No exato momento da publicação desta Sexta Sub, estarei em trânsito em algum ponto do hemisfério norte, rumo a mais um destino novo em minha listinha. É uma viagem a trabalho, para o congresso Selenium 2017 – que tem a melhor URL ever para selenonerds como eu. Apresentarei um poster. Depois  esticarei por uma semaninha para visitar amigos queridos.

Descobertas

Como este é um congresso extremamente importante para a minha área de estudo, serão novas descobertas. Estou animadíssima pela oportunidade de aprendizado enorme que se aproxima. Como perguntadeira profissional, esta saudável inquietude do conhecimento científico é dos sentimentos mais gratificantes que a gente tem durante a carreira profissional. É como se me fosse dada uma lanterna, para que eu investigasse melhor as questões a que me proponho.

Todo esse palavreado pra dizer que: estou empolgada.

Que venha Estocolmo! (E sem nenhuma síndrome prisioneira, por favor…)

Tudo de bom Sempre.

No início de julho, estivemos na África do Sul, e um dos pontos que visitamos foi o Parque Nacional do Kruger, mundialmente famoso por seus safaris. Afinal, a oportunidade de ver tantos bichos em um safari de uma vez só era imperdível para um casal de biólogos. Mais: era a época da seca, considerado o melhor período do ano para visitar o parque. Nosso objetivo maior era ver o maior número possível de bichos, se possível mostrando um comportamento interessante.

A savana africana – numa foto praticamente de livro didático.

Entretanto, este trecho da viagem não tivemos muito tempo para planejar – porque o foco era, a priori, marinho. De modo que quando comecei a procurar por acomodações no Kruger, algumas das melhores possibilidades já estavam esgotadas.

Por exemplo, nosso primeiro pensamento foi ficar dentro do Kruger, em algum dos acampamentos que lá existem. O parque é enorme, imaginei que não faltaria espaço, né? Pois: não, ledo engano… Quando procurei online por um quarto ou vaga de acampamento, a fila de espera era de meses. Ou seja, tive que desencanar e passar pra outra.

Abri a porta do quarto e dei de cara com este moço impala.

Felizmente naquela área da África do Sul há uma infinidade de opções de reservas particulares dedicadas a turismo de safari, para todos os gostos e bolsos. O que é bom e ruim ao mesmo tempo: há muitas opções, mas é difícil escolher. Na maioria dos fóruns que consultei sobre acomodações, as pessoas listavam suas particularidades em termos de qualidade dos quartos, da alimentação ou do serviço dos guias – o que faz sentido, são três fatores importantes para uma boa estadia no Kruger.

Vista da janela do quarto ao amanhecer. Para esquecer da vida mesmo…

Mas foi nesse momento também, depois de passar fazer meu dever de casa e totalmente perdida com tantas opções, que a luzinha de bióloga acendeu: e se eu olhasse para esta escolha com os olhos do comportamento animal? Meus pressupostos: 1) Íamos na época seca; 2) Época em que os bichos se agregam mais pela falta de água; 3) Na seca, os únicos pontos de água são rios e lagos perenes; e 4) Todo mundo precisa beber água.

Elementar, meu caro Attenborough! Vamos ficar perto de um lugar que tenha MUITA água. Assim, do hotel mesmo poderemos ver os animais em busca de saciarem sua sede. Talvez fosse ingenuidade – era minha primeira vez num safari, vai que todos os hotéis têm esta oportunidade de bicho anyway

Enfim. De qualquer forma, comecei a procurar não o hotel com quarto assim ou assado, nem com passeios x ou y, e sim que tivesse uma fonte de água constante por perto.

Olhando pelo Google Maps, selecionei uns 5 lodges que pareciam bem interessantes, todos à beira-rio. Destes cinco, dois eram ultra-super-caros; descartamos, estava fora do nosso orçamento. Sobraram três; contactei-os, e todos responderam rapidamente. Um não tinha mais vagas. Sobraram dois. Destes dois, um era uma reserva particular fronteiriça com o Kruger na sua parte mais ao sul – mas a “cerca” da fronteira era natural, o rio Crocodile (a única cerca da propriedade é ao redor da edificação do hotel em si, para evitar que os animais maiores se adentrem nos quartos). Ou seja, os animais do parque transitavam livremente por ali também. Foi o que escolhemos: Mjejane River Lodge.

A escolha se mostrou biologicamente acertada. Este lodge não é chique nem cheio de frufru. O preço é intermediário e as acomodações idem. A comida é honesta. O serviço é prestativo, mas nada de outro mundo. Wifi só no lobby, com conexão capenga (para desconectar do mundo mesmo, e focar só no ~espetáculo da natureza~ que o rio proporcionava). Os guias são bons – eu particularmente adorei o nosso.

Jantar ao redor da fogueira.

Em uma das noites, o jantar foi ao redor de uma fogueira, e eu curti bem estar ao ar livre à noite sabendo que tantos bichos estavam ao nosso redor. Achei simpático – e mais clima de safari mesmo.

E os bichos… aaaaaaah!!!

Do gramadão a gente escaneia o rio para ver os animais.

Nos três dias em que ficamos lá, almoçamos sentados no gramado à beira-rio, observando os hipopótamos na água, os crocodilos tramando emboscada para cima dos kudus, a leoa e seus filhotes foférrimos sentadinhos na sombra perto do rio, elefantes bebendo água e até um rinoceronte apareceu de gaiato bem na frente da piscina do lodge.

Vimos todos os big five – em uma tarde (e mais um monte de outros bichos…). De manhãzinha, enquanto tomávamos café da manhã, os macacos baboons e uma infinidade de pássaros faziam sua algazarra matinal na árvore da piscina. Um paraíso zoológico muito especial.

Me apaixonei pelo hipopótamo.

De manhã, o lodge organiza um safari para a parte sul do Kruger, pois o Mjejane fica entre os portões Malelane e Krokodilburg, já quase na fronteira com Moçambique. À noite, os game drives eram apenas dentro da reserva particular – mas, de novo, como a água estava ali, no período da seca os animais do Kruger se deslocam para a área para matar a sede. E ainda tinham um grupo enorme de morcegos paradinhos na árvore da entrada do hotel. Absolutamente incrível.

Morcegos! <3

Como escolhi um hotel de safari no Kruger

A vista das mesas do restaurante do hotel.

Escultura de madeira na entrada do lodge.

Ainda vou fazer um post sobre a experiência dos safaris em si, mas já deixo este post aqui com a dica do Mjejane como um hotel de safari ideal para quem vai na época seca e quer ter overdose de bichos a todo momento.

Tudo de bom sempre.

P.S.: Site oficial do Mjejane River Lodge. Este post tem patrocínio integral do Bolso-Malla. Não é #ad nem #ap.

Nesta semana, comentei aqui no blog sobre a foca-monge havaiana Rocky, que decidiu ter sua cria em plena Waikiki, sem dar a mínima bola pros turistas de plantão ali.

Embora a mais famosa, esta felizmente não é a única foca-monge do Havaí.

Foca-monge de Niihau

Apresento pra vocês na Sexta Sub uma outra foca-monge havaiana (Neomonachus schauinslandi) que é das minhas prediletas entre as que já vi, e que faz sucesso na ilha de Niihau, perto do Kauai. Niihau é bem menos visitada que todas as demais ilhas havaianas – na realidade, a gente não pode atracar lá porque a ilha é particular e só se permitem passeios por sua costa.

Entretanto, no passeio de barco que existe para visitar Niihau, a gente faz snorkel ou mergulho em Lehua, uma ilhota próxima de Niihau que tem um paredão subaquático dos mais fenomenais do Havaí. A visibilidade na água é mais que sensacional, de muitas dezenas de metros. Várias focas costumam fazer de Lehua sua base, como a da foto acima.

Quando fomos a Lehua, esta foca ficou o tempo todo por perto enquanto snorkelávamos. Não  de forma ameaçadora, pelo contrário; parecia um misto de curiosa e na dela. Enfim, foi a primeira vez que vi uma foca-monge havaiana, animal criticamente ameaçado de extinção, embaixo d’água. Um momento especial, sem dúvida.

Tudo de bom sempre.

Postado em 04/08/2017 por em Havaí, Kauai, Niihau

BikiConfesso que eu ficava meio envergonhada quando as pessoas que vinham visitar o Havaí me perguntavam sobre transporte público – e emendavam perguntando sobre bicicleta para alugar ou compartilhada. Afinal, poucas cidades nos EUA têm condições tão ideais para andar de bicicleta quanto Honolulu: plana, com uma temperatura tropical amena na maior parte do ano, sem tanta poluição urbana e com um perímetro urbano não muito longo. No entanto, a cidade tinha uma hostilidade gritante a este tipo de transporte – até hoje, faixa de ciclista ainda é precária na maior parte das avenidas (mas a prefeitura está trabalhando para melhorar isso, o que é um bom sinal).

Pois esta vergonha alheia virou passado. Inaugurou no final de junho o Biki, programa de aluguel de bicicletas de Honolulu. Patrocinado pela prefeitura da cidade e pelo governo do estado, além de diversos parceiros da iniciativa privada e ONGs, o programa em um mês de existência já pode ser considerado um sucesso; com adesão de mais de 12.000 usuários, o sistema tem funcionado bem e as bicicletas azul-piscina agora pontuam a cidade.

Uma estação de biki foi instalada em frente ao prédio onde trabalho. Então fui fuçar como usa – é super-simples. O totem do biki não aceita dinheiro, só cartão de crédito, ou você pode pagar direto do celular, caso tenha uma conta no app deles.

Custa US$3,50 para andar 30 minutos na Biki – e para a maior parte das distâncias em Honolulu, este tempo é mais que suficiente. Como o sistema foi elaborado para afrouxar o trânsito em Honolulu, a Biki oferece também passes mensais de US$15,00 com direito a andar quantas vezes quiser no mês (a intervalos de 30 ou 60 minutos). Outra possibilidade é pagar por 300 minutos (US$20,00) e usá-los quando quiser – é o Free Spirit Pass (amei esse nome).

Uma vez pago, o totem te dá um código, que você insere em qualquer bicicleta que estiver no biki stop. Este código destranca a bicicleta e pronto!, pode sair andando. Para devolver a bicicleta, basta recolocá-la direitinho em qualquer biki stop. Cada biki stop tem um número facilmente localizável no mapa do biki app e do site, onde é possível checar quantas bicicletas estão disponíveis no stop mais perto de você.

Onde você insere o código para liberar a biki.

Os biki stops por enquanto vão de downtown Honolulu até Diamond Head – ou seja, ainda não dá pra ir até Hanauma Bay de bicicleta. Mas tomara que o sucesso anime a cidade a expandir o sistema. Mas acredito que a prioridade da prefeitura agora é criar faixas de ciclista – e a cidade tem expandido a malha ciclista a toque de caixa. Quem sabe depois, né?

Fica então a dica de transporte super-ecológico em Honolulu para quem quiser explorar os bairros da cidade – e ao mesmo tempo se manter em forma. Eu amei muito. E como está escrito nos biki stops… bike com aloha! 🙂

Tudo de Havaí saudável sempre.

Nestas últimas semanas, quem tem roubado o noticiário havaiano é Rocky, uma foca-monge fêmea que decidiu dar à luz em plena praia de Kaimana, no canto esquerdo de Waikiki, em frente ao hotel New Otani. Eu estava viajando e não acompanhei o ~evento midiático~ desde o início, mas parece que a pequena foquinha – que já foi batizada de Kaimana – nasceu na manhã do dia 29 de junho. Desde então, a mamãe Rocky tem tomado conta com nadadeiras e dentes da pequena Kaimana (que também é fêmea). A mãe não gosta que ninguém chegue muito perto da filhota, e como animal selvagem, pode atacar sem piedade quem ousa cruzar seu caminho nesse momento delicado da sua vida.

Como a praia de Kaimana é dos pedaços mais mansinhos de Waikiki e super-visitada por famílias com crianças, os voluntários do programa de proteção às focas-monges havaianas tiveram que montar acampamento 24 horas na praia, para proteger as duas focas de serem incomodadas pelos inúmeros turistas e moradores locais que agora frequentam ainda mais aquele pedaço. elo menos 20 metros de distância são necessários entre as pessoas e as focas, para que elas possam ficar tranquilas, sem se sentirem ameaçadas ou estressadas. Que a foca tenha escolhido uma área tão urbana para ter sua bebê, entretanto, dá um pouco de esperança pela sobrevivência da espécie.

Foca-monge de Waikiki

É fundamental que se observe a foca-monge a distância, sem chegar muito perto. E visitação humana tem sido non-stop.

Para quem está hospedado no hotel New Otani, uma oportunidade de ouro de ver da janela do quarto um animal criticamente ameaçado de extinção – só restam menos de 1300 focas-monges havaianas no planeta. Para quem não tem esta sorte, resta o livecam da foca que o Civil Beat colocou – e eu que já amo um livecam de bicho estou aqui grudada nele. Na maior parte do tempo, as duas ficam deitadas na areia, a mãe provavelmente ainda se recuperando do gasto energético que é ter um filho e amamentar. A filhota, enquanto isso, aprende os primeiros passos aquáticos de como se virar em seu novo oceano de oportunidades.

Em geral quando vemos duas focas-monges juntas é melhor sair de perto: ou é nascimento ou briga. Normalmente elas mantém uma distância razoável de suas companheiras de espécie.

As focas-monge são animais solitários (daí a origem do nome, porque vivem como “monges”),  raramente vistas em grupo. Uma das poucas ocasiões para se ver duas focas-monge juntas é quando a mãe dá a luz ao bebê-foca – e nesse caso, ambas ficam juntas por aproximadamente 7 semanas. Depois desse período de amamentação, a mãe foca-monge vai embora para se alimentar e o filhote se torna independente para viver sua vida como quiser sozinho ao redor do Havaí.

E quem sabe aparecer em outro ponto da praia em que nasceu. #TodosTorcem

Por enquanto, até meados de agosto, se você estiver por Oahu, não deixe de dar uma passadinha para ver Rocky e Kaimana, as rainhas deste verão em Waikiki.

Tudo de bom sempre.

Postado em 30/07/2017 por em Animais, Havaí, Oahu

Todo mundo sabe que neste blog toda semana é do tubarão, né? Sempre que possível, eu dou um jeitinho de fazê-los aparecerem aqui com todo seu irresistível appeal – e dentes.

Entretanto, estamos no finalzinho da Shark Week, uma semana especial onde se celebra este animal tão mal-entendido dos oceanos do mundo. Para celebrar o grupo, durante esta semana publiquei no facebook e no instagram fotos de tubarão, que deixo compiladas neste post.

Semana do Tubarão 2017

E que fique o mote (chavão) apropriado…

Live every week as shark week! 

(É o maior, nhac nhac nhac!) 😀

Tudo de tubarão sempre.

 

A primeira coisa que eu gosto de fazer assim que chego de uma viagem de férias (e depois de desempacotar as malas da Malla) é agradecer às pessoas que me ajudaram ou que de alguma forma contribuíram para que a viagem fosse bacana e tranquila, sem sobressaltos desnecessários. Em geral, mando email, mensagens ou uma carta à moda antiga para a pessoa/empresa em retribuição ao bom trabalho. E, claro, só faço se achei que o serviço foi bom mesmo.

E desde que eu mesma me tornei guia de turismo há alguns anos, tenho me esforçado para aprender com eles a aperfeiçoar cada vez mais meu próprio serviço. Nesta jornada, levo de cada um deles uma nova lição bacana.

Então desta vez, antes de começar a escrever posts sobre a viagem, roteiros, etc., resolvi abrir o espaço do blog para um agradecimento super-especial aos guias que tornaram minhas férias na África do Sul e Namíbia inesquecíveis. Porque acho que eles contribuíram exponencialmente com seu conhecimento, prontidão e generosidade para o sucesso desta viagem.

(Deixo aqui também o nome destes guias como dica especial para quem quiser montar sua viagem por estes dois países africanos. Procurem-os; garantia Malla de sucesso viajante e qualidade aventuresca. 😀 )

Na África do Sul:

Sharks, yeah!

  • Steve, da Shark Explorers em False Bay, que tornou nossa aventura com o tubarão branco muito mais divertida. Quem me indicou esta empresa foi um membro do Shark Lab aqui da Universidade do Havaí, indicação nota 10.

 

  • Trace, do The Heart of Cape Town, um museu pequenininho e fascinante da Cidade do Cabo, perfeito para quem é das biomédicas. A Trace tornou viva a história daquele momento na Medicina em minha cabeça com seu jeito de explicar super-envolvente, sensacional. Infelizmente, não consegui tirar uma foto com ela, porque assim que o tour terminou, ela desapareceu por conta de um problema no hospital. 🙁

Michael durante o jantar na casa do Hilton Schilder.

James apontando meu crime: champanhe no quarto vinhedo do dia. #CadêPinotage

  • James, da Wild West Coast, que nos deu uma aula minuciosa sobre vinhos sul-africanos regada a muito humor e descontração, pelos vinhedos estrelados de Stellenbosch e Franschoek – e por nos ter oferecido uma tábua de queijos que até hoje estou salivando.

Jama e esta Malla.

  • Jama, do tour pela Robben Island, ex-prisioneiro do local que trouxe uma vivência e proximidade à experiência política do Apartheid que foi dolorosamente humana (o lado negro da nossa “humanidade”), porém essencial, e o fez sem jamais perder a ternura.

Steve e Marco na chegada do barco, tentando trazer o mesmo para a praia – e as crianças só querendo farra… 😀

  • Steve, Marco e Bula, da African Dive Adventures, pela excelência como guias do Sardine Run em Coffee Bay, pela persistência e paciência com todos os equipamentos, condições do mar, etc. e pelo gerenciamento preciso da operação de mergulho.

Naza no penhasco do Baby Hole in The Wall.

  • Naza, do Ocean View Hotel, pelos insights da cultura Xhosa da região e pelo excelente passeio ao Hole-in-The-Wall na Wild Coast da África do Sul.

Dave checando todos os detalhes antes do vôo de ultraleve.

  • Dave, da Ballito Microlights, pela emoção de andar de ultra-leve pela primeira vez na vida – e me mostrar o quanto os tubarões são ainda mais lindos de cima… 🙂

December chegando do game drive da noite.

  • December, do Mjejane River Lodge, pela simpatia, prestatividade e monstruoso conhecimento da fauna e ecossistema sul-africanos da região do Kruger. E pelos papos deliciosos por todo o trajeto.

Na Namíbia:

Brave preparando a mesa do pôr-do-sol no deserto da Namíbia.

  • Brave Burk, do The Elegant Desert Lodge, pela dedicação (e cervejas locais) com que nos apresentou ao nosso primeiro – e inesquecível de lindo – pôr-do-sol na Namíbia em meio ao deserto;

Ray garantindo na faca o champanhe do café da manhã no deserto em Sossusvlei.

  • Ray, da Namib Sky Baloon Safaris, por contribuír para minha experiência única e de sonho de ver as dunas vermelhas do deserto da Namíbia do ar – minha primeira vez num balão! Ray e Eric (o dono da empresa) foram incrivelmente prestativos e animados, e ainda mostraram um lado da preocupação com a comunidade e a natureza única do local bem bacanas;

Jens e suas focas.

  • Jens, da Pelican Point Kayaking, por compartilhar sua visão de mundo sobre um lugar tão especial quanto o Pelican Point e sua imensa colônia de focas, além de facilitar as fotos da gente com estas fofuras;

Jacques e Andre, os guias mais sensacionais de Walvis Bay!

  • Jacques Koch e Andre, da Red Dune Safaris, por ser um guia tão inspirador, incrivelmente conhecedor de tudo sobre a Namíbia, e tão generoso em compartilhar detalhes biológicos do ecossistema que amei ouvir. Ele realmente se prepara para cada cliente que tem – é a excelência que mais de 20 anos como guia faz florescer… Altamente recomendado, um dos grandes guias de viagem que tive neste mundo.

<3 Sophie <3

E um agradecimento especial à Sophie, a cachorra do Ocean View Hotel em Coffee Bay, que, apesar de não nos guiar em nada, todos os dias nos dava atenção incondicional. 🙂

A todas estes profissionais que contribuíram para a realização de tantos sonhos, meu mais profundo MUITO OBRIGADA.

Tudo de bom sempre.

Acabei de voltar de uma viagem dos sonhos.

Parece chavão dizer isto, principalmente em tempos de limitados caracteres e oversharing. Ou exagero, já que tecnicamente a cada viagem estamos realizando pequenos sonhos. Mas é que não consigo achar outro termo melhor para classificar esta viagem que André e eu fizemos pela África do Sul e Namíbia, nas últimas semanas.

Porque foram diversos sonhos realizados. O nosso sonho comum de mergulhar com o tubarão branco – ou melhor falando, os tubarões brancos.

O sonho do André de fazer o Sardine Run.

O nosso sonho de ver os Big Five land animals em seu habitat natural.

Viagem dos sonhos

O meu sonho de 30 anos de conhecer as dunas vermelhas do deserto da Namíbia.

Todos estes eram sonhos muito altos na nossa listinha particular de desejos. E concentrá-los todos em uma só viagem foi complicado, mas conseguimos fazer – e tivemos que aprender na marra a lidar com uma inundação de emoções indescritíveis a cada segundo na estrada. Foi inesquecível.

(E – aviso aos navegantes – pode ser viciante. Muito cuidado ao lidar com sonhos…)

Entretanto, já estou de volta em casa. Desempacotando as malas da malla. Reconectando com a rotina nossa de cada dia. Mas algo mudou.

A conexão maravilhosa e tão próxima com o mundo natural que esta viagem proporcionou foi única, e ainda estou digerindo para tentar explicar a mim mesma. Semanas sem pensar nos problemas do mundo ou na treta do dia, apenas ouvindo e compartilhando histórias olho no olho, aprendendo um admirável mundo novo de informações e criando espaço na mente para sonhar mais e mais.

Aos poucos, contarei aqui as diferentes histórias e dicas desta viagem dos sonhos. Espero poder compartilhar no blog este sentimento nascente da maneira mais fiel possível, para quem sabe inspirar outros a também sonharem com este pedaço do mundo tão especial. Por enquanto, entretanto, ainda estou com o coração pulsando no ritmo dos tambores da África, tendo que aprender a lidar com este sentimento novo, de plenitude da alma. De felicidade pelos poros. De sonho realizado.

Tudo de bom sempre.

A semana mais tubaronística da TV começa no domingo, eeeeeeee!!!! E este ano, parece que a programação está bem melhor, sem as engambelações que (des)caracterizaram anos anteriores.

Shark Week is coming

Olhando o que vem por aí, a maior diversão parece que vai ser a “corrida” entre um tubarão branco e o nadador mais veloz do mundo, Michael Phelps – a ver…

De qualquer forma, já comprei minha pipoca – e os ingredientes para alguns shark attacks… E que venham os tubarões!!!

Tudo de Shark Week sempre.

 

Postado em 21/07/2017 por em Tubarões, TV

Chasing Coral

A partir de hoje, 14 de julho de 2017, o Netflix passa a oferecer em seu catálogo o documentário Chasing Coral, que resenhei a alguns meses aqui no blog.

Do mesmo diretor de “Chasing Ice”, desta vez as câmeras em time-lapse se aventuram submersas pelos recifes de corais do planeta. Não posso deixar passar em branco esta recomendação. Assistam. Compartilhem. Comentem. Divulguem.

O documentário é emocionante. Para mim, junto com Chasing Ice, estão no top 10 de filmes mais impactantes sobre mudanças climáticas. Não sei como vocês receberão a mensagem deste filme, mas eu chorei litros. Por isso, deixo aqui na Sexta Sub este lembrete – e o lembrete de uma foto mostrando como um dos recifes de corais mostrados no documentário “era feliz e não sabia” até pouco tempo atrás.

Chasing Coral no Netflix

Airport Reef (Samoa Americana) em dias saudáveis.

Não deixe de assistir. No Netflix mais perto do seu sofá. 🙂

Tudo de bom sempre.

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Trailler oficial do Netflix, abaixo.

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