Não sou muito chegada a vending machines. Ainda gosto do mundo analógico de entrar em uma loja para comprar algo e interagir com/olhar no olho de uma pessoa. Mas entendo que as máquinas facilitam e agilizam muito os tempos modernos. E confesso que algumas destas máquinas me chamam a atenção pela luminosidade – aquela coisa de “por que não pensaram nisso antes?”. Enfim, fato é que na Itália eu já tinha me encantado pela máquina de leite em Riva Del Garda, e no Japão pela automatização do restaurante.

Então que na minha visita à Itália ano passado, esbarramos na máquina de água gasosa. Estava numa esquina da praça central de Stienta, província de Rovigo. A máquina é basicamente um bebedouro na praça central da cidade, onde você coloca sua garrafa de água e enche, a módicos 5 centavos de euro por litro, com água gasosa – frizzante, na língua local.

Achei sensacional. Fazia um calor do Saara no dia em que estávamos ali, e nada mais refrescante que uma água geladinha naquele momento – e com gás, que eu adoro. Enquanto meu sogro procurava do outro lado da praça pelo Comune, fui alucinadamente na direção da máquina.

Mas – surpresa! – não tinha moedas, só cédulas. Foi aí que a hospitalidade local se fez presente: uma senhora simpática me viu desapontada na frente da máquina e me emprestou umas moedinhas de euro para que eu enchesse minha garrafa de água frizzante. (Deveria ter gravado a conversa no meu tosquíssimo e quase não-existente italiano, mas acho que a parte do “no moneta” ela entendeu bem.)

Máquina de água gasosa

Com a garrafa de água gasosa cheia, fui passear por Stienta, que é uma daquelas cidades pequenininhas da Itália, cheia de peculiaridades. A praça central estava em reforma. A igreja principal, danificada por um dos terremotos dos últimos anos, também estava em reforma.

Achamos o prédio do Comune, e depois de uma curta manhã por ali, seguimos viagem. E Stienta… virou uma memória gasosa na nossa jornada.

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Posto de vinhoEm 2013 quando estive na Itália para visitar os amigos, fui apresentada a outra máquina sensacional: o “posto de vinho”. Funciona como um posto de gasolina, onde uma bomba enche seu galão predileto com vinho vermelho, pago por litro. O vinho desta bomba é considerado “vinho para cozinhar”, de qualidade inferior; mas estamos na Itália, né, e o vinho para cozinhar deles é na realidade de qualidade excepcional.

Por razões óbvio-etílicas, já não me lembro entretanto onde exatamente fica este posto de vinho – e nem se quem me levou lá foi o Flavio ou o Allan… Vou ter que pedir ajuda aos respectivos universitários italianos. 😛

E, para a próxima viagem por aquelas bandas, já fico aqui imaginando qual será a próxima máquina surpresa. 😀

Tudo de automatização sempre.