A Danielle está vindo pro Hawaii com o namorado, e me escreveu recentemente perguntando dicas de bares e baladas por aqui, onde se pode sair pra beber, ver e ser visto, curtir, enfim onde rola a festa. Eu estava escrevendo um email-resposta tão longo e detalhado que resolvi reformatá-lo como post e compartilhar a informação com todos os baladeiros perdidos que aparecem aqui no blog. Obrigada, Danielle, pela inspiração de tabela. 🙂

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Pra começo de história, uma constatação minha, que fui criatura da noite movida a festas underground diárias por toda a juventude: a vida noturna no Hawaii é BRANDA. Atribuo isso ao fato do estado ter uma vibe bem esportiva, diurna, e mesmo a moçadinha mais nova e baladeira quer acordar cedo para surfar, canoar, fazer trilha, pegar praia, etc. Claro, há sempre opções e festas, mas no geral, a noite é beeeeem menos agitada que em LA ou NY, por exemplo.
Com o intuito de resenhar o maior número possível de baladas em Oahu, convidei minhas colegas de trabalho mais jovens (millenialsRachel, Ashley e China para colaborar – entenda-se, nos reunimos ao redor de uma mesa e demos muitas risadas – e elas aumentaram a lista inicial que fiz, adicionando bares e casas noturnas que elas curtem também. Vale dizer que a Rachel tem um estilo meio neo-hippie, a Ashley é estilo japonesa-mangá que curte drinks frufrus, e a China é estilo artsy-punk-rock-jazz. E eu, a mais velha, sou estilo já-fui-tudo-isso-um-dia, hoje sou da turma do happy hour com amigos e olhe lá. Em alguns casos, houve unanimidade nas opiniões. As 3 acham, por exemplo, que a vida noturna em Oahu é bem mais barata que nas principais cidades dos EUA continental (“mainland“), principalmente LA, San Francisco e Las Vegas. A conversa com as meninas das baladas foi super-animada, e virou uma mega-lista de bares e casas noturnas, que compartilho aí – quando minha dica não aparece, é porque eu não fui no local (ainda). E pros leitores, fiquem à vontade para adicionar opções testadas nos comentários. 🙂
Infos importantes para entender a vida noturna de Honolulu e este guia:
  • Happy hour em havaiano é pau hana (literalmente: fim do trabalho). E é assim que a gente fala corriqueiramente aqui: “It’s pau hana” ou “let’s go pau hana“. Mas não se preocupe: todo mundo entenderá se você falar happy hour.
  • A cena noturna no Havaí muda diariamente – como na maioria das grandes cidades, afinal. O prazo de validade dos bares é extremamente volátil, e um bar que hoje é moda, amanhã está fechado. Canso de ler em blogs e fóruns resenhas de bares que não existem mais (ex.: Mr. Frog’s em Waikiki que fechou há quase um ano, e Club M, que periodicamente muda de dono e nome – já foi Ocean’s, Red Lounge, etc.). Tentarei manter a lista deste post atualizada com updates eventuais à medida que as coisas acontecerem por aqui, para manter a informação o mais próxima da realidade possível, ok?
  • O traje de 99% desses lugares é camiseta, bermuda e chinelo. Mesmo em baladas mais avançadas, onde algumas pessoas podem se vestir melhor, é completamente natural também ver pessoas de chinelo. Sandálias são bem-vindas. Desencane e curta a tranquilidade pros pés.
  • A vida noturna mais diversificada está em Oahu, por ser a ilha mais populosa. Nas demais ilhas, confesso que quando viajo para elas, não me interesso em baladas – imagino que Lahaina, Kona e Hilo (que tem uma considerável população estudantil) sejam as outras cidades com maior probabilidade de boas baladas. Mas não me sinto confortável para dar um veredito da vida noturna nesses locais, porque sempre que vou, quero dormir cedo e acordar cedo pra mergulhar/passear. E minhas amigas que ajudaram no post, assim como eu, não caem na balada nas outras ilhas. Então vou deixar aqui dicas de baladas em Oahu apenas, com ênfase em Honolulu, já que é a que eu mais aproveito. Mas se você souber de algo interessante, pode deixar nos comentários a dica. 🙂
Em Oahu, concluímos que há 3 grandes concentrações de baladas: Waikiki, Downtown/Chinatown e “fora do circuito”. As dicas se dividem, portanto, nessas regiões. Enjoy.

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WAIKIKI

É a área turística por excelência, onde a maioria dos hotéis está, assim como o “Havaí dos sonhos”, que já comentei aqui antes. Por conta do alto volume de turismo, a área tem uma vida noturna agitada, para agradar quem está ali de passagem. Os preços, entretanto, costumam ser um pouco acima da média.
  • DUKE’S WAIKIKI: Fica dentro do Outrigger Waikiki Beach Hotel. É turístico à beça, porque é um lugar histórico havaiano e está em todos os guias de viagem possíveis e imagináveis. Com razão: é o bar onde a moçada do surfe se reúne desde a época em que Duke Kahanamoku, o pai do surfe internacional, era o rei das ondas de Waikiki. Funciona como um museu do Duke, com várias fotos dele ao lado de figuras ilustres do surfe e celebridades da época nas paredes. Hoje, ainda há surfistas por ali, mas a maioria deles de passagem, por poucos dias. O bar é pé na areia de Waikiki, clima super-informal (eu só vou de chinelo), e oferece café da manhã, almoço e jantar. Os drinques e a comida são okzinhos, mas a maioria do pessoal que vai ali não está preocupada com a bebida, né… quer mais é curtir a vibe surfista e apreciar a vista do Diamond Head, que é perfeita. Ou ver e ser visto, azarar, conhecer gente, etc. Aos domingos, tem música havaiana ao vivo à tardinha, e muitos moradores locais aparecem para curtir nesse dia. Também considero o melhor point da praia pra ver os fogos do Ano Novo. O preço do buffet é bem razoável, abaixo até de outros points menos interessantes da ilha.
Minha dica: eu adoro o Duke’s. Por mais lotado que ele sempre esteja, por mais que o maitai seja aguado, a vista da praia e o “Havaí dos sonhos” com toda a história do Duke nas paredes é priceless. Para um visitante, acho que deve ir pelo menos uma vez. Foi o bar onde comemorei com meus amigos a minha defesa de PhD – ou seja, pra mim, inesquecível.
  • MAI TAI BAR: fica no quarto andar do Ala Moana Mall. O happy hour é super-animado, e os drinques são padrão Havaí, com orquídeas e guarda-chuvinhas coloridos. Tem música ao vivo durante o happy hour, mas o ambiente é todo aberto e a acústica não colabora. Se você quer conversar com alguém, esqueça: vai precisar gritar.
Minha dica: já foi um bar melhor. Ainda dá pra ir no almoço e petiscar tomando uma mimosa, mas no geral hoje em dia a necessidade de gritar quando a música começa incomoda. Principalmente porque é um bar de shopping, ou seja, muita gente aparece depois de um dia de compras e quer relaxar – os estofados convidam a isso -, então a música alta não faz muito sentido. A melhor opção é ficar no balcão do bar mesmo.
  • RUMFIRE: mesmo conceito pé-na-areia descontraído do Duke’s, mas modernex. Aliás, ao invés de areia e tochas polinésias, a decoração tem puffs e lounges. Fica dentro do Sheraton de Waikiki, também com vista pro Diamond Head, e o pôr-do-sol é imperdível. Os drinques e comidas são mais requintados.
Minha dica: fui uma vez apenas. Preciso voltar mais vezes pra formar uma opinião mais consolidada. Mas não clicou pra mim, achei nariz empinado demais.
Dica da Rachel: “é meu bar-pra-ver-o-pôr-do-sol preferido em Waikiki.”
  • YARD HOUSE cervejaria localizada na Lewers st. de Waikiki, não tem vista pra praia. Está SEMPRE lotada, então se você quiser sentar em mesa, prepare-se para esperar. Last call de cervejas a 1:30 da manhã. Menu tradicional e bem variado: de batatas fritas a bulgoguis coreanos. Tem uma vibe mais sports bar, com vídeos de surfe, esportes radicais ou jogos do campeonato de futebol americano na TV. O menu de cervejas é vasto, e eu particularmente gosto das ciders sazonais e da cerveja de Hilo, Mehana Humpback Blue.
Minha dica: uma boa opção. Pra quem curte e aprecia cerveja, um must-go.
Dica da Ashley: “melhor seleção de cerveja da ilha, e as batatas fritas com óleo de trufas são imperdíveis.”
  • MAUI BREWING COMPANY: cervejaria recém-inaugurada no coração de Waikiki, onde antes funcionava o bar do Jimmy Buffet. O lugar é amplo, bem iluminado, com muitas mesas e a seleção de cervejas locais é muito boa. O crowd é de 20-30 anos, e o menu de comidas é chavão Waikiki. A entrada tem uma escadaria cruel, que deve ser divertida depois de muitas cervejas para descer.

Minha dica: vá pela cerveja, sem esperar muito por mais nada.

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  • HARD ROCK CAFÉQuando ficava nos fundos de Waikiki, o Hard Rock Café tinha mais espaço e uns shows de bandas de garagem muito legais – e eu ia com mais frequência. Depois que mudou pro Beachwalk, ficou mais mauricinho. A memorabilia inclui pranchas de surfe de famosos. O cardápio de cervejas é pequeno e o menu é ok. A indefectível lojinha fica logo na entrada, claro. Turistas japoneses lotam o lugar.
Minha dica: Pra quem curte a marca, apenas.
  • IN BETWEEN: como o nome diz, fica entre prédios em Waikiki, na Lauula st, numa ruazinha minúscula. Uma portinha, poucas mesas. Mas animação garantida no karaokê. Um must do público gay. Músicas mais antigas.
Minha dica: diversão certa, se você curte hole in the wall semi-underground.
  • MOOSE’S PUB & CAFÉ: Fica na Lewers st. 310. É o pointatual mais badalado da moçadinha beeem jovem, 20 a 30 anos, maioria estudantes ou turistas estilo spring break.  Cerveja barata e sempre lotado, com paquera rolando solta. A fila na porta desanima, mas se você quer diversão, vale a pena esperar.

Minha dica: evite se você tem mais de 35 anos. E prepare-se para azaração sem limites.

  • KING’S PUB: um pub pequeno, escondido, nos fundos de Waikiki, no 444 Niu St. Beeeem barato, considerando que estamos em Waikiki. Com mesas de bilhar e dardos.
Minha dica: É ok. Sinceramente, prefiro os Irish pubs do downtown.
  • HOME  BAR: um American sports bar típico com TVs e cerveja barata, na Av. Kalakaua (com entrada dos fundos atrás do 24h-Fitness). O nome do bar diz tudo: você se sente em casa, mesmo se não curte esporte. O clima é bem animado todas as noites, incluindo segundas-feiras. Também tem dardos.
Dica da Ashley: “Apesar da lotação constante, a comida é excelente, principalmente os tator nachos. Chegue cedo, porque o lugar lota MESMO.”
  • HULA’S: mais famoso bar gay de Waikiki. Preço razoável, e o pessoal que frequenta é mais velho (acima dos 30). Fica no andar de cima do Teddy’s Burger, na Kapahulu Av. Tem um varandão aberto que parece bem interessante, e noites com DJs nas pickups.
Minha dica: o bar está sempre animado e tem o básico em termos de drinks. Há um palquinho para shows ao vivo. Na varanda, a vista da praia é excelente. O público é cativo de moradores locais, não só turistas.
  • FUSION: outro bar gay, fica na Kuhio Ave., 2260, no segundo andar. A música é dance, com lampejos de pop.
Dica da Rachel: “o lugar é difícil de achar, porque não tem indicação na frente. Mas não desista! O show de drag queens nos fins de semana é muito legal.”
  • THE STUDYé um lounge no lobby do hotel-boutique The Modern, logo no início de Waikiki (1775 Ala Moana Boulevard). O bar fica literalmente atrás das prateleiras de livro do lobby, que às 6 da tarde são viradas e mostram que, do outro lado, há diversas garrafas de bebidas – o que por si só já é um conceito interessante. Drinks requintados, feitos pelo renomado mixologist Tony Abou Garmin. Tem música ao vivo ou DJ – mas não é música havaiana. Não tem cover, e é um ótimo ponto para começar a noite baladeira. Clima descolado-chique.
Dica da Rachel: “melhores drinks da ilha no momento.”
  • ADDICTION: fica no andar de cima do The Study. É um bar caro, prepare o bolso. E, raridade em Honolulu, tem dress code: nem pense em tentar entrar de chinelo ou bermuda.
Dica da Rachel: “a atmosfera é excelente, nem parece que você está no Hawaii. É um bar com vibe mainland em Waikiki.”
  • KELLY O’NEILL’S: um Irish pub frequentado por militares. Cerveja Guinness. É um dos poucos bares do Hawaii que ainda permite fumar na parte interna.
Dica da Rachel: “Odeio esse bar. Só dá briga.”

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DOWNTOWN/CHINATOWN

O downtown/Chinatown de Honolulu é a área onde o pessoal que mora aqui vai curtir a noite – afinal, os preços de Waikiki não são convidativos. Fora que a bagunça no downtown costuma terminar beeeeem mais tarde, pra alegria dos corujas. Com uma cena underground e artística forte, o downtown oferece uma diversidade de bares enorme, que transforma a região em atrativo para todas as tribos  – tem bar pra tudo quanto é gosto.
  • BAR 35: na Hotel st., um bar moderninho e cheio de ambientes interessantes. Os bartenders são bons. Mais de 150 tipos de cerveja no menu – é tanta cerveja que eles oferecem um beer tasting crash course temático, durante a balada, com um especialista em cerveja. O tasting é pareado com a pizza deles, que é muito boa. Fiz o beer tasting uma vez, no Halloween, e todas as cervejas tinham nomes de assombração ou histórias de fantasmas ligadas a elas. Um barato! O Bar 35 tem uma ótima variedade de cervejas havaianas, e depois das 10 da noite, o bar costuma virar uma grande pista de dança eletrônica, com bons DJs.
Unanimidade: excelente bar/club.
Minha dica: é dos meus bares favoritos em Honolulu. Pra quem curte balada até altas horas, é a pedida.
Dica da Rachel: “ótima atmosfera e ambiance.”
  • 39 HOTEL: é bar e casa noturna, com um espaço aberto no fundo super-agradável para lounge. O endereço é o nome do bar, que oferece música ao vivo e DJ – e fica ao lado do Bar 35. A música eletrônica é preferencialmente house, e ao vivo tem de tudo que possa ser definido como som underground. Uma vez por mês, tem a hip hop night – veja no calendário do bar quando é a cada mês. Diversos ambientes.
Dica da China: “Curto bastante, e upstairs é melhor para lounge.”
  • NEXT DOOR: fica do outro lado do Bar 35 (“next door to 35”). De acordo com uma amiga minha insider, tanto 35, 39 e este bar são do mesmo dono, por isso os nomes sugestivos e a facilidade entre eles para bar hopping. Público bem novinho – paquera rola livre, leve e solta. Toca house music, e o comando é de guest DJs.
Dica da Ashley: “point de asiáticos da ilha.”
  • O’TOOLE’S: fica na Nu’uanu Ave, em frente a um bar de nome irlandês – Murphy’s. É o melhor Irish Pub da cidade. Por conta disso, em março a festa de Saint Patrick’s da região é um evento de dimensões fecha-quarteirão, com diversão e cerveja verde, o dia inteiro. De todos os Irish Pubs do Havaí (não são muitos…), o O’Toole’s é meu predileto, porque tem shows ao vivo de bandas cover de rock tradicional, estilo Led Zeppelin, Deep Purple, etc., e de música irlandesa. O som é alto, assim como a risadaria e a animação. O ambiente é muito descontraído, e a cerveja é Guiness, óbvio. Há outras cervejas, pra quem quiser, e nas paredes de tijolinho várias citações ao time do Red Sox de Boston.
Minha dica: Aumenta que isso aí é rock’n roll! Vista sua jaqueta de couro década de 70-80, ligue sua guitarra e vá.
  • MURPHY’S: não se considera um Irish Pub, e sim um bar e grill. Mas é irlandês, com cerveja Guinness, e é também o principal organizador da festa de St. Patrick’s na rua – que conta com a presença do vizinho O’Toole’s. Um ótimo ponto para comer, tanto almoço quanto jantar. E com animação e descontração tradicionais que se espera de um bom Irish pub.
Minha dica: divertido, mas para balada prefiro o O’Toole’s, por conta das bandas.
  • J.J. DOLLAN’S: de acordo com seu website, é um Irish pub com NY pizza – e a definição é perfeita: atmosfera irlandesa com a melhor pizza da ilha, de massa fina. Tem TVs para acompanhar eventos esportivos (quando fui lá da última vez passava futebol da Copa UEFA). Boa cerveja por um preço adequado e animação garantida. Altamente descontraído, ideal para happy hour. Fica na 1147 Bethel st.
Dica unanimidade: melhor pizza da ilha.
Dica da Ashley: “A pizza de scampi é sensacional.”
Dica da Rachel: “Lugar excelente para pizza com cerveja.”
  • THE DRAGON UPSTAIRS: fica na Nu’uanu Ave, e é notoriamente um bar de música ao vivo, com uma tendência maior pro acid jazz. Às segundas, aliás, o jazz é certo, e às sextas e sábados, a música ao vivo costuma ser mais agitada – mas ainda assim, com lampejos de jazz. O lugar é apertado, e para chegar nele, tem que subir uma escada por dentro de um bar meio deprê chamado Hank’s Café. Não se intimide.
Minha dica: fui num First Friday, e a banda tocava algo estilo Tower of Power. Estava lotadaço e muuuuuito agitado, curti à beça.
Dica da China: “super-legal. Vou quase toda segunda-feira.”
  • SMITH’S UNION BAR: diz a lenda que deus criou o mundo e depois criou o Smith’s Union em Honolulu. A brincadeira reflete o fato de que este bar pé-sujo (com limpeza no nível pé-sujo que todos conhecemos) existe há décadas no mesmo lugar, e o público é cativo, se conhecem, conversam entre si etc. Super-barato, tem karaoke e é diversão certa pra quem curte o estilo. Fica na Hotel St.
Dica da China: “dive-bar extremamente fun, sou regular lá, então suspeita pra falar.”
  • DOWNBEAT DINER & LOUNGE: é um restaurante/bar com eventos à noite na North Hotel St. Quase não o considerei casa noturna, mas a Rachel, que adora o lugar, me convenceu a listá-lo aqui como “bar” – porque ele fica aberto até às 4 da madruga, então é point certo da moçada after-night, que quer dar fim a larica antes de ir dormir.
Dica da Rachel: “fim de noite total, prepare-se para alguns bêbados falando alto. As apple ou banana fritters são deliciosas.”
  • RAKUEN: é um sushi bar com eventos especiais, localizado ao lado do JJ Dollan’s, na Bethel St.  Música eletrônica é o que agita às quartas-feiras, quando o bar lota. O público é entre 20-30 anos, e 100% moradores do Havaí. O forte são os drinks com sake e soju. Modernex.
Dica da Ashley: “vou de vez em quando, porque acho meio caro.”
  • MANIFEST: de dia café/art place, de noite night club. A música é eletrônica, house ou drum’n’bass. Não tem comida, só bebidas – muitas variedades de whiskey. Fica na 32 North Hotel.
Dica da Ashley: “Às terças, eles têm Trivia Night, e é super divertido!”
  • GORDON BIERSCH: microcervejaria no Aloha Tower, com área aberta pro píer. Tem shows de música ao vivo, mas em geral o volume é nível não-dá-pra-conversar. Já foi um bar melhor, de happy hour do pessoal que trabalha no downtown; hoje anda meio decadente. A localização é bacana, de frente para o píer dos passeios de pôr-do-sol.
Minha dica: nunca sente perto do palco se quiser conversar.

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“FORA DO CIRCUITO”

  • V LOUNGE/BAR SEVEN: tecnicamente são dois bares diferentes, mas a entrada é pela mesma porta, então na prática são um bar só. No V Lounge aos sábados a noite é gay, com show drag e afins. A pizza do V-Lounge também é reconhecidamente marcante. O Bar Seven faz sucesso por ser um dos que fecha mais tarde na região. Fica na 1344 Kona st., perto do Ala Moana Mall.
Dica da Ashley: “Ótimo para fim de noite.”

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  • AMUSE: bar com wine tasting que fica no segundo andar de uma loja chique de móveis, a Inspiration, na Kapiolani Boulevard – os móveis do lounge estão à venda. A entrada é por dentro da Inspiration, não se assuste. O bar é excelente para pau hana, e os petiscos são de muito boa qualidade. Caso você queira provar diversos vinhos e esteja com várias pessoas, precisa comprar o cartão e ir aos poucos “esvaziando-o” automaticamente. O público é variado, em geral pessoas que trabalham na região.
Minha dica: além do wine tasting, os drinks também valem muito a pena. Se estiver com muita gente, tente sentar na mesa maior que tem a torneirinha de choppe na própria mesa. É dos meus pontos prediletos de happy hour com os amigos – de preferência às 4as.
Dica da Ashley: “a comida é ótima, prove o queijo quente, meu favorito. E entre no embalo provando alguns dos diversos vinhos!”
Dica da Rachel: “Às quartas, o Amuse tem uma promoção especial para obter o cartão de vinhos. De $50.00 cai pra $30.00 – mas você toma o equivalente a $50.00 de vinho.”
  • PINT & JIGGER: microcervejaria para aficcionados em cerveja. Fica num ponto escondidinho da South King st., e o estacionamento é na rua de trás, a Young st. A cozinha fecha um pouco mais cedo, mas você ainda pode fazer o pedido de várias saideiras. O clima é de pub, e algumas mesas são estilo bancão de biergarten alemão, para serem compartilhadas com estranhos.
Minha dica: Não acho a comida aqui tão boa; pra falar a verdade, acho bem normalzinha. Vale mais pela cerveja, mesmo. Sei lá, o bar é bem famoso em Honolulu, mas não bateu pra mim.
  • M: casa noturna no Restaurant Row, no Ala Moana Boulevard (em frente ao prédio do Dept. Homeland Security). Música eletrônica e muita azaração. Exige dress code, nem pense em tentar entrar de chinelo. Média de preços um pouco mais alta que no resto das baladas de Honolulu. Oferece private rooms para festas especiais ou caso você queira aproveitar com um grupo de amigos.
Dica da Rachel: “o club tem o feeling de um club numa cidade do mainland, não tem nada de típico do Havaí aqui.”
  • NOCTURNA LOUNGE: fica ao lado do club M. O bar conta com guest DJs, e  os drinks são padrão casa noturna. Permite reservar salas privadas para grupos, além de um ambiente com diversos consoles de gaming (X-box, wii, etc.) e karaokê, para jogar com os amigos.
Dica da Ashley: “é caro.”
  • ANNA O’BRIEN’S: um Irish pub na 2440 Beretania st., bem perto da University Ave. O público é universitário, devido à proximidade com os campi da Universidade do Havaí e da Chaminade. Tem cerveja barata, mesas de sinuca e totó, e uma jukebox para quem quiser escolher a música. Extremamente informal. Curiosidade: foi cenário de algumas cenas de Lost. E antes se chamava Anna Bannana’s – eu ia mais quando era Bannana’s.
Minha dica: típico pé-sujo de universidade. O banheiro também é típico de bares assim.
  • TROPICS (EX-VARSITY E EX- MAGOO’S): outro pé-sujo perto da universidade – fica na própria University Ave. Já foi mais roots, hoje está mais arrumadinho. No jurássico se chamava Magoo’s, aí mudou de dono, mudou o nome –  mas os dinossauros ainda o chamam de Magoo’s. Depois virou Varsity’s e uma geração inicial de millenials chama ainda de Varsity’s. Hoje é Tropics. Cerveja barata, paquera e zoação. A pizza é boa.
Minha dica: Bom pra botecadas filosóficas.
  • REAL GASTROPUB: fica próximo ao Ward Centre, na Auahi st. Público variado, bastante conversa alta e uma atmosfera de pub tropical – se é que dá pra entender isso. Mais de 200 tipos de cerveja no menu, e petiscos que são maravilhosos. Músicos locais tocam algumas noites da semana.
Minha dica: Já foi o “meu” bar. Decaiu bastante de uns anos para cá. A salada de beterraba com queijo de cabra e a cerveja de frutas ou de hibisco valem a viagem.
  • HONOLULU BEER WORKS: é uma microcervejaria no bairro do Kaka’ako, e o clima é de beer garden alemão, com mesas enormes de madeira, barris, e alguns petiscos para beliscar. Ideal para pau hana. Frequentado por quem trabalha na região, executivos, estudantes da escola de Medicina e pessoas de 30 anos ou mais.

Minha dica: O serviço é de qualidade. A cerveja saison é sensacional, e pra petiscar, nada melhor que pedir nozes cobertas com cerveja caramelizada. Por ser o mais perto de onde trabalho, é onde você me encontra às 5as feiras no pau hana com amigos, tomando uma saison. Meu bar predileto da ilha.

  • LA MARIANA: um tiki bar de pau hana tradicionalíssimo, e com um pôr-do-sol lindo à beira do píer em Sand Island. Entretanto, a área onde o bar se encontra é perto do porto, em meio a guindastes e armazéns, num recanto escondido – o endereço é Keehi Lagoon  e boa sorte tentando encontrar… A música é havaiana, tocada muitas vezes por uma dupla de ukulele (os músicos são cegos). O highlight do bar é a decoração muito bizarra, cheia de bugigangas marinhas e de pesca misturada a enfeites de gosto altamente duvidoso – é tipo filme B, tão trash que é bom. Mas a atmosfera do lugar é ótima, apesar dos preços um pouco salgados.
Minha dica: Esse é “o” lugar para tomar um legítimo maitai, sem muita firula turista.
Dica da Ashley: “A música é charada, mas o ambiente é engraçado.”

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BALADAS ESPECIAIS

  • FIRST FRIDAY: Na primeira sexta-feira do mês, ocorre o chamado First Friday, uma noite em que as ruas principais são fechadas e as galerias de arte e bares abrem até mais tarde, e os bares permitem de maneira coordenada o bar hopping – digo coordenada porque na prática dá pra você bar hopp em qualquer dia da semana no downtown. O público é de todas as idades, porque tem de tudo acontecendo por ali, de exposições de arte a rodas de capoeira, passando por apresentações hare krishna (sim, eles ainda existem no Hawaii). Controvérsias sobre o evento vêm aparecendo cada vez mais na mídia, e pode ser que ele seja modificado em breve. Eu curto bastante o First Friday, então só posso lamentar se ele acabar.
Dica unânime: vá.
  • ART AFTER DARK: toda última sexta-feira do mês, o Honolulu Museum of Art, na South Beretania Ave., organiza o Art After Dark (no twitter, #artafterdark). O evento é de “exploração das artes”, cada mês com um tema específico, anunciado com antecedência. Enquanto as pessoas andam pelas galerias, oferecem-se drinks, comidinhas e música ao vivo no auditório. O limite é de 2000 pessoas, então vale a pena chegar cedo – o evento começa às 6pm. Importante: não há Art After Dark em novembro e dezembro por causa dos feriados de Thanksgiving e Natal/Ano Novo.
Dica da Rachel: “é super-divertido perambular pelas galerias, conversar com o pessoal nos jardins do museu.”
Dica da China: “o público é acima dos 30, e às vezes meio “avançado demais” na paquera.” (Ela usou a expressão “Thirsty Thirties” quando fez esse comentário.)
  • NIGHT MARKET: Na região que promete ser daqui a alguns anos a mais animada da ilha, o Kaka’ako, ocorre mensalmente das 6-11pm na Auahi St. a reunião de vários traillers de comida e barraquinhas, com música ao vivo, performances diversas e animação local. A variedade de comidas vai de tigelas de açaí a comida tailandesa, passando, claro, pela havaiana. O público é geral, de crianças a idosos, e não há nenhuma cerimônia. Chegue, puxe uma cadeira e sente no chão pra curtir.
Dica da China: “Eu curto as performances do Night Market, uma coisa mais street art.”

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  • NORTH SHORE: No inverno, quando o North Shore fica lotadaço de surfistas profissionais e seus campeonatos, a vida noturna daquele lado da ilha se agita mais – mas o que rola são muitas festinhas em casas particulares e rodinhas de violão/bate-papo na praia. Ou seja, precisa conhecer alguém. Há alguns pontos em Hale’iwa, como o Cholos (um bar-restaurante de comida mexicana) que fica beeeem animado. As margaritas deles são imperdíveis.
Mas nenhuma de nós quatro (Ashley, China, Rachel e eu) vai com frequência à noite praquelas bandas – o North Shore é um lugar pra ir de dia em geral. E, discutindo sobre vida noturna, concluímos por unanimidade que não é definitivamente um ponto de balada de Oahu. Se você souber de uma casa noturna por aquelas bandas, deixe sua dica para nós! Agradecemos e brindamos de coração. 🙂
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É isso. Agora, pessoal, é só chegar em Honolulu, escolher sua praia e cair na noite havaiana!
Tudo de baladas sempre. Cheers!

P.S.: – Nenhum dos bares ou locais de baladas resenhados pagou um centavo para aparecer aqui. Aliás, nem sabiam que iam ser resenhados. Digamos que, sem pretensões, essa pesquisa de campo foi extremamente divertida… 😀
– Mais uma vez, obrigada Danielle, pela inspiração! 
P.S.2: Se este post lhe ajudou no planejamento da sua viagem ao Havaí e você gostaria de contribuir para a manutenção deste site, use este link ou reserve seu hotel usando este link do booking (recebo uma microcomissão a partir dele). A blogueira agradece seu interesse e colaboração! 🙂
Postado em 01/08/2013 por em Havaí, Oahu, Viagens
  • Oscar | MauOscar Blog Viagem

    Nossa.. tô vendo que vão faltar dias para testar todas essas dicas 😀

    Bjs

  • Clarissa Donda

    Então… Eu ainda vou ao Havaí, vou testar todas essas suas dicas, mais as dicas diurnas, mais todas as praias, mais todos os passeios, mais todos os lugares onde a Sut-Mie tirou fotos, mais tudo isso junto e misturado…
    Pois é… acho que se eu for ao Havaí corro um grande risco de não querer voltar mais nunca… 😛

    • Hahahaha!! Clarissa, pois venha mesmo, que o Malla Inn está de portas abertas aos queridos e queridas! 🙂
      (Parodiando o que li outro dia no FB, lembre-se que “a vida é muito curta pra não morar no Havaí.” 😛 )

  • Luiza Mitteldorf

    Pra quem quiser um programa mais sossegado, o Jazz Minds Arts & Cafe (em Honolulu) é uma ótima opção! Um ambiente delicioso, luz mais baixa, super romântico…e o jazz rola solto! Os drinks são excelentes também…mas a entrada (pelo menos às sextas) custa $25 consumíveis, que têm que ser pagos em dinheiro.

    • Super-obrigada pela dica, Luiza!!! Vou testá-la dia desses! 🙂

  • Claudio Bogdan

    Olá Lucia Malla, estou a caminho de Honolulu e a programação será passar a virada do ano novo por lá, bem como mais 12 dias subsequentes. Tenho uma semana de curso de Inglês mais para conhecer a escola e o restante, ver umas prais e me arriscar no surf, umas trilhas e uns bares à noite. Gostaria de dicas sobre o reveillon, se é melhor em Waikiki e tal, bem como uma dica de hostel bem bacana para ficar e enturmar. Obrigado. Claudio Bogdan

    • Olá Claudio, Waikiki é onde fica a maior muvucada, onde rolam mais festas e galera na praia pra ver os fogos. Portanto é mais animado. Se vc quiser curtir um réveillon mais tranquilo, talvez pelo North Shore seja mais light… Dica de hostel: Seaside Hawaiian Hostel ou o Pacific Ohana ou o Waikiki Beachside. Eles são em Waikiki, estão relativamente perto da “bagunça” e oferecem passeios em grupo. Aloha!

  • Rafael Nascimento

    E ae Lucia, beleza? Irado seu blog. Vou para o Havaí em Jun/Jul 2014. Ficarei um mês para estudar, surfar, conhecer o máximo do lugar e, como ninguém é de ferro, curtir algumas baladas(menor prioridade). Ainda não decidi a ilha. Gosto de lugares mais tranquilos, mas preciso que tenha um bom curso de inglês. Pensei em ir aí para Oahu, mas parece ficar muito tumultuado no verão. Então pensei em Mauí, que parece ser um lugar mais tranquilo, com diversas trilhas para lugares alucinantes, e que também tem seu centro com escolas.
    Alguma dica(ilha, albergue/hostel, escolas, etc)?
    Obrigado!

    • Olá Rafael, Maui sem dúvida é mais tranquilo, talvez uma melhor opção se vc quer evitar tumulto. Embora, confesso, imagino que as escolas de inglês em Honolulu devam ser melhores… O verão não é tão tumultuado assim, também. Dezembro e janeiro são muito mais lotados, por conta do Natal/Ano Novo e da temporada de surfe. Espero ter ajudado. Aloha!

  • Gustavo Melo

    Olá Lucia.. Alguma balada em especial para semana de 17 a 24/03/2014?

    • Oi Gustavo, acessei minhas amigas baladeiras e… nada especial pra esse fim de semana. Sorry. 🙁

  • marge

    Olá, como funciona as baladas e bares no quesito de menoridade, lá pode entrar com 21 ou 18 anos? é muito dificil o acesso quando menor?

    • Olá marge, o acesso a bares e baladas é para maiores de 21 anos. Precisa mostrar identidade na porta. Em alguns locais, eles permitem a entrada de menores, mas eles são identificados por uma pulseira (ou algo assim) para que não possam consumir álcool.

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