“O que você acha de fazer uma aula de yoga na floresta?”

A pergunta, feita pela Karen, me pegou de surpresa. Estávamos numa mesa de jantar e ela estava oferecendo uma oportunidade para um tour de experiência, especialidade de sua empresa no Havaí. E eu, que nunca fiz uma aula de yoga na vida – não é a minha praia… – fiquei extremamente curiosa. Na floresta? Como a gente acha espaço dentro da mata para aqueles movimentos super-elásticos? De acordo com ela, íamos fazer um hiking até uma cachoeira “escondida” e lá yogar.

Minha curiosidade científica falou mais alto e resolvi aceitar a proposta. No sábado retrasado, direcionei-me ao lugar do início do tour, na área de estacionamento da entrada da primeira trilha. Estávamos em quatro pessoas.

A princípio, eu havia entendido que íamos fazer o hiking e a yoga nesta trilha. Mas aí veio outra surpresa: eram duas trilhas no mesmo dia. Em ambas, o conceito principal é de mindful yoga – de que não só nos exercitamos com a yoga mas também meditamos e tentamos relaxar enquanto prestamos mais atenção ao nosso redor e ao nosso ritmo (de respiração, principalmente).

A trilha começa por uma floresta de bambus incrível e o som dos bambus batendo uns nos outros é um calmante natural. Para o passeio, neste momento, há uma sessão inicial de mindfulness – um relaxamento com exercícios respiratórios. Dali, continuamos a andar pela matinha, enquanto Karen aproveitava para explicar sobre diversas plantas existentes naquele local. Meu lado bióloga gostou de ouvir mais sobre curiosidades botânicas.

O terraço verde: nossa primeira parada para yoga.

Depois de uma caminhada super-tranquila de uns 20 minutinhos, chegamos num terraço gigantesco gramado, onde fica um reservatório de água. Ali, depois de admirarmos o vale e as montanhas Ko’olau ao redor, tivemos nossa primeira sessão de yoga. Como caloura, acho até que não fui tão mal… me estiquei um pouco e comecei a sentir minha mente bem mais leve. O verde ao redor colabora, mas acho que acima de tudo a respiração correta é provavelmente o que mais faz a diferença: melhor oxigenação para o corpo e para o cérebro.

A sessão durou aproximadamente 30 minutos. Como a trilha é bem popular, de vez em quando o barulho das outras pessoas se “intrometia” na sessão – mas como a ideia é mindfulness, esta interferência também é parte da experiência. Depois de terminada a sessão, ao invés de continuarmos a trilha até a cachoeira que fica ali perto, voltamos para o estacionamento e fomos de carro até a segunda trilha, já do lado de Kaneohe. Nesta, estávamos praticamente sozinhos por toda a trilha.

A segunda trilha termina numa cachoeira super-escondida, que eu não conhecia. O trajeto é super-lamacento, em aclive e o hiking é nível moderado. Fundamental ir com um bom tênis de trilha, porque a lama torna o caminho bem escorregadio. A trilha é lindinha, com grandes árvores de koa e um silêncio delicioso.

Na cachoeira, depois de curtirmos a água, fizemos uma sessão de meditação sentados próximo às rochas. Não se usa yoga mat: o chão verde e úmido da matinha é o colchão perfeito para que entremos de cabeça no relaxamento que a atividade pede.

Olha esse fungo!! <3

Eu diria que esta segunda trilha não é para todo mundo – e a Karen me confirmou, dizendo que ela escolhe a trilha a ser visitada no dia da atividade de acordo com o perfil das pessoas no dia. E também não há hora para acabar: o tempo também depende do perfil do grupo.

Confesso que, como caloura, achei a atividade bem bacana. Apesar do gasto físico de energia fazendo a caminhada, as sessões intercaladas de yoga e meditação ajudam a não deixar o corpo perecer – a mente se fortalece para encarar melhor o desafio. Senti-me renovada, e acho que este é o objetivo final que a Karen busca com seus tours de experiência.

Então #FicaDica deste passeio diferentão em Oahu, caso você curta yoga.

Tudo de bom sempre.

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  • Os tours particulares de jungle yoga ocorrem às terças e sextas, apenas. 
  • Vocês devem ter percebido que não falei o nome das trilhas percorridas. Como o passeio é para “cachoeiras escondidas”, achei melhor manter o segredo. 
  • Este foi um gentil tour de familiarização da atividade, onde não me foi cobrado pela participação. A decisão de escrever sobre ele no blog foi exclusivamente minha, porque realmente curti o passeio e acho que vale a pena para quem tem mais tempo de visita em Oahu.
Postado em 29/10/2017 por em Havaí, Oahu, Turismo