estava às moscas, e apenas na área do píer, onde ficam restaurantes e bares, havia um pouco de movimento. Jantamos no italiano Portofino, e os green mussels estavam excepcionais.

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Entrada do Bolton Street Memorial Park.

NOVA ZELÂNDIA – DIA 8

Pelo planejamento, esse era o primeiro dia livre da viagem, em que cada um podia fazer o que quiser. Ainda assim, todos decidimos ir ao Te Papa Museum, passeando pelo waterfront de Wellington de manhã. O café da manhã foi no café do museu, de onde já entramos direto para as exibições.

O Te Papa é um museu gratuito, e tem diversas exposições, permanentes e temporárias, sobre tudo relacionado à Nova Zelândia: desde cultura maori a volcanologia, de fauna a história recente. No dia em que fomos, a Air New Zealand estava patrocinando uma exposição em comemoração aos 75 anos da empresa sobre cultura popular neozelandesa durante este período.

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Sempre legal ver um mapa-múndi com a Antárctica no centro!

Mas a parte do Te Papa que mais amo é sem dúvida a de geologia, com todos seus painéis explicando detalhes do aquecimento global, dos terremotos, etc. Ainda visitamos a única lula gigante em exposição no planeta (e que teve seu processo de coleta e formolização viralizados na internet), e as galerias de arte moderna e contemporânea neozelandesas, com trabalhos muito interessantes.

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Instalação na galeria de arte contemporânea representando o “DNA maori”.

A exposição sobre selfies também faz sucesso, e estava ao lado de um espelho côncavo/convexo para brincarmos com a física óptica da coisa – meu sogro, que é físico, disse que podia explicar a equação por trás do fenômeno, caso quiséssemos. #FamilyScience

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Ilusões de óptica: cadê a imagem da menina no espelho?

Do Te Papa, André avistou um painel de tubarões do outro lado da rua.

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Na hora do almoço, a curiosidade nos levou até ele – e que lindeza! Amei, amei, amei! Um paredão enorme de um depósito, todo pintado com diversos “tipos” fantasiosos de tubarão! Sem dúvida, achei meu ponto na Nova Zelândia. 😀

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Centenas de fotografias tubaronísticas depois, fomos almoçar no Mama Brown, uma hamburgueria creola pertinho do Te Papa, cujas cadeiras são assentos de avião – com cinto de segurança e mesinha. Uma diversão para viajantes inveterados!

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Um dos remos da canoa Hokule’a acima de uma canoa maori, em exposição no Te Papa.

Passamos a tarde pelo Te Papa, e ficamos até o museu fechar. À noite, nosso jantar foi no One Red Dog, único restaurante do píer com vagas que encontramos (era feriado na Nova Zelândia). Eles têm um ótimo fondue de chocolate para dividir, com kiwi, morango e marshmallow – bye, bye dieta…

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As flores da árvore pohutukawa (ou árvore de Natal neozelandesa) inundavam o chão de Wellington!

NOVA ZELÂNDIA – DIA 9

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Estátua de John Plimmer e seu cachorro Fritz. Plimmer era considerado o “pai de Wellington”.

Para dar tempo de chegar em Rotorua, que fica a 6 hrs de carro de Wellington (praticamente cruzando a ilha norte), tivemos que sair bem cedinho de Wellington e nosso café da manhã teve que ser mais uma vez na estrada – e bem rápido. A pressa compensou: deu tempo da gente parar diversas vezes ao longo da rodovia 01 para fotografar o Monte Tongariro, o Ruapehu e o vulcão Ngauruhoe, também cenários do LOTR. O Ngauruhoe é o vulcão mais ativo da Nova Zelândia, e é onde o “Monte Doom” em Mordor na trilogia do anel. Mas, na vida não-fictícia, a vegetação do Parque Nacional de Tongariro é que arrebata o palco, simplesmente sensacional, uma espécie de cerrado cheio de samambaias em cima de um terreno bastante instável vulcânico. Uma loucura de lindo! Não à toa, o parque está na lista da UNESCO como Patrimônio Mundial Natural da Humanidade.

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Parque Nacional de Tongariro

Almoçamos com tranquilidade perto do Lake Taupo, num restaurante delicioso chamado Plateau. O clima era de muita descontração, com o dia ensolarado. Taupo é fofa, e mereceria um dia inteiro de visita – mas Rotorua nos esperava com mais atrações ainda.

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Artist’s Pallete no Parque Geotérmico de Wai-o-Tapu

Lá pelas 3 pm, chegamos no Wai-O-Tapu, parque geotérmico onde ficam algumas das maiores e mais surreais maravilhas geológicas do mundo. Já havia visitado o parque em 2004, na minha primeira vez na Nova Zelândia, e desta vez, mostrá-lo aos calouros de Nova Zelândia foi um prazer a mais.

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Champagne Pool 

A Champagne Pool tem a cor mais linda do mundo, e leva esse nome pela constante liberação de CO2, que gera bolhinhas constantes como uma taça de champanhe. O pH da Champanhe Pool é 5,5, a temperatura é ~75ºC, e a cores laranja e verde refletem a presença de sulfito de arsênico e sulfito de antimônio, respectivamente. Em suas águas, 3 espécies novas de bactérias termofílicas foram descritas.

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Devil’s Bath

Outra atração linda (e verde) é o Devil’s Bath, maravilha da geoquímica de Middle Earth. O Devil’s Bath tem essa cor por conta da concentração de sais de enxofre, seu pH é de 3,3 (bem ácido) mas a temperatura é um agradável 23ºC. O parque inteiro dá para ser visitado em 3 horas de caminhada, mas nós fizemos o circuito menor, apenas das maravilhas geotermais e para ver um pedaço do Terraço Primrose, para evitar caminhar muito no calor, que castigava.

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Terraço Primrose

Nosso hotel em Rotorua, o Holiday Inn, ficava ao lado de uma área geotermal, então aquele cheiro de sulfa era sentido em diversos pontos do hotel (menos nos quartos, felizmente). Da janela do quarto, víamos a fumaceira das piscinas geotérmicas – e o calor. Havíamos combinado de nos encontrarmos com os queridíssimos Mauricio e Oscar à tardinha, no Government Gardens. Quando André, seu pai e eu chegamos, estavam os dois sobre uma toalha na grama, no maior piquenique delícia. <3

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Government Gardens

O Government Gardens é lindo, mas decidimos aproveitar os amigos VIPs e explorarmos outras áreas de Rotorua. Primeiro fomos ao parque central da cidade, que tem diversos “laguinhos” geotermais – por onde você anda, tem fumacinha com cheiro de enxofre saindo do chão.

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Depois fomos para Redwoods Whakarewarewa Forest, uma floresta de sequóias californianas em plena Nova Zelândia. Uma caminhada refrescante, já que o calor era geral. De lá, fomos para a margem do lago de Rotorua, onde diversas aves se acumulavam – a vista do lago é bem bacana também. Oscar e André trocavam figurinhas fotográficas, enquanto Mauricio, eu e meu sogro ficamos observando o movimento da água… que relax. E, como última parada, fizemos uma nano-road trip ao redor do lago Tarawera, para ver o monte Tarawera, que era onde ficava o Pink Terrace, estrutura geológica muito parecida com Pamukkale (Turquia) que foi completamente soterrada por uma explosão vulcânica do Tarawera em 1886.

À noite, todos jantamos no Sabroso, um restaurante latino de Rotorua muito aconchegante. A conversa foi animada, e várias margaritas depois, capotamos.

Stay tuned. Próximo post: Hobbiton, Auckland e Poor Knights



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