Se você está lendo este post fora do meu blog Uma Malla pelo mundo tem alguma coisa errada. O conteúdo dos blogs de viagem brasileiros está sendo usado – sem autorização – por “agregadores”. São sites que não têm conteúdo próprio e que, através de recursos técnicos (como RSS e iframes) puxam os posts dos blogs de viagem e exibem como se o agregador fosse um portal.

ABBV

Alguns agregadores se recusam a parar de puxar o conteúdo dos blogs, mesmo depois dos blogueiros se manifestarem informando que não querem participar desses projetos.

Por isso, a ABBV – Associação Brasileira dos Blogs de Viagem, organizou esta blogagem coletiva:

– para chamar atenção dos leitores e do mercado para o desrespeito com o trabalho dos blogueiros;
– para alertar sobre a violação do direito autoral brasileira (Lei 9.610/1998);
– e destacar o prejuízo comercial e de imagem que isso representa para os blogs.

Então, se você identificar posts do Uma Malla pelo mundo com algum tipo de barra acima do conteúdo ou sendo exibidos em outro endereço na internet que não seja o http://luciamalla.com, por favor, denuncie para mallablog@gmail.com.

Nós, blogueiros de viagem, investimos tempo, energia e dinheiro para viajar e compartilhar as experiências que tivemos, ajudando nossos leitores a viajar melhor. Estamos unidos para não permitir que projetos abusivos prejudiquem nosso trabalho.

Obrigada pela atenção! E voltaremos em breve à programação (a)normal.

Aloha! 🙂

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Participam deste protesto-blogagem coletiva:

Raramente leio jornal de papel. Hoje, por estar numa sala de espera com uma pilha de jornais, terminei pegando um deles para passar o tempo –  e lá estava estampada na primeira página do jornal local uma notícia que deveria estar todos os dias na primeira página, sendo martelada com barulho, sobre a urgência com que as mudanças climáticas causadas pelos nossos hábitos estão afetando o mundo atual – e como, dado que não mudamos nosso paradigma sócio-econômico-ambiental, o point of no return está cada dia mais próximo. A capa era essa:

Primeira capa - mudanças climáticas

Tuitei a foto, e logo depois a mesma foi replicada num dos grupos de discussão que participo/leio, o do LuluzinhaCamp. E foi a deixa para uma pequena conversa sobre mudanças climáticas. No meio da conversa, a Barbara me pediu uma lista de blogs/sites que leio para me atualizar sobre o assunto, que parece sempre esquecido do noticiário brasileiro.

Então compilo aqui no blog alguns dos principais sites/blogs/páginas que uso para me manter atualizada sobre diferentes facetas das mudanças climáticas. Desde a ciência em si até os desdobramentos diplomáticos, urbanísticos, financeiros etc. Particularmente, tenho uma tendência a gostar de ler sobre ações que inspiram, soluções e investimentos/economia, porque no fundo acredito que a solução – ou melhor, a mitigação – cada dia mais passa por uma mudança de paradigma econômico, principalmente via movimento de divestment. #PapoPraDepois

Os links estão divididos abaixo à maneira malla de randomismo. A imensa maioria pleonástica em inglês. Fiquem à vontade para indicar outros nos comentários.

  • CO2.Earth – Antes de começar minhas atividades profissionais, todo dia checo o CO2.Earth – ou seu feed no twitter -, para lembrar da necessidade de sustentabilidade a cada escolha do dia-a-dia. Lembrando que 350 ppm CO2 é o limite aceitável e seguro na atmosfera para não sofrermos efeitos de mudanças climáticas. Estamos a 404.16 – and counting.
  • NASA Climate Change – Análises, discussões, notícias sólidas, mapas incríveis, infográficos, enfim, tudo de mais científico sobre mudanças climáticas que há no mundo virtual em linguagem acessível.  Vale seguir a página do facebook e o twitter também.
  • UNEP – O órgão das Nações Unidas para Meio Ambiente possui uma conta de twitter bastante informativa. Gosto de ler para aprender o que tramita pelas cabeças dos líderes mundiais em relação às mudanças climáticas – o que é factível, tipos de mitigação, etc.
  • Climate Feedback – Site de uma ONG de cientistas (climatologistas, geólogos, biólogos, etc.) que analisam muito criticamente o mar de notícias sobre mudanças climáticas que saem na mídia. Em geral, trazem fatos, estatísticas corretas e senões científicos para corrigir a reportagem analisada. Um trabalho de curadoria fundamental.
  • O que você faria se soubesse o que eu sei? – Em português, o Alexandre explica e comenta sobre mudanças climáticas de maneira aprofundada e organizada em seu blog.
  • Guardian – Único jornalão tradicional entre os que leio em campanha contínua para colocar as mudanças climáticas no patamar urgente de discussão necessário, e envolvê-las no máximo possível de abordagens de qualquer notícia. O NYTimes às vezes tem boas reportagens também, mas nem se compara a meu ver ao compromisso ético – e à seção Environment – do Guardian.
  • Blue and Green Tomorrow – É um site de notícias ambientais, principalmente ligadas a negócios e investimentos éticos. Gosto particularmente da seção de Travel deles.
  • Eric Holthaus – Os textos do meteorologista Eric Holthaus para o Slate.com são sempre muito bons, claros e de fácil entendimento. Acho-o um excelente divulgador da ciência climática. Seu twitter também é dos meus favoritos.
  • Real Climate – Climatologia explicada pelos maiores nomes do assunto, em discussões enriquecedoras.
  • GlacierHub – Site de notícias sobre as geleiras do mundo. Comenta de tudo um pouco sobre mudanças climáticas, mas sempre com o foco nas geleiras.
  • Daily Climate – Outro site de notícias climáticas, com uma queda maior para artigos sobre energia limpa.
  • Yale Environment 360 – Mais um site de notícias ambientais, com curadoria da Universidade de Yale, nos EUA.
  • Go Green Travel Green – Discussões sobre viagem sob o ponto de vista de sustentabilidade ambiental. Há uns artigos de que discordo bastante, mas no geral tem boas sugestões.
  • The Diplomat – Site de opinião sobre questões diplomáticas dos países asiáticos e região do Pacífico. Não é um site de mudanças climáticas per se, mas impressiona perceber nos artigos o quanto as complexas questões políticas deste continente já giram em torno de problemas derivados de mudanças climáticas e/ou mitigação.
  • Blog do Gehl Architects – Urbanismo e sustentabilidade, em soluções bacanas. Escrito pela equipe do escritório de arquitetura do ótimo filme “The Human Scale” (que recomendei neste post e neste outro).
  • Inhabitat – Blog de design com ideias e soluções sustentáveis para o dia a dia – e para a vida.
  • 350.org – Quase não leio o site, mas o twitter e a página do facebook deles são muito bons, com postagens bem variadas sobre divestment. Sigo também o 350 Pacific, que tem uma pegada mais regional sobre a área que habito.
  • Dot Earth – o blog de clima do New York Times, escrito por Andrew Revkin, que tem um currículo invejável quando o tema é jornalismo ambiental.
  • Earth Guardians  – Sigo no facebook este grupo de crianças e adolescentes, liderados por Xiuhtezcatl Martinez, que se mobilizaram para garantir um futuro melhor para eles frente às mudanças autoridades. Recentemente, eles entraram com um processo contra o governo americano por não agirem em relação às mudanças climáticas – e vêm ganhando momentum. Garotada da #GenerationRYSE pra lá de inspiradora.
  • Ocean Conservancy – Para notícias gerais dos oceanos, tem mais uma pá de links, mas no twitter e no facebook, o Ocean Conservancy costuma trazer bons artigos.
  • The Pew Charitable Trusts – Também para notícias sobre oceanos, o site desta ONG costuma ser bom. O braço Pew Environment no twitter e facebook também valem a pena.

Nem de longe esta lista é completa. Tem mais um tanto de sites, tweets, facebooks, instagram e newsletters, principalmente sobre oceanos. Mas esta aí de cima para mim, na rotina corrida do dia a dia, com o pouco tempo de leitura livre que tenho, já me dá uma boa geral do que está rolando e satisfaz minha sede de informação.

Tudo de verde sempre.

(Regras e considerações para entender o guia Malla de hotel em Oahu.)

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Qual hotel em Oahu é mais barato? Ficar em Waikiki, North Shore, ou Ko ‘Olina? Onde há o melhor custo-benefício?

Estas são dúvidas recorrentes nos emails que recebo aqui no blog. Para elas, minha resposta é sempre: depende do seu interesse de visita. Abaixo, listo as vantagens e desvantagens de cada uma destas localizações. Mas antes alguns números gerais.

A taxa de ocupação hoteleira média em Oahu é de 85% – chega a 100% em alta temporada -, portanto, a demanda é constante. O que, como todos sabemos, gera preços que raramente abaixam – fora os 9.25% de taxa de hotel por lei, mais o sales tax de 4.71%. Ou seja, hotel em Oahu que seja barato é quase uma antítese. E, como consequência adicional desta demanda constante, nenhum hotel/resort é all-inclusive. Entretanto, sabendo olhar com carinho, dá para encontrar boas promoções, principalmente nos meses de abril e outubro, que são considerados “baixa temporada” – entre aspas porque no Havaí não existe uma baixa temporada de verdade, o turismo é praticamente non-stop.

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WAIKIKI

Waikiki é o bairro mais famoso de Honolulu, em Oahu, e está a cerca de 10 milhas do aeroporto. É ali, nos poucos quarteirões entre o canal Ala Wai e a praia, que está a maior concentração de hotéis por metro quadrado do Havaí – são mais de 300 hotéis, com acomodações para todos os gostos e bolsos. Ficar neste bairro é ideal para quem quer curtir agitação de praia, fazer compras e passeios sem precisar se deslocar muito, ou simplesmente para quem não curte isolamento estilo hotel-fazenda. É a área também com o melhor custo-benefício, com a competição acirrada facilitando promoções mais frequentes.

Como na maior parte do planeta… location, location, location. Os hotéis de luxo estão na beira da praia, a maioria na Kalakaua Ave., e à medida que se anda para as ruas internas, os hotéis vão ficando mais simples – e os preços mais interessantes em termos de custo-benefício. Por exemplo, os hotéis mais baratos das grandes redes americanas (Marriott Courtyard, Hyatt Place, Double Tree by Hilton, etc.) estão na maioria na Kuhio Avenue, a cerca de 3 quarteirões da praia. Algumas pérolas barateiras são encontradas na beira da praia – e estão comentadas neste guia.

Os problemas de ficar em Waikiki: a) estacionar, além de caro, é um pesadelo, portanto a maioria dos hotéis cobra uma taxa extra para o estacionamento do carro – fique de olho nesta taxa ao reservar seu hotel; b) a pasteurização do Havaí – em Waikiki, você encontra o estereótipo do estereótipo do que é o Havaí, é difícil achar uma experiência realmente autêntica; c) a lotação constante – mais de 90% dos visitantes se hospedam em Waikiki, portanto tudo no bairro está sempre cheio, com filas ou muita gente. Reservas em restaurante, por exemplo, são fundamentais.

A lista de hotéis em Waikiki é interminável, e minhas sugestões selecionadas estão abaixo, divididas por categorias.

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Top 5 do luxo

  • Halekulani (reserva booking) – É meu hotel em Waikiki favorito – ou seja, serei parcial nesta resenha. 😀 Mas sério, pense num resort com cara de hotel-boutique de requinte, com uma certa história. O serviço é impecável; os restaurantes, sem comentários, todos 5 estrelas – o brunch de domingo do Orchids é o melhor e mais completo do Havaí inteiro, e o La Mer, restaurante de gastronomia francesa, está ano após ano como melhor restaurante do Havaí em diversas listas celebradas, como da Forbes Travel. A vista da praia é de cinema, o hotel é pé na areia, e o spa é dos mais bacanas de Waikiki. Além disso, está a um quarteirão do Beachwalk, onde várias galerias e lojinhas bacanas se encontram, mas não tão perto da muvuca maior – ou seja, menos barulho à noite. É um luxo ideal para a lua-de-mel daqueles que querem tranquilidade, mas não querem ficar longe da “civilização”. Preços: diárias a partir de US$495.00; estacionamento só com valet, preço incluso na diária. Wifi gratuito em toda a propriedade. Endereço2199 Kalia RoadHonolulu.
  • Moana Surfrider (reserva booking) – Gerenciado pela rede SPG, é o hotel mais tradicional – e bem localizado – de Waikiki. Foi o primeiro hotel construído ali, no século XIX, e sua arquitetura vitoriana praia-pomposa é tombada pelo patrimônio histórico estadual. O Moana está no coração do bairro, perto de inúmeras lojas de luxo e restaurantes; é hotel pé na areia, e a enorme figueira do seu Beach Bar também é tombada pelo patrimônio histórico, pois foi à sombra desta árvore que Robert Louis Stevenson escreveu alguns de seus poemas. Entre os hóspedes ilustres do passado estão o Rei Edward VIII e a escritora Agatha Christie. Todo o hotel tem essa atmosfera de luxo clássico, incluindo seus quartos e restaurantes, que são excelentes. A praia em frente é mansa, ideal para aulas de surfe para quem nunca surfou na vida. O spa do hotel é bom (mas há melhores em Waikiki). Não deixe de fazer pelo menos uma refeição em sua varanda, em um dos restaurantes/bares – o Veranda é especializado em chá das 5, e tem um menu de boa qualidade. Preços: diária a partir de US$265,00. Taxa de resort de US$31,41 por quarto por noite. Estacionamento com valet a US$33,00 por noite, e self-parking a US$25,00. Acesso a wifi incluso na taxa de resort, com hotspots no lobby e outros pontos da propriedade. Endereço: 2365 Kalakaua Avenue, Honolulu.
  • Royal Hawaiian Hotel (reserva booking) – É um hotel clássico de Waikiki, construído em 1927, e apelidado carinhosamente de “Pink Hotel”. Em qualquer foto da orla de Waikiki, o Royal Hawaiian aparece em destaque, por causa de sua arquitetura espanhola clássica e por estar no centro de Waikiki – o acesso às lojas e restaurantes do bairro é facílimo. O hotel é de luxo, pé na areia com uma vista do vulcão Diamond Head sensacional, mas as dependências são todas em estilo clássico, e já ouvi que uma reforminha modernosa talvez caísse bem em alguns dos quartos. É gerenciado pela rede SPG, e dentro do hotel está um dos melhores restaurantes de frutos do mar da ilha, o Azure. Embora seja um hotel grande-quase-resort, parece ser mais aconchegante que um resort comum para casais, e considero ótimo para lua-de-mel. Costuma agradar muito ao público mais velho. Preços: diárias a partir de US$298,00; estacionamento – US$25,00 por dia. Acesso a wifi incluso na taxa de resort, com hotspots no lobby. Endereço2259 Kalakaua AvenueHonolulu.
  • The Modern (reserva booking) – Localizado logo no início de Waikiki, de frente para a marina de Ala Wai, é um boutique-hotel fashion de requinte, com design bem modernoso (como o nome diz) dos notáveis arquitetos novaiorquinos George Yabu e Glenn Pushelberg. Toda a decoração é customizada, feita por artistas locais com peças únicas. O hotel não é pé na areia, mas é com vista direta para o mar e para a marina de Ala Wai. Seus ambientes são deliciosos, bem cozy, e nele fica o celebrado restaurante japonês do Chef Morimoto (Iron Chef do Food Network), e o bar-maravilhoso-mas desconhecido de happy hour The Study, que fica no lobby dentro da estante – você não leu errado, a estante atrás do lobby “abre” todo dia às 5 da tarde, e revela um bar cujo mixólogo é sempre alguém de renome. Os quartos são um capítulo à parte do The Modern, estilosos e bem novinhos. É um dos hotéis preferidos dos millenials, marketeado intensivamente para esta parcela da população. O night club do hotel é famoso em toda a ilha, e portanto lota – o barulho da danceteria pode chegar a alguns dos quartos, principalmente nos andares mais baixos. Preços: diária a partir de US$260,00. Estacionamento só com valet, a US$28,00 por dia. Wifi gratuito em todo o hotel. Endereço1775 Ala Moana BoulevardHonolulu.
  • Kahala Resort (reserva booking) – Não fica em Waikiki, e sim no bairro classe A de Kahala; mas como este bairro fica relativamente próximo a Waikiki considero o resort no mesmo grupo de hotéis de Waikiki. A localização, no fim da Kahala Avenue praticamente dentro da praia, remete a um isolamento pero no mucho. Este é um resort 5 estrelas, com um serviço discreto e impecável, e restaurantes estrelados (o contemporâneo Hoku’s é seguidamente eleito o melhor restaurante de Oahu, o Plumeria tem um dos melhores brunchs da ilha, e o Arancino é um italiano de primeira). Já foi eleito diversas vezes como o melhor hotel em Oahu. O spa é sensacional. O hotel sabe lidar muito bem com diversos tipos de clientes, pois sua clientela vai desde famílias com crianças que querem splash, passando por executivos a trabalho, até casais em lua-de-mel que querem “amor numa cabana” o mais longe possível de bagunça. Oferece uma capela e uma área especial para casamentos, e como o cenário ali é lindo, é garantia de que suas fotos ficarão bonitas. No Kahala, além da piscina à beira-mar, há também um lago com golfinhos nariz-de-garrafa, e os hóspedes podem nadar com eles acompanhados por um grupo de treinadores (a partir de US$149,00 por 15 minutos). Particularmente, eu não curto este tipo de atividade, mas para quem gosta, está aí a info. Preços: diárias a partir de US$445,00 com taxa extra para café da manhã incluso. Não tem taxa de resort. Estacionamento a US$32,00 por dia. Wifi gratuito a velocidade média – para melhor banda, o hotel cobra uma taxa. Endereço: 5000 Kahala Avenue, Honolulu.

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Intermediários

  • Hilton Hawaiian Village (reserva booking) – É o maior resort de Honolulu. Considero ideal para famílias com crianças pequenas e para aqueles que curtem ficar em grandes resorts. Não acho um bom hotel de lua-de-mel nem para viagens românticas, porque costuma ser muito movimentado, o tempo todo com hordas de gente a cada canto. O serviço é padrão resort. A propriedade é fenomenal: uma vila com diversas lojinhas, galerias e 11 restaurantes (além do Starbucks e da fatídica ABC Store, claro), um spa excelente, uma pequena “Chinatown”, além de acesso a diversos passeios  (o tour de submarino sai da frente do Hilton), ao luau e vista VIP dos fogos do Aloha Friday, que são patrocinados pelo Hilton. Ah, e isso porque ainda não comentei da praia: o resort é pé na areia e fica em frente a uma das partes mais tranquilas da praia de Waikiki. Dá para snorkelar ali mesmo, e dá para passar as férias todas ali dentro, esquecendo da vida lá fora. Há também uma laguna de água salgada ideal para crianças e SUP. São 3 torres de apartamentos, uma delas sendo a famosa Rainbow Tower, que já é um cartão-postal de Waikiki. Preços: diárias a partir de US$189,00; taxa de resort – US$30,00 por dia; estacionamento – US$29,00 por dia. Acesso a wifi incluso na taxa de resort, com hotspots na área da piscina. Endereço2005 Kalia RoadHonolulu.
  • Outrigger Waikiki Beach Hotel (reserva booking) – O hotel é super-bem-localizado, no centro de tudo em Waikiki – o que pode também significar que não é um hotel muito quieto. Para quem curte animação, o bar mais agitado de Waikiki fica dentro deste hotel: o Duke’s, tradicional point surfista; além da novíssima e sensacional casa de jazz Blue Note Hawaii, que fica no segundo andar do hotel. O hotel é pé na areia e o café da manhã é mediano, mas com vista linda, no Hula Grill. A piscina é simples, assim como os quartos. Eu diria que é um hotel mediano. Preços: diárias a partir de US$225,00; taxa de resort de US$30,00 por dia; estacionamento: US$35,00 por dia. Wifi gratuito por todo o hotel. Endereço2335 Kalakaua AvenueHonolulu.
  • Outrigger Reef Waikiki Beach Resort (reserva booking) – Outro hotel da rede Outrigger, este um pouco mais afastado do centro de Waikiki, mas ainda bem perto do Beachwalk, na beira da praia. A piscina do hotel é meio decadente, sem vista direta para a praia, mas o hotel tem um serviço bem decente. Gosto muito de um dos restaurantes do hotel, o Ocean House – ver o pôr-do-sol dali é lindo. Preços: diárias a partir de US$225,00; estacionamento: US$35,00 com valet. Wifi gratuito por todo o hotel. Endereço2169 Kalia Rd.Honolulu.
  • Hyatt Regency (reserva booking) – É um bom hotel localizado na rua da praia de Waikiki, em frente à famosa estátua do Duke – mas não é pé na areia. Seus quartos são bons, limpos e modernos – os de frente para praia com varanda são os mais interessantes, claro. Sua principal ocupação é de japoneses, e muito do serviço é programado pensando nesta categoria de visitante. Nenhum dos restaurantes do hotel é reconhecidamente estrelado – portanto, não conte com eles. Eu diria que é um hotel eficiente, dentre os intermediários. Preços: Diárias a partir de US$213,00. Taxa de resort: US$31,41 por noite por quarto. Estacionamento a US$30,00 por noite (self-parking) ou US$35,00 por noite (valet). Acesso a wifi por todo o hotel incluso na taxa de resort. Endereço: 2424 Kalakaua Avenue, Honolulu.
  • Waikiki Beach Marriott (reserva booking) – Dos hotéis com bom custo-benefício, talvez seja o meu favorito. Embora seja um hotel em Oahu bem típico americano – é Marriott, né? – está numa esquina bacana da praia, perto de tudo mas não tanto no meio da “bagunça”, com acesso fácil ao calçadão e às benesses de Waikiki. O spa é ok, mas não é uma brastemp®. Seus restaurantes são superlativos: enquanto o Kuhio Beach Grill é fraquíssimo, o Sansei Seafood & Sushi Bar é sensacionalíssimo, constando este último na minha lista pessoal de top 10 japoneses aqui do Havaí. Preços: diárias a partir de US$199,00. Taxa de resort de US$30,00 por dia. Estacionamento a US$32,00 por dia, e US$37,00 por dia com valet. Wifi gratuito no lobby, e nos quartos o custo do wifi está incluso na taxa de resort. Endereço: 2552 Kalakaua Avenue, Honolulu.
  • Hawaii Prince Hotel (reserva booking) – Localizado logo no início de Waikiki, de frente para a marina de Ala Wai e mais perto do Ala Moana Mall, este é um ótimo e desconhecido hotel, que por pouco não fica na lista de hotéis de luxo. Se seu objetivo em Honolulu inclui fazer compras, a facilidade de ir à pé pro Ala Moana Mall faz deste hotel imbatível. O melhor buffet de frutos do mar do Havaí inteiro fica aqui, o Prince Court, de onde você ainda pode ver um espetacular pôr-do-sol com vista para a marina. Por estar fora do grande burburinho de Waikiki, é fácil sair e chegar deste hotel, tornando-o ideal para quem viaja a negócios. Preços: diárias a partir de US$440,00; taxa de resort de US$31,41. estacionamento para um carro incluso na diária. Acesso a wifi: US$14,95 por dia. Endereço: 100 Holomoana St., Honolulu.

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  • Sheraton Waikiki (reserva booking) -Está localizado na beira da praia, e deveria ser um resort de luxo, mas… não é. Ao contrário da maioria dos hotéis da praia, este Sheraton é bem massificado e sem personalidade. Sua vantagem é, além de ser pé na areia, ter inúmeras lojas de souvenir dentro do lobby do hotel e ter um dos bares mais cools para happy hour em Waikiki, o Rumfire. Os quartos são eficientes, com uma vista linda do mar de Waikiki. Preços: Diárias a partir de US$247,00. Taxa de resort de US$31,41, inclui estacionamento para um carro. Custo do wifi incluso na taxa de resort, mas só disponível no lobby e piscina – nos quartos a internet é de fio. Endereço: 2255 Kalakaua Avenue, Honolulu.
  • Ilikai Hotel (reserva booking) – O Ilikai é um hotel interessante: parte dele é hotel, e parte são apartamentos particulares cujos proprietários podem alugar por temporada, caso queiram. Por conta disso, mesmo os quartos de hotel têm uma pequena cozinha, o que o torna um hotel atrativo para famílias com crianças. Localiza-se logo no início de Waikiki, a pouca distância do Ala Moana Mall, entre o Hilton Hawaiian Village e o The Modern. Não é pé na areia, mas possui uma passarela que sai da sua área de piscina direto para a praia, evitando que você tenha que atravessar rua. Preços: Diárias a partir de US$199,00; taxa de hospitalidade de US$15,71. Estacionamento com valet a US$28,00 por dia. Wifi gratuito no lobby; nos quartos o custo está incluso na taxa de resort. Endereço: 1777 Ala Moana Boulevard, Honolulu.
  • Coconut Waikiki Hotel (reserva booking) – Hotel-boutique clean, com estilo art-deco colorido e feeling de condomínio de moradores. Os quartos são pequenos, mas caprichados. A localização é nos fundos de Waikiki, a pelo menos 5 quarteirões da praia, com vista para o canal de Ala Wai e as montanhas. Fica um pouco distante do centrinho do bairro e de bons restaurantes. Um dos preferidos da clientela LGBT. Preços: diárias a partir de US$219,00. Estacionamento com valet a US$30,00. Não tem taxa de resort. Wifi gratuito por todo o hotel. Endereço: 450 Lewers St., Honolulu.
  • The New Otani Kaimana Beach (reserva booking) – O New Otani está numa área mais tranquila de Waikiki, afastado do burburinho, mas ainda a uma distância facilmente percorrível a pé. Fica em frente a praia de Kaimana, e praticamente ao lado do Waikiki Aquarium, na cara do Diamond Head. Também é um hotel em ponto histórico de Waikiki – foi ali, debaixo da árvore do restaurante, que o golpe para restaurar o reinado da Rainha Liliuokalani foi arquitetado. É um hotel pé na areia, e seu restaurante de café da manhã, o Hau Tree Lanai, garante um brunch com vista linda de toda costa, que vale cada centavo. Preços: diárias a partir de US$199,00. Taxa de resort a US$10,00 por dia. Estacionamento só com valet, a US$28,00 por dia. Wifi gratuito nos quartos. Endereço: 2863 Kalakaua Ave, Honolulu.
  • Aston Waikiki Beach Hotel (reserva booking) – Tem a mesma vibe do Waikiki Beach Marriott, numa esquina boa da praia e com ambientes agradáveis e modernos. Os quartos são pequenos, funcionais e sem muita frescura. O Tiki’s Bar da piscina quebra um galho. Preços: diárias a partir de US$169,00. Taxa de amenidades: US$23,00 por quarto. estacionamento só com valet, a US$27,00 por dia. Wifi gratuito no lobby e na piscina, e custo do wifi incluso na taxa de resort para os quartos. Endereço: 2570 Kalakaua Avenue, Honolulu.

BBB – Bom, (quase sempre) bonito e barato

  • Vive Hotel Waikiki (reserva booking) – O Vive é um novo hotel-boutique independente, mais afastado da praia (está a 3 quarteirões de distância), e com um design muito gracinha. As suítes temáticas pop – raridade no Havaí – são um diferencial fofo, com a suíte Musician sendo um must para apaixonados pelos Beatles, e a Library ótima para quem vem a negócios. Acho este hotel uma pequena jóia e de ótimo custo-benefício para quem não quer tanta badalação. Preços: diárias a partir de US$169,00. Taxa de ocupação de 14% do preço, mas sem taxa de resort. Estacionamento com valet a US$25,00 por dia. Endereço: 2426 Kuhio Avenue, Honolulu.
  • Hotel Renew (reserva booking) –  A rede Aston em geral costuma ter preços mais baratos, portanto é uma boa dica começar procurando hotéis por eles. O Renew é o hotel-boutique desta rede, e é uma boa opção para quem não liga de ficar em uma rua lateral – mas com vista para o mar e as montanhas. O hotel é muito procurado por clientes LGBT, e oferece discontos em um dos bares LGBT mais animados  de Waikiki. O design é estiloso, os quartos limpos e o serviço é eficiente. É um hotel, digamos, diferenciadoPreços: Diárias a partir de US$169,00, e há desconto especial para recém-casados. Estacionamento com valet a US$27,00 por dia. Wifi gratuito no lobby, e custo do wifi incluso na taxa de resort para os quartos. Endereço: 129 Paoakalani Avenue, Honolulu.
  • Ala Moana Hotel (reserva booking) – Era um hotel decadente, mas desde que foi incorporado pela rede Outrigger, ganhou uma boa repaginada, e agora está mais novinho, clean e funcional. A grande vantagem do Ala Moana Hotel é estar praticamente dentro do Ala Moana Mall – ou seja, ideal para quem também quer fazer compras. Também está a poucos minutos à pé do Hawaii Convention Center, o que o torna perfeito para quem vem a congressos neste local. Geograficamente, este hotel está fora de Waikiki, mas ainda muito perto, portanto entra neste guia como Waikiki. Dentro do Ala Moana Mall há um terminal de ônibus com linhas para todos os pontos da ilha, o que torna este hotel em Oahu uma boa escolha para quem quer dar preferência ao transporte público durante sua estadia. Preços: diárias a partir de US$159,00. Não tem taxa de resort. Estacionamento a US$20,00 por dia, ou com valet por US$25,00 por dia. Wifi gratuito nos quartos apenas. Endereço: 410 Atkinson Drive, Honolulu.
  • Aston Waikiki Circle (reserva booking) – De frente para a praia, este é um hotel em Oahu que oferece a opção de apartamentinhos simples, sendo portanto bom para famílias com crianças que precisam de cozinha. Preços: diárias a partir de US$179,00. Estacionamento a US$22,00 por dia. Custo do wifi nos quartos incluso na taxa de resort. Endereço: 2464 Kalakaua Avenue, Honolulu.
  • Pacific Beach (reserva booking) – O grande highlight deste hotel é seu restaurante, o Oceanarium, que conta com um aquário enorme cheio de peixes havaianos e arraias. O buffet de frutos do mar e peixes do brunch e do jantar são sensacionais. Além disso, diariamente às 5pm neste restaurante ocorre o show da sereia, dentro do aquário, para alegria da criançada. Em termos de hotel, tem uma decoração mais decadente, estilo bons hotéis da década de 80, e os quartos acompanham este estilo. O hotel fica na esquina da praia, mas não é pé na areia, e a entrada é pela rua lateral. Preços: Diárias a partir de US$139,00. Taxa de amenidades/resort de US$20,00 por dia. Estacionamento a US$25,00 por dia, e US$35,00 por dia com valet. Custo do wifi nos quartos incluso na taxa de resort. Endereço: 2490 Kalakaua Avenue, Honolulu.
  • Hyatt Place (reserva booking) – O hotel tem cara de novinho, com um design mais clean. Este é o brand de business da Hyatt, e o hotel em geral é mais prático, menos luxuoso. O hotel fica na esquina com a Kuhio Ave., já quase perto do zooógico – ou seja, não é tão próximo à muvuca. Ideal para quem quer ficar em Waikiki com conforto e não liga de ficar a algumas quadras da praia. Preços: diárias a partir de US$179,00. Estacionamento a US$25,00 por dia, e com valet a US$30,00 por dia. Wifi gratuito por todo o hotel. Endereço: 175 Paoakalani Avenue, Honolulu.
  • Courtyard Waikiki by Marriott (reserva booking) – É um hotel com cara de Marriott mesmo. Por ser o brand da Marriott mais voltado pro business, esse hotel é mais simplificado, funcional e prático. Os quartos são pequenos. O hotel fica a poucos quarteirões do centrinho de Waikiki, onde estão as lojas de grife e restaurantes famosos. Preços: diárias a partir de US$199,00. Estacionamento com valet a US$37,00 por dia. Sem taxa de resort. Wifi gratuito só nos quartos. Endereço: 400 Royal Hawaiian Avenue, Honolulu.
  • Double Tree by Hilton – Alana (reserva booking) – É um hotel mais clean da marca Hilton, com personalidade e um bom business center. Pessoalmente, acho ruim a localização deste hotel: não tão perto da praia, no meio de Waikiki mas fora de mão para sair caminhando. Preços: Diárias a partir de US$249,00. Estacionamento a US$30,00 com valet. Wifi gratuito no lobby e na piscina, e a US$10,00 por dia nos quartos. Endereço1956 Ala Moana Boulevard, Honolulu.
  • Holyday Inn Beachcomber (reserva booking) – Embora não seja diretamente na praia, este hotel está super-bem-localizado, no meio da bagunça de Waikiki. Para quem quer aproveitar praia, restaurantes, clubs e todas as lojas possíveis sem pagar uma fortuna, é perfeito. O ex-restaurante do Jimmy Buffet’s está sofrendo uma super-renovação e reabrirá em dezembro/2016 como Maui Brewing Company – uma microcervejaria de respeito no Havaí (ou seja, vai virar point). Preços: diárias a partir de US$179,00. Wifi gratuito nos quartos e com hotspot no lobby. Taxa de serviço de US$20,00 por dia. Estacionamento com valet a US$35,00 por dia. Endereço: 2300 Kalakaua Avenue, Honolulu.
  • Park Shore Waikiki (reserva booking) – O Park Shore fica em uma das esquinas mais movimentadas de Waikiki, de frente para o zoológico, quase na esquina da praia. O hotel é um ótimo custo-benefício, pois sua localização a poucos passos da praia e com vista privilegiada do vulcão Diamond Head compensa os pequenos defeitos dos quartos. Preços: diárias a partir de US$179,00. Estacionamento a US$25,00 por dia. Wifi gratuito só no lobby. Endereço: 2586 Kalakaua Avenue, Honolulu.
  • Queen Kapiolani Hotel (reserva booking) – É um hotel mais modesto, a um quarteirão da praia e de frente ao zoológico de Honolulu. A vista da cratera do Diamond Head quando se está na piscina é talvez a mais desobstruída de toda Waikiki. A facilidade da localização permite que a visão lateral da praia nos quartos seja perdoada. Preços: diárias a partir de US$119,00. Taxa de resort US$14,95. Estacionamento a US$25,00 por dia. Custo do wifi no quarto incluso na taxa de resort. Endereço: 150 Kapahulu Avenue, Honolulu.
  • Waikiki Sand Villa (reserva booking) – Este é um hotel super-simples e barato, localizado nos fundos de Waikiki, com vista para as montanhas. Entretanto, na piscina, há uma pequena jóia: um wine bar italiano com um menu restritíssimo-mas-fabuloso, o Il Buco. Mesmo se não estiver hospedado ali, vale provar do escondido bar. Preços: diárias a partir de US$135,00. Estacionamento com valet a US$22,00 por dia. Wifi gratuito nos quartos e demais dependências do hotel. Endereço: 2375 Ala Wai Blvd., Honolulu.
  • Sheraton Princess Kaiulani (reserva booking) – Acho que a rede Sheraton é a “decepçãozinha” de Waikiki. Se seu resort acima não é tão bom, este hotel mais simples, que por sua localização deveria ser sensacional (na mais movimentada esquina da praia!), deixa muito a desejar. Os quartos são antigos, e o hotel em geral anda precisando de um bom upgrade. Fuja de seus restaurantes. Entretanto, os preços são tentadores, e se você é do tipo que apenas quer uma cama para dormir, esta pode ser uma boa opção em termos de custo-benefício. Preços: diárias a partir de US$152,00. Taxa de resort de US$28,16, inclui estacionamento para um carro. Não tem valet. Acesso a wifi incluso na taxa de resort por todo o hotel. Endereço: 120 Kaiulani Avenue, Honolulu.
  • Luana Waikiki (reserva booking) – É um hotel-boutique moderno há alguns quarteirões da praia, próximo ao Museu do Exército e logo no início da Kalakaua. O trânsito nesta área é constante, portanto algus quartos podem ser um pouco barulhentos. Os quartos são simpáticos, mas não espere nada de excepcional. Preços: diárias a partir de US$152,00 + taxa de hospitalidade de US$15,00 por dia. Estacionamento a US$35,00 por dia. Acesso a wifi incluso na taxa de hospitalidade. Endereço: 2045 Kalakaua Avenue, Honolulu.
  • Aqua Ohia Waikiki Hotel (reserva booking) – O mais novo hotel da rede Aqua em Waikiki fica a dois enormes quarteirões de distância da praia, mas pertinho do burburinho do bairro. O hotel é pet-friendly. Possui área para guardar pranchas de surfe, o que em um hotel é um plus. Todos os quartos têm uma pequena cozinha, o que torna este hotel ideal para famílias com crianças. Preços: diárias a partir de US$171,00. Taxa de hospitalidade de US$15,00 por dia. Estacionamento limitadíssimo a US$25,00 por dia. Acesso a wifi incluso na taxa de hospitalidade. Endereço: 2280 Kuhio Avenue, Honolulu.
  • Aqua Palms (reserva booking) – Já foi um hotel melhor, mas hoje anda bem caidinho. A localização é mediana, a meio caminho do Ala Moana Mall e da praia em frente ao Hilton. Os quartos precisam de uma recauchutada. O preço, entretanto, compensa as desvantagens. Preços: diárias a partir de US$107,00. Taxa de hospitalidade de US$15,00 por dia. Acesso a wifi incluso na taxa de hospitalidade. Estacionamento a US$25,00 por dia, e não tem valet. Endereço: 1850 Ala Moana Boulevard, Honolulu.
  • Aqua Bamboo Waikiki (reserva booking) – Hotel bem estiloso, a três quarteirões da estátua do Duke em Waikiki, na Kuhio Avenue – que é uma rua bem movimentada. O restaurante do hotel é esquecível, mas como ali perto há inúmeras opções alternativas de gastronomia, não chega a ser um problema. Os quartos do hotel são pequenos, de decoração um pouco kitsch, mas limpos. Preços: diárias a partir de US$116,00. Taxa de hospitalidade de US$15,00 por dia. Estacionamento a US$25,00 por dia. Acesso a wifi incluso na taxa de hospitalidade. Endereço: 2425 Kuhio Avenue, Honolulu.
  • Pagoda Hotel (reserva booking) – É um hotel fraco, e não fica bem em Waikiki, e sim em Ala Moana, perto do Koreatown. Já foi no passado longínquo um grande hotel; hoje, há poucos resquícios desse passado. Tem suas vantagens: café da manhã gratuito, sua localização, perto das lojas barateiras Wal-Mart e Ross, e é pet-friendly. Os jardins em estilo asiático são uma atração bacaninha. Mas vá por conta e risco. Preços: diárias a partir de US$107,00; taxa do hotel US$10,00 por noite, e taxa de US$35,00 por pet. Endereço: 1525 Rycroft St, Honolulu.
  • Aston Waikiki Beachside Hotel (reserva booking) – O Aston Beachside é simplérrimo, mas é barato e está de frente pra praia, uma combinação que em Waikiki é raridade. Este hotel não é pé na areia. Tem por dentro a mesma vibe de um hotel bem antigo de Copacabana, com entrada por uma porta minúscula, fácil de passar batido. Os quartos são bem antigos e parcialmente funcionais. Preços: diárias a partir de US$134,00 (eles oferecem diversos descontos para seniors, membros AAA etc.). Estacionamento só com valet a US$22,00. Endereço: 2452 Kalakaua Avenue, Honolulu.

Albergues

  • The Beach Waikiki Boutique Hostel (site oficial) – Dentre os albergues de Waikiki, é o mais bacaninha. Os dormitórios são charmoso-simples e limpos, assim como os quartos.  O lounge no terraço é um bom adicional. Preços: diárias em dormitório a partir de US$36,00, e em quarto semi-particular a partir de US$88,00. Estacionamento a US$10,00 por dia. Não tem wifi gratuito. Endereço: 2569 Cartwright Road, Honolulu.
  • Waikiki Beachside Hostel (reserva booking) – As acomodações são super-simples, e não espere a qualidade dos albergues europeus aqui. A limpeza deixa um pouco a desejar. Preços: diárias em dormitório, a partir de US$34,22, e quartos privativos a partir de US$80,72; estacionamento US$7,00 por dia. Tem wifi gratuito, mas praticamente qualquer outra coisa é cobrada extra. Endereço: 2556 Lemon Road, Honolulu.
  • Polynesian Hostel (reserva booking) – É o albergue dos encontros mochileiros por excelência. Acomodações mais modernas, bem decentes. Preços: diárias em dormitório a partir de US$20,00, e em quartos semi-privados a partir de US$70,00. Wifi gratuito. Endereço: 2584 Lemon Road, Honolulu.
  • Hostelling International (site oficial) – Fica num prédio bem antigo, praticamente caindo aos pedaços. A localização não é das melhores e já ouvi histórias de roubos ali dentro. Preços: diárias em dormitório a partir de US$33,00 (membros da HI), e US$36,00 (não-membros). Estacionamento a US$10,00 por noite, quem chegar primeiro pois são poucas vagas. Endereço: 2417 Prince Edward Street, Honolulu.

KO ‘OLINA

A região de Ko ‘Olina fica do lado oeste de Oahu, a cerca de 25 milhas de Waikiki, no final da rodovia H-1. A maioria dos apartamentos aqui é de timeshare, mas há dois hotéis (um em estágio final de reforma) que valem a pena ser destacados. Ko ‘Olina é também onde acontecem importantes torneios de golfe em Oahu, portanto boa parte da clientela dos hotéis e timeshares aqui é de asiáticos fanáticos por golfe. Em Ko ‘Olina fica também o Paradise Cove, um dos melhores pontos de luau de Oahu. Outro highlight: as praias deste lado da ilha, verdadeiras jóias, muito limpas e lindas, excelentes para ver muitos peixes, tartarugas e baleias (na época delas). Ficar em Ko ‘Olina é optar pelo isolamento, pelo relax total durante sua estadia – ideal para quem quer focar sua visita ao Havaí em sombra e água fresca e nem pensar em pegar um carro para nada. A existência ali também de uma marina ajuda a tornar toda a experiência de ficar deste lado ainda mais privativa.

  • Aulani Disney Resort & Spa (site oficial) – Pense em café da manhã com Mickey & Minnie, numa atmosfera de praia tropical polinésia. Assim é o Aulani, o resort da Disney onde todas as atividades estão voltadas às crianças. A decoração dos quartos é cheia de easter eggs da Disney, e para os fãs, é de ficar louco. A arquitetura do hotel é inspirada nas hales polinésias, e além do parque aquático dentro do hotel, a praia ali em frente é perfeita pra crianças, bem mansinha. Resort mais kids friendly não há em Oahu. Preços: diárias a partir de US$591,00. Estacionamento a US$37,00 por dia. Não tem taxa de resort. Wifi gratuito por todo o hotel. Endereço: 92-1185 Ali’inui Drive, Kapolei.
  • Four Seasons Oahu at Ko Olina (site oficial) – O antigo Marriott fechou, e está no momento sendo reformado para abrigar o luxuosíssimo 5-estrelas Four Seasons, que promete inaugurar em maio de 2016. Aguardemos! \o/ Preços: diárias promocionais de inauguração a partir de US$525,00. Taxa de quarto a 9.25%. Sem informação no momento sobre preço do estacionamento. Endereço: 92-1001 Olani Street, Kapolei.

NORTH SHORE

Entre a Mokuleia e o Kahuku, estão as 7 milhas dos sonhos de qualquer surfista (ou apreciador de surfe) do mundo: o North Shore da ilha de Oahu. A escolha de ficar aqui é optar pelo despojamento, pela desencanação completa. É querer curtir a praia com todas as possibilidades que ela oferece. O North Shore de Oahu fica a cerca de 1 hora e meia de carro de Honolulu, indo pela rodovia H1 e H2.

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  • Turtle Bay Resort (reserva booking) – É o único resort do North Shore, de frente para a praia e com um visual do mar deslumbrante. Preços: diárias a partir de US$350,00; taxa de resort a US$39,79. Acesso ao wifi incluso na taxa de resort. Estacionamento gratuito, ou US$15,00 com valet. Endereço: 57-091 Kamehameha Highway, Kahuku.
  • Courtyard by Marriott Oahu North Shore (reserva booking) – O mais novo hotel do North Shore de Oahu fica em Laie, praticamente dentro do Polynesian Cultural Center. O hotel é a vertente business do Marriott, com o típico café The Bistro desta rede – não espere nada gastronomicamente incrível. Como foi inaugurado em 2015, o hotel está novinho, e o bom custo-benefício para quem quer ficar no North Shore conta pontos. Está a 15-20 minutos de carro das principais praias do surfe de Oahu. Em Lai’e, todo o comércio fecha aos domingos, e é bom planejar bem sua estadia nesse dia. Preços: diárias a partir de US$179,00. Estacionamento a US$10,00 por dia. Wifi gratuito em toda a propriedade. Endereço: 55-400 Kamehameha Highway, Laie.
  • Tiki Moon Villas (reserva booking) – Localizado em Laie, pertíssimo do Polynesian Cultural Center e a 15-20 minutos de carro de Sunset Beach (onde o North Shore oficial começa – ou seja, fica tecnicamente fora do North Shore). O Tiki Moon Villas é uma propriedade com alguns poucos quartos e diversos pequenos bangalôs. Cada bangalô é um apartamentinho, com cozinha, quartos e dependências, de frente pra praia de Lai’e – os quartos são apertados e não espere muito luxo. Ideal para famílias ou grupos de amigos. Aqui cabe lembrar que Lai’e é uma área mórmon de Oahu, e por conta disso, todo o comércio fecha aos domingos. Preços: diárias a partir de US$150,00 (quarto), US$235,00 (studio) e US$295,00 (bangalô). Estacionamento gratuito para um veículo. Wifi gratuito. Endereço: 55-367 Kamehameha Highway, Laie.
  • Kalani Hawaii Private Lodging (site oficial) – Fica na Pupukea, a 10 minutos andando de Sunset Beach ou de Pipeline. Por ser praticamente uma casa particular num bairro estritamente residencial a alguns quarteirões da praia, esta acomodação só aceita estadias com reserva antecipada pela web – chegar lá de última hora é certeza absoluta de levar um “não há vagas” na cara, nem tente mesmo. Interessantemente, apesar do clima exclusivo, em termos de acomodações disponíveis há desde dormitórios estilo albergue com banheiro compartilhado até apartamentos completinhos, com cozinha e banheiro privativo. Parece uma boa opção para famílias e casais. Recomenda-se reservar com muita antecedência para a temporada de surfe. Preços: dormitório a US$30,00 e diárias em quarto a partir de US$171,00 (quarto simples; visto em buscador online, não no site oficial). Estacionamento e wifi gratuitos. Endereço: 59-222 Kamehameha Highway, Haleiwa.
  • Backpackers Vacation Inn & Hostel (site oficial) – É um albergue, ideal para quem quer aproveitar o North Shore sem gastar muito e não se encana com a animação da galera jovem. As instalações são simplérrimas, o mínimo possível, sem regalias e limpeza a desejar. Por ficar na Pupukea, de frente para a praia de Three Tables, é super-conveniente, praticamente ao lado de Waimea Bay, a 10 minutos à pé de Pipeline, e a 4 quarteirões do supermercado Foodland. Costuma lotar rápido na temporada do surfe, portanto reservas com bastante antecedência são altamente recomendadas. Preços: diárias de US$30,00 (dormitórios), US$70,00 por quarto privativo com banheiro compartilhado, e US$130,00 (studio). Endereço: 59-788 Kamehameha Highway, Haleiwa.

KANEOHE/ KAILUA

Poucas pessoas se aventuram a ficar nesta área da ilha, talvez por ser mais afastada tanto da badalação de Waikiki quanto do surfe no North Shore. A área também não oferece muitas opções de acomodação, já que hotéis e motéis são proibidos nestes bairros. Em Kailua, as opções são exclusivamente bed & breakfasts (listo aqui apenas os legalizados). Kailua é um bairro residencial de classe média alta e classe alta, onde fica a linda – e exclusiva – praia de Lanikai. No centrinho de Kailua, que fica a alguns quarteirões da praia, há um Whole Foods, um Target e algumas opções de restaurantes e lanchonetes. Portanto, se você ficar nesta área sem carro, é bom se abastecer antes no mercado. A praia de Kailua é ótima para caiaque e kitesurfing, e bem mansinha em diversos pontos.

Já Kaneohe é um pouco maior que Kailua, mas ainda assim bastante residencial – é praticamente uma cidade-dormitório de Honolulu. O visual das montanhas verdes e dramáticas com os inúmeros tons de azul da baía de Kaneohe tornam esta área muito especial. Não há muitas praias acessíveis ali, apenas a do Chinaman’s Hat, pois a costa inteira da baía é coberta por manguezais. Uma única opção de hotel em Kaneohe oferece um passeio interessantíssimo para quem quer relaxar, e por isso vale a pena ser mencionada neste guia.

  • Paradise Bay Resort (reserva booking) – Está mais para uma pequena pousada/bed & breakfast que resort. Aos sábados, oferece um passeio exclusivo para os hóspedes que é simplesmente sensacional: passar o dia no banco de areia no meio da baía de Kaneohe. Esta área só é acessível para quem tem barco próprio, e não há tours para lá que ficam durante o dia por ser proibido atividades comerciais ali. Num fim de semana de sol lindo, eu toparia ficar neste hotel só para aproveitar este passeio. Além disso, o hotel, por ser afastado de qualquer movimentação de cidade, é ideal para quem quer apenas sossego durante suas estadia. Preços: diárias a partir de US$174,00; estacionamento e wifi gratuitos. Endereço: 47-039 Lihikai Drive, Kaneohe.
  • Hawaii’s Hidden Hideaway Bed & Breakfast (site oficial) – Localizado nos fundos de Lanikai, a 4 quarteirões da praia, este bed & breakfast é ideal para casais ou uma família pequena que queiram “viver como os locais” por um período. Tem 2 studios e uma suíte particular com entrada privativa, e o número máximo de pessoas que aceita é sete. É uma hotel em Oahu para quem quer tranquilidade. É um dos únicos bed & breakfasts legalizados numa área estritamente residencial da ilha, e já recebeu diversos prêmios por sua qualidade e tranquilidade. Tem regras para horário de silêncio. Preços: diárias a partir de US$175,00. Possui taxa de limpeza. Estacionamento e wifi gratuitos. Endereço: 1369 Mokolea Drive, Kailua.
  • Hawaii Sheffield House (site oficial) – Um pequeniníssimo bed & breakfast com apenas 2 quartos disponíveis. A localização é interessante, a um quarteirão da praia de Kailua. Por estar em área residencial, tem um horário de silêncio rígido. Oferece café da manhã incluso na diária, o que no Havaí é incomum. Preços: diárias a partir de US$144,00, com restrição de datas – para férias de julho e/ou janeiro, estadia mínima de uma semana. Taxa de reserva US$25,00 e taxa de limpeza US$75,00.  Endereço: 131 Kuulei Road , Kailua.

HOSPEDAGENS ALTERNATIVAS

Em Oahu, há bastante aluguel de apartamentos por temporada – legais e ilegais. Por conta do custo de hotéis ser tão astronômico na ilha, muitas vezes alugar é uma opções razoável, principalmente se você vai ficar mais de 3 semanas em uma das ilhas. Eu não conheço particularmente ninguém que alugue diretamente, mas deixo a dica do site do Vrbo, que parece ser uma fonte confiável de boas oportunidades. O Booking também faz reserva de apartamentos por temporada, e muitos dos apartamentos nele listados para o Havaí são dentro de resorts ou áreas hoteleiras com estrutura de comércio e alimentação próximas.

Além disso, estadia em AirBnb também é comum no Havaí, e os preços costumam ser um pouco melhores do que um mediano hotel em Oahu. As localizações das propriedades disponíveis variam imensamente, desde o centro nevrálgico de Waikiki até opções nos fundos do vale de Palolo, uma área completamente fora do circuito turístico. Por ser uma forma de acomodação mais orgânica, pode ser uma maneira interessante de vivenciar um pouco melhor o Havaí como um morador local. O Booking.com também faz este tipo de reserva.

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A última possibilidade de acomodação é 100% barata e 100% rootscamping. Os havaianos curtem acampamento, e é comum famílias ou grupos de amigos acamparem na praia no fim de semana, só pela diversão. Entretanto, há regras, e abaixo tento digeri-las para vocês.

Em todo o estado do Havaí, é proibido acampar na praia ou em parques sem permissão. Caso o local escolhido para acampar esteja sob jurisdição estadual, você precisa adquirir o documento de permissão no website do governo estadual para fazer a reserva e pagar a taxa de acampamento de acordo com o número de dias que deseja acampar – US$12,00 para 6 pessoas por noite, e adicional de US$3,00 por pessoa adicional (máximo de 4 pessoas adicionais; crianças até 2 anos não pagam). Você não pode marcar seu acampamento com mais de 30 dias de antecedência, e pode ficar acampado num mesmo lugar por no máximo 5 noites, de sexta a terça-feira – acampar nas 4as e 5as feiras não é permitido. Em Oahu, é permitido acampar em 4 parques estaduais: Kahana (lado leste), Malaekahana (North Shore, depois de Laie), Keaiwa (em Aiea, no centro da ilha e dentro da mata) e Sand Island (Honolulu, perto do porto). A estrutura nestes parques é mínima: banheiros, chuveiros (água fria), algumas mesas e áreas de churrasco.

Em Oahu, caso o local de acampamento esteja sob jurisdição municipal, você precisa se registrar e pagar pela permissão no site da cidade de Honolulu – custa US$32,00 para 3 dias de acampamento. Existem 16 parques municipais em Oahu onde se pode acampar, e a regra de sexta até segunda-feira vale aqui também.

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É isso, pessoal. Espero que este guia ajude. Aloha!!

Postado em 01/03/2016 por em Havaí, Oahu

Hotel no Havaí

A primeira reação que qualquer pessoa tem após comprar sua passagem de avião para o Havaí é buscar por acomodação. Recebo toda semana diversos emails com variações da mesma dúvida: Onde estão os melhores hotéis? Qual é o melhor custo-benefício? Que hotel no Havaí é mais o meu estilo?

Enfim, para ajudar meus queridíssimos leitores, resolvi montar um mini-guia de hotel no Havaí – com meus pitacos sobre cada um, claro. Haverá um post-guia de hotéis separado para cada ilha: Oahu, Maui, Big Island, Kauai e Lanai.

Antes, porém, algumas regrinhas e/ou considerações.

  • O guia não inclui todos os hotéis existentes na ilha – mas tento ao máximo listar as diversas categorias de acomodação e preços. Aliás, provavelmente nem o Trip Advisor deve ter uma lista de todos os hotéis, simplesmente porque a rotatividade é alta (hotel muda de nome, muda de branding, fecha etc.), e muitos pequenos bed & breakfast terminam não sendo adicionados. Fora os AirBnbs da vida…
  • Meus pitacos são a minha opinião pessoal – dos hotéis que já vi, fui, bisbilhotei ou ouvi de amigos opiniões sobre – e não me responsabilizo pelo serviço e qualidade final de cada propriedade que você encontrará durante sua estadia, já que este é um quesito subjetivo e dinâmico. Deve ter muito hotel bom que não conheço, portanto estará fora desta lista – neste caso, sua opinião viajante-leitor vale muito. Se você gostou muito de um hotel em que se hospedou e este hotel não consta nesta lista, você pode compartilhar sua opinião com a gente nos comentários, para este hotel ser adicionado aqui e ajudar outros viajantes em suas escolhas.
  • A lista de hotéis avaliados é dinâmica. Tentarei ao máximo atualizá-la com frequência, rebaixando ou valorizando os hotéis à medida que o tempo passa e novas opiniões aparecem.
  • Os preços refletem tarifas de março de 2016, buscadas em fevereiro de 2016. Fiz a busca pelos preços em fevereiro, para uma estadia de um casal para uma noite em dia de semana de março. O preço publicado no post é do quarto mais barato do hotel nestas condições. Estão sujeitos a alterações de acordo com temporada e/ou promoções. Tentarei atualizar com o passar do tempo, e indicarei nos posts a data da última atualização.
  • O guia de hotéis é inclusivo. O que quero dizer com isso é que ele também inclui acomodações mais econômicas e/ou alternativas, que talvez não estejam no radar de ninguém no momento, mas que podem despertar a curiosidade de algum leitor. (Quem sabe você não vai lá e conta mais detalhes pra gente depois, né?) E se eu falei mal ou elogiei, e o hotel melhorou ou piorou depois disso, conta pra gente também por favor, porque assim a lista vai ficando cada vez mais útil pra todo mundo que tá indeciso por uma acomodação no Havaí. 🙂
  • Cada descrição de hotel no Havaí oferece um link para o mesmo hotel no sistema de reservas do booking.com ou, quando este não estiver cadastrado lá, para o site oficial. Se você fizer uma reserva usando o sistema do booking, eu ganho uma microscópica (quiçá nanoscópica…) comissão – e você não paga nada extra por isso. Se você acha que ajudei com algo na sua decisão ou escolha, e quiser me recompensar de alguma forma por isso, reservar pelo booking é o caminho mais simples e direto para uma reserva para sua viagem. O link do site oficial, por sua vez, é bem fácil de achar no google, e te levará a informações mais detalhadas sobre o hotel, fotos dos quartos, taxas extras, amenities etc.

Nos próximos posts, os guias de hotel no Havaí em cada ilha. 🙂

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Um dos points mais épicos do Havaí para quem curte surfe está, sem dúvida, em Maui: as ondas de Peahi (com ‘okina em havaiano: Pe’ahi), também conhecida pelo sugestivo nome de JAWS. O apelido “Jaws” vem do impacto causado pela onda que ali quebra,  levando a pessoa a ser praticamente “comida” por esta muralha de água salgada cheia de “dentes”. Ali, no North Shore de Maui, esta que é uma das maiores e mais violentas ondas do mundo quebra a alturas inacreditáveis, com um volume de água de deixar qualquer um nervoso. Para surfar esse pico, a dose de adrenalina da pessoa precisa ser multiplicada por 1000 – ou melhor, elevada a milésima potência. Muitos já morreram ali. Ou seja, o point-aventura não é mesmo para principiantes.

Peahi1
Jaws: a onda fechando para te “mastigar”.

Jaws fica à beira de um precipício, não tem necessariamente uma “praia”, apenas um monte de rochas, e é difícil chegar lá se você não está a fim de encarar uma estrada de terra péssima, penhascos, trilhas e afins. Mas o espetáculo que oferece em dias de swell alto… faz a aventura valer cada segundo do seu sacrifício.

No último 06 de dezembro, estive com duas amigas em Maui para ver o primeiro ever Pe’ahi Challenge, campeonato que aconteceria devido a um swell monstro de nordeste que se encaminhava na direção do Havaí. A combinação deste swell com o vento certo permitiu a realização do campeonato-desafio, que já foi incorporado ao circuito de ondas gigantes do mundo, e colocará a ilha de Maui definitivamente na rota do surfe mundial (para os loucos poucos que achavam que ainda não estava).

Afinal, Peahi/Jaws é algo como o Everest do surfe de ondas gigantes.

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A “aventura Peahi”, como eu chamo as visitas ao local, começa no trajeto: Peahi fica no final de uma estrada de terra péssima, que sai da Hana Highway entre os marcos de 13 e 14 milhas da estrada após a cidadezinha de Pa’ia. Sinalização não existe. O mais fácil é colocar as coordenadas no GPS (20°56′36″N, 156°17′52″W). Depois de dirigir quase 2 milhas na estrada de terra em meio a um canavial/capinzal alto, você chega à beira do penhasco – e lá de cima pode admirar as ondas. Não há possibilidade de entrar na água dali para reles mortais; só os mais experientes conseguem descer o penhasco, atravessar os pedregulhos enormes e encarar Peahi. Esta dificuldade de chegada e de descer o precipício é a forma que o pessoal local chegou para evitar uma invasão de haoles – e torna a localização de Peahi o segredo mais mal guardado do Havaí inteiro. (Outra forma um pouco mais radical pode ser vista nesta foto.)

Para o Pe’ahi Challenge de dezembro, entretanto, houve um balde de água fria: o campeonato seria fechado ao público. Minhas amigas e eu pensamos em cancelar nossa “aventura Peahi” do fim de semana, porque ir até Maui para ver pela TV o campeonato não fazia sentido. Mas felizmente resolvemos arriscar assim mesmo.

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Dos perigos em Peahi: dois jet skis tentam resgatar um surfista depois de um caixote monstro. Tudo correu bem, mas… que susto.

Minha esperança ao chegar em Maui naquele domingo era de que a polícia estivesse fechando a estrada principal até Peahi, mas permitindo acesso pela estrada-pior-ainda que vai pelo lado direito do penhasco. Infelizmente, a polícia tinha fechado as duas estradas.

Foi aí que decidimos seguir o pessoal local. Percebemos que muita gente tinha parado na estrada perto de uma fazenda. Estacionamos o carro e começamos a seguir a galera pela trilha – eram facilmente mais de 200 pessoas. A trilha era no meio de uma plantação, sem sinalização. Depois de cerca de uma hora andando em mato alto, chegamos a um ponto do penhasco extremamente perigoso, com várias árvores podres que poderiam cair do barranco a qualquer momento – mas de onde podíamos ver o campeonato.

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Panorâmica do matagal de onde vimos o campeonato.

Mesmo estando um pouco mais longe, numa posição extremamente desconfortável em meio a um matagal de dar coceira, a emoção a cada ugido estrondoso de Jaws quebrando, o “circo” de barcos e jet skis de apoio, e a adrenalina correndo forte a cada drop e manobra desses surfistas incríveis… nossa, valeram cada segundo da aventura! E ficamos ali mais de 4 horas seguidas em estado de nirvana surfístico, admirando aqueles 50 pés de pura EMOÇÃO.

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O colorido da onda de Jaws.

No final, o vencedor do Pe’ahi Challenge foi Billy Kemper, nativo de Maui. Ou seja, alguém que conhece aquela onda “desde garotinho”. O segundo lugar também foi de Maui, Albee Layer. Mas sinceramente, para nós espectadores, todos que se arriscaram na água, na base da remada de braço e com dose tripla de coragem em Jaws já são mais que vencedores. São heróis mesmo.

Tudo de surfe sempre.

Peahi-Challenge-3

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  • P.S.: Na maior parte do ano, Peahi parece inofensiva, pois só rolam marolinhas. Se você chega até a beira do penhasco num dia sem swell, vai achar que o hype é absurdo – e não diga que não avisei. Mas… sai de baixo se você chega ali em dia que o swell bate com força! Nestes raros momentos do ano, a aventura pra chegar ali vale cada poça de lama navegada.
  • Dicas para chegar em Peahi: aconselho um 4×4 – pense em off-road. As locadoras de carro podem multar quem pega a estrada de Peahi em carro econômico, portanto desaconselho o risco – você pode andar até lá. Se a estrada principal não estiver fechada, é uma caminhada de ~40 minutos no sol, factível. Por menor que seja o trajeto, tem umas ladeiras bem chatas de serem feitas. Esqueça se tiver chovido muito no dia anterior, a estrada vira lama. Também esqueça se não houver swell decente (norte-noroeste) com o vento certo (sudeste-sul) – cheque antes no Surfline. Se estas condições não existirem, você não verá muita coisa. Além desta estrada de terra, a outra maneira de chegar até o point é pela água, vindo de barco ou jetski de Ho’okipa ou Pa’ia.

Estrada para Jaws
Mapa para chegar em Peahi, “cortesia” do Google Maps.

  • Nesta reportagem, há uma foto com a visão aérea do “estacionamento” de Peahi, assim como da trilha do penhasco e da “praia”.

Eis que chega mais uma vez a minha data mais querida.

Como aniversariante do fim de ano, a data sempre representou também um momento de balanço do ano que passou, as coisas positivas e negativas, as experiências e aprendizados, os tropeços e escorregos – sou bastante estabanada, confesso.

No entanto, neste 19 de dezembro de 2015, meu pensamento principal é: este é meu primeiro aniversário no mundo dos 400 ppm de CO2. O mundo não é mais o mesmo – mesmo! – e daqui pra frente a vida tem que ser pensada com esse fato em mente. Sério, sei que parece descabido raciocinar assim, mas esta realidade é tão constante que se reflete em cada ato do meu dia-a-dia, a cada decisão que hoje tomo. E é por isso que ela aparece aqui, como norte do meu aniversário.

(O que posso fazer diante deste fato é papo pra muita mesa de boteco – e pras outras mesas mais importantes de negociações. Mas não deixa de ser filosófico pensar que “daqui pra frente… tudo vai ser mesmo diferente.”)

Numa visão um pouco mais umbiguista para este blog, 2015 foi um ano estagnado. Escrevi pouco neste espaço. Não por falta de vontade, mas por falta de tempo perante os desafios que a vida offline trouxe. Tenho algumas idéias para sanar esta estagnação no ano que vem, e espero profundamente que consiga. Por outro lado, foi um ano movimentado, em que a minha pequena empresa de turismo especializada em Havaí começou a alçar vôos bem mais ambiciosos. Ainda há muito a crescer e melhorar, mas acredito que estou no caminho certo. Fingers crossed.

No facebook, estou fazendo uma coletânea de fotos que representam alguns dos momentos importantes de 2015 para mim, sob a tag #2015moments. (Posto neste post depois que publicar todas.) Foram várias experiências, viagens e encontros excepcionais, e a todos que colaboraram de alguma forma com estes momentos, fica aqui meu muito obrigada de coração.

E, depois que a gente passa dos 40, parece que a vida toma outra forma. Para mim, uma forma mais calma, mas não menos urgente. Mais reflexiva, mas não menos ativa. De qualquer forma que seja, é animador: estou viva e com muita coisa pra aprender ainda – e outras tantas pra compartilhar. Vamos ver as aventuras que os 41 anos me trazem. Só posso dizer que estou deveras… curiosa.

Que venham os 41! 🙂

Aniversário Malla - em Peahi

Postado em 19/12/2015 por em Mallices

Miami Beach
Miami Beach: fadada ao desaparecimento.

Em abril, assisti aqui na Universidade do Havaí a uma palestra de Jeremy Jackson, um ecólogo marinho e professor do Instituto Scripps de Oceanografia, na Califórnia. A palestra se chamava “Ocean Apocalypse Now”, uma espécie de “Aumento do nível dos Oceanos para Dummies” com diversos conceitos básicos do tema explicados. Esta palestra foi ministrada de maneira clara e sucinta, com dados, gráficos e mapas num simpósio científico, portanto, a uma platéia basicamente constituída de biólogos, oceanógrafos e afins – ou seja, pessoas que não discutem mais SE mudanças climáticas ocorrerão, e sim QUANDO e COMO mitigaremos os problemas decorrentes disso. (Como se diz em inglês: preaching to the converted.)

Mas Jackson também ministra esta mesma palestra para diversas outras platéias, e na internet você pode vê-la praticamente na íntegra ministrada para um segmento das Forças Armadas americanas – porque, afinal, mudanças climáticas gerarão diversos problemas na segurança nacional dos países. Assistam à palestra (em inglês, infelizmente sem legendas em português).

Enfim, dos números e inúmeros comentários que Jackson fez, uma observação me chamou imensa atenção: o quão cristalina é a previsão – quase uma certeza – que a Flórida é talvez a área dos EUA (e talvez do mundo) mais condenada a sofrer impactos catastróficos com a elevação do nível dos mares, por conta da densidade de pessoas que ali moram e da economia forte que ali existe. Tanto que, respondendo a uma das perguntas sobre o que fazer com Miami ao final da palestra do link acima, ele diz:

“Miami is hopeless, we should only abandon it.”

Vários razões existem para essa certeza de que Miami está no sal, literalmente. Uma das principais é o fato da cidade estar em área muito baixa (altura máxima: 3m), onde poucos metros de aumento do nível do mar já inundam boa parte – as projeções mais conservadoras falam em uma média de 1m de elevação, o que já inundaria 94% de Miami Beach (veja como Miami viraria uma Veneza aqui). Além disso, a geologia não colabora: boa parte do sul da Flórida está sobre terreno calcário, que se dissolve à medida que a água infiltra. Intrusão de água salgada nos reservatórios de água doce na Flórida já é uma realidade, assim como o aparecimento de sink holes, que nada mais são que o terreno calcário cedendo pela penetração de água. Fora, claro, a complexa política conservadora no estado, onde é oficialmente proibido mencionar o termo “mudanças climáticas”.

Neste cenário que muitos consideram apocalíptico – mas que os cientistas entendem apenas como realista – me pego pensando no impacto desta realidade… para o Brasil.

A Flórida sempre foi um destino sólido de viagem dos brasileiros. Nos últimos anos, porém, muitos brasileiros e brasileiras desiludidos com a situação política e/ou econômica do país buscaram – e ainda buscam – refúgio na Flórida não só nas férias, mas como residência permanente ou semi-permanente.

Os altos investimentos dos brasileiros e outros sul-americanos, principalmente em Miami, refletem em minha opinião a falta de conhecimento disseminado e eficaz sobre mudanças climáticas na sociedade em geral. Exemplo: este artigo da Exame. Após explicar tintim por tintim como investir em um imóvel em Miami, ele cita láááá no final um dos pontos negativos do investimento: risco de catástrofes naturais. Tive vontade de chorar quando vi o quão amenizado este problema é no artigo…

Porque o problema é que, à medida que continuamos colocando CO2 na atmosfera, isto é cada vez mais uma realidade futura próxima – no caso de intrusão de água salgada, realidade presente – e menos um “risco”. Outro problema que o artigo não comenta, e que Jackson comenta na sua palestra, é que o seguro dos imóveis é coberto pelo governo estadual da Flórida – porque nem as empresas seguradoras particulares fazem mais apólices de seguro para imóveis ali. Porque estas empresas sabem que perderão muito dinheiro num futuro próximo. (E o governo da Flórida não tem dinheiro suficiente para cobrir todo os imóveis segurados, os trilhões de dólares em perdas, no evento de um furacão categoria 3 combinado ao aumento do nível do mar.)

Ou seja, os brasileiros estão investindo apenas no curto prazocom hipotecas que são ironicamente pagas em até 30 anos – quando Miami estará provavelmente sendo inundada. Se você investe sabendo disso, beleza, problema seu – a questão é que, me parece pelas conversas que a gente ouve pelas internets da vida, que a maioria está investindo sem saber das consequências. (E fico imaginando a quantidade de gente mais ambientalmente antenada que está feliz em se livrar de seus imóveis na Flórida a preços exorbitantes…) As consequências desta abordagem investidora de curto prazo podem ser também catastróficas para a economia, tanto americana quanto brasileira.

Confesso que tendo a concordar com o que sarcasticamente disse Jeff Goodell neste artigo:

“If you live in South Florida and you’re not building a boat, you’re not facing reality.”

Mas, penso além, no quanto este tipo de decisão financeira reflete a clara falta de conhecimento sobre a nossa realidade ambiental. Será que estas pessoas entendem que deixarão a seus filhos imóveis de valor irrisório? Que estes mesmos filhos não poderão mais passear no Everglades em poucas décadas? Que boa parte da infra-estrutura do estado da Flórida estará bastante comprometida por conta dos efeitos que as mudanças climáticas terão, tornando um pesadelo morar ali? Que na Flórida estão boa parte dos futuros refugiados do clima que os EUA terá – e não vem sendo discutidos planos realistas de evacuação destas pessoas dali? Não estamos falando de séculos, mas de décadas – se você tem um filho criança, por exemplo, é muito provável que ele, ao chegar a sua idade, estará a mercê de todas estas novas condições. Não foi coincidência que Obama fez seu discurso ambiental no Dia da Terra direto do Everglades, já que este é um dos parques mais ameaçados do país – e do regime de fluxo de água dele dependem a sobrevivência de muitas milhões de pessoas no sul da Flórida.

E a Disney? Atração número 1 da Flórida pros brasileiros, a Disney tem se mostrado empenhada em melhorar suas atitudes ambientais. Por estar um pouco mais pra dentro do estado, a cidade de Orlando, apesar do desenvolvimento enorme que teve nas últimas décadas, ainda é considerada “segura”. O problema, de novo, é a questão da infra-estrutura: como a cidade se adaptará aos novos desafios que as mudanças climáticas trarão, como lidará com cada vez mais intrusão de água salgada em seus reservatórios de água doce, como se precavirá de furacões cada vez mais fortes em intensidade. Mais: sendo Orlando tão dependente do turismo, o quanto estas questões relacionadas às mudanças climáticas afetarão o número de turistas na região, e em última instância, a economia local.

Não temos respostas para estas perguntas, mas tem muita gente competente se dedicando a respondê-las. Se houver vontade política e força econômica e social, pode ser que o cenário não seja tão apocalíptico. Mas, dada a precariedade de ações com que as lideranças mundiais têm atuado sobre as mudanças climáticas e a resistência que a maior parte da sociedade possui a mudanças de hábito que não danifiquem o ambiente , um futuro ambientalmente estável pode ser uma visão bem poliana, para não dizer uma utopia.

Fica aí minha reflexão.

Tudo de bom (quase) sempre.

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Para viajar mais:

  • Para os curiosos: você pode simular os efeitos da elevação do nível dos mares (quantos metros quiser…) em sua cidade favorita, usando o #DrownYourTown, um passo a passo para fazê-lo no Google Earth. Depois de inundar a cidade, você pode enviar para o tumblr deles, para que fique arquivado.
  • Jeremy Jackson tem uma palestra boa no TEDTalks sobre a destruição dos oceanos. Dá para assistir com legendas em português.
  • O incrível Alexandre tem um post em seu blog em que comenta sobre como ficariam as cidades de Salvador, Recife e Rio de Janeiro com uma elevação de 6m e 13m no nível dos mares. Lembrando que este aumento é uma previsão bem provável de acontecer se continuarmos não fazendo muito pelo ambiente.
  • Um bom artigo do Guardian sobre como Miami está se afogando.

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Dos passeios que fiz durante meu período de trabalho na Austrália, um dos  mais espetaculares foi um day tour pela chamada Grande Estrada do Oceano, ou Great Ocean Road. Um dos cartões postais da Austrália está ali: o conjunto de rochas conhecido Doze Apóstolos. Já havia visto um milhão de vezes fotos desta paisagem, e sinceramente, nunca tinha me impressionado. Aquela paisagem, na minha imaginação de tantas costas espetaculares do mundo, parecia overrated.

Pois não é. É que esta paisagem é um destes lugares que só vendo ao vivo para a gente entender a grandiosidade da coisa, sua beleza. Fotografias não conseguem nem pinçar o quão linda toda essa costa é. Na parte onde ficam os Doze Apóstolos há inúmeras paradas, cada uma com uma vista mais espetacular que a outra – e aí a gente tem vontade de dar uns puxões de orelha no Google Images por mostrar quase sempre o mesmo ângulo da paisagem, quando na realidade há uma infinitude de outros mais bonitos.

Para conhecer a Great Ocean Road, o ideal é ir com calma, e ficar pelo menos uma noite hospedado em algum ponto da estrada, em uma das cidadezinhas costeiras que encantam. O trecho parece curto, de Torquay a Warrnambool, mas a paisagem é tão linda, e há tantos pontos para você aproveitar e fazer um piquenique, que realmente é uma tristeza correr. Entretanto, nosso grupo só tinha um dia livre mesmo, e resolvemos fazer o day trip para lá – que melhor ver um pouco do que não ver at all. O tour de 1 dia vale a pena, mas é corrido.

Nosso tour de micro-ônibus saiu de Melbourne num sábado de manhã cedinho. São cerca de 2hrs até chegar na primeira parada da estrada, em Bells Beach. Bells é uma das praias do circuito mundial de surfe, e no inverno ali a água chega a temperaturas inacreditáveis de frias – todos os surfistas precisam enfrentar as ondas em neoprene de 7mm pelo menos. Por incrível que pareça, aquela água gélida não assusta essa galera: centenas aproveitavam na água o swell do dia.

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Perto de Bells, o swell subindo e o surfe pegando…

De Bells para Point Addis Marine Park, um ponto da costa com uma visão do alto de diversas prainhas e reentrâncias. Mas, mais importante, um recife de coral temperado espetacular, onde pode-se mergulhar com o dragão-marinho-folheado (ou leafy sea dragon, em inglês; Phycodurus eques), uma espécie da mesma família do cavalo-marinho, Syngnathidae, e que só existe na costa sul e leste da Austrália. Anotei essa informação num cantinho especial da minha cabeça: quero voltar pra mergulhar ali – mas no verão, com água um pouco mais quente.

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Vista do mirante do Point Addis Marine Park.

A viagem continua por diversas praias, cada uma mais bonita que a outra. Por alguma razão, aquela paisagem costeira me lembrou o Big Sur californiano – o que é um baita elogio, convenhamos. O que me fez pensar também que esta estrada, no verão, deve ser muito mais interessante que no inverno, quando fui. As curvas são muitas, mas nada que alguém que já tenha se aventurado por Hana (Maui) não possa enfrentar tranquilamente…

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No início da Great ocean Road.

Nosso guia era um hippie-surfista, e a cada curva da estrada em que uma onda boa quebrava, ele diminuía a velocidade do ônibus para que pudéssemos acompanhar o espetáculo do swell – às vezes um surfista deslizava na parede de água. Acostumada que sou a assistir ao surfe no Havaí, eu curti à beça estes momentos de slow down do guia, mas meus companheiros de ônibus pareciam não entender ou não curtir tanto assim, e o guia camarada foi logo podado. Oh well.

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Austrália na veia: coala na beira da estrada.

Em uma das paradas na beira da estrada perto de Kennet River, entretanto, a surpresa fofa do dia: diversos coalas (Phascolarctos cinereus) em suas árvores de eucalipto (ou outras), descansando! Aliás, o coala dorme em média 16 horas por dia, portanto é muito provável que você o veja dormindo. Nas poucas horas do dia em que está acordado, estará invariavelmente comendo. Vida de coala é tipo férias em casa: come e dorme non-stop.

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Papagaio-rei-australiano.

Neste mesmo local, além dos coalas, vimos uma série de papagaios-reis da Austrália (Australian king parrot, em inglês; Alisterus scapularis), super-vermelhos e bem animados com a oportunidade de comida na mão. (Particularmente eu não curto alimentar animais, mas várias pessoas do nosso grupo o fizeram para tirar aquela foto chavão com o papagaio no braço.)

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Sorvete de vegemite: pros fortes.

A parada pro almoço deste tour é em Apolo Bay. O almoço em si não teve nada especial, mas a sobremesa… fomos tomar sorvete na Dooley’s Ice Cream, uma lojinha com diversos sabores premiados nacionalmente. Tomei um sorvete de chestnut com tiramisu que, realmente, foi vencedor no meu ranking pessoal. Alguns corajosos do nosso grupo se aventuraram com sorvete de vegemite, aquela pasta de levedura tenebrosa que os australianos amam de paixão – não, obrigada, eu passo.

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Nosso guia figuraça empolgado com uma samambaia da trilha.

Depois do almoço, uma parada rápida para caminhada na mata tropical de samambaias e eucaliptos de Great Otway National Park. A trilha super-bem-marcada facilitou bastante, apesar da lama (chovera no dia anterior). Depois da caminhada digestiva, chegou a hora de conhecer o trecho mais lindo e mais famoso da Great Ocean Road, a costa do Naufrágio no Parque Nacional de Port Campbell onde ficam os Doze Apóstolos.

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Absolutamente nada te prepara para esta costa, que já entrou na minha lista pessoal de top 5 costões do mundo. Os diversos tons de amarelo do calcário já são inacreditáveis, mas com a luz do sol que de vez em quando aparecia, tudo fica de uma claridade e beleza indescritíveis. O dia meio nublado não conseguiu diminuir a beleza desta costa, cujo amarelo é simplesmente impressionante.

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O mar super-violento, entrando nas pequenas e nas grandes praias, os muitos naufrágios, as rochas sedimentares tão bem “alinhadas” em seus 6000 anos de existência, os buracos e arcos formados pela erosão, o barulho ensurdecedor das ondas quebrando violentamente em cada penhasco, em cada esquina de pedra… tudo ali se agiganta e transforma a paisagem a cada segundo, a cada olhar.

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Fizemos duas pequenas trilhas, a do Loch Ard Gorge e o Gibson Steps. Loch Ard Gorge leva a uma das praias “escondidas” pelo terreno, e se caracteriza por diversos “dedos” de terreno sedimentar avançando no mar.

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Praia do Loch Ard Gorge.

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A mesma praia do Loch Ard Gorge, vista de cima.

À frente, o Island Arch e a Mutton Bird Island, onde um pedaço de naufrágio se destaca em dias mais calmos. A trilha completa tem cerca de 4.2 km e dá pra ser feita com tranquilidade em 1 hora e meia, parando para fotografar e tudo mais. Todas as vistas são espetaculares, e dizer que vale a pena é pouco: você não deve sair da Great Ocean Road sem fazê-la completa.

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A costa, vista do passeio de helicóptero.

Entre uma trilha e outra, eu, que adoro uma vista aérea, não pensei duas vezes quando a oportunidade surgiu: fui fazer o passeio de helicóptero oferecido pela 12 Apostles Helicopters. Minhas amigas de curso e eu fomos no último horário do dia, e tivemos o privilégio de ver a costa em tons mais dourados ainda, quase ao entardecer. Olha, não consigo nem explicar direito o quão emocionante foi.

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Depois de uma parada rapidérrima na trilha dos Doze Apóstolos que fica em frente ao centro de informações do parque, parada esta apenas para fotografar os Doze Apóstolos por completo do seu ponto de vista mais conhecido – a foto chavão que aparece pelo Google Images -, fomos fazer a segunda trilha, o Gibson Steps. Que também era pequena, basicamente uma escadaria de calcário com 86 degraus que termina numa praia de frente para os Doze Apóstolos. E foi dali que vimos o pôr-do-sol mais lindo que o estado de Victoria poderia apresentar para a gente. <3

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Pôr-do-sol na praia abaixo do Gibson Steps.

Esta overdose de terreno amarelo calcário com mar revolto (que eu amo ver), de belezas naturais tão únicas, me deixaram meio estonteada, com a cabeça bem leve. O que foi fundamental para encarar as 3 horas de volta a Melbourne, já de noite. Quando acordei do meu cochilo, já estávamos atravessando o rio Yarra, dentro da cidade. Depois de um dia intenso de paisagens incríveis, o sorriso canto a canto era difícil de sair do rosto.

Tudo de bom sempre.

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Para viajar mais:

Serei sincera: a princípio, não gostei de Melbourne.

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Estive lá no final de junho por 10 dias, para um workshop sobre “Exercício, síndrome metabólica e diabetes”, organizado em conjunto pela americana East Carolina University e a australiana Victoria University, e com visitas de campo em Sydney e Canberra. No workshop, alguns dos mais respeitados cientistas do exercício da atualidade. Foi sensacional, as discussões extremamente fascinantes, e saí de lá tendo aprendido muito sobre uma faceta dos meus estudos metabólicos a qual conhecia pouquíssimo.

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Entretanto, mesmo com a companhia agradável de pessoas super-bacanas tão ligadas ao exercício em Melbourne, foi difícil tirar a primeira impressão negativa da cidade.

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Frio. Andar na praia, só encasacado.

Talvez tenha sido o frio que nos recepcionara de maneira tão cortante. Era inverno e a temperatura ficou próxima de zero na maior parte da nossa estadia – um frio com vento atípico, de acordo com o que todos diziam. Eu não gosto de frio, e andar nestas condições, cheia de cachecóis e meias, me drena demais.

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Compostagem gratuita nas ruas de Melbourne: solução criativa de sustentabilidade.

Talvez fosse o fato de que cada vez que algum morador de Melbourne vinha conversar com nosso grupo de pesquisadores estrangeiros, a primeira coisa que mencionavam era que Melbourne havia sido eleita a cidade com melhor qualidade de vida para se viver do mundo – pela quinta vez seguida. E ficávamos todos os estrangeiros, experientes de tantas outras urbes pelo mundo, com aquela cara de interrogação, já que não conseguíamos ver ali muitas das características enaltecidas nos artigos. Claro, um ranking destes vai muito além do que um simples turista de 10 dias pode perceber; contam-se número de médicos per capita, de assassinatos, quantidade e diversidade das atividades culturais, qualidade do transporte público (que, aliás, é gratuito por toda a área central de Melbourne), além de muitos outras características que só morando podemos vivenciar. Mas mesmo assim, a cidade parecia escondida da gente: “como pode ser considerada uma cidade com qualidade de vida onde os restaurantes fecham às 10 da noite?” “E sem transporte público 24hrs non-stop?” “Cadê as ciclovias bem sinalizadas?” Tsc-tsc, e coçávamos a cabeça sem entendê-la.

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Prédio da Victoria University, onde aconteceu o workshop.

Ou talvez minha decepção como caloura de Melbourne tenha sido devido à grande expectativa que acumulei depois de assistir “The Human Scale”, documentário urbanístico sensacional. Este filme conta, em um de seus capítulos, como Melbourne foi “reinventada” por um grupo de urbanistas exclusivamente para o bem-estar de seus habitantes. Principalmente, como as pequenas vielas imundas e perigosas se transformaram no coração da cidade, pulsantes de cultura, entretenimento e vida. (Parênteses: não canso de recomendar este filme, “The Human Scale”. Já o fiz em outro post sobre Christchurch, e reafirmo – dos melhores filmes sobre humanidade em ambientes urbanos já feitos.) 

Por causa do filme, fui para Melbourne esperando encontrar a realização de uma utopia urbanística escancarada a cada centímetro de calçada. E este, meus caros, foi meu grande erro.

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Melbourne típica: grafite em ruazinha escura.

Porque Melbourne não é escancarada em nada. É dessas cidades que você precisa “lutar” para descobrir. Não é uma cidade que te arrebata, nem se apresenta de dia e te ajuda a atravessar a rua – é uma cidade que se esconde, que te ignora a princípio. Cabe a você, turista limitado, trabalhar durante sua curta estadia para decifrá-la em seus enigmas perdidos a cada viela pelas madrugadas da cidade. E 10 dias super-carregados em workshop talvez não tenham sido suficientes para tal.

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Viajando com um grupo de millenials, hospedei-me num albergue da juventude na região perto da maior estação de Melbourne, a Southern Cross, de onde o acesso a muitas das atrações tradicionais dos guias era fácil – e nas que não eram, o transporte público é eficaz. Fui, a priori, fazendo o básico, aquilo que – dizem – faz de Melbourne uma cidade fundamental da Austrália.

Fui à pé para o Melbourne Sea Life Aquarium (que achei okzinho).

Passeei pelo Southbank, às margens do rio Yarra, e jantei 2 vezes em restaurantes muito bons daquela região (apesar do preço meio salgado).

Subi com a moçada do workshop no Eureka Skydeck, a torre de Melbourne, para ver a cidade de cima ao entardecer, quase morrer de pânico no Edge Experience, e tirar fotos jeca simulando queda.

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Fotos jeca de viagem: trabalhamos.

Visitei a Catedral de St. Paul e andei pelo Chinatown. Comi comidas de rua com temperos africanos em Footscray. Tomei café da manhã cada dia em um novo café moderninho nos entornos da Flinders Lane. (Meu predileto foi sem dúvida o Filter by Small Batch, no CBD.)

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Filter by Small Batch, um must para cafeinômanos.

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“Chloe”, a personagem que, nua, a todos ignora. Como Melbourne.

Vi a famosa pintura “Chloe”, de Jules Lefebre, ícone de Melbourne exposta no bar do Hotel Young & Jackson, cuja fascinante história de criação ouvi de um dos nossos colegas de workshop enquanto tomava uma das muitas craft beers locais.

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Craft beer no pub.

Vi um jogo de footie australiano na TV, cujas regras acho que jamais entenderei. Jantei em casa de amigos feitos no curso (thanks, Andy and Steve!), comendo carne de canguru, bebendo um dos muitos bons vinhos tintos do estado de Victoria e olhando pela varanda a micada roda gigante de Melbourne.

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Igreja em St. Kilda.

Passei por St. Kilda no caminho da ilha de Phillips, para  assitir à “Parada dos Pingüins”, uma atração ao entardecer em que se esperam os pingüins-pequenos (Eudyptula minor), a menor espécie do mundo desta ave, voltarem do seu dia de pesca em alto-mar. A colônia ali contém alguns milhares de pingüins – mas eles detestam iluminação, e por isso é terminantemente proibido fotografá-los à noite.

Mas, apesar de visitar estes pontos, parecia que a cidade não se revelava, apenas me ignorava.

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Canguru: mais cara de Austrália tradicional, não tem.

Foi aí que me deu um estalo. E, ao invés de dedicar meu tempo ao turismo convencional dos guias de viagem, com parques, atrações e afins, decidi passar os últimos dias em Melbourne perambulando sem rumo certo por diversas vielas e ruelas coloridas, que se tornaram marca registrada de Melbourne, e que a transformaram no caso acadêmico de urbanismo que deu certo que tanto vi no filme – que ironia, o filme já dizia isso, e até então eu apenas não tinha captado o espírito da coisa. Porque nestas vielas florescem inúmeros bares, restaurantes e cafés, que à noite desabrocham. E, se tem algo que você não pode deixar de aproveitar em Melbourne, é conhecer pelo menos um dentre as centenas de opções de rooftop bars – e foi ali, misturada aos moradores da cidade, no alto de um prédio entre música, drinks e hipsters, que senti Melbourne finalmente começando a se desvendar para mim. Onde finalmente encontrei a vibrante cidade que se escondia a todo custo, vívida, cheia de cores e animação. A cidade com vida bem-vivida. Pena que, quando esta descoberta aconteceu, faltavam poucos dias para que eu fosse embora.

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Um dos vários Rooftop Bars de Melbourne.

E fiquei pensando: santa minha ingenuidade, Bátima! Uma cidade é um conceito tão amplo, e o conceito que o turista formula em alguns dias tão… restrito. Viajante experiente de tantas décadas, foi fascinante ao final da estadia perceber o quão ludibriada fui, avaliando a cidade com a minha perspectiva tão filtrada, tão unilateral, tão turista, tão… diurna.

Melbourne é uma gema preciosa da Austrália – em estado bruto, ainda dentro da mina escura. Você, joalheiro turista, vai lapidando a cidade em cada café, a cada grafite na parede. Ao fim, termina contemplando uma jóia estilosa, cheia de intricados detalhes e muitas escadarias, exposta no mais novo rooftop bar da cidade em noite de lua cheia. É ali, no meio da noite, que Melbourne está, sorrindo e te esperando para mais uma rodada de cocktails e papos alternativos, para te contar com coração aberto e relaxado qual a boa da vez. Melbourne pulsa e não te escapa.

Cheers!

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Tudo de bom sempre.

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Para viajar mais:

    • Não recomendo fazer o passeio para ver os pingüins na Phillip Island. Apesar de soar interessante para crianças, a forma como é gerenciada, com mais de 1000 pessoas sentadas numa arena na praia falando sem parar é totalmente o oposto do que se espera numa atividade com animais em seu habitat natural. Acostumada que sou com passeios assim, de encontro com animais selvagens, achei este particularmente uma roubada sem fim. Entretanto, os pacotes para ver os pingüins costumam incluir uma passagem pela Seal Rocks e pela “Pirâmide”, ambos pontos muito bacanas desta ilha. O passeio valeu a pena por estas duas paradas, IMHO.

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Programa roubada: ver os pingüins.

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Seal Rocks: trilha bem bacaninha.

    • Cada pessoa que conheci em Melbourne, independente da idade e identidade cultural, tinha o seu rooftop bar predileto. Parecia aos meus olhos algo como time de futebol para os brasileiros: você sempre tem o seu de coração. Há rooftop bar para todos os gostos e sons, cada um com sua peculiaridade e ambience. Sugiro fortemente começar sua visita a Melbourne com um pub crawling, para descobrir algum com o qual você se identifique. Uma boa lista você encontra neste link. Meu favorito dentre os que visitei foi o Ferdydurke, na Tattersalls Lane.

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Não gosto de fotografar comida, mas registrei essa entrada de dips no restaurante grego, com o intuito de nunca mais esquecê-la.

  • Comida grega: por conta do grande influxo de gregos na região de Victoria, Melbourne tem alguns dos melhores restaurantes do mundo de comida grega fora da Grécia, perto da Lonsdale St. Fui com uma amiga jantar no Dion, onde fomos servidas pelo super-simpático proprietário e presidente da Associação de Businesses do Greek Precinct, Ignatios Karasavvidis. Ali, saboreei a melhor entrada de patês e dips que já comi na vida. De dar água na boca só de lembrar.
  • Todas as fotos deste post foram tiradas com a câmera do celular, repletas de filtros e outras artimanhas digitais com que adoro brincar.
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