A frase-título deste post não é minha e também não foi dita por um ecochato qualquer. Foi dita por Sir Nicholas Stern, economista consultor do HSBC e autor do imprescindível Relatório Stern, publicado em 2006. O relatório Stern mapeou os impactos econômicos das mudanças climáticas pelo mundo. Infelizmente, o aquecimento global é um fato do nosso tempo: a temperatura do planeta já subiu 0.7ºC e inevitavelmente subirá mais 1ºC, mesmo que paremos agora de emitir todo e qualquer CO2 (tarefa impossível, como sabemos). Da aceitação dessa realidade inevitável, uma série de problemas em cascata pipocam para nossa vida atual e futura, e a dos demais seres que também habitam este planeta.

(Parênteses: a mídia gosta de falar em “aquecimento global”, mas eu prefiro falar em “mudanças climáticas”. Ambos os termos são usados para o mesmo fenômeno, mas aquecimento pode confundir o leigo a achar que o planeta inteiro irá se aquecer de maneira uniforme, o que não é verdade. Tecnicamente, haverá um aquecimento geral, mas prevê-se que algumas regiões específicas do planeta sofrerão invernos mais turbulentos. Então o termo “mudanças climáticas” se encaixa melhor no atual transtorno bipolar do clima. Vale ressaltar que, entretanto, usar “aquecimento global” é um termo mais massificado pela mídia geral, e por isso as pessoas estão mais acostumadas a ele. O que importa, no fim das contas, é reverberar a informação, independente de que termo você prefira.)

Pensemos por exemplo na fome. Milhões passam fome no planeta e é um problema antigo complexo, fruto de um desequilíbrio sócio-econômico repleto de causas diferentes, mas que a priori independe do aquecimento global. Precisamos ajudar os que têm fome agora? Sim, sem dúvida. Mas se não fizermos nada pelo clima hoje, o número de famintos tende a se multiplicar em níveis extraordinários, como consequência das mudanças climáticas, tornando o problema da fome como um todo mais complexo ainda de ser solucionado. As previsões são de que os mais afetados num primeiro momento serão aqueles que moram em regiões mais sujeitas às mudancas climáticas e que gerarão o maior número de refugiados ambientais se nada for feito: África, Sudeste Asiático e ilhas do Pacífico. Que já são lugares onde há muita gente passando fome. Portanto, para pensar em soluções para a fome hoje e como saná-la pra sempre, é fundamental encaixar o aquecimento global na equação.

E como a fome, outros tantos problemas, como perda de biodiversidade, miséria, crescimento econômico etc., aparentemente desconexos do clima, serão exacerbados pelas mudanças de temperatura que estão por vir (algumas já chegando). Por isso é fundamental que daqui pra frente, em TODOS os aspectos de política, economia, sociedade e tomada de decisão que formos analisar pro futuro, pensemos em mudanças climáticas. Foi isto pelo menos que o evento “Mudanças climáticas globais” de 6a e 2a passadas na sede da FAPESP em São Paulo enfatizou.

A probabilidade de aumento da temperatura foi mostrada de forma otimista por Sir Stern, que falou em economiquês, é claro, a única língua que mexe nos bolsos dos homens de poder para que se mobilizem e façam algo de concreto com relação a um problema. Em sua palestra “Towards a global deal on climate change”, Stern apresentou a seguinte tabela de fácil entendimento:

A porcentagem indica o risco de ocorrer mudanças climáticas graves com os níveis de CO2 atmosféricos indicados no eixo Y. Atualmente temos 384 ppm (and counting…). 1ºC de aumento de temperatura já vai acontecer de qualquer forma (100% de probabilidade), por isso não se mostra na tabela. Um dos debatedores argumentou que essas probabilidades são muito otimistas (“muito difícil manter abaixo de 500 ppm na atual conjuntura”, foi o que disse), porque não levam em consideração o metano liberado no permafrost que se derrete nem o limite de absorção de CO2 pelos oceanos. Indeed.

O risco que corremos como espécie se deixarmos o aquecimento global de lado e/ou fingirmos esquecê-lo (e continuar entupindo a atmosfera de CO2) é muito grande. Fazer algo para mudar esse perfil, mesmo que nos custe uma porcentagem do PIB, é como comprar uma apólice de seguro: nos garante um futuro menos perturbado, um pouco mais tranquilo. A gente precisa diminuir as emissões de CO2 já para diminuir a probabilidade destes eventos de risco acontecerem.

Foi essa a mensagem central que Sir Nicholas Stern deixou em São Paulo anteontem. Seus cálculos sugerem que em média perderíamos 1 a 2% do PIB se tomarmos uma atitude agora com relação às emissões de CO2, nem que seja pelo menos estabilizá-las. Há dados mais pessimistas (que os cientistas acreditam mais realistas) que falam em perdas de 5-20% do PIB médio das nações, mostrando que o prejuízo econômico pode ser bem maior – dependerá das interrelações complexas do sistema e como a natureza responde a tudo. Mas um fato é certo: maior ainda será a perda no PIB se nada for feito. Essa é uma das poucas certezas deixadas na palestra: é preciso agir agora.

Mudança climática

Não fazendo nada (ou fazendo muito pouco, como estamos agora), o mundo “paga” em média 2 trilhões de dólares por ano, na forma de investimentos perdidos. A ação ideal seria de um acordo global que já indique limites de emissão para o mundo todo até 2015, estreitando os números de emissões até 2030. Por Stern, se não houver pelo menos um corte geral de 50% das emissões até 2050 com um comprometimento dos países mais ricos em cortar 80% de suas emissões, o caos econômico-social-ambiental será instaurado. Seria ideal que os países se comprometessem com tal acordo – essa será a sugestão que alguns governos preparam para a Conferência Mundial de Negócios sob Mudanças Climáticas, que acontecerá em maio de 2009 em Copenhagen.

A idéia é termos uma média per capita de 2 toneladas de emissão de CO2/ano. Os dados usados na palestra parecem ter sido os de 2002, em que o Brasil tem 1.9, a Europa 10 a 12 toneladas, e os EUA 20 toneladas de CO2 per capita. (Dados mais recentes publicados pela Union of Concerned Scientists mostram um painel um pouco diferente.) A baixa emissão brasileira, entretanto, não nos abstém de encarar o problema: é daqui que sai o grosso das queimadas (Amazônia e cerrado basicamente) do mundo. E o número é per capita, lembremos bem: quanto maior a população, mais diluído o valor. (O que só aumenta ainda mais o problema nos EUA, por outro lado.)

Em sua palestra no evento da FAPESP, Martin Parry, antigo co-presidente do IPCC e um dos agraciados com o prêmio Nobel, brilhantemente colocou questões científicas e reforçou esperanças ao falar do grande poder de adaptação humana. Devemos encarar a realidade aquecida e nos comprometer com os objetivos a curto e médio prazo para evitar uma recessão econômico-ambiental generalizada. O professor Vicente Ramos trouxe informações positivas sobre como a Argentina está lidando com alguma das mudanças climáticas já verificáveis em seu território – e o quanto da economia se movimentou com as soluções encontradas. Stern finalizou segunda-feira com a excelente análise sobre os impactos econômicos mais visíveis das mudanças climáticas.

Nas 3 palestras, confesso que me impressionei com a clareza dos fatos apresentados – sim, o mundo vai mudar, e pra bem pior se não fizermos nada – e principalmente com a constatação do quanto as pessoas estão inertes ao problema. Em estado de negação mesmo, no estilo mais freudiano da coisa. A humanidade parece que entrou numa bolha e finge não escutar o que milhares de cientistas já estão vendo – e outros milhões de pessoas em locais desafortunados já estão sentindo na pele. Mas para a maior parte das pessoas, a solução é colocar os óculos cor-de-rosa e continuar queimando seu combustível sem stress. Não sei vocês, mas para mim a pior realidade na vida é mil vezes melhor que viver na ilusão. O mundo dói, mas prefiro tentar achar um remédio que ficar sentindo dor. A realidade, para mim, conclama a todos para refletirem sobre suas ações, a descobrirem formas de pressionar por uma melhora política ambiental hoje e no futuro, e para pelo menos passarem os olhos no último relatório do IPCC, disponível online. A participarem desse momento crucial de nossa história ambiental.

As certezas que ouvi da boca de tão aclamados entendedores do assunto foram marcantes. Martin Parry, por exemplo, que liderou o grupo II de trabalho do IPCC (responsável pelas questões de adaptações possíveis ao problema) mostrou uma tabela que reproduzo aqui (em letras maiores, pode ser encontrada no site do IPCC):

Todos as previsões mostradas na tabela acima são fundamentadas por dados científicos (os numerinhos sobrescritos após cada frase são referências para artigos científicos citados no relatório 2007 do IPCC). Detalhe: cada problema foi analisado apenas sobre o efeito da temperatura. O que isso quer dizer é que por exemplo, prevê-se que os recifes de corais serão esbranquiçados a partir de 2ºC de aumento da temperatura global, e que tal situação pode levar ao colapso do ecossistema marinho. Mas o que isso significa para as populações humanas que dependem de recifes de corais para sobreviver? Provavelmente entrarão em crise, e aparecerão nos dados de pobreza e fome, quiçá de refugiados ambientais. Falta olhar portanto para a tabela de forma integrada. O que torna tudo mais assustador ainda.

Mas também foi revelado um grau de otimismo apaziguador, principalmente no aspecto tecnológico e de investimento. José Goldemberg, secretário de Meio Ambiente do estado de São Paulo, mostrou um gráfico que deve levantar os ânimos mercadológicos (ele não disse na palestra de onde tirou esses dados):

Sendo os números absolutos: petróleo = 1; carvão = 4; hidroelétrica = 3; eólica = 61; etanol = 188; fotovoltaica = 754.

Mesmo sem saber se são por ano, se são do Brasil ou do mundo, dá pra perceber que as fontes renováveis limpas têm uma capacidade de gerar empregos muito maior que as fontes não-renováveis. Não só isso: o potencial de crescimento e geração dos chamados “empregos verdes”, ou seja, aqueles que envolvem direta ou indiretamente eficiência energética, é muito promissor. Setores como tecnologia, agricultura sustentável, indústria e administração são os mais vislumbrados.

Para mim, a mensagem é clara: cortar as emissões de CO2 e gases de efeito estufa nos permitirá não só evitar grandes catástrofes, como um mundo ambientalmente mais limpo pode gerar mais empregos – o que alivia os efeitos da recessão. É pelo viés verde, valorizando a reciclagem, diminuindo o desperdício, usando energia limpa e cortando emissões de CO2, que acredito no crescimento econômico futuro. A prosperidade é possível – ainda. Basta, como disse Stern, “ser claro e transparente” ao divulgar os dados e a magnitude real do problema climático que enfrentamos. Vivenciaremos a 3a revolução industrial que já se plota para a história: a Revolução Verde.

O planeta é a nossa casa, a única que temos de verdade. Não percamos a oportunidade de arrumá-la, limpá-la e deixá-la em condições decentes para receber as gerações futuras.

Tudo de verde sempre.

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– Esse post sai hoje, 05 de novembro de 2008, dia histórico para o vencedor da eleição mais esperada dos últimos tempos, em homenagem às minhas próprias esperanças por um futuro melhor e mais verde, sempre, materializadas na forma da escolha de Barack Obama como presidente dos EUA. Mesmo quando todos apontam o pessimismo, são dias como hoje, cheios de realidade otimista, que me reforçam a certeza de que podemos conhecer dias melhores, menos poluídos. Basta nos unirmos e fazermos a nossa parte como seres humanos, cada um a seu jeito, mas com um objetivo em comum: a manutenção do ambiente saudável. Boa sorte, Obama!

  • Carlos Hotta

    Lindo texto!
    O mundo se mobilizou para combater a camada de ozônio, talvez porque fosse algo mais palpável e mais fácil de se resolver que mudanças climáticas.
    Antes era só combater os CFCs, hoje só combatemos o C…

  • Patrícia Carvoeiro

    Acordei mais tarde hoje por causa da ansiedade que senti ao querer acompanhar as eleições americanas, portanto minha caminhada vai ser agora.
    E vai ser com a cabeça em Obama e em você e nas suas palavras. Adorei tudo o que você disse. É estarrecedor, me dá um medo grande de muita coisa, mas é um medo que não me paralisa, pelo contrário. Um daqueles sentimentos de “vamos fazer algo”. Eu entrei no meu ano verde fazendo tudo que está a meu alcance, e tá sendo tão bom… comprei eco bags (ganhei algumas), me desfiz de muita coisa, tô reciclando meu lixo sem falhar dia nenhum, quase não uso mais o carro caso não seja meeesmo necessário (já falei no blog tempos atrás que tô me virando de ônibus, vans, de metrô, de bike e a pé no dia a dia, deixando o carro para coisas como ir ao supermercado, ir comprar a ração da minha bicharada – e também levá-los ao veterinário eventualmente – e ir comprar material de construção. Fora sair de madrugada de vez em quando e também pegar estrada, coisas das quais não abro mão de fazer vez ou outra, mesmo que seja percorrer a Raposo Tavares num domingo de manhã pra ver o crepúsculo e ir visitar algumas comunidades carentes que gosto e com pessoas as quais tenho contato próximo, em Cotia, para levar algumas coisas das quais todo mês me desfaço e que pra eles são de extrema utilidade).
    Agora eu vou sair pra caminhar com as palavras do seu post reverberando em mim. E com a vitória do Obama também. E com as minhas próprias resoluções.
    Beijos, Lucia.

  • Catatau

    Muito interessante esse post, lerei com mais atenção.
    Adiantando uma idéia: você conhece o livro Doutrina do Choque, de Naomi Klein? Ela tem uma idéia muito interessante: mudanças como essas são muito boas para o capitalismo global. A idéia é mostrar que, mesmo com efeitos “colaterais” de perda, o ganho e a exploração possível das mudanças globais “compensa”, e muito. Assim, o capitalismo apenas se fortaleceria com mudanças negativas, já que elas implicam reconstruções, reformulações, novos investimentos, enfim, uma circulação do capital que não era prevista em dinâmicas anteriores. Moral da história: o aquecimento (por exemplo) é ruim, mas é bom.

  • Marcus

    Uma forma dramática de apresentar este problemão foi a colocação de CARL SAGAN, em que numa espaçonave ficticia fazia a análise de vários mundos pelo Universo, contando sua história. Em um determinado planeta de sua analise os dados que diziam: 1º planeta a civilização atingiu alto estágio de tecnologia, mas foi dizimado por querras tornado se árido, hoje é um mundo onde provavelmente a vida reapareça. No 2º planeta a inteligencia foi bem utilizada e promete ainda grandes avanços do conhecimento. No 3º planeta a vida inteligente está muito avançada no conhecimento mas ainda não conseguiram livrar-se da sede de poder e ganância, preocupados somente com o crescimento econômico, poluiram sua atmosfera e hoje o que vemos é um planeta inóspito totalmente deserto, quem sabe algum dia a vida inteligente possa florescer. Faço votos que o nosso destino seja semelhante ao segundo planeta citado acima.

  • Marília

    É isso aí! Se cada um fizesse a sua parte, já seria ótimo, não é? Mas, infelizmente, não é isso o que acontece…

  • Pois é, Carlos, nessa sopa de letrinhas o C se tornou um grande nêmesis do alfabeto. 😉
    Pat, eu sou partidária do estilo “Faça a sua parte” de viver, mas sem tirar o olho da política ambiental – e dos políticos envolvidos nela. Pq nossas ações contam, mas é a mudança de leis e afins q impulsiona a mudança pra um nível mais amplo – e mais efetivo. Parabéns por fazer a sua parte em ambos. 🙂
    Catatau, não conheço, mas já fiquei com MUITA vontade de ler!
    Marcus, Sagan é o máximo. O 2º planeta deveria ser o nosso futuro, mas ainda está em nossas mãos decidir mesmo qual seremos na realidade. Torcida (e ações!) pelo 2! 🙂
    Marília, mas não desanimemos! 🙂 🙂
    Anônimo, a idéia do workshop da Fapesp foi exatamente colocar economistas e cientistas mais próximos. O caminho é por aí.
    Abraços a todos.

  • Paula

    Ainda estou pra escrever meu texto sobre o Sir Stern. Pra isso, vou querer dar uma olhada mais a fundo no relatório que ele fez. Uma das críticas, que já ouvi de muita gente, daqui e de fora, sobre o relatório Stern é que ele considera que é possível continuar crescendo economicamente se adotarmos uma política sustentável. (As vezes, segundo as minhas fontes, ele parece considerar a economia mais importante que o Planeta, verdade?)
    O que me parece óbvio é que não dá pra ser sustentável com pessoas consumindo juntas 2 planetas por ano. Os recursos são escassos, eles vão acabar um dia. E, talvez, os recursos acabem antes de chegarmos a índices alarmantes de CO2, ou talvez uma coisa seja consequencia da outra, anyway…
    Fato é, que muitos países parecem ter ligado o “não estou nem aí”. Os EUA, por exemplo, que nem se dignaram a assinar Kyoto (espero muito que Obama mude isso urgentemente!)
    A diminuição de GEEs está aliada á diminuição de consumo. A diminuição do consumo à recessão economica. Ainda não vislumbrei uma outra saída.

  • Marcus

    Pois é Paula, está perecendo aquele ditado: Se correr o bicho pega se ficar o bicho come. Em verdade a raça humana tem que encontrar uma saida senão será o fim. Suponho que a diminuição da natalidade, concentração de riquesas, eliminação do fanatismo religioso e das lutas étnicas e ganância, será um bom começo. Um grande problema é: grande parte da humanidade não dá importancia à vida, acreditando que após a morte viverão em um paraiso, sendo assim este mundo (REAL) passa a não ter significado.

  • douglas

    eu faço mudas de abacate ja tenho 200 mas não tenho terra onde colocar,da pra colocar 277 abacateiros por hectare,com 100 pés da pra produzir 2.460 litros de óleo,é uma cultura permanente,o abacate tem omega 9 a gordura mais nobre da natureza,infelismente no brasil só pensa em exportar soja transgenica e cana de açucar, não da oportunidade da gente crescer,quero ver quando a fome bater vão comer eucalipto,
    neste ano,
    mais 100 milhões de pessoas se unirão
    em um ano aos mais de 900 milhões de cidadãos com fome no mundo. A advertência é do diretor geral da Organização da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Jacques Diouf, que denuncia uma agricultura mundial “injusta”. Segundo ele, o número de pessoas que têm fome no mundo alcançou no último ano 923 milhões, o que significa 75 milhões a mais que em 2007. Se a situação continuar assim, em um ano teremos mais 100 milhões. Ele questiona as promessas não cumpridas de doações dos países ricos e a organização da agricultura no mundo. Ao afirmar que em 2050 o mundo terá que ter alimentos para nove bilhões de habitantes, Diouf ressalta a importância de manter um setor agrícola tanto nos países industrializados como nas nações em desenvolvimento. Segundo o cara da FAO, é norma defender um nível apropriado de recursos dos agricultores nos países desenvolvidos, mas é preciso fazê-lo de maneira que não tenha como efeito impedir que os agricultores do terceiro mundo produzam.fonte ipanema fm
    uma coisa que ninguem se da conta,é que subindo a temperatura sobe o nivel do oceano e muda as correntes maritimas,e o oceano vai morrer,é a segunda praga do apocalipse,num ano(apoc 18:8) vai tudo pro beleléo,também quem manda no planeta é duas besta uma o papa e a outra o eua.

  • Silvia D. Schiros

    Lucia, ia comentar algo semelhante ao que a Paula disse: o Hugo Penteado conversou com o Nicholas Stern. Olha um trecho do texto:
    “Quando perguntei a Sir Nicholas ou Lord Stern sobre a impossibilidade da economia ser maior que o planeta e comentei sobre a matéria “The Folly of Growth” (A Tolice do Crescimento) da revista New Scientist, ele desmistificou os limites planetários do crescimento dizendo: “o importante para nós é a energia que usamos, a eficiência no uso dessa energia e a tecnologia”.”
    Mas ele diz que a grande contribuição de Stern, apesar da visão tradicional de economia, é ter feito essa ligação entre as mudanças climáticas e o prejuízo econômico. Ele tocou na ferida dos poderosos. Eles precisam agir para evitar grandes prejuízos.
    Esse post específico está aqui:
    http://nossofuturocomum.blogspot.com/2008/11/relatrio-stern.html

  • oneide

    a solução da questão ambiental passa sem duvida pela diminuição drastica da população humana o que contraria toda cultura humana tanto no ambito religioso como natural do ser

  • Marcus, seu comentário em complemento ao da Paula, são reflexões importantíssimas. Concordo com vc, Paula: há limites nos recursos, e parece que o Stern não os considera. Mas acho q o maior benefício desse relatório é exatamente o que apontei no texto e que a Silvia ressaltou em seu comentário: o economiquês. Ao falar de um assunto tão urgente de uma forma fácil aos homens de poder de forma que eles entendam a gravidade da situação, é mais fácil que essas pessoas tomem decisões acertadas – para todos nós, já que o poder deles vai bem além da esfera só econômica, influenciando políticas e sociedade, muitas vezes.
    Oneide, esse ponto é beeeeem controverso. Mas sem dúvida, uma política mais estringente de controle populacional será necessária, se não amanhã, num futuro muito próximo.
    Beijos a todos.

  • maria

    maravilha lucia, belo post!
    beijo

  • Vania Dias

    Olá.
    Estou aqui para apresentar uma opção para trabalharmos aos poucos e gradativamente o problema da compensação de CO2.
    Uma empresa foi criada para que a partir da adesão de pessoas ela possa enviar valores em dinheiro para ONG´s e OCIP´s criadas com o fim de reflorestamento e cuidados ambientais.
    Para conhecer esse trabalho visitem o site: http://www.sosplanetaterra.com.br
    Quem quiser participar ou se associar é só ir pelo link:
    http://www.sosworldalliance.com.br/index.asp?ir=areas.asparea=11CliCodIndicouFora=134
    OU
    http://www.sosworldalliance.com.br/index.asp?ir=areas.asparea=11CliCodIndicouFora=135
    Quem quiser conhecer melhor todo o conceito é só participar das reuniões que acontecem na Internet. Nos dias 2, 3 e 4 às 21 horas (com o proprietário da empresa), e pelo link:
    https://go.weboconference.com/index.htm
    Digitar:
    Meeting name: SOSPLANETATERRA
    Your Name: (Seu nome)
    Escolha a opção Guest
    Para evitar problemas de conexão, feche aplicativos como Voip, MSN e Skype
    Um abraço e espero muitos de vocês para ajudar nessa empreitada que não é fácil mas é possível!!!!!!!!!!
    Qualquer dúvida entrar em contato comigo:
    Vânia Dias
    email: plantandoofuturo@gmail.com

  • Flavia Caroline

    Esse texto fala tudo que precisamos saber.
    Devemos pensar nas novas gerações, para poder uma boa vida à eles.
    E para nós mesmos.
    Soube que tem uma país que está ameaçado pelo mar, devido o derretimento das calotas polares.
    O aquecimento global está acelerado,
    sei que só, não posso mudar esse problema enorme, mas não depende apenas dos governos e dos ambientalistas fazerem algo pra mudar essa situação.
    Para que o mundo mude mesmo, é preciso que cada um faça sua parte, juntos a esperança é bem maior.
    😉

  • Pedro

    Ney,
    Vc disse que é preciso dedicar 2% do PIB para resolver os problemas climáticos da atualidade. Pergunto: dedicar 2% para o que efetivamente?
    Acho que o teu post ilustra bem o que é, na verdade, o problema ambiental atual, um problema econômico. Vc crê mesmo que os mesmos capitalistas que vivem dos recursos naturais do planeta agora estão preocupados com ele? Ou estariam eles preocupados com o fato de ficarem sem tais recursos para capitalizar?
    Uma das soluções foi criar esse medíocre “mercado de carbono”, pq, antes de se criar esse mercado não se cria um mercado sobre outro subproduto da civilzação, o lixo urbano?
    Pq não se faz pressão sobre as indústrias de bens duráveis para que construam bens realmente duráveis? Quanto durava um microondas quando foi inventado, quanto dura hoje?
    Se a humanidade resolvesse outros problemas que sempre estiveram ao seu lado, não precisaria INVENTAR esse tal de aquecimento global para refletir sobre problemas que, como demonstra o teu artigo, são puramente do capital.
    Acorde: esse MENTIRA GLOBAL é apenas um mecanismo que tem como objetivo mantér os países ricos dominando os países pobres. Não há fatos científicos que indiquem os dados que se estão veiculando. Veja a história, entenda de astronomia e verá quão bobagem é tam assunto.

  • Ronaldo

    “Toda unanimidade é burra” afirmava Nelson Rodrigues.
    Eu diria que toda unamidade é perigosa.
    Se estabeleceram verdades quase religiosas a respeito das mudanças climáticas. Será que está unanimidade é de fato científica?
    O Professor Ricardo Augusto Felício diz que:
    “Em primeiro lugar, devemos chamar a atenção para um fato simples: dióxido de carbono não controla o clima, muito menos os outros gases, chamados estufa, que se apresentam em proporções insignificantes. Desta maneira, se todas as emissões naturais destes gases no planeta não significam nada, imaginemos a ínfima parte da ínfima parte, ou seja, a que os humanos liberam. Ela não conta nada, não serve para nada e não pode fazer nada! Adotar políticas públicas mundiais norteadas por esse argumento, em nível econômico, social e ambiental é simplesmente ridículo e fantasioso. Criou-se um monstro que não existe para assustar toda a população da Terra (daqueles que comem, lêem e vivem já no século XXI) para mascarar a verdadeira intenção: adotar um controle mundial sobre todos os recursos naturais e energéticos.”
    O Professor Augusto é Doutor do Departamento de Geografia FFLCH – USP, Doutor em Climatologia, área de Geografia Física pela USP, Mestre em Meteorologia Antártica pelo INPE. Um cientista portanto que entende sobre clima.
    Porque será que a mídia não dá espaço aos cientistas que discordam do discurso homogêneo sobre mudanças climáticas?