Nossa visita a Wallis foi em 2011. Desde então, tenho acompanhado a página do jornal deles no facebook e me interessado quando uma notícia sobre o país aparece nos jornais – o que é raro, entenda-se (e quando aparece, não são das mais animadoras…). Mas, para além disso, quero também deixar aqui no blog algumas observações e curiosidades finais do país, que coletei durante minha visita. Aproveitem. 🙂

  • A Vakala é o clube de canoagem de Mata-Utu, e ponto onde se alugam barcos para passeios aos motus dali de perto. Fica localizada ao final da rua beira-mar. Ali perto também ficava um ótimo restaurante, o Le Terrace de Liku. Seu dono era fijiano, de descendência hindu, e sua culinária refletia sua descendência. Os frutos-do-mar em Wallis são, como esperado, os mais frescos que você pode imaginar. Outros restaurantes abriram em Wallis desde nossa visita, e confesso que fico curiosa de vez em quando para voltar e ver as “novidades”.

Uma Malla na Vakala.

  • O povo wallisiano é enorme – de tamanho mesmo. Sim, há obesidade a níveis alarmantes, como em outras ilhas do Pacífico, mas há principalmente uma constituição óssea larga, de ombros enormes e muito-muito-muito altos, características típicas dos povos melanésios e polinésios. E são tão simpáticos quanto altos. A barreira da língua não foi em momento algum uma barreira; era motivo de aproximação, um tentando ajudar o outro. Bati altos papos com alguns wallisianos, foi sensacional.

A simpática dona do hotel onde nos hospedamos em Mata-Utu, com quem conversei direto – apesar dela não falar inglês e eu falar um tosquíssimo francês.

  • Francês é a língua oficial do país. Para o turista, falar inglês não facilita muito sua estadia em Wallis. Encontramos apenas uma médica alemã, o dono da operadora de mergulho e um dono de restaurante que falavam inglês. Se você fala francês, se comunicará tranquilamente em todos os lugares.

  • Domingo é dia de igreja e missa. Difícil achar qualquer coisa que funcione na ilha, estão todos atarefados com o convívio social religioso. E como fomos no Natal, a cidade estava mais envolvida com as comemorações religiosas ainda.Vale ressaltar que mesmo em dias de semana, os trajes das pessoas são modestos. Nada de barriga de fora, nem shortinho. Apesar da influência francesa, os católicos mandam neste ínterim. Entretanto, andar de chinelo ou descalço é a lei.

  • Esta é a casa típica wallisiana. Nas construções tradicionais há uma variação deste design. Mas a maior parte das famílias mora mesmo em casas de tijolo.
  • Por causa da minha gripe-sinusite, terminei um dia indo ao posto de saúde/hospital de Mata-Utu – serviço de saúde universal bancado pelo governo francês. Todos os médicos eram franceses ou holandeses, em temporada por ali. Todos os remédios gratuitos, pegos na farmácia no momento em que são receitados pelo médico, sem stress nem perguntas nem formulário extra pra responder. Para quem mora nos EUA com seu sistema de saúde convoluto e caro, não deixa de ser um choque cultural…

  • O nome Wallis vem do explorador britânico Samuel Wallis, que esteve pelas ilhas no século XVIII. Já Futuna tem o nome derivado de “futu”, que significa árvore venenosa na língua local futuniana. A bandeira oficial de Wallis & Futuna é a bandeira francesa – mas cada ilha principal que forma o país tem a sua bandeira. Esta aí de cima é a bandeira do reino de Uvea (Wallis), que ainda assim alude à bandeira francesa.
  • O formulário de imigração de Wallis & Futuna é o maior e mais colorido que você encontrará provavelmente no mundo. Lindo demais, deu pena deixar com o oficial da alfândega no aeroporto. Já os números de telefone têm apenas 6 dígitos – um país com uma população tão minúscula realmente não precisa de mais que isso, né…
Na curiosa Wallis & Futuna - observações finais

Ilha de Wallis.

  • Para planejar esta viagem a Wallis & Futuna, me baseei nos posts do Tan Wee Cheng do blog Nomadic Republic, o falecido blog Les pied en haute da Murielle, que convidava seus leitores a tomar um café na casa deles (!!!), e principalmente o blog do Dominic, um checo que morou seis meses em Wallis & Futuna e que, além das histórias e dicas interessantíssimas de seu blog, montou um dicionário (!!!!) francês-wallisiano que me foi extremamente útil durante a viagem. Aos três, sou extremamente grata pela ajuda que me deram para entender o país e preparar para a viagem.

Ainda farei mais alguns posts de Wallis, e espero que estejam gostado desta mini-série aqui no blog. 🙂

Tudo de Pacífico sempre.

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Posts da mini-série sobre Wallis & Futuna:

PARTE 1 – Chegada

PARTE 2 – Atrações

PARTE 3 – Mergulho