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Já faz um tempo que André e eu cozinhávamos entre a gente a idéia de ter um jardim – na realidade, uma horta. O problema maior é que moramos em apartamento, e um jardim, com a quantidade de vegetais que queríamos para nossa “subsistência”, requer um espaço que a gente não tem.

Por outro lado, confesso que nunca tive muito jeito pra jardinagem. Minhas experiências na faculdade com plantas sempre foram mal-sucedidas: eu conseguia matar cactos de sede, pra vocês terem uma idéia. De modo que, com esse histórico nada promissor mas uma vontade enorme de comer uns vegetais frescos colhidos “do quintal”, me animei muito quando André levantou a possibilidade de montarmos um sistema mais “independente” de horta: a aquapônica.

Aquaponia, em resumo, é a combinação de hidroponia com aquacultura. A “ciência & tecnologia” por trás do sistema é baseada no ciclo de nitrogênio. Os peixes que você cria excretam compostos nitrogenados como amônia. A água onde o peixe está fica então “nitrogenada”, e esta água é a que “rega” o seu jardim (não é bem regar, vocês vão ver abaixo). O canteiro está cheio de bactérias que convertem amônia em nitritos, que repassam os nitritos para outras bactérias fixadoras de nitrogênio, que se encontram nas raízes das plantas cultivadas em simbiose. Estas últimas bactérias transformam nitritos em nitratos, fixando em última análise o nitrogênio do peixe, e facilitando para as plantas o absorverem e transformarem, no final das contas, em folhas, flores e frutos.

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Diagrama geral de um sistema aquapônico. Tirado daqui.

O sistema é praticamente fechado, autônomo e de crescimento ultra-rápido. Além disso, é orgânico e principalmente local (mais local que a sua própria casa, impossível), não depende de nenhum gasto de petróleo para chegar até a sua cozinha. E, dependendo do jeito que você o monta, pode ser bastante sustentável, até auto-sustentável. (No passo a passo abaixo explico melhor.) É uma solução prática e extremamente útil para o futuro, já que torna cada “aquaponista” até certo nível independente para sua própria alimentação. Além disso, o sistema é ideal para um ambiente urbano (mas não só ele), onde espaço é bem limitado. E, chantillizando ainda mais a aquaponia, você tem no final das contas controle total sobre o sistema, e esta é talvez a maior vantagem da aquaponia sobre qualquer outro princípio de produção em pequena escala de alimentos. (Imagine sistemas aquapônicos nos telhados dos prédios, uma área de concreto enorme inutilizada na maior parte das vezes… E já tem gente pensando em aquaponia em larga escala, já pensou que maravilha?)

Então eis que no fim de semana em abril em que eu estava em Washington, André e Kai, amigo nosso doutor em Zoologia e super-expert em aquaponia (ele faz diversos projetos assim pra instituições do governo aqui no Hawai’i), se juntaram, compraram os materiais necessários e iniciaram o projeto “Aquapônica dos Malla”.

Portanto, eu não vi o dia inaugural do projeto. Mas desde então, venho “trabalhando” nele diariamente – e cada dia mais apaixonada por tudo. Já fizemos diversos pratos usando ingredientes da nossa aquapônica, e tenho o maior orgulho de ver todas as hortaliças crescendo felizes. Jamais imaginei que um dia eu diria isso, mas jardinagem é o máximo! (Minha vó falava que era “coisa de velho”… acho que envelhecemos bem então. :D )

Deixo aqui um passo a passo fotográfico de como a nossa aquapônica começou – e no pé em que está agora. Quem sabe anima algum(a) amigo(a) a testá-la em sua casa também, né? Eu recomendo muito.

 

1º passo – os canteiros e os tanques

Nós escolhemos ter 4 canteiros, por questões de espaço. Para alimentar 4 canteiros, estamos usando 2 tanques de ~100 litros, conectados entre si em um ponto baixo do tanque – portanto a água dos 2 tanques se mistura bem. (Na foto abaixo, apenas um dos tanques aparece, no chão.)

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Temos cerca de 20 peixes, e são tilápias (Oreochromis aureus) que o Kai deu pra gente. Elas são malhadas e rosadas, bem bonitinhas. Para quem não sabe, o André, além de über-fotógrafo (opinião imparcial, como vocês bem sabem, hehehe), é doutor em Zoologia e especialista em fisiologia e endocrinologia de tilápias, portanto, melhor peixe não há pra gente usar no nosso sistema. :P

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O peixe é a chave do sistema de aquaponia, então você quer colocar no seu tanque um peixe que não exija muito em termos de fisiologia nem manutenção e que produza muitas fezes, para ter bastante nutriente disponível para as plantas.

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Os canteiros precisam então ser “furados” para colocar um sifão, como na foto acima. O sifão regula a água que sairá do canteiro por um cano de drenagem, fazendo com que a água do solo “vaze” de tempos em tempos, como numa maré. Esse movimento da água é importante para que as plantas estejam sempre recebendo água na quantidade correta, nem demais nem de menos.

 

2º passo – encanamento

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Percebam que os moços se divertiram fazendo isso… a cerveja gelada ao lado dos joelhos e T’s confirma o fato. :P

Uma vez preparados os canteiros e tanques, hora de conectá-los com canos. O cano do sifão é o de drenagem, mas precisa colocar também o de “entrada” da água nos canteiros, que vem direto do tanque dos peixes – no nosso caso, a entrada foi dividida em 2, com um cano pra cada lado em cada canteiro, conectado com torneiras, pra que você possa desligar o sistema quando quiser/precisar (pra fazer algum conserto, ou mudar a posição, etc.).

O único gasto de eletricidade do sistema entra aqui: você precisa de uma bomba (pequena) para jogar a água do tanque para os canteiros. Fizemos os cálculos e custará cerca de 6 dólares por mês na nossa conta de luz a manutenção dessa bomba. Mas o Kai, que é todo “verde”, disse que dá pra manter a bomba com energia solar (é o que ele faz na casa dele), o que tornaria o sistema energeticamente limpo. Prevejo que este será nosso próximo passo…

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Kai trabalhando nas conexões…

No final, o resultado da colocação dos canos ficou assim:

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A água da drenagem volta pro tanque dos peixes, filtrada pelas pedrinhas. Além disso, um pouco dessa água é desviada para formar um sistema de aeração dos tanques, e cai nos tanques fazendo uma pequena “cascatinha”, que oxigenará a água dos peixes.

 

3º passo – o solo

Na verdade, não se usa terra. Então, parte significativa dos problemas de uma lavoura com pestes e doenças já é eliminada aqui. O ideal é cobrir os canteiros com cascalho poroso – no nosso caso, pelo preço barato e disponibilidade, usamos pedra de lava preta, que é rica nos minerais que a planta precisa, super-porosa e leve.

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Independente do cascalho que você escolher, você precisa lavar estas pedras antes de cobrir os canteiros com elas. Essa é a parte mais chata do processo. Como o Kai faz isso pra viver e conhece todos os vendedores da ilha, quando a gente foi comprar as pedras ele imediatamente já pediu pra lavá-las na loja mesmo, facilitando nossa vida de moradores de apertamento – afinal, pedra, mesmo de lava que é mais “levinha”, ainda pesa muito e teríamos que levar tudo até o primeiro andar pra “mangueirar” de forma eficiente.

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Uma vez que você encha os canteiros com o cascalho, precisa ligar o sistema (ou seja, deixar a água circulando) e esperar cerca de uma semana para começar a “plantação”. Esse é o tempo para que as bactérias da flora intestinal dos peixes (expelidas com as fezes) comecem a popular o cascalho, de modo que quando as plantas forem ali colocadas, as bactérias do peixe já estão ali, prontas para iniciar os trabalhos a simbiose. :D

Além disso, as pedras servem como sistema filtrador da água drenada. Ela voltará pro tanque dos peixes limpa, tornando o ambiente sempre agradável para o ciclo de vida deles.

 

4º passo – as plantas

Uma semana depois, começamos a plantação. Eu tinha recebido umas sementes de manjericão numa dessas milhares de cartas de spam que chegam diariamente pra gente na nossa caixa de correio. Resolvi colocar em um dos canteiros. Aproveitamos e fomos numa loja de jardinagem e compramos umas mudinhas, tudo não custou mais de 10 dólares. Plantamos: alface (uns 20 pés), pepino, tomate, cebolinha (pegamos uma que tínhamos na geladeira que estava estragando, usamos na comida e plantamos os cotocos), coentro (também plantamos o que estava na geladeira), tomilho, beringela, hortelã, cebolinha-capim (chive, em inglês), manjericão, pimentão, brócolis, rúcula e endro (dill, em inglês).

Um dos canteiros ficou assim:

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(Repare a cebolinha só no cotoco, e os gazilhões de pés de alface.)

DUAS semanas depois, o mesmo canteiro já estava assim:

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O pepino ficou louco e cresceu alucinadamente! No momento, já está quase chegando ao chão. Detalhe: ontem comemos algumas destas alfaces e as cebolinhas também já foram utilizadas em refeições, junto com o coentro, a hortelã e o manjericão.

É claro que a escolha das plantas depende de um monte de variáveis. Se você mora numa área de clima frio, dê preferência a plantas que agüentam o frio, ou monte o sistema numa área aquecida. É preciso ter luz também, então o quintal é a melhor escolha. Plantas tuberosas (batata, inhame, cebola etc.) não funcionam muito bem por causa do movimento da “maré” aquapônica, embora tenha jeito para plantá-las, se você tiver mais espaço. Plantas que não gostam de muita água, por motivos óbvios, também não devem se dar muito bem em aquapônica.

As plantas não precisam de fertilizantes, pois a água do peixe já é rica o suficiente em nutrientes. Não precisa usar pesticidas – aliás, não se deve, porque eles podem matar o peixe. Lembre-se: tudo que você põe na planta, termina chegando no peixe de alguma forma, é uma brincadeira de ecossistema deliciosa.

A maior parte dos insetos problemáticos não se estabelece porque não tem “solo” de terra, é tudo pedra.

As sementes também não devem ser plantadas muito no fundo. Por causa da maré aquapônica, se a semente estiver muito no fundo, a raiz inicial ficará o tempo todo dentro d’água, fazendo com que ela apodreça. Plantas maiorzinhas devem ter a raiz encostando na água de maré cheia, de modo que quando o canteiro esvazia, estas raízes secam um pouco.

 

5º passo – o ciclo da água

Uma das vantagens que eu mais gosto no sistema aquapônico é que não preciso regar (ver história do cacto acima). O sistema se auto-rega. Ou seja, o único trabalho que a gente tem é alimentar o peixe – e a tilápia é super-resistente, você pode alimentá-la uma vez a cada 2 dias – mas ela pode resistir a até 2 semanas sem alimento sem se comprometer fisiologicamente. Nós damos ração de peixe, comprada na loja de rações. A ração é super-balanceada, e dá todos os nutrientes básicos para uma vida saudável pro peixe. E esta é a única razão pela qual chamo o sistema de “quase-fechado”, porque você ainda é responsável por um pouco de input, ao alimentar o peixe.

O maior gasto de água é no primeiro dia, quando você monta o sistema e precisa encher o tanque dos peixes. Ali vão, de uma tacada só, quase 40 galões de água. Mas, uma vez cheio, teoricamente você não precisa mais encher . A mesma água vai cheia de nutrientes pros canteiros e volta filtrada para os peixes. Há uma porcentagem de evaporação natural, e uma vez a cada mês a gente completa com água de novo – uma porcentagem muito pequena, devo dizer. Dá pra tornar esse “completar com água” em algo sustentável também, basta usar um coletor de água da chuva e ligá-lo com uma cisterna ao tanque do peixe. Assim nem com a evaporação natural você se preocupa mais (é isso que o Kai faz com alguns dos canteiros de aquapônica que ele tem na instituição onde trabalha, gerando assim sistemas quase 100% sustentáveis e super-hiper-eficientes energeticamente, by the way).

 

6º passo – problemas

Nosso maior problema tem sido os pássaros. Os pombos adoram bicar nossas alfaces, já descobriram o “fast-food” da varanda. Além disso, pusemos uma rede ao redor do tanque dos peixes para evitar que garças comam os peixes também – isso acontece com os peixes experimentais do André. Próximo passo será um espantalho. :P

A rede ao redor do tanque também serve a outro propósito (na verdade, o propósito inicial foi esse): diminuir o crescimento de algas na água e evitar uma “maré vermelha” na aquapônica – na foto inicial do post dá pra ver a rede cobrindo os tanques. Há um pouco de alga que cresce na água, inevitável. Mas você não quer que elas tomem conta, exauram o oxigênio da água e matem os peixes. Então um ambiente mais escurinho facilita isso. A tilápia não se importa, já que a cobertura da rede é vazada e deixa uma penumbra agradável e fresquinha pro tanque.

Há também um déficit de ferro inerente ao sistema. Para saná-lo, uma vez por mês, nos 3 primeiros meses, você adiciona sulfato ferroso em pó entre as pedras. Depois, pode fazer isso uma vez a cada 6 meses.

Há também um investimento inicial, em canteiros, canos, pedra, peixe, etc. Mas, é claro, cada um desses itens pode ser repensado de forma mais econômica ainda principalmente se quisermos levar o sistema a comunidades carentes, populações necessitadas, etc. Seja criativo(a). Reuse, recicle. ;)

O único input constante do sistema é a ração que se dá pros peixes, como dito acima. Esse é o ponto onde a pegada ecológica ainda é alta. Afinal, ração de peixe em geral contém 20% de pescado, que portanto depende de pesca e petróleo para transporte. A ração, porém, possui ômega-3 e proteínas que facilitam o crescimento da tilápia, o que é vantajoso para a saúde do peixe e pro sistema. Você pode, como alternativa ecoconsciente, usar alface para alimentar o peixe – mas aí o metabolismo do peixe diminui bastante e as plantas vão crescer mais devagar. Ou seja, este é um ponto em que a aquaponia precisa ser (re)pensada um pouco mais para poder então ser considerada 100% verde. Mas acho que, mesmo não sendo 100%, os 90% que ela já é de verdice valem à pena numa primeira instância, vocês não acham?

 

7º passo – benefício colateral não-esperado

O barulhinho da água circulando na aquapônica melhorou em uns 1000% nossa qualidade de sono. Insônia, never more. Parece que saímos da cidade e estamos agora ao lado de uma cachoeira eterna – mesmo estando obviamente ainda dentro da cidade, com buzinas, sirenes e afins ao nosso redor. A água abafa um pouco toda essa poluição sonora. O barulho da água correndo me deixa mais focada, me sinto mais relaxada… enfim, é mentalmente saudável.

Espero que vocês se animem a montar uma aquapônica em casa. Eu estou amando!!!! :)))

Tudo de sustentabilidade sempre.

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- O Kai é muito criativo mesmo. Um exemplo para André e eu, que ainda temos que comer muito feijão para podermos dizer que somos “ecologicamente corretos” assim… Ele nos contou que montou dia desses uma aquapônica e hidropônica móvel, para um projeto do governo dedicado aos sem-teto (os “homeless”) do Havaí. Assim os sem-teto, que não têm um quintal definido, têm também condição de usufruir de comida saudável se tiverem interesse. Além disso, ele vem montando sistemas de aquapônica em diversas comunidades e escolas aqui do Havaí. E vai, de canteiro em canteiro, fazendo a parte dele por um mundo melhor, mais ecoconsciente. Bacana, não?

- Tenho certeza que a Denise, que já tem uma horta na varanda do apartamento, vai curtir essa idéia… :D

  • http://drang.com.br denise rangel

    Uau! Que surpresa boa! Estou encantada com a ideia! Adorei, Lucia! Gostaria muito de ter um destes aqui. Minha hortinha morreu, com a última mudança de apartamento, sniff. Estou tentando replantar as mudas, mas elas não vingam. Vou ter de refazer tudo.
    Lucia, quero acompanhar esta experiência maravilhosa, se for possível. Parabéns a vocês pela iniciativa. Estou orgulhosa de meus amigos verdíssimos!Obrigada pela surpresa!!!
    Vou já compartilhar esta beleza!
    beijo, menina

  • http://roede.blogspot.com

    Nossa, que sistema bacana! Nunca tinha visto nada parecido. Ah se eu tivesse uma varanda… Va’ nos mantendo atualizados da sua hortinha.

  • http://www.cartadaitalia.blogspot.com Allan

    Lucia,
    Ver o projeto funcionando (você falou dele no ano passado em Milão, lemba?) me empolgou. Eu teria problemas com o frio intenso no meu balcão durante o looongo inverno, com a impossibilidade de aquecer a área. Quem sabe eu mudo para um lugar mais quente?
    Dúvidas: de que material são os tanques e os canteiros? Com um material poroso como o que você usou, não há o risco de contaminação para quem vive em grandes centros urbanos? Como calcular a quantidade de peixes? Sobrou alface?
    Beijocas
    :)
    PS – repassei o e-mail para todos os da minha lista. Amanhã vai ter uma nota no Carta da Itália direcionando os leitores pra cá.

  • http://luciamalla.com Lucia Malla

    Denise, q triste saber q sua hortinha acabou! :(
    Por que não recomeça com uma pequena aquapônica? ;)
    Dé, pode deixar q eu vou atualizando de vez em quando! :)
    Allan, os tanques e canteiros a gente fez de plástico, mas dá pra fazer de outros materiais também, contanto que eles retenham a água, não seja poroso, pra não vazar. O material poroso do sistema é o “solo” apenas, e ele não fica em contato com o chão (pelo menos não aqui em casa).
    A quantidade de peixes depende da espécie escolhida e do tamanho do tanque. O André conhece bem de tilápia, então ele que decidiu q ~20 eram um número adequado.
    E sobrou alface! Já cresceram mais, e já vai dar outra salada! :D
    (Obrigada pela divulgação, querido! Já passei lá e deixei meu agradecimento in loco.)
    Beijão!

  • Marta de Medeiros Neder

    Achei genial. Moro no Brasil, num lugar beeeeem quente (Cuiabá-MT) minha varanda é pequena e pega o sol da tarde. Nunca tive aquario, mas adoro verduras e legumes. Qual seria o tamanho minimo viável. Vi vc falar em hortinha, teria curiosidade de tentar.
    Parabéns,
    Marta Neder

  • http://luciamalla.com Lucia Malla

    Marta, aqui em casa também é o sol da tarde q bate. Acho que o tamanho mínimo deve ser um tanque pequeno (poucos peixes) e um canteiro talvez…? Não sei, mas chuto q esse seria um bom começo.
    Beijos e obrigada pela visita ao blog! :)

  • Juliano

    Olá Achei muto legal essa iniciativa!!!! estou pesquisando a uns dias (2) como fazer uma horta hidropônica, mas comecei a achar coisas sobre aquaponia e achei muito “show de bola”, agora vendo o que vocês fizeram, acho que vou tentar montar um sistema aquaponico em casa… mas estou com uma dúvida… a água do sistema sofre algum tipo de filtragem para reduzir a amônia na água que volta para os peixes?

  • http://luciamalla.com Lucia Malla

    Olá Juliano! Ótimo que vc está animado com a aquaponia, é realmente um sistema muito bacana, temos tido muito sucesso com nosso jardim – a 1a safra de alfaces já foi toda colhida e já estamos na 2a leva em menos de 2 meses!
    Então, não há filtragem p/ redução de amônia. As pedrinhas de cascalho que formam o solo servem de filtro, por isso a necessidade de usar uma pedra mais porosa, que permita tal ação. E as plantas fixam esse nitrogênio, portanto, a água já sai do canteiro um pouco mais limpa. Os peixes não tem demonstrado nenhum tipo de problema ou stress com o sistema, portanto imagino que não haja muita amônia que volte.

  • Juliano

    Hum.. realmente a cada minuto me animo mais!!!! hehehe que bom saber que a amônia não afeta os peixes!!! como experimento inicial acredito que eu deva fazer uma versão um pouco reduzida… vocês ja experimentaram com tomates-cereja (aqueles em miniatura)?

  • http://luciamalla.com Lucia Malla

    Não o cereja. Temos tomate Roma, que é maior. Mas ele não está dando tomates ainda… em geral, estamos tendo mais sorte com verduras em geral, e o hortelã, que não para de crescer alucinadamente. :)

  • Luiz Paulo

    Bom dia Lucia! Fiquei muito interessado com esse sistema e vou tentar faze-lo em casa, e quem sabe, realizar algum estudo. Você pode me ajudar com algumas informações? tipo… tem relação peixes/plantas? a vazao da bomba que foi usada influencia no crecimento peixe/planta? se puder mandar alguma material eu te agradeço.
    Att,
    Luiz Paulo

  • http://panoramadajanela.wordpress.com/ Lilian

    Amei! Super obrigada pela dica. Em casa, temos um pequeno jardim e viajar é sempre um ‘pickle’. Da última vez, a catsitter esqueceu de molhar as plantas como combinado e quando chegamos, muitas estavam secas. Uma tristeza.
    Estamos pensando em levar o bichinhos conosco em viagens mais longas e, com esse sistema, ficaríamos mais tranquilos, tendo mais abertura para, inclusive, pedir a amigos que venham uma vez ou outra dar comida aos peixes. Ótimo!
    Obrigada.

  • Dé Ferreira

    Ola! Sou de Porto Alegre – RS e pretendo fazer algo parecido com o seu sistema. Tenho perlita expandida, mas gostei muito da pedra de lava!
    Onde eu consigo pedra de lava preta? Encontrei fornecedores da china, mas vende as toneladas no formato que pedires! rsrsrs.
    Namastê!

  • http://luciamalla.com Lucia Malla

    Dé, não sei onde vc conseguiria no Brasil. Aqui no Havaí, consegui na loja de jardinagem mesmo, já que essa pedra é bem comum aqui. Imagino q no BR possa ser substituída por algum tipo de cascalho aerado…
    Boa sorte!

  • cristian

    Oi Lucia, adorei muito este projeto e estou pretendendo fazer um em minha casa, mas eu queira mesmo era saber como faço aquele sifão? minha unica duvida. se puder me ajudar está ai meu e-mail cristianfarias_ef@hotmail.com
    Agradeço desde já! =)

  • fernandes

    Boa noite, adorei o projeto mas fiquei com umas dúvidas, as plantas estão sempre mergulhadas,a água está sempre a circular, ou se tem que se vazar de quanto em quanto tempo obrigado desde já pela atenção

  • http://luciamalla.com Lucia Malla

    Cristian, o sifão a gente fez com canos e os cortou em casa mesmo.
    fernandes, as plantas ficam no cascalho. A água sobe e desce. Está sempre circulando, mas uma hora vaza tudo, o canteiro fica “vazio” (poucos minutos, pq como a água é constante, vai esvaziando e enchendo ao emsmo tempo) e o ciclo recomeça. O esvaziar é mais rápido, por isso dá um tempinho pro canteiro “secar” (não totalmente, nunca).

  • José Gomes

    Olá.
    Tenho uma pequena horta hidroponica e estou convertendo para aquaponia e irei reaproveitar o material reutilizando os tubos de pvc e a argila expandida.
    O meu objetivo é de eliminar os nutrientes quimicos utilizados. Espero que de certo.

  • http://luciamalla.com Lucia Malla

    Boa sorte, José Gomes! Depois conta aqui, se puder, se deu certo. :)

  • Jean Jedson Adriano

    muito boa a postagem. tem como passar as dimensões dos tanques e dos canteiros, além da vazão da bomba? obrigado

  • http://luciamalla.com Lucia Malla

    Jean, o tanque q a gente tem cabe uns 120 litros de água. Os canteiros têm mais ou menos 1m x 50cm. E não sei a vazão da bomba. :/

  • Jean Jedson Adriano

    obrigado :)

  • Jean Jedson Adriano

    ops… esqueci de perguntar… os canteiros tem 100cm x 50cm… mas qual a altura deles? e se não for pedir muito, quais as dimensões do tanque dos peixes? e vc tem idéia do tempo entre a finalização de um sifão e o início do outro? obrigado…

  • http://luciamalla.com Lucia Malla

    Os canteiros têm uns 10 a 15 cm de altura. Não é muito. Cada sifão opera individualmente, não são sincronizados um com os outros. O ciclo deles para canteiros do nosso tamanho é a cada 20-30 min, dependendo da quantidade de plantas que o canteiro está no momento.

  • Jean Jedson Adriano

    obrigado novamente, Lucia… vou montar um sistema para testes em casa… as tilápias já tenho: possuo um tanque para abate com umas 120 tilápias que agora virarão agricultoras rsrsrs

  • http://luciamalla.com Lucia Malla

    Nossa! 120 tilápias vc vai fazer a festa! Nós começamos com 25 tilápias e nossa aquapônica não para de dar verduras e legumes, imagina com 120… boa sorte! :)

  • Jean Jedson Adriano

    as 120 estão em uma caixa de 1.000lts e com um filtro de 250lts com cacos de tijolo :) estão crescendo muito… como vai ser um piloto, vou separar umas 5 e usar um aquário de uns 100lts com duas bandejas de uns 30 a 40 litros…

  • Claudemiro dos Santos

    Olá, tenho 6 tilápias e 6 carpas num tanque de 1000 litros, mas a água estava sujando muito rápido e com medo de adoecer os peixes, comecei a pesquisar sobre filtros biológicos e então tomei conhecimento da aquaponia e encontrei vocês. Gostei muito, muito, do sistema que vocês montaram. Me animei tanto que fiquei até tarde da noite lendo, relendo e tentando entender a montagem e o funcionamento. Mas, mesmo assim, me resta algumas dúvidas. Serei muito grato se puderem me ajudar. A primeira é sobre o sifão. Li todos os comentários, mas, continuo com dúvida sobre como fazer este sifão. Não entendi também como ele funciona em certos intervalos de tempo. A segunda é sobre o uso das pedras. Aqui no Brasil estou encontrando argila expandida, será que serve? A terceira é com relação à altura do sifão em relação à altura das pedrinhas de modo que as raízes das plantas não fiquem em contato direto com a água. Se os seus canteiros possuem uns 10 a 15 cm de altura, qual a altura do sifão e das pedrinhas? Muito obrigado! Se achar melhor me enviar os detalhes por email, é este aqui: clau_d_s@hotmail.com. Todavia, por aqui, todos compartilham. Muito grato e Deus vos abençoes. Amei encontrar seu blog. Gostei muito da forma como tudo foi descrito. Parabéns!

  • João Costa

    Olá, adorei a ideia, apesar de ter algumas dúvidas na montagem.
    Acabei de montar um sistema de hidroponia, mas brevemente tenho que mudar para a aquaponia, assim evita-se os quimicos e ainda se come peixe.rss

  • http://luciamalla.com Lucia Malla

    Olá Claudemiro, o sifão é ativado pela pressão de quando o canteiro se enche de água. Aí ele drena todo de uma vez só. Sobre a pedra: tem que ser alguma que não solte muito “pó”, para não entupir o sistema, principalmente o cano que esguicha água e oxigena a mesma. O fim do sifão é um pouco acima da altura das pedrinhas, mas a abertura que força a pressão é um pouco abaixo da linha das pedrinhas (uns 3 cm). A raiz pode ficar em contato com a água, porque a mesma será toda drenada de tempos em tempos.
    Olá João, obrigada pelo contato.

  • Claudemiro dos Santos

    Olá Lucia, obrigado pela atenção. Vou implementar este sifão. Um fraterno abraço.

  • Joel

    por favor, Gostaria de receber informações detahadas do sfão de drenagem da agua do canteiro, como funciona o sistema de maré, é necessário alguma regulagem no sifão para encher ou esvaziar?
    fico agradecido pela atenção, se todos fizessem algo assim, não haveria fome no mundo. Muita Paz e bençãos a todos.

  • http://luciamalla.com Lucia Malla

    Joel, expliquei sobre o sifão pro Claudemiro, aí em cima. O sistema de maré está explicado no texto, mas é basicamente a água enchendo o canteiro, até que o peso dela “força” o sifão a liberar a água de uma vez só. A única regulagem do sifão é que ele precisa ser “ativado” por gravidade quando o canteiro enche de água. Aloha!

  • Lohange

    muito bom o seu projeto, para ajudar no combate as algas vc pode usar um filtro uv (um cano com uma lampada fluorescente dentro onde a agua entra numa ponta e sai na outra), espero que ajude tchau, qualquer duvida me mande um e-mail, lohange@yahoo.com.br

  • laercio

    Oi Lúcia, gostei muito do trabalho(aquaponia) e tenho duas grandes duvidas:como montar o sifão e qual a bomba indicada. Se puder me ajudar agradeço.
    Parabéns e muito obrigado.
    Laercio.

  • http://luciamalla.com Lucia Malla

    Oi Laercio, eu expliquei aí acima pro Claudemiro como o sifão funciona. A bomba pode ser uma bomba simples, pequena, um pouco maior que as que se põe em aquários em casa. É apenas para circular a água.

  • Concha

    Obaaaaaaaa!!!!!!!!!! É com grande prazer que procurando alguma experiência sobre aquapônica no Brasil achei esta página. E o meu prazer é, quando menos, duplo . No primeiro lugar, pelo fato de achar a página. No segundo lugar, pelo fato de saber que o trabalho desenvolvido pelos diferentes parceiros do projeto Sustainaqua esta sendo bem disseminado pelo mundo adiante, incluido o hemisferio sul. Escreve estas linhas a pessoa que foi responsavel pela transferência de tecnología na Espanha e também pela traduçao do manual (esses desenhos bacanas) na linguagem das terras de Castela. As noites de insômnia nao foram em vao ( me desculpem. Escrevo desde a Espanha. O meu teclado nao está configurado para o portugués, linguagem que amo mesmo que esteja esquecendo…. ja sao quase 13 años fora do Brasil!!!)

    Para vocês, um par de dicas úteis:

    a) A página do projeto nao está mais ativa. Foi finalizado em 2008 . Entao o link do “desenho” esta certamente quebrado. Se alguém estiver interessado en descarregar o manual completo em español pode accesar neste novo endereço pois foi ligado ao projeto ISAC da organizaçao dos productores piscicultores (http://www.is-ac.es/attachments/216_Sustain%20aqua.pdf )

    b) Alem sisso, se alguem estiver interessado em conhecer a realidade do projeto na Suissa ( tem fotos bem bacanas e bastante informaçao de utilidade) pode visitar a página dos meus colegas ( http://www.tropenhaus.ch/ ). No inicio tem duas derivaçoes. O projeto “Frutigen” está focalizado na produçao de esturjao a partir do aproveitamento da agua quente produzida num geisser. O projeto “Wolhusen” é focalizado na produçao de tilapias aproveitando a energia liberada de uma estaçao de compressao de gas. Problema é que a maioria de informaçoes está em alemao, porém……

    Dois anos atras foi visitar aos colegas. Aquilo é de outro mundo, o sonho de qualquer piscicultor que goste de sustentabilidade e “high tech” econômica e factível. Äquapônica é possibel, gente!

  • Prof. Luciano Kamon

    Gostei da postagem muito completa e clara. Quando a parte da alimentação que você falou, estou tentando criar um sistema paralelo sustentável utilizando minhocas para alimentar os peixes. Porém ainda tenho poucas e estou alimentando uma vez por semana os peixes com minhocas e demais dias com ração. Se aumentar a população de minhocas poderei utilizar esta alimentação por mais dias. Vi em um site português que algumas pessoas utilizam carne fresca para alimentar os peixes, então sobra de carne crua também vou testar ( coração triturado e figado são os mais indicados) com um detalhe acabam adicionado ferro na água presente no sangue, porém os peixes tem que apresentar um tamanho considerável para não sobrar nenhum resíduo na água e também estudar a relação custo/benefício. Abraços!!

  • marcelo

    parabens pelo projeto, tbm estou montando um sistema aqui em casa, pena não termos muitas informações disponiveis a respeito, o que aprendi ate hoje foi atraves dos amigos que como vc compartilham o pouco que saber com a gente, como moro em casa e tenho um quintalzinho, fiz um tanque de concreto de 12mil litros, e canteiros em volta de concreto tbm , ainda não coloquei o sistema para funcionar pois o cimento precisa de um certo tempo para não aumentar o ph da agua, uma duvida que surgiu foi a respeito de adicionar ferro pra as plantas, vc sabe algo a respeito, um abraço marcelo.

  • Heitor

    Oi Lucia,
    Como anda a aquaponia? So por cusiosidade, o Kai que montou o seu sistema eh o Dr. Bradley “Kai” Fox?
    Abracos,
    Heitor

    • http://luciamalla.com/ Lucia Malla

      Oi Heitor! A aquaponia anda super-bem, estamos tendo um boom de cebolinha no momento. O Kai é o Kai Fox, sim! Vc o conhece? Ele é fenomenal, uma pessoa maravilhosa! :)

  • kikobarao2@live.com

    KiKo
    Olha achei este artigo e consegui montar os sifão, agora vou fazer as camas com argila expandida e usar tb tilapias, espero conseguir resultado(pode ser copm argila expandida né)…Cotia -SP(kikobarao2@live.com)….Obrigado…

    • http://luciamalla.com/ Lucia Malla

      Se a argila der o mesmo efeito de “maré” do cascalho, tudo certo! :)

  • William Araujo

    Ola Lucia, estou construindo um sistema de aquaponia, mas estou muito confuso em relação ao ferro… qual a quantidade de sulfato ferroso por litro de agua? não faz mal aos peixes? pesquisei muito e não achei nada claro… poderia me ajudar? grato pela atenção!

    • http://luciamalla.com/ Lucia Malla

      Então, William, eu tenho 2 tanques de tamanho pequeno em casa, e coloco uns 10 gramas de ferro dissolvidos na água a cada 6 meses. Pego o ferro, misturo numa vasilha com água. Jogo essa água com ferro ao redor das plantas, porque eventualmente chegará nos peixes. Os peixes não recebem diretamente o ferro, porque é ruim pra eles, sim. Mas eles precisam de ferro, então só indiretamente funciona bem. As plantas deram uma boa melhorada depois que eu fiz isso recentemente, parece que o sistema meio que “pede” o ferro. :)

  • Leonardo Menezes

    Pessoal, como vocês corrigem o ferro? que marca? que quantidade? onde encontro? Estou com esse problema agora e precisando de ajuda.

    • http://luciamalla.com/ Lucia Malla

      Leonardo, eu compro o ferro numa loja de material de pesca e jardinagem. E ponho beeeeeem pouquinho… coisa de poucas gramas, dissolve num litro de água, e joga no tanque.

  • Edmilson_Junior

    Conheci o conceito ontem. Copiarei parcialmente, obrigado :D