A também tricolor do coração Luna tem um amigo vindo passear no Havaí nesta semana – mais especificamente, na Big Island. Aí ela me escreveu outro dia perguntando se eu tinha alguma dica que poderia dar para ela repassar pro amigo. Então comecei a esboçar um email respondendo, mas o email foi ficando gigante e eu decidi que era mais interessante fazer um post, mandar o link e compartilhar com todo mundo as minhas dicas. Assim, se no futuro alguém quiser informações similares, já está aí no arquivo. 🙂

(E Luninha, desculpa a demora em publicá-lo…)

Antes de qualquer palavra, o disclaimer básico: toda a galera que me conhece sabe que meu negócio é “mar e vulcão”. Então minhas dicas vão tender pra esse lado da balança, claro. Espero que não seja problema. 😀

Bom, vamos às dicas. O amigo da Luna quer dicas para passar 4 dias na Big Island, vai chegar numa 5a em Kona e voltar na 2a de manhã de Hilo. De cara, já digo: 4 dias na Big Island é a estadia ideal, em minha opinião, porque dá pra ver o mais importante e ainda curtir um pouco algo “diferente”. Minha sugestão é:

1º dia na Big Island

Chegada em Kona. A cidade em si é pequenininha, tem um palácio real havaiano simples, e lojas para turista – mas, se você for cafeinômano como eu, não saia de Kona sem tomar um café local, considerado um dos melhores grãos do planeta. Como você chega às 11 da manhã, o melhor a fazer é curtir uma praia e/ou fazer um snorkel. Há 3 opções interessantes: a Keauhou Bay (é a praia do Sheraton), um passeio pelo Parque Histórico de Kaloko Honokohau ou (o mais bacana de todos) pelo Parque Pu’uhonua O Honaunau, um sítio arqueológico havaiano à beira-mar. Da última vez que fui no Honaunau várias tartarugas descansavam no shore entre as cabanas ancestrais havaianas. Inesquecível.

Keauhou Bay

Você pode aproveitar o resto do dia na Big Island para fazer um passeio de avistagem de baleias jubarte (estamos na época do ano para isso, entre dezembro e março). Em geral os barcos saem do píer de Honokohau, ao norte de Kona. Ou se aventurar (mesmo!) e subir o Mauna Kea, que nesta época do ano está coberto de neve. Em menos de 3 horas num carro 4×4 você chega no topo, incluindo aí a parada de meia hora no escritório de informações turísticas para aclimatação à altitude. Lá em cima, há uma série de super-telescópios e uma vista linda (se o dia estiver claro). Em minha opinião, não precisa ficar pro pôr-do-sol; acho mais legal descer direto pra praia em frente (de 2 resorts) e curtir um banho de mar depois da neve. Com chance de ter a companhia de tartarugas. 🙂

Visita ao Mauna Kea: em um momento você está acima das nuvens em frio quase polar…

…duas horas depois está curtindo uma praia tropical.

Se ainda tiver fôlego à noite, pode tentar fazer o mergulho/snorkel com as jamantas.

2º dia na Big Island

De manhã cedinho, a melhor pedida é ir para Captain Cook, para snorkelar na baía de Kealakekua com os golfinhos rotadores. Se eles não estiverem por lá descansando, faça o snorkel mesmo assim, porque o recife de coral lá é dos mais bonitos não só da Big Island, mas do Havaí inteiro. De caiaque dá pra visitar o monumento ao Captain Cook, do outro lado da baía. De lá, dê uma esticada rápida até a baía de Honaunau, para ver os corais lindos da região (e um monte de tartarugas). Se você quiser se hospedar em Captain Cook, há algumas pousadinhas e o indefectível hotel Manago, super-hiper-ultra simplérrimo, mas a preço de Havaí.

À tarde, você pode descansar numa praia (sugiro pros lados de Puako ou em Keauhou, se não foi no dia anterior). Mas reserve a tardinha para ir a um luau havaiano (e eis meu guia completo para escolher um luau). É um evento beeeem turista, mas que eu acho bacanérrimo para ter uma visão geral da cultura local e de alguams outras ilhas polinésias.

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3º dia na Big Island

Dia de ir pra Hilo. Passe o dia no trajeto pelo lado sul. Se estiver num carro 4×4, você pode arriscar ir até a Green Sand Beach, uma praia de areia verde pra lá de exótica. (Você não vai encontrar essa praia marcada no mapa das locadoras de carro, porque o trajeto é lamacento. Prepare-se pra perguntar em bibocas locais.) Se não, pode parar apenas na Black Sand Beach (ou Punalu’u), que fica logo depois. Dá tempo de ver as duas pela manhã.

À tarde, há duas opções: curtir Volcano, cidadezinha cheia de galerias e cafés à beira do Kilauea ou ir visitar o parque dos vulcões. O mais importante neste último caso é que você ANTES de planejar qualquer caminhada pelo parque verifique onde a lava está escorrendo naquele dia. O Kilauea tem ultimamente se comportado muito instável. Semana retrasada, por exemplo, o casal de amigos que nos visitou não conseguiu ver lava alguma, porque o vulcão estava em “deflação” (expliquei isso aqui).

De posse da informação sobre a lava, você poderá: 1) fazer a trilha à pé pela beira da praia e sentir de perto o que é um campo de lava (leve água e vá de tênis, o chão é afiado, pode machucar o pé); 2) dar a volta na Chain of Craters Road (ver o lava tube, os diversos vents com fumaça, etc.); 3) ir ao observatório principal do Kilauea e ficar lá até anoitecer, para ver a iluminação amarela natural da lava saindo da cratera. Ou ainda, fazer a caminhada pela praia em Kalapana, aberta somente a partir das 5 da tarde, para ver a lava escorrendo no mar.

Há ainda a possibilidade de fazer um tour de barco para ver a lava do mar. Eu nunca fiz esse tour, mas ando curiosíssima sobre ele. Com certeza testarei-o na próxima ida a Big Island. O Jorge Garcia (Hurley do “Lost”) fez outro dia e postou os vídeos no blog dele. Parece muuuuito legal. [ATUALIZAÇÃO em 2013: fiz o passeio de barco e contei aqui no blog.]

4º dia na Big Island

Minha sugestão é passear por Hilo e arredores. Uma visita rápida ao Museu do Tsunami é legal, mas dispensável se seu problema for tempo. Se quiser, pode fazer o passeio de helicóptero pela manhã, para ver o Kilauea do ar, acho mais legal que o museu. Mas se não estiver a fim deste tour nem de museu, há opções: Hilo tem 2 cachoeiras muito bonitas próximas, a Rainbow Falls (dentro da cidade) e a ‘Akaka Falls (mais pro norte). No caminho para a Akaka Falls, dê uma passada no Jardim Botânico, que é muito ajeitado.

‘Akaka Falls.

Sendo seu último dia inteiro na ilha, eu tentaria ir até o Waipio Valley, bem ao norte. O vale é lindo, cenário espetacular. Carros não conseguem descer na praia, só de cavalo. Acho que vale a pena investir numa cavalgada aqui.

À noite, Hilo não é uma cidade movimentada. Caso não esteja cansado de tanta estrada, vá de novo pro Kilauea – faça um passeio vulcânico que não fez ainda. Porque o mais legal da Big Island é exatamente a “festa” da lava. Curta ao máximo.

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Espero ter ajudado com minhas dicas.

Tudo de aloha sempre.

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