Uma vez apenas tentei entrar no mar em Massachusets, EUA. Era fim de julho, auge do verão, e fazia calor – coisa rara por aquelas bandas. Muitas pessoas na água – moradores, acostumados com aquela temperatura.

De biquini, acreditando piamente que conseguiria tomar banho naquele mar de latitude temperada, fui correndo em direção à água do Cape Cod. Não aguentei 10 segundos: senti meus pés congelando como num passe de mágica, uma onda iceberguiana passando pelas minhas veias. Saí rapidamente e tive a certeza que nunca mais tentaria entrar num mar acima dos trópicos se não estivesse com roupa apropriada – um dry suit, entenda-se bem. (Um exagero da minha parte, convenhamos: terminei mergulhando uma vez na Coréia, e estava geladésimo, mas não precisei de dry suit.)

Mas é por essas e outras, para mim, que isso aqui é que é esporte radical. Uns bravos seres humanos esses moços. Surfar no Maine (!) não é para qualquer maluco mesmo.

(Via @guykawasaki)

Tudo de brrrr sempre.

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E uma boa notícia pros tubarões do mundo: o consumo de sopa de barbatana está caindo na China entre os jovens. Pelos motivos errados no geral (a crise econômica), mas ainda assim, dado todo o contexto de dizimação do grupo, é uma boa notícia.

Postado em 30/03/2009 por em Esportes, EUA, Surfe