Saigon

“Tantas palavras/ Meias palavras
Nosso apartamento/ Um pedaço de Saigon…”

Emílio Santiago. Beira a vergonha o fato de que bastara o avião aterrissar no aeroporto de Ho Chi Minh City – antiga Saigon – para que esta fosse a música predominante na cabeça. O caso é que escutei muito esta música durante a infância – minha mãe é fã ardorosa de Emílio Santiago e adorava cantarolar estes versos pelos cantos da casa. Então, apesar da breguice descarada, a música me trazia boas memórias. E dela não conseguia escapar; afinal, chegara em Saigon.

Saigon é o nome antigo de Ho Chi Minh City. Meus amigos vietnamitas aqui do Havaí, muitos descendentes de famílias do sul do Vietnã que fugiram do horror da guerra antes da instauração do regime comunista em 1975, se recusam a chamar a cidade de Ho Chi Minh City – para eles, Saigon ainda é (ou deveria ser) seu verdadeiro nome; Ho Chi Minh City, o nome que decidiu-se chamar a cidade em homenagem ao líder maior comunista do Vietnã, é motivo de olhares politicamente carregados entre meus amigos.

Para mim, cuja distância de vivência com a guerra do Vietnã é enorme, preferia reconhecê-la como Saigon por motivo bem menos politizado: a lembrança da minha mãe cantarolando. E, andando pelas ruas de Saigon – ou Ho Chi Minh City, a critério do cliente – estes versos melosos em português me acompanharam.

Mais: infelizmente só teria um dia na cidade. Portanto, teria que me satisfazer em conhecer apenas um pedaço de Saigon, como a música clamava. E que pedaço? Difícil escolher, pois tudo que eu lia em fóruns e blogs sugeria que a cidade deveria ser aproveitada em mais tempo do que tínhamos disponível. #MaraturismoFeelings

Cho Ben Thanh
Mercadão Central de Cho Ben Thanh.

A existência dos 2 nomes não poderia ser mais simbólica: dentro da cidade existem 2 cidades, uma com os pés fincados no passado, e outra com um olho enorme para um futuro modernoso. Ho Chi Minh City foi por muito tempo a capital da República do Vietnã, a parte sul do país quando este ainda era dividido em norte e sul, antes da guerra. Ter sido capital está escancarado em muitos de seus prédios históricos e suas tradições. Por outro lado, a cidade cresceu vertiginosamente na última década e seu desenvolvimento acelerado a torna uma destas metrópoles modernosas para a gente ficar de olho no futuro. Saigon hoje é, definitivamente, um pedaço em mutação.

Saigon22
Servidos de pho?

E, para aproveitá-la integralmente, mesmo em apenas um dia, precisávamos pincelar um pouco de cada lado desta moeda urbana. Começamos o dia com um café da manhã tradicional vietnamita: um pho, sopa típica sensacional de noodle com carne, numa das barraquinhas do Cho Ben Thanh, o mercadão central da cidade, um prédio de arquitetura francesa colonial com um pé no passado. Para acompanhar o pho, rolinhos primaveras sensacionais e café vietnamita, cujo gosto é único, em nada parecido com outros cafés que já tomei. André pediu um suco de frutas maravilhoso, que repetimos sem piscar. Mal chegamos em Saigon e a cidade já nos pegava de jeito pela barriga, com sabores e muita água na boca.

Depois de andarmos pelo mercadão tradicional observando a incrível variedade de comidas e ingredientes à mostra nas barraquinhas, fomos começar nossa caminhada pelas ruas do Distrito 1 de Ho Chi Minh City, munidos de um mapa e muita paciência silábica. A primeira parada foi no moderno observatório do Bitexco Financial Tower, o mais alto arranha-céu da cidade, à beira do rio Saigon.

Saigon21
Bitexco Financial Tower, em formato de flor de lótus fechada.

Eu sempre curto ver a cidade de cima, então uma parada no Skydeck do prédio era fundamental, principalmente num roteiro de um dia apenas. Mas tinha um componente adicional: a arquitetura contemporânea do prédio, em formato de flor fechada de lótus, era atraente demais para que fosse passada em branco. Eu amo uma arquitetura modernosa criativa, e amei ver de perto o prédio, que por causa da inspiração com o lótus, é de um simbolismo perfeito entre as duas realidades da cidade: o futuro e o passado tradicional. A subida ao Skydeck custa 200.000 dong, o que é ~9 dólares.

Saigon de cima
Saigon vista do alto do Skydeck do Bitexco Tower.

Depois da rápida visita ao Bitexco, continuamos a caminhada pela avenida Nguyen Hue até a Prefeitura de Ho Chi Minh City, outro prédio clássico em estilo francês – e veríamos uma sucessão de influência francesa imperdível a partir dali. Em frente à prefeitura fica uma praça com jardins sensacionais, muito bem cuidados, e a famosa estátua de Ho Chi Minh, o líder da revolução vietnamita. O calçadão é super-agradável, e ficamos ali um bom tempo, curtindo a vista e fotografando.

Ho Chi Minh City
Prefeitura de Ho Chi Minh City, e a estátua de Ho Chi Minh, o líder da revolução comunista vietnamita.

A menos de um quarteirão da prefeitura, fica outro prédio clássico de Ho Chi Minh City: a Opera House de Saigon. Feita em 1897, não é um prédio tão grande, mas que adiciona charme numa cidade tão rica de arquitetura francesa.

Saigon19
Catedral de Notre-Dame de Ho Chi Minh City.

De lá, fomos andando pela avenida Dong Khoi até a próxima parada, na Catedral de Notre-Dame – o nome não é coincidência com a famosa de Paris; reflete a influência persistente dos franceses na cidade até antes da guerra do Vietnã. A Catedral é considerada um dos símbolos máximos da cidade, e fica numa praça bastante movimentada.

SaigonPrédio dos Correios de Saigon

Logo ali em frente, outra jóia arquitetônica: o prédio dos Correios de Saigon, reconhecida mais por ser um projeto de Gustave Eiffel – de novo, o nome não é coincidência; o arquiteto foi o mesmo que deu nome à torre famosa de Paris. O interior dos Correios é bacaninha, os vitrais são lindos, mas confesso que não me impressionei tanto. Mas vale a visita, sem dúvida.

A caminhada continuou pelo boulevard de Le Douen, que termina num dos pontos mais importantes da história recente da cidade: o Palácio da Reunificação. Foi ali que as forças do norte conclamaram a vitória na guerra do Vietnã em 1975, depois de invadirem o palácio com um tanque de guerra e destituírem o então presidente do sul do Vietnã.

(Parênteses: O pai de uma das minhas amigas foi funcionário do palácio, e fugiu do país por causa da guerra – ela me contou que ele chorou muito ao rever o palácio e fazer o tour interno em março último, depois de mais de 40 anos deste dia fatídico. Fora a primeira vez que ele voltara ao país depois da guerra.)

Saigon20Palácio da Reunificação.

O Palácio em si é simples, de arquitetura bem década de 50-60. Mas sua localização num parque é agradabilíssima, um respiro de tranquilidade numa cidade tão movimentada como Saigon.

Saigon24

Aliás, a movimentação de Saigon era outro item fundamental na minha lista de “experiências para um dia em Saigon”. Porque eu já tinha lido que o Vietnã era o país das mobiletes e vespas, e que o trânsito lá era em sua maioria feito em duas rodas.

Saigon
Calçada pra quê?

Mas, não adianta ler: só quando você chega lá tem noção da pulsação louca que é o trânsito! O mais bizarro é que é um caos organizado no tráfego, porque embora haja vespas por todos os lados, elas raramente se desentendem – nos meus dias de Vietnã, vi apenas uma pessoa (provavelmente) xingando a outra por uma manobra mal-feita.

Ho Chi Minh City
Na espera do sinal verde.

Então nesta cidade de dualidades até no nome, achei que fazer um passeio de vespa por Saigon era a única maneira de realmente sentir o pulso desta cidade e entender melhor esta dualidade, enfrentando o trânsito caótico e organizado estando dentro dele. Achei num fórum a empresa de um havaiano que fazia tours de vespa por Saigon. A empresa chama-se Vespa Adventures, e embora a gente não tenha marcado com antecedência, resolvemos aparecer de sopetão na loja deles e ver se ainda dava para fazer um passeio de vespa pela cidade.

Saigon14
Driblando o trânsito de Ho Chi Minh City e suas vespas.

Funcionou. Conseguimos marcar um passeio à tarde. A empresa oferece almoço, portanto comemos no Café Zoom deles. Estávamos em 3 pessoas e depois do almoço cada um subiu na sua vespa com um guia, e começamos a aventura! E que aventura!!!

Saigon de vespa
Uma Malla na vespa.

Não tenho palavras para explicar o quanto recomendo esse passeio. Tirando a visita a Halong Bay, foi o tour que mais curti fazer no Vietnã inteiro. A cidade se revela completamente diferente quando você está no meio daquele trânsito de vespas – e é muito diferente de estar num carro.

Saigon18
Monumento ao monge budista Thich Quang Duc.

A primeira parada do vespa tour é na praça onde está o Monumento a Thich Quang Duc, monge budista que em 1963 protestou contra a perseguição comunista ao budismo tacando fogo no próprio corpo em meio ao movimentado cruzamento das avenidas Cach Mang Thang Tam e Nguyen Dinh Chieu. A foto deste evento tirada por Malcolm Browne venceu o World Press Photo daquele ano, e dá um frio na espinha de olhar, realmente impressionante. Hoje, neste cruzamento, há a praça com um jardim lindo, e a estátua extremamente simbólica do acontecido, que homenageia o ato de bravura do monge.

Saigon
Mercado de flores em Ho Chi Minh City.

Dali continuamos zipando as ruelas de Saigon pelo mercado de flores (lindo demais!!!) até o bairro de Chinatown, onde ocorreu a segunda parada do vespa tour: a Pagoda dos 10.000 Budas (Chua Van Phat). Este templo fica num beco sem saída escondido no distrito 6 (na rua Nghia Thuc) com templinhos diferentes em cada andar – são 8 andares ao total.

Saigon16
Haja Buda!…

A cada escadaria, uma nova surpresa. O templo é muito incrível, e há ali milhares de estátuas de Buda de todos os tamanhos possíveis e imagináveis. De bônus, do terraço da pagoda temos uma vista muito boa de Saigon, além de um jardim de ervas e frutas muito simpático em meio a urbe.

Saigon17
No terraço da pagoda… outra pagoda. #Inception

De volta à vespa, fomos cortando caminho pelo distrito 2, entre casebres, vielas e muitos barracos, até a ponte de pedestre em Cau Mong, ou Rainbow Bridge, outra obra arquitetônica de Gustave Eiffel em Saigon. Da ponte, tem-se uma vista do Bitexco Tower sensacional. O dia de céu azul foi o toque adicional de lindeza no nosso passeio (o guia da vespa nos deixou de um lado da ponte e nos buscou do outro, para que pudéssemos atravessar à pé a ponte).

Saigon
Parada na Rainbow Bridge

Depois dessa parada, era chegada a hora do fim do passeio. Como íamos para o aeroporto continuar viagem, os guias nos deixaram no hotel, de onde nos despedimos. Com uma a sensação de felicidade e animação extrema por ter sentido os dois lados dessa cidade de dois nomes de uma maneira foi inesquecível. O entardecer já chegara, o dia em Saigon acabava, e eis que Emilio Santiago ressonou de novo em minha cabeça:

“Anoiteceu!
Olho pro céu e vejo como é bom
Ver as estrelas na escuridão
Espero poder voltar
Pra Saigon”

Tudo de bom sempre.

Aulani Disney Resort

No final de semana passado, meu colega de trabalho Aaron se hospedou no Aulani Disney Resort, que fica em Ko ‘Olina, do lado oeste de Oahu. Aaron foi com sua família: esposa e dois filhos – um de 3 anos e outra de 4 meses de idade. Tiveram um fim de semana inesquecível, e Aaron se empolgou tanto que, quando conversei com ele na segunda-feira, ele concordou em compartilhar algumas dicas sobre a experiência aqui no blog. De antemão… thank you, Aaron!

Antes, algumas informações gerais: o Aulani abriu em 2011, e desde então tem sido referência para estadia com crianças na ilha de Oahu – e no Havaí como um todo. É um resort com o padrão de qualidade Disney, garantia de diversão com os personagens mais famosos dos desenhos animados. O tchan a mais do Aulani é dado pelos toques de havaianices em todos os cantos – desde a arquitetura em formato de hale tradicional havaiana, passando pelo parque aquático que inclui um recife artificial com peixes havaianos, e todos os pequenos detalhes aludindo à cultura havaiana navegadora e de dança hula. Tudo com um toque exacerbado de aloha. O serviço também é exemplar, pensado na experiência “Disney no Havaí”. O valor da diária inclui todas as atividades oferecidas dentro do hotel, mas não inclui comida nem bebidas. Caso queira economizar, passe antes num supermercado em Honolulu ou em Kapolei (mais perto de Ko ‘Olina) para estocar a geladeirinha do quarto – como Aaron comenta, nem todos os quartos têm microondas, portanto verifique quando fizer a reserva. Em Ko’Olina, as opções de restaurantes são bem restritas; o Monkeypod Kitchen é ótimo, mas não há muito mais que isso por ali – talvez quando o Four Seasons inaugurar no final deste mês haja mais novidades gastronômicas. A praia que fica em frente ao resort é super-calminha, ideal para crianças, pronta para fazer SUP sem preocupações ou simplesmente boiar e esquecer da vida.

Aulani-by-Aaron-3

Antes de conversar com o Aaron, os comentários negativos sobre o Aulani que ouvi foram dois: o preço salgadíssimo e a impossibilidade de acesso dos moradores locais às dependências do resort. Muitas famílias que moram em Oahu gostariam de passar um dia com suas crianças no Aulani, mas o resort não oferece esta opção nem mesmo por uma taxa – para aproveitar as atividades oferecidas pelo resort ou suas dependências é necessário se hospedar por pelo menos uma noite, uma situação que é incomum dentre os resorts no Havaí, que costumam abrir suas portas sem afetação ou restrições para os locais. (Alguns havaianos acham esse exclusivismo da Disney meio arrogante, e com isso o resort perde pontos de relações públicas entre os locais.)

Considerei, portanto, especial a possibilidade de ouvir o que um morador local tem a dizer sobre o que experimentou no Aulani. Sabendo da realidade dos demais hotéis aqui, meu colega comentou com exclusividade para o blog sobre o Aulani e sua experiência completa com crianças. Traduzo livremente aqui alguns de seus comentários (e mais abaixo, o texto em inglês, para quem quiser ler no original):

Aulani-by-Aaron-1

“O Aulani é uma excelente oportunidade para crianças – e para adultos também. O resort pé na areia tem apelo de Mickey Mouse com um sabor havaiano diferenciado, o que é super-legal. Todos os detalhes, do serviço aos cenários, são pensados profundamente com esta conjunção na cabeça, de acoplar a experiência Disney ao Havaí. Meu filho se divertiu demais com a “Trilha Menehune”, uma atividade de gincana onde os animadores distribuem tablets com pistas para as crianças, que vão procurar os duendes havaianos, chamados de Menehunes. Desta forma, as crianças são expostas à cultura havaiana, sua linguagem e lendas enquanto exploram o resort. Foi de longe a atividade favorita do meu filho durante o fim de semana que passamos no Aulani. Um dos aspectos mais singulares desta gincana foi o uso de rochas movediças na decoração do hotel, de auto-falantes que projetam efeitos sonoros especiais, fogo e fumaça nos vulcões artificiais – vulcões, aliás, que eram ativados pelo toque das crianças no tablet.

Minha dica principal é não deixar de ver o Aulani Starlit Hui. Este é um luau para crianças, em estilo Disney mas com foco na cultura havaiana. As danças típicas deste luau contam a história de pesca e navegação utilizando as estrelas como bússola, tradicionais características da cultura havaiana. Esta foi uma atividade realmente inclusiva para as crianças. Nós sentamos em colchões e os animadores chamavam as crianças regularmente para ir ao palco e dançar com os personagens. Bons momentos…

Além disso, a praia em frente ao Aulani é muito calma para padrões havaianos, o que é ótimo para as crianças. Você pode canoar/caiacar, fazer SUP, snorkel ou simplesmente relaxar na areia ou na água. O resort também tem um “recife artificial” dentro das dependências do hotel com a maioria das espécies típicas de peixes havaianos que você vê snorkelando pelas ilhas. Este recife é muito conveniente, localizado a menos de 10 metros da área de piscinas. Para ser sincero, não é um recife que se compare ao que vemos em Hanauma Bay snorkelando (que é naturalmente interessante), mas para as crianças, eles se divertem demais nadando ao redor de peixinhos coloridos. Outra atração sensa do Aulani para a diversão das crianças são os 2 toboáguas com vista para a praia, um pequeno parque aquático com sabor havaiano.

Aulani-by-Aaron-2

Para os adultos, há também algumas atividades divertidas, como a piscina de adultos com borda infinita. Em relação ao serviço, o Aulani superou minhas expectativas. A inclusão de todas as atividades na diária é razoável, entretanto o fato de que comidas e bebidas não estarem encarece demais, mesmo para os padrões já inflacionados do Havaí. Eu recomendaria que, se você quer ficar o tempo todo de sua estadia dentro do Aulani, antes dê uma passadinha para comprar comidas e bebidas em algum mercado fora de Koolina. Os quartos têm geladeirinha, e alguns têm microondas, portanto você consegue fazer um pequeno piquenique sem ficar dependendo muito da comida do hotel. Mas, se você ainda quer comer fora, há algumas poucas opções por perto, na região de Ko ‘Olina.

Meu único comentário negativo é em relação a falta de sinalização para a entrada do Aulani. Se não fosse pelo GPS, eu teria perdido a entrada do resort. Mas, quando você entra na propriedade do hotel, você e seus filhos vão sentir tanta aloha de boas vindas, que estas serão sem dúvida alguma, uma das melhores férias da infância deles.”

Mais uma vez, obrigada, Aaron, pela sua contribuição (com fotos!) ao blog!

Tudo de bom sempre.

Aulani Disney Resort

Continue lendo…

De vez em quando, recebo emails fofíssimos de pessoas que visitaram o Havaí usando as dicas do blog, e escrevem agradecendo. Na maioria das vezes, fornecem um feedback sensacional, que me deixa muito grata por compartilhar aqui minhas dicas com vocês. Me animam a continuar espalhando meu amor incansável pelo Havaí com vocês. 🙂

Esta semana, recebi este email do Leandro:

“Olá Lucia Malla,

Tô enviando este e-mail para agradecer os posts do seu blog. Passei minhas férias em Oahu e Big Island agora em Abril. Planejamos nossa viagem em cima dos seus relatos. Foi fenomenal. Uma das melhores viagens que eu fiz e amamos o Havaí. Dá vontade de não ir embora nunca mais. 
Obrigado pelas informações. Elas são ótimas e bem objetivas.
Segue uma foto nossa em Carlsmith Beach Park. O lugar é muito lindo também e tem diversas tartarugas descansando lá. Gostamos bastante desta praia. Principalmente no período que a maré está baixa e a praia fica abrigada das ondas. 
Um grande abraço
Leandro
PS: Fizemos diversos mergulhos com snorkel nas praias, porém aquele mergulho com os golfinhos na baía de Kealakekua nunca mais iremos esquecer. Muito legal poder mergulhar próximo a eles e sabendo que eles estão livres no ambiente que vivem. A água estava muito limpa e os corais perto da praia são fenomenais.”

Carlsmith by Leandro V.

O email do Leandro me fez me dar conta de que… não conheço Carlsmith Beach! Fui ler mais na internet, claro. E descobri que a praia é do ladinho de Hilo na Big Island (5 minutos de carro depois do aeroporto), como dá para ver no Google Maps:

Carlsmith-beach

As fotos de Carlsmith Beach que estão na internet são lindas, o local tem muita tartaruga e… estava completamente fora do meu radar! Simplesmente porque quando vou a Hilo, minha preocupação costuma sempre ser o Parque dos Vulcões e os passeios ao redor de Hilo, mas quase nunca Hilo em si. A foto divertida que ele enviou com seu email me inspirou a incluir uma esticadinha até lá da próxima vez que estiver em Hilo.

E eu que termino agradecendo à informação recebida, que me inspirou a sonhar com mais um lugar lindo e desconhecido (para mim…) do Havaí. Obrigada, Leandro. 🙂

Tudo de aloha sempre.

P.S.: Na página do blog no facebook, a Claudia adiciona: “Eu já visitei essa praia. É linda demais, cheia de tartarugas e termal! É conhecida também como Healing Beach.” Visitá-la na próxima ida a Hilo: sim ou com certeza? 😀

Hoje é o dia da Terra. A data é importantíssima para lembrarmos do quão unidos estamos (ou deveríamos estar…) na defesa do nosso planetinha azul único. Principalmente em tempos de mudanças climáticas, frente aos inúmeros danos que temos causado cronicamente sob sua superfície.

Entretanto, quando eu penso em Terra, me vem sempre aquela fotografia maravilhosa tirada do espaço, do azul redondo e de todas as emoções que viver neste planeta proporciona. Mesmo frente a tantos problemas e passando por um período tão sinistro em termos globais, quero celebrar a data no meu espaço virtual de uma maneira alegre, pois é assim que, pelo menos em meus devaneios, eu gostaria que a “Terra” estivesse sempre.

Para mim, a marca registrada da Terra alegre sempre foi o Unearthed Comics, um site de tirinhas científicas que eu adoro – minha tirinha favorita de todos os tempos é essa aqui, até ganhei uma camiseta com ela. A artista criadora do Unearthed é a Sara Zimmerman, de uma criatividade peculiar e sensível. E a personagem mais fofa é a Marilyn Earth – sim, a Terra é feminina. 🙂

Então que participei há algumas semanas de uma promoção do Unearthed Comics, e por sorte, ganhei de presente… um avatar com a Marilyn Earth! Ei-lo portanto, minha celebração mais que pessoal: meu avatar querido desenhado pela Rute Brito, ao lado da minha personagem favorita, a Marilyn Earth!

 Terra - Unearthed-Comics-avatar-Lucia

E, convenhamos, não tem nada mais a minha cara, né? Um agregado do que mais curto em um só cartoon: uma tubarão fêmea de óculos escuros, mochila nas costas (pronto pra viajar!) numa prosa animada e descontraída com a Terra em roupas havaianas e … com a cabeça no espaço!

(Sabe-se lá o que elas estão conversando… mas se eu tivesse que apostar, acho que seria de que a conversa gira em torno das incríveis surpresas com que a vida selvagem, principalmente debaixo d’água, enriquece o planeta.)

Amei! Muuuuito obrigada, Sara, pela oportunidade e pelo presente de ouro!

Tudo de bom pra nossa Terra – ela merece estar mais feliz sempre. 🙂

ABBV

Se você está lendo este post fora do meu blog Uma Malla pelo mundo tem alguma coisa errada.

O conteúdo dos blogs de viagem brasileiros está sendo usado – sem autorização – por “agregadores”. São sites que não têm conteúdo próprio e que, através de recursos técnicos (como RSS e iframes) puxam os posts dos blogs de viagem e exibem como se o agregador fosse um portal.

Alguns agregadores se recusam a parar de puxar o conteúdo dos blogs, mesmo depois dos blogueiros se manifestarem informando que não querem participar desses projetos.

Por isso, a ABBV – Associação Brasileira dos Blogs de Viagem, organizou esta blogagem coletiva:

– para chamar atenção dos leitores e do mercado para o desrespeito com o trabalho dos blogueiros;
– para alertar sobre a violação do direito autoral brasileira (Lei 9.610/1998);
– e destacar o prejuízo comercial e de imagem que isso representa para os blogs.

Então, se você identificar posts do Uma Malla pelo mundo com algum tipo de barra acima do conteúdo ou sendo exibidos em outro endereço na internet que não seja o http://luciamalla.com, por favor, denuncie para mallablog@gmail.com.

Nós, blogueiros de viagem, investimos tempo, energia e dinheiro para viajar e compartilhar as experiências que tivemos, ajudando nossos leitores a viajar melhor. Estamos unidos para não permitir que projetos abusivos prejudiquem nosso trabalho.

Obrigada pela atenção! E voltaremos em breve à programação (a)normal.

Aloha! 🙂

*****************

Participam deste protesto-blogagem coletiva:

Raramente leio jornal de papel. Hoje, por estar numa sala de espera com uma pilha de jornais, terminei pegando um deles para passar o tempo –  e lá estava estampada na primeira página do jornal local uma notícia que deveria estar todos os dias na primeira página, sendo martelada com barulho, sobre a urgência com que as mudanças climáticas causadas pelos nossos hábitos estão afetando o mundo atual – e como, dado que não mudamos nosso paradigma sócio-econômico-ambiental, o point of no return está cada dia mais próximo. A capa era essa:

Primeira capa - mudanças climáticas

Tuitei a foto, e logo depois a mesma foi replicada num dos grupos de discussão que participo/leio, o do LuluzinhaCamp. E foi a deixa para uma pequena conversa sobre mudanças climáticas. No meio da conversa, a Barbara me pediu uma lista de blogs/sites que leio para me atualizar sobre o assunto, que parece sempre esquecido do noticiário brasileiro.

Então compilo aqui no blog alguns dos principais sites/blogs/páginas que uso para me manter atualizada sobre diferentes facetas das mudanças climáticas. Desde a ciência em si até os desdobramentos diplomáticos, urbanísticos, financeiros etc. Particularmente, tenho uma tendência a gostar de ler sobre ações que inspiram, soluções e investimentos/economia, porque no fundo acredito que a solução – ou melhor, a mitigação – cada dia mais passa por uma mudança de paradigma econômico, principalmente via movimento de divestment. #PapoPraDepois

Os links estão divididos abaixo à maneira malla de randomismo. A imensa maioria pleonástica em inglês. Fiquem à vontade para indicar outros nos comentários.

  • CO2.Earth – Antes de começar minhas atividades profissionais, todo dia checo o CO2.Earth – ou seu feed no twitter -, para lembrar da necessidade de sustentabilidade a cada escolha do dia-a-dia. Lembrando que 350 ppm CO2 é o limite aceitável e seguro na atmosfera para não sofrermos efeitos de mudanças climáticas. Estamos a 404.16 – and counting.
  • NASA Climate Change – Análises, discussões, notícias sólidas, mapas incríveis, infográficos, enfim, tudo de mais científico sobre mudanças climáticas que há no mundo virtual em linguagem acessível.  Vale seguir a página do facebook e o twitter também.
  • UNEP – O órgão das Nações Unidas para Meio Ambiente possui uma conta de twitter bastante informativa. Gosto de ler para aprender o que tramita pelas cabeças dos líderes mundiais em relação às mudanças climáticas – o que é factível, tipos de mitigação, etc.
  • Climate Feedback – Site de uma ONG de cientistas (climatologistas, geólogos, biólogos, etc.) que analisam muito criticamente o mar de notícias sobre mudanças climáticas que saem na mídia. Em geral, trazem fatos, estatísticas corretas e senões científicos para corrigir a reportagem analisada. Um trabalho de curadoria fundamental.
  • O que você faria se soubesse o que eu sei? – Em português, o Alexandre explica e comenta sobre mudanças climáticas de maneira aprofundada e organizada em seu blog.
  • Guardian – Único jornalão tradicional entre os que leio em campanha contínua para colocar as mudanças climáticas no patamar urgente de discussão necessário, e envolvê-las no máximo possível de abordagens de qualquer notícia. O NYTimes às vezes tem boas reportagens também, mas nem se compara a meu ver ao compromisso ético – e à seção Environment – do Guardian.
  • Blue and Green Tomorrow – É um site de notícias ambientais, principalmente ligadas a negócios e investimentos éticos. Gosto particularmente da seção de Travel deles.
  • Eric Holthaus – Os textos do meteorologista Eric Holthaus para o Slate.com são sempre muito bons, claros e de fácil entendimento. Acho-o um excelente divulgador da ciência climática. Seu twitter também é dos meus favoritos.
  • Real Climate – Climatologia explicada pelos maiores nomes do assunto, em discussões enriquecedoras.
  • GlacierHub – Site de notícias sobre as geleiras do mundo. Comenta de tudo um pouco sobre mudanças climáticas, mas sempre com o foco nas geleiras.
  • Daily Climate – Outro site de notícias climáticas, com uma queda maior para artigos sobre energia limpa.
  • Yale Environment 360 – Mais um site de notícias ambientais, com curadoria da Universidade de Yale, nos EUA.
  • Go Green Travel Green – Discussões sobre viagem sob o ponto de vista de sustentabilidade ambiental. Há uns artigos de que discordo bastante, mas no geral tem boas sugestões.
  • The Diplomat – Site de opinião sobre questões diplomáticas dos países asiáticos e região do Pacífico. Não é um site de mudanças climáticas per se, mas impressiona perceber nos artigos o quanto as complexas questões políticas deste continente já giram em torno de problemas derivados de mudanças climáticas e/ou mitigação.
  • Blog do Gehl Architects – Urbanismo e sustentabilidade, em soluções bacanas. Escrito pela equipe do escritório de arquitetura do ótimo filme “The Human Scale” (que recomendei neste post e neste outro).
  • Inhabitat – Blog de design com ideias e soluções sustentáveis para o dia a dia – e para a vida.
  • 350.org – Quase não leio o site, mas o twitter e a página do facebook deles são muito bons, com postagens bem variadas sobre divestment. Sigo também o 350 Pacific, que tem uma pegada mais regional sobre a área que habito.
  • Dot Earth – o blog de clima do New York Times, escrito por Andrew Revkin, que tem um currículo invejável quando o tema é jornalismo ambiental.
  • Earth Guardians  – Sigo no facebook este grupo de crianças e adolescentes, liderados por Xiuhtezcatl Martinez, que se mobilizaram para garantir um futuro melhor para eles frente às mudanças autoridades. Recentemente, eles entraram com um processo contra o governo americano por não agirem em relação às mudanças climáticas – e vêm ganhando momentum. Garotada da #GenerationRYSE pra lá de inspiradora.
  • Ocean Conservancy – Para notícias gerais dos oceanos, tem mais uma pá de links, mas no twitter e no facebook, o Ocean Conservancy costuma trazer bons artigos.
  • The Pew Charitable Trusts – Também para notícias sobre oceanos, o site desta ONG costuma ser bom. O braço Pew Environment no twitter e facebook também valem a pena.

Nem de longe esta lista é completa. Tem mais um tanto de sites, tweets, facebooks, instagram e newsletters, principalmente sobre oceanos. Mas esta aí de cima para mim, na rotina corrida do dia a dia, com o pouco tempo de leitura livre que tenho, já me dá uma boa geral do que está rolando e satisfaz minha sede de informação.

Tudo de verde sempre.

(Regras e considerações para entender o guia Malla de hotel em Oahu.)

Hotel em Oahu 5

Qual hotel em Oahu é mais barato? Ficar em Waikiki, North Shore, ou Ko ‘Olina? Onde há o melhor custo-benefício?

Estas são dúvidas recorrentes nos emails que recebo aqui no blog. Para elas, minha resposta é sempre: depende do seu interesse de visita. Abaixo, listo as vantagens e desvantagens de cada uma destas localizações. Mas antes alguns números gerais.

A taxa de ocupação hoteleira média em Oahu é de 85% – chega a 100% em alta temporada -, portanto, a demanda é constante. O que, como todos sabemos, gera preços que raramente abaixam – fora os 9.25% de taxa de hotel por lei, mais o sales tax de 4.71%. Ou seja, hotel em Oahu que seja barato é quase uma antítese. E, como consequência adicional desta demanda constante, nenhum hotel/resort é all-inclusive. Entretanto, sabendo olhar com carinho, dá para encontrar boas promoções, principalmente nos meses de abril e outubro, que são considerados “baixa temporada” – entre aspas porque no Havaí não existe uma baixa temporada de verdade, o turismo é praticamente non-stop.

Oahu-Hotel-areas

WAIKIKI

Waikiki é o bairro mais famoso de Honolulu, em Oahu, e está a cerca de 10 milhas do aeroporto. É ali, nos poucos quarteirões entre o canal Ala Wai e a praia, que está a maior concentração de hotéis por metro quadrado do Havaí – são mais de 300 hotéis, com acomodações para todos os gostos e bolsos. Ficar neste bairro é ideal para quem quer curtir agitação de praia, fazer compras e passeios sem precisar se deslocar muito, ou simplesmente para quem não curte isolamento estilo hotel-fazenda. É a área também com o melhor custo-benefício, com a competição acirrada facilitando promoções mais frequentes.

Como na maior parte do planeta… location, location, location. Os hotéis de luxo estão na beira da praia, a maioria na Kalakaua Ave., e à medida que se anda para as ruas internas, os hotéis vão ficando mais simples – e os preços mais interessantes em termos de custo-benefício. Por exemplo, os hotéis mais baratos das grandes redes americanas (Marriott Courtyard, Hyatt Place, Double Tree by Hilton, etc.) estão na maioria na Kuhio Avenue, a cerca de 3 quarteirões da praia. Algumas pérolas barateiras são encontradas na beira da praia – e estão comentadas neste guia.

Os problemas de ficar em Waikiki: a) estacionar, além de caro, é um pesadelo, portanto a maioria dos hotéis cobra uma taxa extra para o estacionamento do carro – fique de olho nesta taxa ao reservar seu hotel; b) a pasteurização do Havaí – em Waikiki, você encontra o estereótipo do estereótipo do que é o Havaí, é difícil achar uma experiência realmente autêntica; c) a lotação constante – mais de 90% dos visitantes se hospedam em Waikiki, portanto tudo no bairro está sempre cheio, com filas ou muita gente. Reservas em restaurante, por exemplo, são fundamentais.

A lista de hotéis em Waikiki é interminável, e minhas sugestões selecionadas estão abaixo, divididas por categorias.

Hotel-em-Oahu-4

Top 5 do luxo

  • Halekulani (reserva booking) – É meu hotel em Waikiki favorito – ou seja, serei parcial nesta resenha. 😀 Mas sério, pense num resort com cara de hotel-boutique de requinte, com uma certa história. O serviço é impecável; os restaurantes, sem comentários, todos 5 estrelas – o brunch de domingo do Orchids é o melhor e mais completo do Havaí inteiro, e o La Mer, restaurante de gastronomia francesa, está ano após ano como melhor restaurante do Havaí em diversas listas celebradas, como da Forbes Travel. A vista da praia é de cinema, o hotel é pé na areia, e o spa é dos mais bacanas de Waikiki. Além disso, está a um quarteirão do Beachwalk, onde várias galerias e lojinhas bacanas se encontram, mas não tão perto da muvuca maior – ou seja, menos barulho à noite. É um luxo ideal para a lua-de-mel daqueles que querem tranquilidade, mas não querem ficar longe da “civilização”. Preços: diárias a partir de US$495.00; estacionamento só com valet, preço incluso na diária. Wifi gratuito em toda a propriedade. Endereço2199 Kalia RoadHonolulu.
  • Moana Surfrider (reserva booking) – Gerenciado pela rede SPG, é o hotel mais tradicional – e bem localizado – de Waikiki. Foi o primeiro hotel construído ali, no século XIX, e sua arquitetura vitoriana praia-pomposa é tombada pelo patrimônio histórico estadual. O Moana está no coração do bairro, perto de inúmeras lojas de luxo e restaurantes; é hotel pé na areia, e a enorme figueira do seu Beach Bar também é tombada pelo patrimônio histórico, pois foi à sombra desta árvore que Robert Louis Stevenson escreveu alguns de seus poemas. Entre os hóspedes ilustres do passado estão o Rei Edward VIII e a escritora Agatha Christie. Todo o hotel tem essa atmosfera de luxo clássico, incluindo seus quartos e restaurantes, que são excelentes. A praia em frente é mansa, ideal para aulas de surfe para quem nunca surfou na vida. O spa do hotel é bom (mas há melhores em Waikiki). Não deixe de fazer pelo menos uma refeição em sua varanda, em um dos restaurantes/bares – o Veranda é especializado em chá das 5, e tem um menu de boa qualidade. Preços: diária a partir de US$265,00. Taxa de resort de US$31,41 por quarto por noite. Estacionamento com valet a US$33,00 por noite, e self-parking a US$25,00. Acesso a wifi incluso na taxa de resort, com hotspots no lobby e outros pontos da propriedade. Endereço: 2365 Kalakaua Avenue, Honolulu.
  • Royal Hawaiian Hotel (reserva booking) – É um hotel clássico de Waikiki, construído em 1927, e apelidado carinhosamente de “Pink Hotel”. Em qualquer foto da orla de Waikiki, o Royal Hawaiian aparece em destaque, por causa de sua arquitetura espanhola clássica e por estar no centro de Waikiki – o acesso às lojas e restaurantes do bairro é facílimo. O hotel é de luxo, pé na areia com uma vista do vulcão Diamond Head sensacional, mas as dependências são todas em estilo clássico, e já ouvi que uma reforminha modernosa talvez caísse bem em alguns dos quartos. É gerenciado pela rede SPG, e dentro do hotel está um dos melhores restaurantes de frutos do mar da ilha, o Azure. Embora seja um hotel grande-quase-resort, parece ser mais aconchegante que um resort comum para casais, e considero ótimo para lua-de-mel. Costuma agradar muito ao público mais velho. Preços: diárias a partir de US$298,00; estacionamento – US$25,00 por dia. Acesso a wifi incluso na taxa de resort, com hotspots no lobby. Endereço2259 Kalakaua AvenueHonolulu.
  • The Modern (reserva booking) – Localizado logo no início de Waikiki, de frente para a marina de Ala Wai, é um boutique-hotel fashion de requinte, com design bem modernoso (como o nome diz) dos notáveis arquitetos novaiorquinos George Yabu e Glenn Pushelberg. Toda a decoração é customizada, feita por artistas locais com peças únicas. O hotel não é pé na areia, mas é com vista direta para o mar e para a marina de Ala Wai. Seus ambientes são deliciosos, bem cozy, e nele fica o celebrado restaurante japonês do Chef Morimoto (Iron Chef do Food Network), e o bar-maravilhoso-mas desconhecido de happy hour The Study, que fica no lobby dentro da estante – você não leu errado, a estante atrás do lobby “abre” todo dia às 5 da tarde, e revela um bar cujo mixólogo é sempre alguém de renome. Os quartos são um capítulo à parte do The Modern, estilosos e bem novinhos. É um dos hotéis preferidos dos millenials, marketeado intensivamente para esta parcela da população. O night club do hotel é famoso em toda a ilha, e portanto lota – o barulho da danceteria pode chegar a alguns dos quartos, principalmente nos andares mais baixos. Preços: diária a partir de US$260,00. Estacionamento só com valet, a US$28,00 por dia. Wifi gratuito em todo o hotel. Endereço1775 Ala Moana BoulevardHonolulu.
  • Kahala Resort (reserva booking) – Não fica em Waikiki, e sim no bairro classe A de Kahala; mas como este bairro fica relativamente próximo a Waikiki considero o resort no mesmo grupo de hotéis de Waikiki. A localização, no fim da Kahala Avenue praticamente dentro da praia, remete a um isolamento pero no mucho. Este é um resort 5 estrelas, com um serviço discreto e impecável, e restaurantes estrelados (o contemporâneo Hoku’s é seguidamente eleito o melhor restaurante de Oahu, o Plumeria tem um dos melhores brunchs da ilha, e o Arancino é um italiano de primeira). Já foi eleito diversas vezes como o melhor hotel em Oahu. O spa é sensacional. O hotel sabe lidar muito bem com diversos tipos de clientes, pois sua clientela vai desde famílias com crianças que querem splash, passando por executivos a trabalho, até casais em lua-de-mel que querem “amor numa cabana” o mais longe possível de bagunça. Oferece uma capela e uma área especial para casamentos, e como o cenário ali é lindo, é garantia de que suas fotos ficarão bonitas. No Kahala, além da piscina à beira-mar, há também um lago com golfinhos nariz-de-garrafa, e os hóspedes podem nadar com eles acompanhados por um grupo de treinadores (a partir de US$149,00 por 15 minutos). Particularmente, eu não curto este tipo de atividade, mas para quem gosta, está aí a info. Preços: diárias a partir de US$445,00 com taxa extra para café da manhã incluso. Não tem taxa de resort. Estacionamento a US$32,00 por dia. Wifi gratuito a velocidade média – para melhor banda, o hotel cobra uma taxa. Endereço: 5000 Kahala Avenue, Honolulu.

Hotel-em-Oahu-6

Intermediários

  • Hilton Hawaiian Village (reserva booking) – É o maior resort de Honolulu. Considero ideal para famílias com crianças pequenas e para aqueles que curtem ficar em grandes resorts. Não acho um bom hotel de lua-de-mel nem para viagens românticas, porque costuma ser muito movimentado, o tempo todo com hordas de gente a cada canto. O serviço é padrão resort. A propriedade é fenomenal: uma vila com diversas lojinhas, galerias e 11 restaurantes (além do Starbucks e da fatídica ABC Store, claro), um spa excelente, uma pequena “Chinatown”, além de acesso a diversos passeios  (o tour de submarino sai da frente do Hilton), ao luau e vista VIP dos fogos do Aloha Friday, que são patrocinados pelo Hilton. Ah, e isso porque ainda não comentei da praia: o resort é pé na areia e fica em frente a uma das partes mais tranquilas da praia de Waikiki. Dá para snorkelar ali mesmo, e dá para passar as férias todas ali dentro, esquecendo da vida lá fora. Há também uma laguna de água salgada ideal para crianças e SUP. São 3 torres de apartamentos, uma delas sendo a famosa Rainbow Tower, que já é um cartão-postal de Waikiki. Preços: diárias a partir de US$189,00; taxa de resort – US$30,00 por dia; estacionamento – US$29,00 por dia. Acesso a wifi incluso na taxa de resort, com hotspots na área da piscina. Endereço2005 Kalia RoadHonolulu.
  • Outrigger Waikiki Beach Hotel (reserva booking) – O hotel é super-bem-localizado, no centro de tudo em Waikiki – o que pode também significar que não é um hotel muito quieto. Para quem curte animação, o bar mais agitado de Waikiki fica dentro deste hotel: o Duke’s, tradicional point surfista; além da novíssima e sensacional casa de jazz Blue Note Hawaii, que fica no segundo andar do hotel. O hotel é pé na areia e o café da manhã é mediano, mas com vista linda, no Hula Grill. A piscina é simples, assim como os quartos. Eu diria que é um hotel mediano. Preços: diárias a partir de US$225,00; taxa de resort de US$30,00 por dia; estacionamento: US$35,00 por dia. Wifi gratuito por todo o hotel. Endereço2335 Kalakaua AvenueHonolulu.
  • Outrigger Reef Waikiki Beach Resort (reserva booking) – Outro hotel da rede Outrigger, este um pouco mais afastado do centro de Waikiki, mas ainda bem perto do Beachwalk, na beira da praia. A piscina do hotel é meio decadente, sem vista direta para a praia, mas o hotel tem um serviço bem decente. Gosto muito de um dos restaurantes do hotel, o Ocean House – ver o pôr-do-sol dali é lindo. Preços: diárias a partir de US$225,00; estacionamento: US$35,00 com valet. Wifi gratuito por todo o hotel. Endereço2169 Kalia Rd.Honolulu.
  • Hyatt Regency (reserva booking) – É um bom hotel localizado na rua da praia de Waikiki, em frente à famosa estátua do Duke – mas não é pé na areia. Seus quartos são bons, limpos e modernos – os de frente para praia com varanda são os mais interessantes, claro. Sua principal ocupação é de japoneses, e muito do serviço é programado pensando nesta categoria de visitante. Nenhum dos restaurantes do hotel é reconhecidamente estrelado – portanto, não conte com eles. Eu diria que é um hotel eficiente, dentre os intermediários. Preços: Diárias a partir de US$213,00. Taxa de resort: US$31,41 por noite por quarto. Estacionamento a US$30,00 por noite (self-parking) ou US$35,00 por noite (valet). Acesso a wifi por todo o hotel incluso na taxa de resort. Endereço: 2424 Kalakaua Avenue, Honolulu.
  • Waikiki Beach Marriott (reserva booking) – Dos hotéis com bom custo-benefício, talvez seja o meu favorito. Embora seja um hotel em Oahu bem típico americano – é Marriott, né? – está numa esquina bacana da praia, perto de tudo mas não tanto no meio da “bagunça”, com acesso fácil ao calçadão e às benesses de Waikiki. O spa é ok, mas não é uma brastemp®. Seus restaurantes são superlativos: enquanto o Kuhio Beach Grill é fraquíssimo, o Sansei Seafood & Sushi Bar é sensacionalíssimo, constando este último na minha lista pessoal de top 10 japoneses aqui do Havaí. Preços: diárias a partir de US$199,00. Taxa de resort de US$30,00 por dia. Estacionamento a US$32,00 por dia, e US$37,00 por dia com valet. Wifi gratuito no lobby, e nos quartos o custo do wifi está incluso na taxa de resort. Endereço: 2552 Kalakaua Avenue, Honolulu.
  • Hawaii Prince Hotel (reserva booking) – Localizado logo no início de Waikiki, de frente para a marina de Ala Wai e mais perto do Ala Moana Mall, este é um ótimo e desconhecido hotel, que por pouco não fica na lista de hotéis de luxo. Se seu objetivo em Honolulu inclui fazer compras, a facilidade de ir à pé pro Ala Moana Mall faz deste hotel imbatível. O melhor buffet de frutos do mar do Havaí inteiro fica aqui, o Prince Court, de onde você ainda pode ver um espetacular pôr-do-sol com vista para a marina. Por estar fora do grande burburinho de Waikiki, é fácil sair e chegar deste hotel, tornando-o ideal para quem viaja a negócios. Preços: diárias a partir de US$440,00; taxa de resort de US$31,41. estacionamento para um carro incluso na diária. Acesso a wifi: US$14,95 por dia. Endereço: 100 Holomoana St., Honolulu.

Hotel-em-Oahu-8

  • Sheraton Waikiki (reserva booking) -Está localizado na beira da praia, e deveria ser um resort de luxo, mas… não é. Ao contrário da maioria dos hotéis da praia, este Sheraton é bem massificado e sem personalidade. Sua vantagem é, além de ser pé na areia, ter inúmeras lojas de souvenir dentro do lobby do hotel e ter um dos bares mais cools para happy hour em Waikiki, o Rumfire. Os quartos são eficientes, com uma vista linda do mar de Waikiki. Preços: Diárias a partir de US$247,00. Taxa de resort de US$31,41, inclui estacionamento para um carro. Custo do wifi incluso na taxa de resort, mas só disponível no lobby e piscina – nos quartos a internet é de fio. Endereço: 2255 Kalakaua Avenue, Honolulu.
  • Ilikai Hotel (reserva booking) – O Ilikai é um hotel interessante: parte dele é hotel, e parte são apartamentos particulares cujos proprietários podem alugar por temporada, caso queiram. Por conta disso, mesmo os quartos de hotel têm uma pequena cozinha, o que o torna um hotel atrativo para famílias com crianças. Localiza-se logo no início de Waikiki, a pouca distância do Ala Moana Mall, entre o Hilton Hawaiian Village e o The Modern. Não é pé na areia, mas possui uma passarela que sai da sua área de piscina direto para a praia, evitando que você tenha que atravessar rua. Preços: Diárias a partir de US$199,00; taxa de hospitalidade de US$15,71. Estacionamento com valet a US$28,00 por dia. Wifi gratuito no lobby; nos quartos o custo está incluso na taxa de resort. Endereço: 1777 Ala Moana Boulevard, Honolulu.
  • Coconut Waikiki Hotel (reserva booking) – Hotel-boutique clean, com estilo art-deco colorido e feeling de condomínio de moradores. Os quartos são pequenos, mas caprichados. A localização é nos fundos de Waikiki, a pelo menos 5 quarteirões da praia, com vista para o canal de Ala Wai e as montanhas. Fica um pouco distante do centrinho do bairro e de bons restaurantes. Um dos preferidos da clientela LGBT. Preços: diárias a partir de US$219,00. Estacionamento com valet a US$30,00. Não tem taxa de resort. Wifi gratuito por todo o hotel. Endereço: 450 Lewers St., Honolulu.
  • The New Otani Kaimana Beach (reserva booking) – O New Otani está numa área mais tranquila de Waikiki, afastado do burburinho, mas ainda a uma distância facilmente percorrível a pé. Fica em frente a praia de Kaimana, e praticamente ao lado do Waikiki Aquarium, na cara do Diamond Head. Também é um hotel em ponto histórico de Waikiki – foi ali, debaixo da árvore do restaurante, que o golpe para restaurar o reinado da Rainha Liliuokalani foi arquitetado. É um hotel pé na areia, e seu restaurante de café da manhã, o Hau Tree Lanai, garante um brunch com vista linda de toda costa, que vale cada centavo. Preços: diárias a partir de US$199,00. Taxa de resort a US$10,00 por dia. Estacionamento só com valet, a US$28,00 por dia. Wifi gratuito nos quartos. Endereço: 2863 Kalakaua Ave, Honolulu.
  • Aston Waikiki Beach Hotel (reserva booking) – Tem a mesma vibe do Waikiki Beach Marriott, numa esquina boa da praia e com ambientes agradáveis e modernos. Os quartos são pequenos, funcionais e sem muita frescura. O Tiki’s Bar da piscina quebra um galho. Preços: diárias a partir de US$169,00. Taxa de amenidades: US$23,00 por quarto. estacionamento só com valet, a US$27,00 por dia. Wifi gratuito no lobby e na piscina, e custo do wifi incluso na taxa de resort para os quartos. Endereço: 2570 Kalakaua Avenue, Honolulu.

BBB – Bom, (quase sempre) bonito e barato

  • Vive Hotel Waikiki (reserva booking) – O Vive é um novo hotel-boutique independente, mais afastado da praia (está a 3 quarteirões de distância), e com um design muito gracinha. As suítes temáticas pop – raridade no Havaí – são um diferencial fofo, com a suíte Musician sendo um must para apaixonados pelos Beatles, e a Library ótima para quem vem a negócios. Acho este hotel uma pequena jóia e de ótimo custo-benefício para quem não quer tanta badalação. Preços: diárias a partir de US$169,00. Taxa de ocupação de 14% do preço, mas sem taxa de resort. Estacionamento com valet a US$25,00 por dia. Endereço: 2426 Kuhio Avenue, Honolulu.
  • Hotel Renew (reserva booking) –  A rede Aston em geral costuma ter preços mais baratos, portanto é uma boa dica começar procurando hotéis por eles. O Renew é o hotel-boutique desta rede, e é uma boa opção para quem não liga de ficar em uma rua lateral – mas com vista para o mar e as montanhas. O hotel é muito procurado por clientes LGBT, e oferece discontos em um dos bares LGBT mais animados  de Waikiki. O design é estiloso, os quartos limpos e o serviço é eficiente. É um hotel, digamos, diferenciadoPreços: Diárias a partir de US$169,00, e há desconto especial para recém-casados. Estacionamento com valet a US$27,00 por dia. Wifi gratuito no lobby, e custo do wifi incluso na taxa de resort para os quartos. Endereço: 129 Paoakalani Avenue, Honolulu.
  • Ala Moana Hotel (reserva booking) – Era um hotel decadente, mas desde que foi incorporado pela rede Outrigger, ganhou uma boa repaginada, e agora está mais novinho, clean e funcional. A grande vantagem do Ala Moana Hotel é estar praticamente dentro do Ala Moana Mall – ou seja, ideal para quem também quer fazer compras. Também está a poucos minutos à pé do Hawaii Convention Center, o que o torna perfeito para quem vem a congressos neste local. Geograficamente, este hotel está fora de Waikiki, mas ainda muito perto, portanto entra neste guia como Waikiki. Dentro do Ala Moana Mall há um terminal de ônibus com linhas para todos os pontos da ilha, o que torna este hotel em Oahu uma boa escolha para quem quer dar preferência ao transporte público durante sua estadia. Preços: diárias a partir de US$159,00. Não tem taxa de resort. Estacionamento a US$20,00 por dia, ou com valet por US$25,00 por dia. Wifi gratuito nos quartos apenas. Endereço: 410 Atkinson Drive, Honolulu.
  • Aston Waikiki Circle (reserva booking) – De frente para a praia, este é um hotel em Oahu que oferece a opção de apartamentinhos simples, sendo portanto bom para famílias com crianças que precisam de cozinha. Preços: diárias a partir de US$179,00. Estacionamento a US$22,00 por dia. Custo do wifi nos quartos incluso na taxa de resort. Endereço: 2464 Kalakaua Avenue, Honolulu.
  • Pacific Beach (reserva booking) – O grande highlight deste hotel é seu restaurante, o Oceanarium, que conta com um aquário enorme cheio de peixes havaianos e arraias. O buffet de frutos do mar e peixes do brunch e do jantar são sensacionais. Além disso, diariamente às 5pm neste restaurante ocorre o show da sereia, dentro do aquário, para alegria da criançada. Em termos de hotel, tem uma decoração mais decadente, estilo bons hotéis da década de 80, e os quartos acompanham este estilo. O hotel fica na esquina da praia, mas não é pé na areia, e a entrada é pela rua lateral. Preços: Diárias a partir de US$139,00. Taxa de amenidades/resort de US$20,00 por dia. Estacionamento a US$25,00 por dia, e US$35,00 por dia com valet. Custo do wifi nos quartos incluso na taxa de resort. Endereço: 2490 Kalakaua Avenue, Honolulu.
  • Hyatt Place (reserva booking) – O hotel tem cara de novinho, com um design mais clean. Este é o brand de business da Hyatt, e o hotel em geral é mais prático, menos luxuoso. O hotel fica na esquina com a Kuhio Ave., já quase perto do zooógico – ou seja, não é tão próximo à muvuca. Ideal para quem quer ficar em Waikiki com conforto e não liga de ficar a algumas quadras da praia. Preços: diárias a partir de US$179,00. Estacionamento a US$25,00 por dia, e com valet a US$30,00 por dia. Wifi gratuito por todo o hotel. Endereço: 175 Paoakalani Avenue, Honolulu.
  • Courtyard Waikiki by Marriott (reserva booking) – É um hotel com cara de Marriott mesmo. Por ser o brand da Marriott mais voltado pro business, esse hotel é mais simplificado, funcional e prático. Os quartos são pequenos. O hotel fica a poucos quarteirões do centrinho de Waikiki, onde estão as lojas de grife e restaurantes famosos. Preços: diárias a partir de US$199,00. Estacionamento com valet a US$37,00 por dia. Sem taxa de resort. Wifi gratuito só nos quartos. Endereço: 400 Royal Hawaiian Avenue, Honolulu.
  • Double Tree by Hilton – Alana (reserva booking) – É um hotel mais clean da marca Hilton, com personalidade e um bom business center. Pessoalmente, acho ruim a localização deste hotel: não tão perto da praia, no meio de Waikiki mas fora de mão para sair caminhando. Preços: Diárias a partir de US$249,00. Estacionamento a US$30,00 com valet. Wifi gratuito no lobby e na piscina, e a US$10,00 por dia nos quartos. Endereço1956 Ala Moana Boulevard, Honolulu.
  • Holyday Inn Beachcomber (reserva booking) – Embora não seja diretamente na praia, este hotel está super-bem-localizado, no meio da bagunça de Waikiki. Para quem quer aproveitar praia, restaurantes, clubs e todas as lojas possíveis sem pagar uma fortuna, é perfeito. O ex-restaurante do Jimmy Buffet’s está sofrendo uma super-renovação e reabrirá em dezembro/2016 como Maui Brewing Company – uma microcervejaria de respeito no Havaí (ou seja, vai virar point). Preços: diárias a partir de US$179,00. Wifi gratuito nos quartos e com hotspot no lobby. Taxa de serviço de US$20,00 por dia. Estacionamento com valet a US$35,00 por dia. Endereço: 2300 Kalakaua Avenue, Honolulu.
  • Park Shore Waikiki (reserva booking) – O Park Shore fica em uma das esquinas mais movimentadas de Waikiki, de frente para o zoológico, quase na esquina da praia. O hotel é um ótimo custo-benefício, pois sua localização a poucos passos da praia e com vista privilegiada do vulcão Diamond Head compensa os pequenos defeitos dos quartos. Preços: diárias a partir de US$179,00. Estacionamento a US$25,00 por dia. Wifi gratuito só no lobby. Endereço: 2586 Kalakaua Avenue, Honolulu.
  • Queen Kapiolani Hotel (reserva booking) – É um hotel mais modesto, a um quarteirão da praia e de frente ao zoológico de Honolulu. A vista da cratera do Diamond Head quando se está na piscina é talvez a mais desobstruída de toda Waikiki. A facilidade da localização permite que a visão lateral da praia nos quartos seja perdoada. Preços: diárias a partir de US$119,00. Taxa de resort US$14,95. Estacionamento a US$25,00 por dia. Custo do wifi no quarto incluso na taxa de resort. Endereço: 150 Kapahulu Avenue, Honolulu.
  • Waikiki Sand Villa (reserva booking) – Este é um hotel super-simples e barato, localizado nos fundos de Waikiki, com vista para as montanhas. Entretanto, na piscina, há uma pequena jóia: um wine bar italiano com um menu restritíssimo-mas-fabuloso, o Il Buco. Mesmo se não estiver hospedado ali, vale provar do escondido bar. Preços: diárias a partir de US$135,00. Estacionamento com valet a US$22,00 por dia. Wifi gratuito nos quartos e demais dependências do hotel. Endereço: 2375 Ala Wai Blvd., Honolulu.
  • Sheraton Princess Kaiulani (reserva booking) – Acho que a rede Sheraton é a “decepçãozinha” de Waikiki. Se seu resort acima não é tão bom, este hotel mais simples, que por sua localização deveria ser sensacional (na mais movimentada esquina da praia!), deixa muito a desejar. Os quartos são antigos, e o hotel em geral anda precisando de um bom upgrade. Fuja de seus restaurantes. Entretanto, os preços são tentadores, e se você é do tipo que apenas quer uma cama para dormir, esta pode ser uma boa opção em termos de custo-benefício. Preços: diárias a partir de US$152,00. Taxa de resort de US$28,16, inclui estacionamento para um carro. Não tem valet. Acesso a wifi incluso na taxa de resort por todo o hotel. Endereço: 120 Kaiulani Avenue, Honolulu.
  • Luana Waikiki (reserva booking) – É um hotel-boutique moderno há alguns quarteirões da praia, próximo ao Museu do Exército e logo no início da Kalakaua. O trânsito nesta área é constante, portanto algus quartos podem ser um pouco barulhentos. Os quartos são simpáticos, mas não espere nada de excepcional. Preços: diárias a partir de US$152,00 + taxa de hospitalidade de US$15,00 por dia. Estacionamento a US$35,00 por dia. Acesso a wifi incluso na taxa de hospitalidade. Endereço: 2045 Kalakaua Avenue, Honolulu.
  • Aqua Ohia Waikiki Hotel (reserva booking) – O mais novo hotel da rede Aqua em Waikiki fica a dois enormes quarteirões de distância da praia, mas pertinho do burburinho do bairro. O hotel é pet-friendly. Possui área para guardar pranchas de surfe, o que em um hotel é um plus. Todos os quartos têm uma pequena cozinha, o que torna este hotel ideal para famílias com crianças. Preços: diárias a partir de US$171,00. Taxa de hospitalidade de US$15,00 por dia. Estacionamento limitadíssimo a US$25,00 por dia. Acesso a wifi incluso na taxa de hospitalidade. Endereço: 2280 Kuhio Avenue, Honolulu.
  • Aqua Palms (reserva booking) – Já foi um hotel melhor, mas hoje anda bem caidinho. A localização é mediana, a meio caminho do Ala Moana Mall e da praia em frente ao Hilton. Os quartos precisam de uma recauchutada. O preço, entretanto, compensa as desvantagens. Preços: diárias a partir de US$107,00. Taxa de hospitalidade de US$15,00 por dia. Acesso a wifi incluso na taxa de hospitalidade. Estacionamento a US$25,00 por dia, e não tem valet. Endereço: 1850 Ala Moana Boulevard, Honolulu.
  • Aqua Bamboo Waikiki (reserva booking) – Hotel bem estiloso, a três quarteirões da estátua do Duke em Waikiki, na Kuhio Avenue – que é uma rua bem movimentada. O restaurante do hotel é esquecível, mas como ali perto há inúmeras opções alternativas de gastronomia, não chega a ser um problema. Os quartos do hotel são pequenos, de decoração um pouco kitsch, mas limpos. Preços: diárias a partir de US$116,00. Taxa de hospitalidade de US$15,00 por dia. Estacionamento a US$25,00 por dia. Acesso a wifi incluso na taxa de hospitalidade. Endereço: 2425 Kuhio Avenue, Honolulu.
  • Pagoda Hotel (reserva booking) – É um hotel fraco, e não fica bem em Waikiki, e sim em Ala Moana, perto do Koreatown. Já foi no passado longínquo um grande hotel; hoje, há poucos resquícios desse passado. Tem suas vantagens: café da manhã gratuito, sua localização, perto das lojas barateiras Wal-Mart e Ross, e é pet-friendly. Os jardins em estilo asiático são uma atração bacaninha. Mas vá por conta e risco. Preços: diárias a partir de US$107,00; taxa do hotel US$10,00 por noite, e taxa de US$35,00 por pet. Endereço: 1525 Rycroft St, Honolulu.
  • Aston Waikiki Beachside Hotel (reserva booking) – O Aston Beachside é simplérrimo, mas é barato e está de frente pra praia, uma combinação que em Waikiki é raridade. Este hotel não é pé na areia. Tem por dentro a mesma vibe de um hotel bem antigo de Copacabana, com entrada por uma porta minúscula, fácil de passar batido. Os quartos são bem antigos e parcialmente funcionais. Preços: diárias a partir de US$134,00 (eles oferecem diversos descontos para seniors, membros AAA etc.). Estacionamento só com valet a US$22,00. Endereço: 2452 Kalakaua Avenue, Honolulu.

Albergues

  • The Beach Waikiki Boutique Hostel (site oficial) – Dentre os albergues de Waikiki, é o mais bacaninha. Os dormitórios são charmoso-simples e limpos, assim como os quartos.  O lounge no terraço é um bom adicional. Preços: diárias em dormitório a partir de US$36,00, e em quarto semi-particular a partir de US$88,00. Estacionamento a US$10,00 por dia. Não tem wifi gratuito. Endereço: 2569 Cartwright Road, Honolulu.
  • Waikiki Beachside Hostel (reserva booking) – As acomodações são super-simples, e não espere a qualidade dos albergues europeus aqui. A limpeza deixa um pouco a desejar. Preços: diárias em dormitório, a partir de US$34,22, e quartos privativos a partir de US$80,72; estacionamento US$7,00 por dia. Tem wifi gratuito, mas praticamente qualquer outra coisa é cobrada extra. Endereço: 2556 Lemon Road, Honolulu.
  • Polynesian Hostel (reserva booking) – É o albergue dos encontros mochileiros por excelência. Acomodações mais modernas, bem decentes. Preços: diárias em dormitório a partir de US$20,00, e em quartos semi-privados a partir de US$70,00. Wifi gratuito. Endereço: 2584 Lemon Road, Honolulu.
  • Hostelling International (site oficial) – Fica num prédio bem antigo, praticamente caindo aos pedaços. A localização não é das melhores e já ouvi histórias de roubos ali dentro. Preços: diárias em dormitório a partir de US$33,00 (membros da HI), e US$36,00 (não-membros). Estacionamento a US$10,00 por noite, quem chegar primeiro pois são poucas vagas. Endereço: 2417 Prince Edward Street, Honolulu.

KO ‘OLINA

A região de Ko ‘Olina fica do lado oeste de Oahu, a cerca de 25 milhas de Waikiki, no final da rodovia H-1. A maioria dos apartamentos aqui é de timeshare, mas há dois hotéis (um em estágio final de reforma) que valem a pena ser destacados. Ko ‘Olina é também onde acontecem importantes torneios de golfe em Oahu, portanto boa parte da clientela dos hotéis e timeshares aqui é de asiáticos fanáticos por golfe. Em Ko ‘Olina fica também o Paradise Cove, um dos melhores pontos de luau de Oahu. Outro highlight: as praias deste lado da ilha, verdadeiras jóias, muito limpas e lindas, excelentes para ver muitos peixes, tartarugas e baleias (na época delas). Ficar em Ko ‘Olina é optar pelo isolamento, pelo relax total durante sua estadia – ideal para quem quer focar sua visita ao Havaí em sombra e água fresca e nem pensar em pegar um carro para nada. A existência ali também de uma marina ajuda a tornar toda a experiência de ficar deste lado ainda mais privativa.

  • Aulani Disney Resort & Spa (site oficial) – Pense em café da manhã com Mickey & Minnie, numa atmosfera de praia tropical polinésia. Assim é o Aulani, o resort da Disney onde todas as atividades estão voltadas às crianças. A decoração dos quartos é cheia de easter eggs da Disney, e para os fãs, é de ficar louco. A arquitetura do hotel é inspirada nas hales polinésias, e além do parque aquático dentro do hotel, a praia ali em frente é perfeita pra crianças, bem mansinha. Resort mais kids friendly não há em Oahu. Preços: diárias a partir de US$591,00. Estacionamento a US$37,00 por dia. Não tem taxa de resort. Wifi gratuito por todo o hotel. Endereço: 92-1185 Ali’inui Drive, Kapolei.
  • Four Seasons Oahu at Ko Olina (site oficial) – O antigo Marriott fechou, e está no momento sendo reformado para abrigar o luxuosíssimo 5-estrelas Four Seasons, que promete inaugurar em maio de 2016. Aguardemos! \o/ Preços: diárias promocionais de inauguração a partir de US$525,00. Taxa de quarto a 9.25%. Sem informação no momento sobre preço do estacionamento. Endereço: 92-1001 Olani Street, Kapolei.

NORTH SHORE

Entre a Mokuleia e o Kahuku, estão as 7 milhas dos sonhos de qualquer surfista (ou apreciador de surfe) do mundo: o North Shore da ilha de Oahu. A escolha de ficar aqui é optar pelo despojamento, pela desencanação completa. É querer curtir a praia com todas as possibilidades que ela oferece. O North Shore de Oahu fica a cerca de 1 hora e meia de carro de Honolulu, indo pela rodovia H1 e H2.

Hotel-em-Oahu-1

  • Turtle Bay Resort (reserva booking) – É o único resort do North Shore, de frente para a praia e com um visual do mar deslumbrante. Preços: diárias a partir de US$350,00; taxa de resort a US$39,79. Acesso ao wifi incluso na taxa de resort. Estacionamento gratuito, ou US$15,00 com valet. Endereço: 57-091 Kamehameha Highway, Kahuku.
  • Courtyard by Marriott Oahu North Shore (reserva booking) – O mais novo hotel do North Shore de Oahu fica em Laie, praticamente dentro do Polynesian Cultural Center. O hotel é a vertente business do Marriott, com o típico café The Bistro desta rede – não espere nada gastronomicamente incrível. Como foi inaugurado em 2015, o hotel está novinho, e o bom custo-benefício para quem quer ficar no North Shore conta pontos. Está a 15-20 minutos de carro das principais praias do surfe de Oahu. Em Lai’e, todo o comércio fecha aos domingos, e é bom planejar bem sua estadia nesse dia. Preços: diárias a partir de US$179,00. Estacionamento a US$10,00 por dia. Wifi gratuito em toda a propriedade. Endereço: 55-400 Kamehameha Highway, Laie.
  • Tiki Moon Villas (reserva booking) – Localizado em Laie, pertíssimo do Polynesian Cultural Center e a 15-20 minutos de carro de Sunset Beach (onde o North Shore oficial começa – ou seja, fica tecnicamente fora do North Shore). O Tiki Moon Villas é uma propriedade com alguns poucos quartos e diversos pequenos bangalôs. Cada bangalô é um apartamentinho, com cozinha, quartos e dependências, de frente pra praia de Lai’e – os quartos são apertados e não espere muito luxo. Ideal para famílias ou grupos de amigos. Aqui cabe lembrar que Lai’e é uma área mórmon de Oahu, e por conta disso, todo o comércio fecha aos domingos. Preços: diárias a partir de US$150,00 (quarto), US$235,00 (studio) e US$295,00 (bangalô). Estacionamento gratuito para um veículo. Wifi gratuito. Endereço: 55-367 Kamehameha Highway, Laie.
  • Kalani Hawaii Private Lodging (site oficial) – Fica na Pupukea, a 10 minutos andando de Sunset Beach ou de Pipeline. Por ser praticamente uma casa particular num bairro estritamente residencial a alguns quarteirões da praia, esta acomodação só aceita estadias com reserva antecipada pela web – chegar lá de última hora é certeza absoluta de levar um “não há vagas” na cara, nem tente mesmo. Interessantemente, apesar do clima exclusivo, em termos de acomodações disponíveis há desde dormitórios estilo albergue com banheiro compartilhado até apartamentos completinhos, com cozinha e banheiro privativo. Parece uma boa opção para famílias e casais. Recomenda-se reservar com muita antecedência para a temporada de surfe. Preços: dormitório a US$30,00 e diárias em quarto a partir de US$171,00 (quarto simples; visto em buscador online, não no site oficial). Estacionamento e wifi gratuitos. Endereço: 59-222 Kamehameha Highway, Haleiwa.
  • Backpackers Vacation Inn & Hostel (site oficial) – É um albergue, ideal para quem quer aproveitar o North Shore sem gastar muito e não se encana com a animação da galera jovem. As instalações são simplérrimas, o mínimo possível, sem regalias e limpeza a desejar. Por ficar na Pupukea, de frente para a praia de Three Tables, é super-conveniente, praticamente ao lado de Waimea Bay, a 10 minutos à pé de Pipeline, e a 4 quarteirões do supermercado Foodland. Costuma lotar rápido na temporada do surfe, portanto reservas com bastante antecedência são altamente recomendadas. Preços: diárias de US$30,00 (dormitórios), US$70,00 por quarto privativo com banheiro compartilhado, e US$130,00 (studio). Endereço: 59-788 Kamehameha Highway, Haleiwa.

KANEOHE/ KAILUA

Poucas pessoas se aventuram a ficar nesta área da ilha, talvez por ser mais afastada tanto da badalação de Waikiki quanto do surfe no North Shore. A área também não oferece muitas opções de acomodação, já que hotéis e motéis são proibidos nestes bairros. Em Kailua, as opções são exclusivamente bed & breakfasts (listo aqui apenas os legalizados). Kailua é um bairro residencial de classe média alta e classe alta, onde fica a linda – e exclusiva – praia de Lanikai. No centrinho de Kailua, que fica a alguns quarteirões da praia, há um Whole Foods, um Target e algumas opções de restaurantes e lanchonetes. Portanto, se você ficar nesta área sem carro, é bom se abastecer antes no mercado. A praia de Kailua é ótima para caiaque e kitesurfing, e bem mansinha em diversos pontos.

Já Kaneohe é um pouco maior que Kailua, mas ainda assim bastante residencial – é praticamente uma cidade-dormitório de Honolulu. O visual das montanhas verdes e dramáticas com os inúmeros tons de azul da baía de Kaneohe tornam esta área muito especial. Não há muitas praias acessíveis ali, apenas a do Chinaman’s Hat, pois a costa inteira da baía é coberta por manguezais. Uma única opção de hotel em Kaneohe oferece um passeio interessantíssimo para quem quer relaxar, e por isso vale a pena ser mencionada neste guia.

  • Paradise Bay Resort (reserva booking) – Está mais para uma pequena pousada/bed & breakfast que resort. Aos sábados, oferece um passeio exclusivo para os hóspedes que é simplesmente sensacional: passar o dia no banco de areia no meio da baía de Kaneohe. Esta área só é acessível para quem tem barco próprio, e não há tours para lá que ficam durante o dia por ser proibido atividades comerciais ali. Num fim de semana de sol lindo, eu toparia ficar neste hotel só para aproveitar este passeio. Além disso, o hotel, por ser afastado de qualquer movimentação de cidade, é ideal para quem quer apenas sossego durante suas estadia. Preços: diárias a partir de US$174,00; estacionamento e wifi gratuitos. Endereço: 47-039 Lihikai Drive, Kaneohe.
  • Hawaii’s Hidden Hideaway Bed & Breakfast (site oficial) – Localizado nos fundos de Lanikai, a 4 quarteirões da praia, este bed & breakfast é ideal para casais ou uma família pequena que queiram “viver como os locais” por um período. Tem 2 studios e uma suíte particular com entrada privativa, e o número máximo de pessoas que aceita é sete. É uma hotel em Oahu para quem quer tranquilidade. É um dos únicos bed & breakfasts legalizados numa área estritamente residencial da ilha, e já recebeu diversos prêmios por sua qualidade e tranquilidade. Tem regras para horário de silêncio. Preços: diárias a partir de US$175,00. Possui taxa de limpeza. Estacionamento e wifi gratuitos. Endereço: 1369 Mokolea Drive, Kailua.
  • Hawaii Sheffield House (site oficial) – Um pequeniníssimo bed & breakfast com apenas 2 quartos disponíveis. A localização é interessante, a um quarteirão da praia de Kailua. Por estar em área residencial, tem um horário de silêncio rígido. Oferece café da manhã incluso na diária, o que no Havaí é incomum. Preços: diárias a partir de US$144,00, com restrição de datas – para férias de julho e/ou janeiro, estadia mínima de uma semana. Taxa de reserva US$25,00 e taxa de limpeza US$75,00.  Endereço: 131 Kuulei Road , Kailua.

HOSPEDAGENS ALTERNATIVAS

Em Oahu, há bastante aluguel de apartamentos por temporada – legais e ilegais. Por conta do custo de hotéis ser tão astronômico na ilha, muitas vezes alugar é uma opções razoável, principalmente se você vai ficar mais de 3 semanas em uma das ilhas. Eu não conheço particularmente ninguém que alugue diretamente, mas deixo a dica do site do Vrbo, que parece ser uma fonte confiável de boas oportunidades. O Booking também faz reserva de apartamentos por temporada, e muitos dos apartamentos nele listados para o Havaí são dentro de resorts ou áreas hoteleiras com estrutura de comércio e alimentação próximas.

Além disso, estadia em AirBnb também é comum no Havaí, e os preços costumam ser um pouco melhores do que um mediano hotel em Oahu. As localizações das propriedades disponíveis variam imensamente, desde o centro nevrálgico de Waikiki até opções nos fundos do vale de Palolo, uma área completamente fora do circuito turístico. Por ser uma forma de acomodação mais orgânica, pode ser uma maneira interessante de vivenciar um pouco melhor o Havaí como um morador local. O Booking.com também faz este tipo de reserva.

Hotel-em-Oahu-2

A última possibilidade de acomodação é 100% barata e 100% rootscamping. Os havaianos curtem acampamento, e é comum famílias ou grupos de amigos acamparem na praia no fim de semana, só pela diversão. Entretanto, há regras, e abaixo tento digeri-las para vocês.

Em todo o estado do Havaí, é proibido acampar na praia ou em parques sem permissão. Caso o local escolhido para acampar esteja sob jurisdição estadual, você precisa adquirir o documento de permissão no website do governo estadual para fazer a reserva e pagar a taxa de acampamento de acordo com o número de dias que deseja acampar – US$12,00 para 6 pessoas por noite, e adicional de US$3,00 por pessoa adicional (máximo de 4 pessoas adicionais; crianças até 2 anos não pagam). Você não pode marcar seu acampamento com mais de 30 dias de antecedência, e pode ficar acampado num mesmo lugar por no máximo 5 noites, de sexta a terça-feira – acampar nas 4as e 5as feiras não é permitido. Em Oahu, é permitido acampar em 4 parques estaduais: Kahana (lado leste), Malaekahana (North Shore, depois de Laie), Keaiwa (em Aiea, no centro da ilha e dentro da mata) e Sand Island (Honolulu, perto do porto). A estrutura nestes parques é mínima: banheiros, chuveiros (água fria), algumas mesas e áreas de churrasco.

Em Oahu, caso o local de acampamento esteja sob jurisdição municipal, você precisa se registrar e pagar pela permissão no site da cidade de Honolulu – custa US$32,00 para 3 dias de acampamento. Existem 16 parques municipais em Oahu onde se pode acampar, e a regra de sexta até segunda-feira vale aqui também.

*******************

É isso, pessoal. Espero que este guia ajude. Aloha!!

Postado em 01/03/2016 por em Havaí, Oahu

Hotel no Havaí

A primeira reação que qualquer pessoa tem após comprar sua passagem de avião para o Havaí é buscar por acomodação. Recebo toda semana diversos emails com variações da mesma dúvida: Onde estão os melhores hotéis? Qual é o melhor custo-benefício? Que hotel no Havaí é mais o meu estilo?

Enfim, para ajudar meus queridíssimos leitores, resolvi montar um mini-guia de hotel no Havaí – com meus pitacos sobre cada um, claro. Haverá um post-guia de hotéis separado para cada ilha: Oahu, Maui, Big Island, Kauai e Lanai.

Antes, porém, algumas regrinhas e/ou considerações.

  • O guia não inclui todos os hotéis existentes na ilha – mas tento ao máximo listar as diversas categorias de acomodação e preços. Aliás, provavelmente nem o Trip Advisor deve ter uma lista de todos os hotéis, simplesmente porque a rotatividade é alta (hotel muda de nome, muda de branding, fecha etc.), e muitos pequenos bed & breakfast terminam não sendo adicionados. Fora os AirBnbs da vida…
  • Meus pitacos são a minha opinião pessoal – dos hotéis que já vi, fui, bisbilhotei ou ouvi de amigos opiniões sobre – e não me responsabilizo pelo serviço e qualidade final de cada propriedade que você encontrará durante sua estadia, já que este é um quesito subjetivo e dinâmico. Deve ter muito hotel bom que não conheço, portanto estará fora desta lista – neste caso, sua opinião viajante-leitor vale muito. Se você gostou muito de um hotel em que se hospedou e este hotel não consta nesta lista, você pode compartilhar sua opinião com a gente nos comentários, para este hotel ser adicionado aqui e ajudar outros viajantes em suas escolhas.
  • A lista de hotéis avaliados é dinâmica. Tentarei ao máximo atualizá-la com frequência, rebaixando ou valorizando os hotéis à medida que o tempo passa e novas opiniões aparecem.
  • Os preços refletem tarifas de março de 2016, buscadas em fevereiro de 2016. Fiz a busca pelos preços em fevereiro, para uma estadia de um casal para uma noite em dia de semana de março. O preço publicado no post é do quarto mais barato do hotel nestas condições. Estão sujeitos a alterações de acordo com temporada e/ou promoções. Tentarei atualizar com o passar do tempo, e indicarei nos posts a data da última atualização.
  • O guia de hotéis é inclusivo. O que quero dizer com isso é que ele também inclui acomodações mais econômicas e/ou alternativas, que talvez não estejam no radar de ninguém no momento, mas que podem despertar a curiosidade de algum leitor. (Quem sabe você não vai lá e conta mais detalhes pra gente depois, né?) E se eu falei mal ou elogiei, e o hotel melhorou ou piorou depois disso, conta pra gente também por favor, porque assim a lista vai ficando cada vez mais útil pra todo mundo que tá indeciso por uma acomodação no Havaí. 🙂
  • Cada descrição de hotel no Havaí oferece um link para o mesmo hotel no sistema de reservas do booking.com ou, quando este não estiver cadastrado lá, para o site oficial. Se você fizer uma reserva usando o sistema do booking, eu ganho uma microscópica (quiçá nanoscópica…) comissão – e você não paga nada extra por isso. Se você acha que ajudei com algo na sua decisão ou escolha, e quiser me recompensar de alguma forma por isso, reservar pelo booking é o caminho mais simples e direto para uma reserva para sua viagem. O link do site oficial, por sua vez, é bem fácil de achar no google, e te levará a informações mais detalhadas sobre o hotel, fotos dos quartos, taxas extras, amenities etc.

Nos próximos posts, os guias de hotel no Havaí em cada ilha. 🙂

Peahi 4

Um dos points mais épicos do Havaí para quem curte surfe está, sem dúvida, em Maui: as ondas de Peahi (com ‘okina em havaiano: Pe’ahi), também conhecida pelo sugestivo nome de JAWS. O apelido “Jaws” vem do impacto causado pela onda que ali quebra,  levando a pessoa a ser praticamente “comida” por esta muralha de água salgada cheia de “dentes”. Ali, no North Shore de Maui, esta que é uma das maiores e mais violentas ondas do mundo quebra a alturas inacreditáveis, com um volume de água de deixar qualquer um nervoso. Para surfar esse pico, a dose de adrenalina da pessoa precisa ser multiplicada por 1000 – ou melhor, elevada a milésima potência. Muitos já morreram ali. Ou seja, o point-aventura não é mesmo para principiantes.

Peahi1
Jaws: a onda fechando para te “mastigar”.

Jaws fica à beira de um precipício, não tem necessariamente uma “praia”, apenas um monte de rochas, e é difícil chegar lá se você não está a fim de encarar uma estrada de terra péssima, penhascos, trilhas e afins. Mas o espetáculo que oferece em dias de swell alto… faz a aventura valer cada segundo do seu sacrifício.

No último 06 de dezembro, estive com duas amigas em Maui para ver o primeiro ever Pe’ahi Challenge, campeonato que aconteceria devido a um swell monstro de nordeste que se encaminhava na direção do Havaí. A combinação deste swell com o vento certo permitiu a realização do campeonato-desafio, que já foi incorporado ao circuito de ondas gigantes do mundo, e colocará a ilha de Maui definitivamente na rota do surfe mundial (para os loucos poucos que achavam que ainda não estava).

Afinal, Peahi/Jaws é algo como o Everest do surfe de ondas gigantes.

Peahi-Challenge-1

A “aventura Peahi”, como eu chamo as visitas ao local, começa no trajeto: Peahi fica no final de uma estrada de terra péssima, que sai da Hana Highway entre os marcos de 13 e 14 milhas da estrada após a cidadezinha de Pa’ia. Sinalização não existe. O mais fácil é colocar as coordenadas no GPS (20°56′36″N, 156°17′52″W). Depois de dirigir quase 2 milhas na estrada de terra em meio a um canavial/capinzal alto, você chega à beira do penhasco – e lá de cima pode admirar as ondas. Não há possibilidade de entrar na água dali para reles mortais; só os mais experientes conseguem descer o penhasco, atravessar os pedregulhos enormes e encarar Peahi. Esta dificuldade de chegada e de descer o precipício é a forma que o pessoal local chegou para evitar uma invasão de haoles – e torna a localização de Peahi o segredo mais mal guardado do Havaí inteiro. (Outra forma um pouco mais radical pode ser vista nesta foto.)

Para o Pe’ahi Challenge de dezembro, entretanto, houve um balde de água fria: o campeonato seria fechado ao público. Minhas amigas e eu pensamos em cancelar nossa “aventura Peahi” do fim de semana, porque ir até Maui para ver pela TV o campeonato não fazia sentido. Mas felizmente resolvemos arriscar assim mesmo.

Peahi2
Dos perigos em Peahi: dois jet skis tentam resgatar um surfista depois de um caixote monstro. Tudo correu bem, mas… que susto.

Minha esperança ao chegar em Maui naquele domingo era de que a polícia estivesse fechando a estrada principal até Peahi, mas permitindo acesso pela estrada-pior-ainda que vai pelo lado direito do penhasco. Infelizmente, a polícia tinha fechado as duas estradas.

Foi aí que decidimos seguir o pessoal local. Percebemos que muita gente tinha parado na estrada perto de uma fazenda. Estacionamos o carro e começamos a seguir a galera pela trilha – eram facilmente mais de 200 pessoas. A trilha era no meio de uma plantação, sem sinalização. Depois de cerca de uma hora andando em mato alto, chegamos a um ponto do penhasco extremamente perigoso, com várias árvores podres que poderiam cair do barranco a qualquer momento – mas de onde podíamos ver o campeonato.

Peahi3
Panorâmica do matagal de onde vimos o campeonato.

Mesmo estando um pouco mais longe, numa posição extremamente desconfortável em meio a um matagal de dar coceira, a emoção a cada ugido estrondoso de Jaws quebrando, o “circo” de barcos e jet skis de apoio, e a adrenalina correndo forte a cada drop e manobra desses surfistas incríveis… nossa, valeram cada segundo da aventura! E ficamos ali mais de 4 horas seguidas em estado de nirvana surfístico, admirando aqueles 50 pés de pura EMOÇÃO.

Peahi5
O colorido da onda de Jaws.

No final, o vencedor do Pe’ahi Challenge foi Billy Kemper, nativo de Maui. Ou seja, alguém que conhece aquela onda “desde garotinho”. O segundo lugar também foi de Maui, Albee Layer. Mas sinceramente, para nós espectadores, todos que se arriscaram na água, na base da remada de braço e com dose tripla de coragem em Jaws já são mais que vencedores. São heróis mesmo.

Tudo de surfe sempre.

Peahi-Challenge-3

***************************

  • P.S.: Na maior parte do ano, Peahi parece inofensiva, pois só rolam marolinhas. Se você chega até a beira do penhasco num dia sem swell, vai achar que o hype é absurdo – e não diga que não avisei. Mas… sai de baixo se você chega ali em dia que o swell bate com força! Nestes raros momentos do ano, a aventura pra chegar ali vale cada poça de lama navegada.
  • Dicas para chegar em Peahi: aconselho um 4×4 – pense em off-road. As locadoras de carro podem multar quem pega a estrada de Peahi em carro econômico, portanto desaconselho o risco – você pode andar até lá. Se a estrada principal não estiver fechada, é uma caminhada de ~40 minutos no sol, factível. Por menor que seja o trajeto, tem umas ladeiras bem chatas de serem feitas. Esqueça se tiver chovido muito no dia anterior, a estrada vira lama. Também esqueça se não houver swell decente (norte-noroeste) com o vento certo (sudeste-sul) – cheque antes no Surfline. Se estas condições não existirem, você não verá muita coisa. Além desta estrada de terra, a outra maneira de chegar até o point é pela água, vindo de barco ou jetski de Ho’okipa ou Pa’ia.

Estrada para Jaws
Mapa para chegar em Peahi, “cortesia” do Google Maps.

  • Nesta reportagem, há uma foto com a visão aérea do “estacionamento” de Peahi, assim como da trilha do penhasco e da “praia”.
Página 1 de 14912345...Última »