O Norberto respondeu em um meme as razões que o levaram a blogar, e depois passou a bola pra eu responder à mesma questão. Eu já expliquei antes por que gosto de blogs, mas agora encaro a tarefa de lembrar porque comecei a blogar – e porque continuo.

Comecei a blogar quando ainda morava na Coréia do Sul, e encontrei, através do orkut, uma comunidade de brasileiros na Ásia. Nela, uma mocinha simpática deixava links de suas aventuras em Hong Kong, escritas num blog – era a Liliana. Da fonte inspiradora dela surgiu a minha vontade de compartilhar também as minhas experiências na Coréia, e deixar de lado os incansáveis emails quilométricos que enviava a parentes e amigos. Centralizar os textos em um endereço, onde eu escrevia uma vez só, me animou muito.

E assim começou o meu blog, em outubro de 2004. Aos poucos, algumas pessoas que eu não conhecia começaram a lê-lo, e uma nanométrica comunidade se iniciou ao redor dos meus posts – e dos posts daqueles que eu visitava. Era a época da inocência bloguística, quando todos conversavam com todos sem muita disparidade ou preconceito. Desse período, tenho saudades do Gui (do finado Ay, Caramba!) e do Guto e da Mônica (dos finados NCC e Monicômio). Aos poucos, a interação foi aumentando, eu passei a ler outros blogs não relacionados a viagens, e a ferramenta foi cada vez mais tomando força no mundo todo. Muitas das pessoas que conheci nessa época da inocência tornaram-se amigos, o que por si só já me prova que a experiência de blogar valeu a pena.

E por que continuo blogando? Ora, porque continuo viajando, na vida real e na maionese. Hoje as interações são mais recatadas, a inocência bloguística foi perdida (parafraseando uma frase do Bia via MSN), a mídia e a massa aprenderam (ou estão aprendendo) a lidar com o fenômeno, etc. Mas a idéia primitiva de manter um espaço onde eu me expresse da forma que quiser, onde posso dividir opiniões, conhecimentos, reflexões e experiências, me garante a certeza de que blogarei por um bom tempo ainda. Afinal, viagens não param de encaraminholar minha cabeça e a estrada virtual é longa e cheia de meandros interessantes – a good ride in a good vibe.

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Aproveitando o ensejo do meme, vou também aderir a outro meme por livre e espontânea vontade: o de “monetizar” meu blog à la Biajoni. Afinal, eu ADORO Monet. A pintura abaixo é a “Gare de St. Lazare”, uma representação da estação de trem famosa em Paris, onde hoje funciona o Musée d’Orsay – o teto de vidro que aparece na pintura foi mantido na arquitetura atual do museu, depois do fim da estação. Tive o imenso prazer de ver essa pintura ao vivo e a cores numa exposição itinerante quando estava em Colônia, na Alemanha, e é minha favorita do mestre impressionista, pois retrata um universo que me é muito querido: o das estações de trem, ponto inicial da realização dos sonhos viajantes (principalmente na Europa). Aos fanáticos por Claude Monet como eu, se tiverem a oportunidade de ir à Paris um dia, não deixem de visitar também o Marmottan, museu pequeno que concentra as pinturas de Monet, inclusive àquela considerada a mais impressionista de todo o movimento, a “Impression Soleil Levant”.

monet.st-lazare

(Imagem tirada desse site.)

Tudo de Monet sempre, a todos que impressionam e se deixam impressionar por maravilhas da arte.