Antes de mais nada, aos caros amigos que comentaram sobre posts anteriores neste blog…

PERDI TUDO!!! Grrrrrr!!!

Fui tentar mexer no html da página para instalar uma simples “caixinha de comentários” e – maravilha! – consegui perder todos os comentários passados. Não pensem que desprezei todos, por favor! Porque sou uma pessoa virtualmente “perdida” essas mazelas acontecem…

Bom, mas quando eu me propus a começar um blog, meus objetivos eram:

1) Um modo de contar meu dia-a-dia aos meus pais pela web, visto que estou tão longe e não fico 24 horas online.

2) Aprender a lidar um pouquinho com códigos de html, com design de uma homepage, etc. Visto que meu conhecimento sobre o assunto era ZERO, acho que os 0.000001% que aprendi já podem ser considerados “lucro”.

Ok, a febre do Everest me pegou de novo. É o mito de Sagarmatha. Não consigo parar de ler sobre expedições, biografias de montanhistas, cuidados de saúde para praticantes de montanhismo, etc etc. Qualquer 5 minutos na frente do computador – e nisso foi-se praticamente toda a minha noite passada – é gasto procurando fatos sobre o Everest e seus 8,848m de altura.

Não sei dizer quando essa febre começou. Desde que li pela primeira vez na Veja em 1996 sobre a tragédia daquele ano – o ano em que mais pessoas morreram vítimas da tentativa de escalada ao topo do mundo – comecei a me interessar pela magia do Everest. Aí Jon Krakauer lançou o livro dele, “No ar rarefeito”, que conta a história dessa tragédia. Sempre que eu saía de casa para comprar este livro, algo acontecia, e eu terminava adiando a compra. Adiei até abril deste ano, 2004 (08 anos!!!). Um ano antes (1995), o brasileiro Waldemar Nieclevicz finalizou a escalada, mas nesse meio-tempo entre 96 e 2004, houve a primeira descida de esqui do Everest, a primeira de snowboard, a primeira de paraglider, um americano cego chegou ao topo, um sherpa (nepalês que habita a região e altamente adaptado à hipóxia das alturas) bateu o recorde da subida mais rápida (8h e 10 min), li sobre o livro “O Meu Everest” – uma espécie de auto-ajuda aventureira, sem dúvida interessante para aficcionados do gênero – todas essas histórias entre outras bizarrices. Mas roda, roda, e a montanha volta a minha cabeça.

Nem precisa dizer que eu devorei o livro do Krakauer em um fim de semana, e que ele ainda se mantém como um dos meus livros de cabeceira: de vez em quando volto e dou uma olhadinha em algumas partes. Sim, é uma tragedia. Sim, é muito triste. Sim, é morbido. Mas a reflexão sobre escolhas na vida que aquele livro me traz… Fora toda a mítica do Everest, eh claro.

Em maio, acompanhei post a post pela Internet as expedições que chegavam ao topo, os problemas, e principalmente, a busca pelo corpo de Sandy Irvine, que um grupo “anônimo” do site EverestNews se propôs a procurar (e achar!) neste ano, com o consentimento da família. E agora, que a febre voltou por razões inexplicáveis (como tudo que envolve o Everest), me peguei atualizando a leitura do que esta expedição encontrou e as teorias.

George Mallory e Andrew “Sandy” Irvine, em 1923, foram os primeiros montanhistas a tentarem a escalada do monte mais alto do mundo. Até então, o recorde de uma expedição era até 8,000m. Não voltaram, mas até hoje existe o debate sobre se eles realmente chegaram ao cume ou não. A última teoria lançada mês passado pelo EverestNews, após intensa caça de pistas, leva a crer que os dois se separaram numa região próxima ao cume e George Mallory chegou ao pico, sendo portanto o primeiro homem da história a escalar o Everest. Entretanto, Sandy Irvine, enquanto esperava seu companheiro, sucumbiu ao frio, à hipóxia e/ou às doenças típicas da altitude (edema cerebral, edema pulmonar, desidratação extrema e hipotermia, entre outras). Mallory sofreu uma queda fatal durante a descida, e seu corpo foi encontrado apenas em 1999 (não imaginem a “aparência” que estava, urgh! Pra deixar qualquer estudante de medicina legal amedrontado). Para vocês terem uma idéia do quanto é importante a determinação desse recorde no mundo “montanhista”, os primeiros a alcançarem o pico depois de Mallory seriam Edmund Hillary e Tenzing Norgay em 1953, 30 anos depois da tentativa (e possível cume) da dupla Mallory & Irvine.

Hoje, 660 pessoas no cume depois, 142 mortes (de longe, a aventura radical que mais mata no planeta), todas as rotas possíveis esmiuçadas – e vários recordes bizarros logados – a escalada do Everest comercializou-se, e a montanha vem sofrendo (adivinhem?) os efeitos do aquecimento global. Na temporada de 2004, Sir Edmund Hillary esteve no acampamento-base (onde todas as expedições se preparam para a subida) e impressionou-se com a menor quantidade de neve que hoje existe no Everest. Impressionou-se tanto que agilizou a organização de um pedido especial à UNESCO para que o Parque do Everest seja declarado Área em Risco de Extinção, já que o derretimento do Everest pode causar futuras inundações em lagos do Nepal e do Tibet. O pedido já foi entregue à UNESCO, e aguarda votação.

Preocupações ecológicas de lado, acredito que o Everest me fascina tanto exatamente pela impossibilidade de alcance. Algo como um amor platônico – de verdade. É fato que eu não suporto frio de 0C, imagine os -70C normalmente encontrados no cume! Não conseguiria jamais lidar com a falta de oxigênio – sucumbiria de algum mal da montanha em pouco tempo. E é esse fator “inalcançabilidade” que me faz voltar, e voltar, e voltar, a ter essa febre louca.

Quem sabe o acampamento-base um dia… Apenas sonho, não se preocupem, caros amigos.

(Aff! Escrever esse post me livrou um pouco da febre do Everest. Vamos ver até quando…)

Tudo de bom sempre.

PS: Embora seja tentadora a idéia de baixar da rede uma foto do Everest e colocar aqui, é contra a lei de direitos autorais e respeitarei os direitos das agências que as possuem. Portanto, só indo ao Everest para tirar a minha própria foto, e quem sabe um dia reconfigurar este post, hihihiihih!!! Ou seja, nunca.

Mais viagens na maionese sobre o Everest:

– De acordo com profissionais de montanhismo, o Everest não é tecnicamente uma escalada difícil. O montanhismo em si nao é problema; a desidratação e a hipóxia, sim! Acima de 8,000m a pressão atmosférica chega a um terço da presente ao nível do mar! Por exemplo, se você fosse pegasse um avião ao nível do mar e fosse despejado no topo do Everest, sem aclimatação alguma, entraria em coma em ~1h.

– O Everest continua “crescendo”, assim como todo o Himalaia. A placa tectônica da Índia continua comprimindo a placa tectônica da Eurásia – e com isso cada vez mais, o Himalaia sobe – e o Everest fica por ano alguns milímetros mais alto.

– Fontes sérias afirmam que Tom Cruise tentará escalar o Everest em 2006. Após terminar as filmagens de “Missão Impossível 3”, passará o ano de 2005 se preparando para o tento. Caso tenha êxito, contribuirá para o acúmulo de mais uma bizarrice: será a primeira celebridade de Hollywood a chegar literalmente ao topo do mundo.

– O corpo de Sandy Irvine até hoje não foi encontrado.

Resolvi participar da brincadeira do blog Ay Caramba!, do Guilherme, que propunha a uma galera assistir ao mesmo filme (“Barcelona”, de Whit Stillman) e todo mundo comentar no post de hoje. Achei a brincadeira muito divertida, apenas com um detalhe: nunca vi esse filme, e não consegui, aqui no meio da Ásia, achar o mesmo.

Póing!!!!

Mas não podia perder a oportunidade da brincadeira, então resolvi colocar aqui minhas impressões sobre… a cidade de Barcelona!!!!

(Sei que isso não tem muito a ver com o filme, mas pelo menos é uma tentativa!!)

Telhado de “La Pedrera”, um dos maravilhosos prédios de Gaudí que você encontra em Barcelona.

Estive em Barcelona em 1997. Cheguei para ficar 4 dias e fiquei 8 – e ficaria mais se o dinheiro não tivesse acabado. Na época, estava mochilando pela Europa, portanto viajando naquele esquema mais que chavão: albergue, mochilona nas costas, dormir em trens e estações, comer o mínimo possível pra não gastar dinheiro, aproveitar qualquer atração que fosse de graça.

(Um parênteses: sempre achei que ao invés de pagar spa ou coisas do gênero para emagrecer, as pessoas deveriam mochilar pela Europa com pouco dinheiro. Custa mais ou menos a mesma coisa, e você ainda se empanturra de bons museus, aprende história ao vivo e a cores, e vive momentos de puro prazer – nada se compara a poder sentar no Parc Güell em Barcelona com todos aqueles Gaudís em volta. Eu perdi mais de 7 kg em 2 meses de aventura. E detalhe: nunca mais engordei. Fim do parênteses)

Barcelona já estava em meu roteiro devido a minha paixão por Gaudí, Miró e Picasso. Uma praça com uma escultura feita pelo Miró… não é em qualquer lugar do planeta que você vê essa “extravaganza”. Fui a Barcelona com a missão de ver as obras desses 3 artistas incríveis. Mas, como tudo na vida é imprevisível – e eu adoro isso, by the way – Barcelona se mostrou ser a melhor vida noturna da Europa inteira. É claro, os clubs techno de Berlim, na época, eram o ápice do “cutting edge”, totalmente pirados, ainda no clima inicial da Love Parade, mas Barcelona, era o “fun for fun”, a diversão acima de tudo, uma espécie de Rio de Janeiro falando espanhol e sem grandes problemas de violência. Praticamente todas as minhas noites em Barcelona foram acompanhadas de um grupo divertidíssimo de brasileiros que conheci no albergue, e alguns espanhóis engraçados. Porto Olímpico, bares nas Ramblas, andar a esmo pela noite da cidade… senti-me em casa. Elegi Barcelona como uma das cidades mais interessantes de se viver. Pouco dormi e muito me diverti. Tudo é tão colorido!!!

Das obras que vi por lá, sem dúvida a “Fonte de Mercúrio”, escultura do museu Miró, foi o que mais me impressionou – boa (?) cientista que sou, tinha que me interessar por algo que agregasse ciência com arte. A escultura fica dentro de uma câmara fechada, pois o mercúrio, como todos sabem, é um elemento tóxico e volátil – e pesa horrores. Aquela escultura em que um filete de mercúrio fluía por um caminho engenhoso que só a genialidade de Miró permite imaginar… foi como uma síntese de toda a minha admiração pela obra dele.

Prometi a mim mesmo que voltaria a Barcelona para ficar mais tempo, aproveitar melhor a cidade sem a correria e a falta de dinheiro que eu vivi em 97. Barceloneta, museu Picasso, Aquário, Ramblas, Parc Güell, Fundação Miró, Sagrada Família, praias,… tudo de novo, mas com mais traqüilidade. Um sonho escondido pro futuro.

E como todo bom sonho, demora a se realizar. A vida deu mil voltas, e nunca mais pude voltar a Barcelona – pelo menos não até agora. Mas foi a cidade sem dúvida que mais me conquistou na Europa, que mais abriu seu coração para mim, e onde eu pensei: aqui é o meu lugar.

Quem sabe no futuro??

Tudo de bom sempre.

PS: Esse post foi escrito apenas com as minhas memórias de Barcelona. Não recorri a nada pela Internet, livros ou o que seja para complementar – apenas as coisas boas que remanesceram. Talvez uma busca pela Internet revele mais. Mas não teria para mim o gostinho da lembrança… Desde já, desculpas aos que esperavam um guia de Barcelona resumido…

Ontem estava conversando pelo MSN messenger com o Danilo (SP) e começamos a viajar sobre o tempo. Na realidade, o papo começou quando, ao comentar sobre a viagem do André, me dei conta de que na vida dele não haverá o dia de hoje – ou haverá poucas horas.

– Como é que é???? Que viagem é essa???

É simples, mas não muito. Ele pegou um vôo de Seul para Honolulu ontem (18/nov) à noite. Após 10 horas de viagem e ajuste ao fuso, ele chegou em Honolulu no dia 18/nov de manhã (!!!), ou seja, ia viver o mesmo dia inteiramente de novo. Isso acontece porque ele cruzou o Meridiano Internacional da Data, e voltou literalmente no tempo. Aí ia passar o dia de hoje (19/nov para mim, 18/nov para ele) no Hawai’i, e no dia 19/nov (para ele) de madrugada embarcará num vôo para Majuro, Ilhas Marshall, onde mais uma vez, atravessará a Linha do Tempo, e, em menos de 5 horas, já estará em seu destino já no dia 20/nov. Ou seja, ele viverá menos de 6 horas do dia 19/nov. Ahn?????

Isso é de dar nó na cabeça. Imaginem só: ele NUNCA vai viver plenamente o dia 19/nov/2004!!! Qualquer psiquiatra ou filósofo ia achar que essa situação poderia gerar um desajuste qualquer no ser humano, e eu concordo. Lembro que quando morava no Hawai’i e viajava do Brasil para lá, ficava totalmente perdida ao chegar em Honolulu, após quase 24 horas de vôo, no mesmo dia apenas com poucas horas de diferença da hora que eu saí originalmente. Parece besteira, mas isso afeta seus miolos de alguma forma. Geralmente, eu durmo feito pedra após essas “viagens no tempo”. Quando cheguei aqui na Coréia, por exempo, vindo diretamente do Brasil com um pit stop no Hawai’i para pegar meu gato Catupiry, fui pra frente e pra trás algumas vezes. Resultado? Vagamente me lembro dos meus primeiros dias por essas bandas, pois grande parte deles passei dormindo e ajustando ao fuso totalmente trocado.

E na volta pra Coréia? Bem, na volta ele vai viver o mesmo dia 2 vezes (??????). Surreal.

Eu sei que biologicamente falando a vida em nada se alterará com essas situações, mas se for parar pra pensar… é super-estranho! Sabemos que no fundo, o tempo e suas divisões em unidades (horas, minutos e segundos) são meras formalizações organizacionais saídas da mente humana. Poderíamos ter convencionado em algum momento da história que 1 dia equivaleria a 48 h, ou seja 2 aparições do sol. E aí? Tudo seria diferente, mas nem tanto, porque é uma questão de convenção, não é mesmo? Ou convencionar que um ano seriam 125 dias, metade do eixo de translação ao invés do eixo inteiro. E aí?

Por isso que Einstein já acreditava na viagem no tempo. A gente é que até hoje não entendeu a sacada esperta dele… hehehehhe

Viajando mais: a Linha Internacional da Data (ou Meridiano Internacional da Data) está no meio do Oceano Pacífico. Só passa em cima d’água, mas chega bem próximo (pra frente ou pra trás, não importa) de Samoa, Ilhas Cook, Tokelau, Alasca e Tonga. E está a uma hora de fuso do Hawai’i, Ilhas Marshall, Fiji, Nova Zelândia e o super-norte da Rússia.

***************************************

O dia que existiu em sua íntegra para Lucia Malla.

Esse deveria ser o nome dessa parte do post. Enquanto André perdeu um dia, eu vivi intensamente o dia de hoje, deixando essa história, quando páro pra pensar, mais bizarra ainda. Vamos aos fatos, que como dizia minha estimada vovó Didi: “Não quero saber de novidade.” (Imagine essa frase com um sotaque pesado de sergipana.)

Acordei muito cedo com o Catupiry me arranhando de fome. Tive que levantar. Arrumei-me e peguei o metrô até Seul (1 hora). Fui ao Simpósio de Proteômica Funcional, no Marriott Hotel – aliás, valeu pela comidaiada que foi servida durante todo o dia, hehehehe! Tinha prosciutto!! Estava desejando prosciutto há alguns dias… Palestras em inglês, palestras em coreano. Fiz uma pergunta ridiculamente estúpida a uma palestrante – depois me martirizei falando pra mim mesma: “Como você é idiota!” Nas palestras em coreano, fiquei (re)lendo um livro que adoro sobre o Everest. Algumas informações úteis ao meu trabalho, outras nem tanto. Muito boa a palestra da Dra. Ahn, do Colorado, sobre problemas em análise de espectrometria de massa, e inibição do PTP1B (gente, é a enzima que eu trabalho, ok? Minha paixão momentânea!) por uma Rho GTPase – ok, galera, pulemos essas informações super-técnicas.

Aí volto para casa, já às 6:30 da tarde. Entro no metrô. Após uma estação, tudo pára, e todos descem. Houve um acidente mais a frente. Pra falar a verdade completa, não sei o que aconteceu até agora direito, pois eu era a única estrangeira no metrô inteiro, e fiquei com aquela cara de ponto de interrogação. Uma menina muito gentil – como existem pessoas realmente boas no universo! – percebeu minha sem-noçãozice e falou num inglês ok que deveríamos andar até a próxima estação, que era onde eu iria fazer a conexão para a outra linha do metrô que vem até minha casa. Andar no frio??? É isso mesmo. Putz! 40 minutos depois de conversar com essa mocinha (que estudou inglês nas Filipinas, era uma estudante de universidade e estava de passagem comprada para a França, entre outras coisas que conversamos), chegamos à estação de Sadang, e lá um batalhão da polícia enorme estava em fila. Será que é bomba? A neura de ter vivido nos EUA volta toda, e logo acho que não é uma boa idéia pegar o metrô naquela hora. Nessa hora, a mocinha boazinha foi embora pro seu destino – que à propósito era completamente oposto – e me vejo perguntando a um policial se posso pegar o metrô linha 4 (“Sá! Sá! Ansan caiô” repito e faço mímica ao mesmo tempo). Como ele não falava inglês mas entendeu o meu “4”, me indicou a catraca, no que instintivamente acreditei ser: “Pode ir, a linha 4 não tem problemas”. Ufa!

Chego em Ansan. Lembro que esqueci de alimentar minhas células e elas não podem passar o fim-de-semana naquele meio de cultura nojento que já deve estar lá. Táxi até o laboratório. Nisso já são quase 8:30 da noite… Faço o trabalho em 30 minutos, e ligo para o sr. Kwon (nosso ” Korean personal manager” da empresa) pedindo pra ele ligar pra uma companhia de táxi e que estarei esperando lá embaixo o mesmo. 20 minutos se passam. Finalmente, o táxi.

Chego em casa às 9:30 da noite, e um gato voa em cima de mim ao abrir a porta. Está varado de fome. Alimento o gato, tomo uma água e venho para o computador escrever esse post. E penso: “André, sorte sua não precisar viver esse dia cheio de contratempos…”

Tudo de bom sempre.

Estou com o coração pequenininho porque André acabou de embarcar para Namu. 25 dias sem comunicação alguma.

Estou pensando em fazer uns sinais de fumaça, mas o ar anda tão poluído aqui na Coréia do Sul que talvez a mensagem chegue com erro de formatação gasosa.

Ele vai com um objetivo: ajudar na conservação dos recifes de corais das Ilhas Marshall, um dos últimos redutos virgens da Terra. E eu dou todo apoio.

Estou feliz por ele, muito orgulhosa do trabalho que ele está envolvido, mas já com muita saudade. Nesse meio-tempo, tenho meu trabalho para continuar – afinal as células adiposas não param de crescer no laboratório. Tenho também o Catupiry pra fazer farra comigo. E tenho o computador, para conversar com o mundo. Vou também tirar uma semana de férias em dezembro e tenho alguns planos viajantes… mas isso é papo pra depois.

Enfim, ocupar a cabeça e começar a contagem regressiva para a volta dele, que virá com muitas fotos na mala!!! Em nossa última viagem de apenas 1 semana para as Filipinas, ele trouxe 2,800 fotos subaquáticas para processarmos. Em 3 semanas num atol remoto eu não quero nem pensar quantas virão… vai ser uma trabalheira deliciosa nesse inverno para por tudo no mercado!

Hoje lágrimas. Amanhã preocupações saudáveis. Em dezembro, sorrisos de orgulho.

Tudo de bom sempre.

Postado em 18/11/2004 por em Mallices

Ainda me pego admirando – e amando! – a estrutura do DNA. Embora hoje vivamos na era de “proteomics” (o universo biológico em 2004 gira em torno de proteínas e suas estrepolias), ainda é a simplicidade enigmática do DNA que me fascina.

A viagem do DNA é ser complexo em sua simplicidade: apenas fosfato, 4 bases nitrogenadas, açúcar. Não dá pra entender, eu sei. Nem é para entender. Mas clarifica uma das grandes questões do universo: qual o sentido da vida.

Sentido da vida: 5′ – 3′. Fácil.

Tudo de bom sempre.

PS.: James Watson e Francis Crick desvendaram a estrutura do DNA em um artigo de 2 páginas clássico publicado pela Nature em 1953. Os trabalhos de Maurice Wilkins foram a base para as descobertas de Watson & Crick. Maurice Wilkins dividiu o Prêmio Nobel com Watson & Crick. Neste ano (2004), Crick e Wilkins faleceram, em um intervalo de poucos meses. Vidas ligadas? Ironias da vida…

PS 2: Nem eu sei porque postei isso hoje aqui. Mas me deu uma vontade de fazer uma declaração de amor… e eu fiz!

Marshall Islands map

Vocês sabem onde fica Namu? Bom, até 3 meses atrás eu também não fazia a menor idéia. Mas quando André recebeu um convite para participar mais uma vez de uma expedição científica nas Ilhas Marshall, um minúsculo país-atol (ou país de atóis) na região da Micronésia, tivemos que pegar nosso queridíssimo (e gasto!) atlas e verificar pra onde dessa vez a trupe ia ser levada.

No ano passado, uma expedição com 15 cientistas de diferentes países (Itália, Canadá, Brasil, EUA, Filipinas, Alemanha, Inglaterra, Austrália e Ilhas Marshall) passou 40 dias entre os atóis de Mili e Rongelap, também nas ilhas Marshall, fazendo um levantamento das espécies de fauna marinha encontradas por lá. O objetivo é angariar dados para iniciar um processo que transforme esses lugares em parques marinhos. Se ainda existem lugares totalmente remotos no planeta, esses 2 atóis com certeza estão nos primeiros espaços da lista. Em Mili, por exemplo, os pesquisadores tiveram que se adequar ao estilo “Survivor + National Geographic”: sem água (“faziam” água da chuva), comida de latas, fogo de côcos secos – e um mar azul cristalino pela frente para explorar e descobrir.

O trabalho consistia em vários mergulhos diários em diferentes pontos desses atóis para verificação/contagem do que era visto. O grupo foi dividido em subgrupos e cada dupla ficava em uma profundidade específica (10, 20 ou 30m) e era responsável por um grupo de animais (corais, peixes, invertebrados, etc.). Os resultados desse trabalho vocês podem verificar aqui ou no site do NRAS.

Rongelap, para quem como eu nunca tinha ouvido falar, foi o atol que sofreu mais de perto as consequências dos testes atômicos em Bikini, na década de 50. Os EUA explodiram Bikini, e as cinzas radioativas da bomba caíram sobre os vilarejos em Rongelap. A população começou a apresentar altos níveis de câncer de tiróide, foi removida do atol, e apenas recentemente, após a detecção de que a radioatividade lá era menor que em Nova Iorque (!!!), as populações locais puderam retornar aos seus lares. Para a vida marinha, entretanto, Rongelap se tornou um berçário perfeito, onde por quase meio século nenhum ser humano sequer chegou perto, nada foi pescado e tudo ficou a mercê do tempo, única e simplesmente…

Nada mais óbvio que esperar uma biodiversidade estonteante em um local virgem. Entretanto, como há pouco tempo o atol foi reaberto, existe um medo por parte das entidades de conservação de que Rongelap (e outros atóis remotos das Ilhas Marshall) se tornem alvo de pesca predatória de asiáticos – que já o fazem clandestinamente em outras ilhotas do Pacífico, na tentativa desesperada de manter a cultura culinária deles… (Mas isso é papo pra um próximo tópico.)

Vem desse medo a necessidade urgente de criação de um parque marinho. Para fazê-lo, de acordo com a regras normais, os cientistas precisam ter:

a) espécies-alvo: Espécies que potencialmente são alvos de consumo de aquariófilos ou restaurantes; ou

b) fortes indicações científicas de que o ambiente como um todo na região indicada precisa ser preservado por alguma característica única (ser um berçário, por exemplo) ou para que outra área de valor tão ou mais importante seja preservada.

Portanto, esforços foram agrupados para que um levantamento científico das espécies marinhas fosse feito e espécies-alvo detectadas – o mais rápido possível. E é nessa expedição mais uma vez que André está embarcando nesta quinta. Dessa vez, serão 3 semanas no atol de Namu, um lugar pra lá de remoto, mais uma vez sem água, eletricidade, sem comunicação (snif, snif…) e com muitos mergulhos e trabalho braçal pesado, fazendo levantamentos, e principalmente, fotografando a vida marinha.

(Algumas fotos da viagem do ano passado estão aqui.)

Pesquisadores da expedicao de 2003

Desde já, estou torcendo pelo sucesso da expedição. É um trabalho de conservação fundamental, de suma importância e digno de muitos aplausos. Tudo pela preservação do que pode ser um dos últimos refúgios virgens dos mares da Terra.

Preserve Namu.

Viajando na maionese…

Você sabia?

…que a altitude máxima das Ilhas Marshall é de 10m?

…que no evento de um degelo polar, as Ilhas Marshall serão um dos primeiros países do mundo a desaparecer por completo?

…que as Ilhas Marshall possuem o maior índice per capita de suicídios no mundo? Essa informação foi coletada verbalmente em Majuro, capital do país. Ainda estou à procura do ranking da ONU, hehehehe.

*Mais fotos do atol de Namu nas Ilhas Marshall aqui.

Sou cientista. Adoro falar isso às pessoas, principalmente para ver a reação de cada um. A maioria, ao ouvir essa afirmação, começa seriamente a duvidar das minhas faculdades mentais; outros, mostram preocupações de natureza econômica (acreditam que a ciência não paga bem em qualquer lugar do planeta); e há aqueles ainda que acham a profissão tão glamourosa quanto astros de Hollywood, algo para pessoas “muito inteligentes, beirando a genialidade” (!). E tem ainda um último grupo, os que acreditam na versão ficção científica da coisa: ando por aí de jaleco branco e luvas roxas, dando risadas malignas, com planos para conquistar o universo e carregando tubos de ensaio saindo fumacinha, como no desenho do Dexter.

Cientista maluca

Na realidade, não é nada disso. O glamour eu deixo para aqueles que contribuíram com algo incrivelmente significativo, como Watson, Crick, Einstein, etc. Mas esses são uma minoria. Ser um cientista de carne e osso requer acima de tudo paciência: essa é a regra número 1. Seu experimento tem 99% de chance de dar errado por algum motivo que vai além da Lei de Murphy – mas você continua tentando mesmo assim. Requer estudar pro resto da vida – sim, eu disse PRO RESTO DA VIDA! Nunca parar de ler, pesquisar, e muitas vezes isso inclui trabalhar em fins de semana, feriados, etc. em cima de um problema que para qualquer pessoa soaria quixotesco.

Sou bióloga. Sim, esse é o meu título real. Entretanto, prefiro o de cientista. Sempre achei que biólogos deveriam ser capazes de responder prontamente a perguntas que vão desde detalhes anatômicos de um cacto à ecologia de tundra, passando pela nomenclatura dos nudibrânquios e pelos tipos de fósseis disponíveis no Quênia. Algo que, obviamente, eu não sei responder. Posso saber como procurar a informação, e ler sobre o assunto, e quem sabe até argumentar um pouco, mas de cor e salteado… necas! Portanto, não acho que seja bióloga por inteiro.

Ser cientista tem outra aura. Engloba mais você saber pensar com a lógica científica. Em teoria, cientista pode ser qualquer um que se preocupe em estudar um campo qualquer e desenvolva seu raciocínio de forma lógica, que bole hipóteses plausíveis de refutação, e que esteja aberto a discussões, principalmente, passível a erros. Portanto, prefiro ser cientista, e poder errar.

A ciência é uma carreira apaixonante para os que gostam (como eu!) mas pode ser também muito ingrata. A possibilidade de fracasso é considerável, na maior parte das vezes seus experimentos não mostrarão nada concreto a você, sua interpretação pode ser primária e infantil, você tem que lidar com um show de egos inflados e, às vezes, ganhar pouco. E por que cargas d’água então somos cientistas?

Porque a busca do conhecimento é a melhor e mais fascinante viagem que existe. Enquanto tiver saúde e disposição, estarei à busca do desconhecido. Seja ele em que campo for. Sabe aquela máxima: “Só sei que nada sei“? Cada vez que soluciono um problema mais percebo o quanto essa frase é verdadeira, o quanto somos ignorantes, o quanto temos potencial, e o quanto precisamos ler, estudar, fuçar e aprender mais e mais.

Entretanto, muito me preocupa a divulgação da ciência. Saber para si mesmo é importante e de fácil aquisição, mas saber passar seu conhecimento para os outros é um dom que poucos tem. A maioria da imprensa leiga falha nesse sentido. O mesmo artigo que eu leio cientificamente correto na Nature é traduzido para um jornal brasileiro de grande circulação da forma mais distorcida e espalhafatosa possível. Entendo que a intenção é facilitar para a maioria, mas às vezes essa “facilitação” beira o ridículo, e o tiro termina saindo pela culatra. O uso de comparações absurdas é o erro mais frequente que percebo, mas o pior de todos é a falta de lógica e argumentação. Tenho a sensação de que as pessoas não sabem mais pensar, que isso não é mais valorizado e ensinado, e o texto de uma revista precisa ser tão mastigado, mas tão mastigado, que se torna patético.

Nesse sentido, sinto que como cientista faço pouco pelo mundo. Deveria ajudar mais a disseminar o conhecimento, de forma clara e sucinta. Mas, mergulhada em meus devaneios profundos e especificos sobre fisiologia da diabetes num laboratório na Coréia do Sul, essa tarefa torna-se cada vez mais distante.

E eu vou me tornando cada vez mais bióloga de uma nota só, e cada vez menos cientista.

Novembro é um mês cheio de comemorações. Sempre foi para mim. Além de representar em meus tempos de Brasil a proximidade do verão (minha estação predileta), significava que meu aniversário também estava chegando em breve – adoro aniversários! Um clima diferente já pairava no ar todo início de novembro, e nunca consegui explicar essa aura do mês.

Mais especificamente, as festas sempre começaram para mim no dia 13/novembro, hoje. Todo ano, no dia 13, comemoro a vinda ao mundo de um dos graaaandes amigos q tenho, o Gabriel. Mesmo estando longe e sozinha, comemoro com ele em mente. Conhecer o Gabriel foi um desses presentes que a vida em Viçosa trouxe, caminho sem volta: uma vez amigo desse ser humano brilhante, sempre amigo. Temos muitas afinidades, principalmente musicais, mas entre elas ressalto a biologia, pois Gabriel é um Biólogo (com B maiúsculo). Seus olhos brilham ao discutir assuntos relacionados à vida, com um fascínio e poder de argumentação rejuvenescedores. Acompanhei Gabriel em muitas aventuras e desventuras, na eterna viagem que nossas cabeças foram e ainda são. Hoje, rapaz casado (diga-se de passagem, com um doce de pessoa, uma menina fora-de-série, à altura do que ele merece! Parabéns pra você também, Carol!), Gabriel não perdeu a risada da criança inocente e curiosa que tem dentro dele. E é para essa pessoa maravilhosa e viajante que eu faço a primeira comemoração de novembro, numa lista de algumas mais…

Aí vem no dia 15/novembro a festa de aniversário da Cyntia. Festa, sim, pois também de longe, comemoro com ela! Amiga de Sampa e de muitas risadas, aventuras e viagens em dias frios em Boston (e principalmente num lab de loucos da Harvard), Cyntia é nota 1000, justa e sincera, características que a fazem muito singular. Segurou muitas crises minhas, e compartilhei com ela também momentos de alegria e tranquilidade. Ela é uma prova para aqueles que acham que amizades esvaecem com o tempo e o espaço… Não é verdade!!!! Amiga de verdade, dessas raridades que não se encontram a toda hora. Como eu gostaria de dar um abraço apertado nela agora!!! Mas, amiga, sinta-se abraçada pelo seu aniversário! E todos meus desejos de felicidade vão para você hoje!

Dia 22/novembro, mais uma vez a comemoracao do aniversário da Vanessa. Assim como a Cyntia, Vanessa é também descendente de italiana, o sangue quente e a luta pelos direitos de todos sempre em primeiro lugar (por isso escolheu muito bem sua profissão). Vanessa é amiga de Vila Velha, tempos de infância, Marista e discussões políticas cheias de fundamentos (Gorbachev e Roberto freire estavam sempre na pauta). Carreguei sua amizade comigo até Sampa, quando a reencontrei com sua família calorosa e reparti domingos de muita comilança e risadas. Uma dessas amigas de infância que a gente cultiva para sempre, porque as afinidades são inesgotáveis. Vanessa é a pessoa que me faz acreditar na utopia de um mundo melhor – ao lembrar dela, sempre vejo uma mulher de peso, que tem tudo para mudar o mundo.

Qualquer um que meramente conhecesse uma dessas 3 figuras já se sentiria uma pessoa de sorte. Ter a AMIZADE das 3… puxa! É igual aquela velha propaganda: não tem preço.

E é para esses 3 que eu comemoro virtualmente (mas juntinho no coração) com esse bolo de frutas, e canto parabéns! Vamos inaugurar a festa virtual do blog da Lucia!!

“Parabéns pra você, nessa data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida!!!”

Mas, como se não bastasse isso…

Hoje é dia de festa no blog também para uma galera muito especial. (Na realidade, amanhã, mas já estou antecipando.) Para quem não sabe, 14/novembro é o Dia Mundial da Diabetes, dia de reflexão, comemoração pelos avanços científicos no campo já alcançados e discussão sobre os avanços que ainda virão, as promessas e tratamentos, tudo relacionado a essa condição que afeta uma parcela considerável da população humana, sem distinção de raça ou credo. Quero comemorar! Isso mesmo, comemorar, pois foi através do estudo/curiosidade da diabetes que tive o prazer de acrescentar essas pessoas maravilhosas a minha lista de amigos: Dimitri, Túlio, Jow, Salvador, Danilo, Vanessa, Bill, Briza, Ló, Miriã, Vitor, Águeda, Luciano, Ester, Filipe, Guilherme, Marcello, Ricardo, Cris… e mais tantos outros! Engraçado que ligados por um mesmo “problema” terminei conhecendo pessoas que compartilham comigo outras “paixões”, musicais, estilísticas, ou de pensamento. Adicionando a tudo isso, essa galera eu só conheço virtualmente, mas já conversamos tanto, já demos tantas risadas, compartilhamos tantas alegrias e indignações, e tantas outras viagens temos a fazer, que todos já moram no meu coração, em espaço privilegiado. O que aprendi sobre tolerância, bem-estar, auto-conhecimento e o real significado da palavra VIVER com essa galera… não está no gibi! O orkut (ou a internet) foi apenas um vetor. A amizade já está estabelecida e é para essa galera inacreditável que eu preparei esses queijos e vinhos (ou melhor, vinho só tinha um) abaixo – obviamente, já comi tudo por vocês, galera, sorry!!! heheheheh!!!

Mas sintam-se alimentados pela internet…

Danielle reveillon 04-05

Além de toda essa galera, um beijo super-especial no dia da diabetes vai para a Danielle, minha prima. A vida dá umas voltas fantásticas mesmo… Eu entrei na comunidade “Diabetes Brasil” para tentar entender a visão da Danielle sobre a diabetes (ela é DM1), e terminei conquistando vários amigos maravilhosos. Portanto, tenho que agradecer a minha prima, por ela ser uma pessoa fantástica, para quem eu tiro o chapéu (além de lindíssima, com os olhos cor-de-mel mais bonitos que eu conheço!) depois de ter literalmente “levantado, sacodido a poeira e dado a volta por cima”, e por ter de alguma forma permitido que eu conhecesse pessoas que hoje, me trazem alegrias diárias com cada post, recadinho, scrap, revolta ou sorriso.

Vocês todos não sabem como aqui, longe, com frio, saudade, no meio de um país oriental, isolada, esses pequenos gestos fazem uma diferença no meu dia-a-dia…

VAMOS TODOS COMEMORAR JUNTOS!!!!

PARABÉNS A TODOS!!!

PS: Apenas para colocar mais uma comemoração nessa lista, dia 14/novembro também é meu aniversário de namoro… Mas essa comemoração eu prefiro fazer a sós com meu amor… 😉 Beijos a todos!

Há 2 semanas fomos passar o domingo no Palácio Gyeongbokgung, no centro de Seul. Uma grande área cheia de construções antigas, colocadas de pé em 1395, residência real da dinastia Joseon por 200 anos, e destruído 2 vezes por invasões japonesas. Dentro do palácio, o turista pode ver um relógio do sol (de acordo com os coreanos, invenção deles, embora haja controvérsia no tema entre egípcios e chineses), diferentes casas reais, esculturas e um jardim delicioso numa tarde de outono.

Também pudemos presenciar a troca da guarda real, cerimônia realizada diariamente à tarde, onde todos se vestem à caráter confucionista. É interessante e vale a pena conferir.

Palácio Gyeongbokgung

O fato de estar no centro nervoso de Seul confere um choque arquitetônico a toda a construção. O novo e o velho, o velho e o novo, mistura de valores, mistura de estilos, mistura de idéias.

Página 150 de 152« Primeira...148149150151152