Show do Marcus Miller

Show do Marcus Miller – Seoul, 2004

Quinta e sexta (anteontem e ontem) foram noites de Jazz! Quinta com Diane Reeves e a banda do Al Di Meola – que aliás foi extremamente boring… Mas na sexta-feira… o bicho pegou!!!

A noite comecou com um quarteto japones muito legal, chamado Four of a Kind. Muito free jazz e swing, funkeira pesada, jah deu pra sentir que a noite ia ser beeeemmm diferente da anterior… Depois deles, entrou o Take 6, sexteto de vocais gospel-jazz, que são simplesmente FANTÁSTICOS. Os caras têm uma banda inteira nas cordas vocais! Fora que a afinação deles é muito boa, e eles energizam a platéia com a música deles. O show do Take 6 foi um desbunde, mas aí…

Veio o Marcus Miller!!!!

Dá licença, o cara é o maior baixista da atualidade. Que swing, que funk, que jazz!!!! Ele tocava o baixo como se fosse uma percussão, contagiou toda a platéia com aquele swing mágico, e simplesmente deu uma batida completamente jazzeira numa música de Beethoven bem chatinha…

Marcus Miller é muito bom! Na foto acima, vocês podem ver um pedacinho do show (a seta vermelha indica o “deus” do baixo), mas infelizmente não vai dar pra vocês sentirem a atmosfera do show, todo aquele som maravilhoso, swingado, funk-free, saindo daquelas cordas dele…

Todos sabem que sou apaixonada por jazz & música instrumental, mas dentro do jazz, o contrabaixo e a bateria estão em pé de igualdade entre os meus favoritos. Portanto, ver O melhor do baixo tocando JAZZ, foi como ouvir a voz dos deuses…

E no bis… não tinha outra, né? Rolou um duelo entre o baixo do Marcus Miller e a voz de contrabaixo acústico de um dos Take 6. Foi um duelo fabuloso!! Jazz na veia, só provou que o cara é um monstro mesmo!!

Depois desse show, voltamos flutuando pra casa… Ainda ouvindo “Frankenstein” na memória…

(Escrito originalmente em inglês por razões óbvias.)

Am I having a nightmare?? Am I not hearing continuously on TV that George Bush is actually the next USA President for the next 4 years?????

Where were John Kerry supporters on the midwest??

Please, wake me up, because this can’t be true. I refuse to believe that americans chose the dumb guy again. I refuse to believe it. It’s just too much for me right now.

I have no idea what to expect in the near future. Some of my hopes just went down the sink, were thrown on the trash, faded like smoke.

Please, somebody wake me up.

Postado em 03/11/2004 por em Política

Sou fã desse show na TV!! Adoro ver o Kieffer Sutherland correndo contra o tempo atrás de bombas nucleares, bioterroristas e afins. Hoje revi um capítulo do season 2, e viajei no tempo quando via “24” sentada no sofá em Arborway, Boston, MA – com Pam e Chris making fun of me! Velhos tempos de Boston e suas discussoes políticas infindáveis…

E, parodiando o show, em 24 horas teremos um novo presidente nos EUA. Ou pelo menos, a eleição vai ser “game over” – se não houver “Flórida 2004: a revanche”. O mundo está correndo contra o tempo, e cada lado torcendo mais que o outro. Se os EUA não influenciasse tanto a política mundial, juro que não comentaria nada aqui. Mas o fato é: os americanos votam e o mundo sofre as consequências da escolha deles. Então…

Bush X Kerry… O negócio agora é torcer!

Dá-lhe Kerry!

[:D]

Abraços democratas a todos e tudo de bom sempre!

Postado em 01/11/2004 por em Política

Hoje André e eu jantamos de graça no hall do Gyeonggi Technopark, onde trabalhamos. Estava tendo uma recepção que eu não faço a menor idéia do que fosse, mas ao descer do trabalho às 7 da noite, com fome e cansada, plena sexta-feira, e ver aquele banquete enorme rolando ali, cheio de camarões e outros frutos do mar, iguarias asiáticas e quitutes, não resisti, e pedi ao mocinho responsável pelos crachás para comer um pouquinho. Ele gentilmente disse que sim, e nós nos empanturramos do bom e do melhor. Normalmente, essa cara-de-pau discarada é um comportamento inexistente entre coreanos, e como nós temos “passe-livre”, ficou tudo numa boa.

Pra quem não sabe, o “passe-livre” a que me refiro no título não é aquele dos jogadores de futebol, muito menos um vale-transporte que me assegure o direito de ir-e-vir gratuitamente pelo metrô de Seul. Não!

O “passe-livre” é uma expressão que o André criou/se apropriou referindo-se às regalias que nós, estrangeiros com nenhuma cara de orientais, somos brindados em um país homogeneamente oriental. Nós 2 já utopizamos várias teorias tentando explicar a razão do passe-livre, e entre as inúmeras hipóteses, as 3 que são mais citadas são:

1) A TRADICIONAL CORDIALIDADE ORIENTAL – Todos sabem da fama dos orientais de serem um povo cordial, paciente e tendendo à sabedoria e à filosofia tradicional. Nada mais justo que essa sabedoria inclua o tratamento cordial àqueles que não pertencem a este lado do mundo, numa tentativa de disseminar a idéia de que “aquele povo “desconhecido” pelo resto do mundo é na realidade, muito legal e interessante”… Embora a Coréia do Sul tenha uma tropa enorme de soldados americanos estacionada na Península por razões geopolíticas, fato é que os coreanos sempre tentam tratar-nos bem ao perceberem que somos estrangeiros, independente da cidadania, um reflexo talvez desta tradicional cordialidade passada por gerações de sábios e filósofos. Além do mais, é característico da cultura oriental uma dificuldade em dizer “NÃO” às pessoas ocidentais.

2) NOSSA APARÊNCIA OCIDENTALIZADA – É óbvio que nem eu nem o André nos parecemos orientais. Eu, com esse cabelinho herdado dos meus genes paternos vindos da África ou sei lá de onde; o André, só a altura dele já denuncia: “sou ocidental”. Acreditamos que os coreanos não esperem da gente uma atitude orientalizada, por isso são tolerantes e respeitam nosso comportamento, independente de qual seja (inclui-se aqui a cara-de-pau de Lucia Malla… hehehehe). Afinal, pelo que eles sabem dos ocidentais, não fomos criados nos moldes deles e portanto, as “falhas sociais” que cometemos são explicadas por essa diferença de criação.

(Essa hipótese é reforçada pelo depoimento de algumas amigas de aparência oriental que temos aqui: que não são coreanas, apenas descendentes de coreanos, ou que são coreanas mas vivem em outras partes do mundo. Essas amigas narram que os demais coreanos na realidade não as tratam cordialmente, e elas acreditam que seja por causa da aparência delas. Ou seja, os coreanos esperam que se você se parece um coreano, você haja como tal, não que fale outra língua ou tente ser “diferente”. A sociedade aqui é muito conservadora em sua estrutura, a mulher tem um papel definido e o homem também. Portanto, se você é coreano e não segue esse papel, vocé sofre preconceitos, sim! Isso talvez seja uma boa discussão para um tópico futuro…)

3) SOMOS UM CASAL HOMOGÊNEO – Essa hipótese veio do André, e acredito que faça sentido. Ele observou que os coreanOs (homens), ao verem um ocidental ao lado de uma coreanA, lançam olhares furiosos e instintivamente agressivos ao ocidental em questão. Como se pensassem: “Você roubou minha mulher!” A competição sexual aqui parece ser acirrada, pois sinto que a pressão do casamento é muito maior que na sociedade brasileira, por exemplo. Mulher é um “valor” importante para o homem coreano, e a mulher tem que ter as características e comportamento coreanas. (Ocidentais em geral não sabem fazer kimchi, muito menos aceitam deixar de trabalhar – e terem uma carreira profissional – para cuidar exclusivamente da família.) É muito mais raro nós vermos coreanOs com mulheres ocidentais, que o inverso. Além do mais, o ocidental é exótico aqui nessa sociedade homogênea, está em maior número – lembre-se do exército americano estacionado aqui – e as mulheres têm uma probabilidade maior de encontrarem ocidentais aqui que o inverso. Os coreanOs sabem disso, e tentam proteger o patrimônio deles.
Entretanto, André, um homem ocidental, está sempre acompanhado de sua namorada (euzinha!), que também é ocidental. Os homens coreanos entendem que ele não é uma “ameaça”, não está à caça de uma mulher deles, e abonam André (e consequentemente eu) dessa agressividade, fúria e indiferença.

Bom, seja qual for a razão pela qual temos esse passe-livre, fato é que hoje jantamos por conta e temos aproveitado bem essa regalia oriental…

Tudo de bom sempre!

Preparando seminário

Preparando seminário

Essa semana estive bastante (pre)ocupada preparando um seminário sobre O-GlcNAc (fala-se “ougluknek”). Para aqueles que não sabem (como eu não sabia até semana passada), essa é uma das formas a que os açúcares ingeridos por nós na dieta termina integrado a várias proteínas do nosso corpo, entre elas a molécula que permite a entrada de glicose na célula. Ao se acoplar O-GlcNAc na molécula transportadora de glicose, essa não se consegue se deslocar para a membrana da célula, impedindo que a glicose do sangue entre. O indivíduo tem glicose à beça circulando no sangue, mas não tem glicose alguma dentro da célula. E aí, camarada, começa o seu problema de diabetes…
Interessei-me por esse tema ao assistir uma palestra no Congresso Coreano de Biologia Molecular semana passada. O palestrante, George Hart, era de Baltimore (EUA), e o lab dele foi um dos descobridores das ações inúmeras que o O-GlcNAc faz no nosso organismo.

O diabetes tipo 2 (o mais comum, e reflexo do nosso estilo de vida) leva muitos anos se desenvolvendo no organismo, e as pessoas deveriam saber que uma dieta rica em açúcar, mesmo se você nao é diabético, NÃO é saudável. Pois ela pode estar desencadeando a diabetes que você desenvolve daqui a sabe-se lá quantos anos! Não só o açúcar: os estudos mostram que uma dieta rica em gorduras também pode desencadear diabetes tipo 2. Ou seja: nada de torresmo com batata frita regado a cafezinho.

A diabetes tipo 1 é diferente. Bem diferente. Aparece por causas até hoje não muito bem identificadas. Sabe-se que o organismo, de uma hora pra outra, começa a produzir anticorpos contra as próprias células do pâncreas produtoras de insulina (células beta), entrando num processo de rejeição do próprio órgão. As células beta vão sendo destruídas, e em pouco tempo (semanas às vezes), a pessoa se torna dependente de insulina pra viver.

Aliás, essa é outra diferenca marcante: na diabetes tipo 2, diagnosticada cedo, o tratamento pode ser apenas exercício e melhoria de dieta. A pessoa não precisa cortar de vez o açúcar. Pode tambem tomar hipoglicemiantes orais, comprimidos, sem necessidade das injeções diárias de insulina. Na diabetes tipo 1, a insulina é essencial, pois o organismo não produz mais o hormônio.

Depois de escrever sobre isso, dá vontade de jogar esse copo de café (com açúcar!) que está aqui ao meu lado fora… e passar a usar adoçante. Quem sabe?
🙂

Casa de ferreiro, espeto de pau…

Tudo de bom sempre pra vocês!

Outono

Sou apaixonada por cores, e quem me conhece sabe que o vermelho e o amarelo me trazem uma felicidade especial. Portanto, nada mais lógico que o outono nos países temperados seja um periodo muito especial para mim, quando as cores sépia, rosa, vermelho, amarelo e laranja tomam conta das ruas, tornando tudo uma grande festa.

Ok, podemos ficar com a visão pessimista da situação: o outono é o prelúdio de um inverno gelado. Mas prefiro ser otimista, e aproveitar que a temperatura ainda está amena (15ºC) e curtir o mundo de cores que explode a cada dia.

Tudo de bom sempre!

Como dá pra perceber, a palestra estava muito “interessante” no Congresso Coreano de Biologia Molecular, em Seul – sobre neuroendocrinologia do stress… Eu já estava estressada de tanto experimento que o cara estava mostrando nos slides! Mas o congresso foi bom, com muitos posters legais, e uma palestra do Svan Paabo (evolução humana).

Estou tentando ainda aprender a usar o blog… no momento, travo uma verdadeira “guerra” pra colocar fotos por aqui. Se alguém tiver idéias e puder me ajudar, fico agradecida!
Aí estão os posts do meu ANTIGO blog:

Descobrindo o mundo do blog

Oi, galera! Pois é… hoje, dia 04/julho (Independência dos EUA), depois de tanta relutância em aceitar o mundo digital moderno e novo, eu, Lucia Malla, morando em Ansan, Coréia do Sul, tinha que cair na tentação tecnológica de fazer um blog… por mais adolescente que isso soe, gostaria de transformar esse espaço em um local de encontro com amigos antigos (perdidos ou não pelo tempo!), de troca de experiências viajantes, e principalmente de narrativas que acrescentem algo às nossas vidas! Para os não informados, depois de rodar por Viçosa, Sampa, Alemanha, Europa, por Boston e Honolulu… estou agora do outro lado do mundo, ainda tentando me acostumar a comer de palitinho. Mas impressionada com a capacidade tecnológica desse lugar. Enfim, a vida vai sendo levada em meio a bytes, chips e celulares… Para todos aqueles que me acharam aqui, seja bem-vindo e deixe sua mensagem!

Ainda treinando

Acabei de chegar de mais um dia de trabalho num laboratório da Coréia do Sul… o dia foi cansativo, mas nada que me impeça de explorar um pouco mais a vida pelo mundo virtual. Quero ver se incremento o blog, para que em breve ele tome jeito de Malla!! 🙂 Quem sabe pondo umas carinhas felizes não seria um bom começo, hahahahahah!! Enfim, meu gato Catupiry pede comida nesse momento, e essa mensagem fica registrada assim mesmo.

As Olimpíadas na perspectiva da TV coreana

Puxa, há um tempo q não dou as caras no meu blog… aos poucos vou voltando. Época de Olim-piadas, aqui na Coréia estamos de olheiras, pois tudo começa as 8 da noite e os jogos mais interessantes (vôlei, basquete, vôlei de praia, natação…) só aparecem lá pelas 3 da manhã. Há algumas noites seguidas acordo de madrugada pra ver jogo e isso está me deixando com cara de Frankenstein. Ainda bem que está acabando… e o Brasil decepcionou bastante em relação ao número de medalhas esperadas. Se compararmos com a galera aqui da Ásia, estamos mal, bem mal. A China virou potência, e a Coréia arrebatou várias – tinha até o chamado “Golden medal day” no dia da final de arco e flecha. Mas o que me irrita bastante é a transmissão da TV coreana. Tem trocentas competições ocorrendo ao mesmo tempo, mas todos os canais passam a MESMA coisa! Portanto, grande parte da Olimpíada não vi. Respondam-me os sábios: quem é o maluco que prefere ver competição de levantamento de peso a vôlei de praia??? Aqui eles preferem, creiam nisso. Coreano é tudo meio estranho mesmo…
Ah, outra novidade é q entrei no Orkut (vulgo Yakult). Mas vivo presa por lá, acho que minha conta tem dado pane asiática – deve ser o vírus da gripe do frango que já ultrapassou a barreira de espécie e contaminou o ser virtual da Macintosh que dialoga comigo diariamente. Sei lá, fato é que parece que o Google não gosta de mim, e não me tira da prisão. Será que eu faço tanta cosia errada pela net? (Será q eu faço ALGUMA coisa errada pela net??) Devo dizer q eu adoro o Google, acho uma companhia inovadora q deu certo, e se eu tivesse uns trocados extras, bem q eu investia numas ações deles…

Ah, e vejam “Fahrenheit 9/11”. E participe da campanha lançada em Berlim (caso vc seja americano): “Americans, vote for the ones who can’t and get Bush out!” Vi isso na camiseta de um berlinense na reportagem no BBC news sobre a campanha q os alemães estão fazendo a favor do voto americano. Alemão é muito louco mesmo! Viva Prenzlauer Berg! Viva Berlim!

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